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Q4048835 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

   Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

   Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
“Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010.” (4º§)
O termo destacado expressa, no contexto, relação de: 
Alternativas
Q4048834 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

   Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

   Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: – Em que espelho ficou perdida A minha face?
(Cecília Meireles. Obra poética, Volume 4, Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora, 1958, p. 10.)
Pode-se afirmar que o poema “Retrato” apresenta: 
Alternativas
Q4048833 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

   Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

   Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Indique, a seguir, a reescrita do trecho “apesar da preocupação dos filhos” que mantém a correção semântica e gramatical: 
Alternativas
Q4048832 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

   Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

   Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Considerando que as ações de comunicação são sempre relacionadas a intenções comunicativas, assinale o recurso linguístico destacado a seguir que denota efeito de intenção do enunciador.
Alternativas
Q4048831 Português
Envelhecer com saúde: hora de desenhar o novo mapa da vida

    Aos 94 anos, o engenheiro aposentado Luiz Carlos França Domingues demonstra aquilo que os franceses chamam de “joie de vivre”, a alegria de viver que muitos pesquisadores do envelhecimento saudável apontam como um dos segredos para uma vida longa, produtiva e feliz.

    Todas as manhãs, ele salta cedo da cama, faz uma refeição leve e, apesar da preocupação dos filhos, dirige o próprio carro até o Esporte Clube Pinheiros, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo. Não perde as aulas de pilates. “Tenho vontade de viver por causa da serotonina que me traz bem-estar”, diz ele. “Para mim, os exercícios são uma necessidade diária e envolvem um sentimento estético. Gosto da elegância, da postura, da coordenação dos movimentos. Acho tudo isso muito bonito.”

   Em poucos anos, encontrar quase centenários ativos e independentes como Domingues deixará de ser surpresa. Metade das crianças que hoje têm 5 anos poderá chegar aos 100 anos nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos. E essa tem chance de se tornar a norma para recém-nascidos em 2050, segundo um relatório lançado recentemente pelo Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    Em três décadas, quase 30% da população brasileira será idosa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um índice três vezes superior ao verificado em 2010. Para que a experiência do envelhecimento seja satisfatória, há muito o que aprender com exemplos como o de Domingues. Com 1,65 metro e 64 quilos, ele mantém o peso há 68 anos. Viúvo há nove anos, mora sozinho e tem boa condição geral de saúde.

    A genética contribui para a longevidade –– os avós paternos passaram dos 90 anos e o irmão morreu pouco antes de completar um século ––, mas o aposentado também colhe os frutos de décadas de alimentação saudável. E de passar longe do cigarro, das bebidas alcoólicas e do sedentarismo. “Para envelhecer bem, é só fazer o básico e ter um casamento feliz como eu tive.”

   Domingues não sente dores nem sofre de osteoporose. “Nunca tive problema de coluna. Isso é falta de exercício e de ter uma musculatura abdominal forte”, afirma. “Tomo sol enquanto leio o Estadão na beira da piscina. Quer receita melhor para os ossos?”

    Frequentador de vários grupos de terceira idade, ele acha que é importante manter um convívio social ativo. Lamenta quando vê idosos que não saem de casa. “Ficam ranzinzas, emburrecendo com o controle remoto da TV na mão e dizendo que no tempo deles as coisas eram diferentes”, afirma. “O nosso tempo é agora.”

    Graças aos avanços da ciência e aos recursos da Medicina, viver décadas a mais com qualidade será possível, mas o mundo está preparado para os centenários? Não exatamente, segundo a professora Laura Carstensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford.

    “A nossa cultura evoluiu em torno de vidas com a metade desse tempo”, diz ela. “Isso não funciona mais. Precisamos criar normas sociais que acomodem trajetórias muito mais longas.”

    Nos últimos três anos, a equipe liderada por Laura criou recomendações reunidas no relatório O Novo Mapa da Vida. O texto sugere mudanças na educação, nas carreiras e nas transições de vida para que elas sejam compatíveis com existências de um século ou mais.

(Cristiane Segatto, Estadão Conteúdo. São Paulo. Em: 05/01/2022.)
Sobre as ideias e informações trazidas ao texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4047518 Medicina
Uma adolescente de 11 anos é levada pelos pais para consulta pediátrica, pois tem apresentado muita fadiga, perda de força e labilidade emocional após alta do hospital pediátrico onde permaneceu por 4 semanas tratando quadro de anorexia nervosa. Recuperou 80% do peso, mas se mantém com dieta estrita que inclui apenas folhagens (acelga e alface) e carne de aves. Recusa-se a comer quaisquer tipos de pães, bolachas, laticínios ou frutas. Ao exame físico: IMC no escore Z -2DP, descorada, hidratada, com sangramento gengival e periodontal, apresentando hematomas em membros inferiores, edema articular em joelho direito, mas não foram observadas visceromegalias em palpação do abdome. Qual o provável diagnóstico da adolescente?
Alternativas
Q4047517 Medicina
Dois irmãos, de 4 e 8 anos, procuram atendimento pediátrico por apresentarem quadro diarreico caracterizado por fezes liquefeitas, sem sangue ou muco, acompanhado de febre baixa e cólicas abdominais há 4 dias. No segundo dia de evolução, segundo a genitora, seus filhos manifestaram sintomas distintos. O mais velho iniciou quadro de conjuntivite bilateral e odinofagia e o caçula manteve diarreia evoluindo há 12h com hematúria macroscópica. Acriança de 4 anos tinha ao exame físico bom estado geral, estava hidratada e corada, sem edemas, ausculta cardiorrespiratória sem alterações, abdome sem visceromegalias e discreto eritema perianal. Já seu irmão mais velho, de 8 anos, mantinha-se também hidratado e corado e ao exame físico se observava edema e hiperemia conjuntival, presença de pseudomembrana, com lacrimejamento e fotofobia bilateral. Qual o agente etiológico dos quadros descritos?
Alternativas
Q4047516 Medicina
Um adolescente de 12 anos, sexo masculino, chega ao pronto-atendimento com queixa de otalgia esquerda e odinofagia. Nega febre. Refere que apresenta uma discreta dispneia há 2 dias, mas não se queixa de tosse produtiva nem febre. Durante exame físico, observase que está taquipneico (FR 32irpm) e na ausculta apresenta sibilos esparsos. A otoscopia revela miringite bolhosa em ouvido esquerdo. Qual o agente etiológico do quadro clínico descrito? 
Alternativas
Q4047515 Saúde Pública
Até o início de dezembro de 2021, foram confirmados no Brasil aproximadamente 22 milhões de casos, 2 milhões e duzentas mil hospitalizações e 617 mil óbitos por COVID-19. Entre as hospitalizações por COVID-19, aproximadamente 34 mil foram notificadas entre crianças e adolescentes menores de 19 anos de idade. Entretanto, o dado que mais chama a atenção e preocupa é que houve a confirmação de mais de 2.500 mortes atribuídas à COVID-19 neste grupo etário. Crianças maiores de cinco anos e adolescentes representaram aproximadamente 50% destas mortes. Entre as crianças e adolescentes hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por COVID-19 no Brasil, a taxa de letalidade foi de 7%. Recentemente, o Ministério da Saúde aprovou a vacinação para COVID na faixa etária pediátrica. Marque a assertiva CORRETAem relação à vacinação de COVID -19 com a vacina Pfizer pediátrica.
Alternativas
Q4047514 Medicina
A escala Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT) é um instrumento de rastreamento precoce de autismo, que visa a identificar indícios desse transtorno em crianças entre 18 e 24 meses. Deve ser aplicada nos pais ou cuidadores da criança. É autoaplicável e simples, e apresenta alta sensibilidade e especificidade. A avaliação pela M-CHAT é obrigatória para crianças em consultas pediátricas de acompanhamento realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo a Lei 13.438/17.

Assinale abaixo a pontuação que identifica CORRETAMENTE se uma criança tem risco baixo, moderado ou alto para transtorno de espectro autista conforme a M-CHAT:
Alternativas
Q4047513 Medicina
Uma menina de 14 anos tem o diagnóstico conhecido de doença falciforme. Durante os últimos 2 a 3 meses, ela vem apresentando, com frequência crescente, episódios de dor em cólica no quadrante superior direito. Qual das seguintes estratégias provavelmente identificará a sua condição clínica?
Alternativas
Q4047512 Medicina
Uma lactente de 5 meses de idade, nascida de parto cesáreo, a termo, com peso ao nascer de 2980g, apresenta dificuldade em ganhar peso. Seus pais já mudaram por três vezes a fórmula láctea, sem sucesso. Seu exame clínico revela uma criança pálida, magra, com pouca gordura subcutânea e fontanela anterior abaulada, com olhos apresentando ceratoconjuntivite seca. Exames laboratoriais foram colhidos e são sugestivos de anemia hemolítica e tempo de sangria prolongado. Qual será o próximo passo para a elucidação do diagnóstico?
Alternativas
Q4047511 Medicina
Uma recém-nascida com 15 dias de vida é levada ao serviço de emergência por desconforto respiratório. O exame físico sugere cianose discreta, hepatoesplenomegalia e a ausculta cardíaca revela hipofonese de primeira bulha, uma segunda bulha amplamente desdobrada, um sopro mesodiastólico de baixa intensidade na borda esternal esquerda inferior e um sopro holossistólico apical na área mitral. Mãe de 36 anos fez pré-natal irregular e a criança nasceu com 3900g, hipotônica, com fissuras palpebrais oblíquas, pregas epicânticas, pele redundante na nuca, clinodactilia de 5º dedo, braquidactilia e prega palmar transversa única. Qual das opções a seguir será diagnosticada no ecocardiograma? 
Alternativas
Q4047510 Medicina
Um menino de 2 anos é encaminhado ao pediatra por dor e distensão abdominal desde o primeiro mês de vida. Intercala períodos de obstipação intestinal com diarreia sem muco ou sangue. Nasceu a termo, com peso e comprimento adequados. Foi amamentado exclusivamente por seis meses, mas apresenta grande dificuldade para ganhar peso desde o nascimento, permanecendo com escore z do IMC -2DP, apesar da introdução de alimentação complementar de forma adequada. Pais não consanguíneos. Antecedentes familiares de hipertensão arterial sistêmica, diabetes tipo 2 e neoplasia endócrina múltipla (MEN) 2A. Ao exame físico apresenta-se desnutrido em 1º grau conforme classificação de Gomez, sem distermias, eupneico e hidratado, ausculta cardiorrespiratória sem alterações e abdome distendido com ruídos hidroaéreos aumentados e toque retal mostrando fezes endurecidas ocupando ampola retal. Qual o diagnóstico provável?
Alternativas
Q4047509 Medicina
Um menino de 5 anos é encaminhado para o atendimento em emergência pediátrica por dor abdominal e vômitos, sem febre. Após avaliação inicial, foi diagnosticado com intussuscepção intestinal e abordado cirurgicamente. No segundo dia de internação, iniciou quadro de hematúria e edema generalizado, com comprometimento de bolsa escrotal, acompanhado de artralgias em joelhos, além de exantema petequial em membros inferiores. Foram colhidos exames laboratoriais que mostram discreta anemia e plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, urina tipo 1 com cilindros hemáticos, FAN -, FR -, complemento normal e proteinúria de níveis não nefróticos. Qual o diagnóstico do paciente?
Alternativas
Q4047508 Medicina
Um adolescente de 14 anos em uso de penicilina benzatina a cada 21 dias há 4 anos e 11 meses deseja saber de seu pediatra se pode interromper o tratamento ao completar 5 anos de profilaxia para febre reumática, pois não apresentou mais sintomas desde seu diagnóstico. Não há lesão valvar no seu último ecocardiograma, realizado há 3 meses. Seu diagnóstico foi dado aos 9 anos, após internação hospitalar por movimentos rápidos, involuntários, incoordenados, arrítmicos nas extremidades distais de membros superior e inferior direitos associados a quadro de artrite migratória em joelhos e tornozelos, 2 semanas após quadro de amigdalite, que tratou inadequadamente com azitromicina. O paciente também deseja ser informado da medicação que foi usada para o tratamento da coreia e se ela pode recorrer. Ainformação dada pelo pediatra ao paciente será:
Alternativas
Q4047507 Medicina
Uma lactente de 45 dias é atendida em pronto-atendimento pediátrico com quadro de taquipneia e febre há 48h. Está em aleitamento materno exclusivo e com calendário vacinal atualizado. Nasceu de parto eutócico, a termo, com peso e comprimento adequados à idade gestacional. Exame físico com FR 72irpm e presença de estertores crepitantes difusos em 2/3 de hemitórax direito. Assinale a assertiva que NÃO se configura como agente etiológico do quadro clínico descrito: 
Alternativas
Q4047506 Medicina
Uma lactente de 18 meses procura pediatra por sibilância recorrente. Nasceu de parto eutócico, com 35 semanas de gestação, pesando 2030g e medindo 45 cm. Permaneceu 14 dias internada em UTI neonatal por desconforto respiratório, necessitando de ventilação mecânica nas primeiras 72h de internação. Testes de triagem neonatal normais. Eco de triagem ao nascimento mostrou uma comunicação interatrial (CIA) sem repercussão hemodinâmica que fechou aos 12 meses. Precisou de internação hospitalar aos 6 meses por bronquiolite viral aguda. Já necessitou usar broncodilatador de curta duração e corticoide em 3 ocasiões nos últimos 3 meses por sibilância que surgia após episódios de resfriado comum. Frequenta creche há 6 meses. Não foi amamentada. Não apresenta antecedentes familiares de dermatite atópica, rinite ou asma. Quantos critérios maiores e menores, conforme índice preditivo de asma na infância, o paciente apresenta no quadro clínico acima descrito?
Alternativas
Q4047505 Medicina
Uma criança de 2 anos e 8 meses é levada em consulta de puericultura e traz consigo lipidograma solicitado pelo seu pediatra, pois tem antecedentes familiares de dislipidemia e seu pai infartou aos 38 anos. Está com IMC entre +2 DP e +3 DP. Quais são os valores desejáveis de colesterol total (CT) e LDL-c, respectivamente, para essa faixa etária e qual seu diagnóstico nutricional? 
Alternativas
Q4047504 Medicina
Um menino de 9 anos é acompanhado por crises convulsivas focais de difícil controle e déficit de aprendizagem. Apresenta manchas café com leite com mais de 5mm de diâmetro em tronco e membros, hamartomas pigmentados na íris do olho esquerdo e pseudoartrose de tíbia esquerda. Os genitores questionam o pediatra acerca do prognóstico e desejam saber quais outras complicações neurológicas podem acometê-lo. Qual o tumor mais frequente no sistema nervoso central que pode afetar o paciente durante a evolução de seu quadro?
Alternativas
Respostas
6941: D
6942: C
6943: B
6944: B
6945: B
6946: A
6947: C
6948: B
6949: C
6950: E
6951: A
6952: B
6953: C
6954: E
6955: D
6956: E
6957: B
6958: D
6959: D
6960: A