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Q4100839 História
Considerando o diálogo entre a História e a Antropologia analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I- A prática de procurar compreender o significado de objetos, comportamentos e mentalidades levando em conta diferenças culturais entre os agentes em contato foi uma contribuição essencial da Antropologia para a História e marcou importantes estudos das décadas de 1970 e 1980.
PORQUE
II- Os historiadores, desde o advento da Escola dos Annales, fortificaram o diálogo com o historicismo do século XIX, aproximaramse do marxismo e ratificaram as concepções teóricas e metodológicas da Escola Metódica, assumindo novas temáticas e novas abordagens.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100838 Sociologia
Considerando a construção da memória coletiva do Estado brasileiro, no século XIX, analise as afirmativas a seguir:

I- No Brasil, a vinculação entre o poder político e o domínio da memória coletiva concretizou-se através da criação de instituições públicas voltadas para a construção de saberes acadêmicos e culturas históricas condizentes com os objetivos do novo Estado e suas elites políticas e intelectuais.
II- No projeto de construção da memória coletiva do Estado, era preciso incorporar a imagem do índio como “bom selvagem” porque desta forma o tornava igual ao branco.
III- Visivelmente presentes na sociedade brasileira, os índios não foram ouvidos por intelectuais, o que culminou na construção de histórias nacionais que os excluíam, enquanto valorizavam índios desaparecidos.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4100837 História
Tendo como premissa a santidade ameríndia de Jaguaripe, analise as afirmativas a seguir:

I- As santidades ameríndias foram verdadeiros refúgios para os índios escravizados ou aldeados e, mais especificamente, a de Jaguaripe foi um movimento resistente aos portugueses. De formação heterogênea, teve a participação no século XVI de índios cristãos, pagãos, cativos libertos e negros da Guiné.
II- A santidade de Jaguaripe foi um movimento violento que atacava fazendas, saqueava, matava colonos e agredia padres em suas missões evangelizadoras.
III- A santidade de Jaguaripe que teve a participação exclusiva de ameríndios foi um movimento sagrado, com marcas de milenarismo que acreditava que suas entidades os levariam a um novo mundo, livre da escravidão e da exploração dos europeus.
IV- Pode-se afirmar que a santidade de Jaguaripe simboliza a configuração da religião e religiosidade de um povo, a miscigenação cultural, durante a constituição da colonial.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100836 História
Tendo como premissa a História Social analise as afirmativas a seguir:

I- Uma característica marcante é que a História Social só pode ser pensada do ponto de vista da macro história, esta que examina de um lugar mais distanciado aspectos como os movimentos sociais ou a estratificação social de uma determinada realidade humana.
II- Os historiadores sociais da atualidade têm trabalhado um vasto manancial de fontes que por muito tempo foi esquecido: os registros de polícia, os processos criminais – incluindo os depoimentos, as confissões e as sentenças proferidas sobre determinado caso.
III- Pode-se afirmar que a História Social como modalidade teve a sua gênese por ocasião do surgimento na França do Grupo dos Annales, ao lado da História Econômica, como oposição à História Política tradicional. Nesta perspectiva, houve quem direcionasse a expressão História Social para uma história das grandes massas ou para uma história dos grupos sociais de várias espécies.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100835 Português
A produção do saber-poder colonial no Brasil


O negro e a raça, construções imaginárias da modernidade/colonialidade, foram esteio da reprodução do racismo na história veiculada pela educação brasileira a partir da “consciência ocidental do Negro”. Especialmente no que toca a história e culturas africana, indígena e dos afro-brasileiros, o que tem predominado, inclusive oficialmente, é a reprodução do discurso moderno/colonial, ou seja, a sua depreciação. A produção do conhecimento no país privilegiou fontes eurocêntricas calcadas na Matriz Colonial de Poder, perpetuando relações de saber-poder e seus efeitos nefastos na subjetividade, especialmente da população marcada pelo racismo. Se examinarmos as representações sobre a população negra e indígena nos livros didáticos brasileiros como fez Ana Célia da Silva (2010, 1995), veremos a influência nociva da “consciência ocidental do Negro”. A autora conclui: O negro foi ilustrado e descrito como um ser próximo dos seres irracionais, com atitudes e comportamentos que traduzem incapacidade intelectual. Por outro lado, foi representado dissociado de seus contextos sociais próprios, como escola, família, igreja e trabalho. O contexto de família e trabalho dos negros restringiu-se a um apêndice da família do branco. Foram descritos apenas como empregados domésticos ou da fazenda e da casa grande, onde aparecem como escravos. (SILVA, 2010, 1995) Sem dúvida, quanto mais antigos os livros, mais aberrantes são as construções preconceituosas. A este respeito, Adlene Arantes (2012, p. 236) pesquisou as imagens do negro Henrique Dias no material didático das escolas pernambucanas do século XIX e constatou que, embora considerado um herói, “[...] era representado como imperfeito pela cor de sua pele. Portanto, os manuais escolares parecem ter contribuído para a veiculação desse ideário racista não só nas escolas, mas também na sociedade brasileira.” Segundo a autora, os livros da época continham representações demeritórias sobre os negros, inferiorizando-os; assim, raro era um herói negro como Henrique Dias, herói na guerra contra os holandeses no século XVII. O negro reconhecido como herói é representado como modelo de submissão aos poderes instituídos, capaz de dar a própria vida pela elite branca. No caso de Henrique Dias, os livros de história ressaltavam a sua bravura ao ferir a mão esquerda em combate, amputá-la e continuar a lutar em nome da pátria.


Fonte: BORJA, M. E. L.; PEREIRA, C. D. AS LEIS Nº 10.639/03 E Nº 11.645/08: REFLEXÕES A PARTIR DO PENSAMENTO CRÍTICO ACERCA DA C O L O N I A L I D A D E D O S A B E R . , , v . 1 , n . 1 , p . 2 4 9 - 2 5 0 , 2 0 1 8 . D i s p o n í v e l e m : C e n a s E d u c a c i o n a i s [ S . l . ] https://www.revistas.uneb.br/cenaseducacionais/article/view/5162. Acesso em: 21 abr. 2026 [adaptado].
Sobre o Texto 2, analise as afirmações a seguir:

I- A produção de obras para as escolas brasileiras seguiu o caminho do eurocentrismo, elegendo o homem europeu, branco, cristão e heterossexual como modelo de inteligência, domínio da natureza e produção de conhecimento.
II- Desde o trabalho educacional dos Jesuítas para catequisar os povos indígenas até século XXI, o ensino no Brasil passou por várias transformações. Porém, a independência do país não eliminou a mentalidade racista cultivada e reproduzida no país. A colonialidade produz efeitos duradouros e seus mecanismos de poder-saber perpetuam-se nas subjetividades e nas práticas tanto cotidianas, quanto institucionalizadas.
III- As Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08 obrigam a alteração do currículo escolar, favorecendo abordagens multiculturais. O contexto que embasa essas Leis advém da constatação do epistemicídio perpetrado ao longo da história do Brasil, favorecendo vertentes eurocêntricas que impuseram a monoculturalidade, dominando as instituições educacionais.
IV- Atualmente podemos perceber, de forma homogênea, devido às novas políticas educacionais, que o material didático implementado no ensino de História no Brasil erradicaram a mentalidade racista, favorecendo a inclusão e abordagens multiculturais.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4100834 Português
A produção do saber-poder colonial no Brasil


O negro e a raça, construções imaginárias da modernidade/colonialidade, foram esteio da reprodução do racismo na história veiculada pela educação brasileira a partir da “consciência ocidental do Negro”. Especialmente no que toca a história e culturas africana, indígena e dos afro-brasileiros, o que tem predominado, inclusive oficialmente, é a reprodução do discurso moderno/colonial, ou seja, a sua depreciação. A produção do conhecimento no país privilegiou fontes eurocêntricas calcadas na Matriz Colonial de Poder, perpetuando relações de saber-poder e seus efeitos nefastos na subjetividade, especialmente da população marcada pelo racismo. Se examinarmos as representações sobre a população negra e indígena nos livros didáticos brasileiros como fez Ana Célia da Silva (2010, 1995), veremos a influência nociva da “consciência ocidental do Negro”. A autora conclui: O negro foi ilustrado e descrito como um ser próximo dos seres irracionais, com atitudes e comportamentos que traduzem incapacidade intelectual. Por outro lado, foi representado dissociado de seus contextos sociais próprios, como escola, família, igreja e trabalho. O contexto de família e trabalho dos negros restringiu-se a um apêndice da família do branco. Foram descritos apenas como empregados domésticos ou da fazenda e da casa grande, onde aparecem como escravos. (SILVA, 2010, 1995) Sem dúvida, quanto mais antigos os livros, mais aberrantes são as construções preconceituosas. A este respeito, Adlene Arantes (2012, p. 236) pesquisou as imagens do negro Henrique Dias no material didático das escolas pernambucanas do século XIX e constatou que, embora considerado um herói, “[...] era representado como imperfeito pela cor de sua pele. Portanto, os manuais escolares parecem ter contribuído para a veiculação desse ideário racista não só nas escolas, mas também na sociedade brasileira.” Segundo a autora, os livros da época continham representações demeritórias sobre os negros, inferiorizando-os; assim, raro era um herói negro como Henrique Dias, herói na guerra contra os holandeses no século XVII. O negro reconhecido como herói é representado como modelo de submissão aos poderes instituídos, capaz de dar a própria vida pela elite branca. No caso de Henrique Dias, os livros de história ressaltavam a sua bravura ao ferir a mão esquerda em combate, amputá-la e continuar a lutar em nome da pátria.


Fonte: BORJA, M. E. L.; PEREIRA, C. D. AS LEIS Nº 10.639/03 E Nº 11.645/08: REFLEXÕES A PARTIR DO PENSAMENTO CRÍTICO ACERCA DA C O L O N I A L I D A D E D O S A B E R . , , v . 1 , n . 1 , p . 2 4 9 - 2 5 0 , 2 0 1 8 . D i s p o n í v e l e m : C e n a s E d u c a c i o n a i s [ S . l . ] https://www.revistas.uneb.br/cenaseducacionais/article/view/5162. Acesso em: 21 abr. 2026 [adaptado].
Henrique Dias, herói na guerra contra os holandeses no século XVII, é trabalhado pela historiografia tradicional como um dos ícones de elementos identitários do povo brasileiro no século XIX. Nesta perspectiva, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100833 História
“A noção de heresia tendeu a se referir em meados do século XII principalmente a um desvio ou rompimento em relação à Igreja ‘ ’ enquanto instituição concretamente estabelecida, ao seu projeto universal, à sua legitimidade como único guia da religiosidade na cristandade ocidental”
Fonte: BARROS, José D'Assunção Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano II, n. 6 Fev. 2010 - http://www.dhi.uem.br/gtreligiao p. 6) Acesso em 18 /04/2026 às 19:30).

Quanto a esta temática analise as afirmativas a seguir:

I- Para a Igreja do século XII a prática de uma vida apostólica baseada na Imitação de Cristo já conferiria o direito de pregar o Evangelho, verdade esta que se materializa com o advento das ordens mendicantes.
II- Pode-se afirmar que na Baixa Idade Média a heresia, passa a ser considerada também como objeto de repressão pelos inquisidores, as práticas pagãs tais como as feitiçarias e bruxarias.
III- No século XII em diante, heresia deixa de se referir unicamente a desvios relacionados a sutis questões teológicas, para passar a abarcar simultaneamente tanto aqueles casos das dissidências doutrinárias que geravam novas práticas e representações religiosas – entre os quais os cátaros representavam o modelo mais explosivo – como os casos de pregação proibida ou não autorizada, a exemplo do modelo valdense.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100832 História
Considerando as fontes históricas, analise as afirmativas a seguir:

I- No século XIX, os historiadores percebiam as fontes como discursos narrativos que tentavam prestar conta de acontecimentos que se deram realmente, ou que, de sua parte, tentam convencer os seus leitores da natureza do real do objeto de suas narrativas.
II- A partir de 1980, fica evidente no Brasil que o historiador não pode interagir com as diversas vozes que estão presentes através das especificidades de documentos sobre o passado.
III- Pode-se afirmar que a partir de 1930 inicia-se uma revolução documental com a expansão das fontes históricas, multiplicando objetos históricos, iluminando aspectos sociais e econômicos.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100831 Português
“Pensar no ensino de História tradicional é pensar em uma elite branca privilegiada que construía a narrativa acerca do país e possuía acesso à educação formal, colocando-se como protagonista dos fatos históricos. Em contrapartida, aqueles que estavam à margem desse protagonismo eram a maioria populacional que, por sua vez, não tinha acesso à educação, ocupando lugar de submissão – ou até mesmo sofrendo um apagamento – na história que estava sendo contada, sendo obrigada a absorver a narrativa da classe dominante e, consequentemente, a se adequar no conceito de nação construído pelo outro”.
Fonte: REIS, Larissa Dias; DA SILVA, Scheyla Taveira; ALVIM, Daniella Cristine da Silva. O ENSINO DA HISTÓRIA INDÍGENA NO BRASIL: A REPRESENTAÇÃO DOS POVOS ORIGINÁRIOS DA DITADURA A ERA DIGITAL. , , v. 7, n. 3, p 258, 2023. Disponível Revista Docência e Cibercultura [S. l.] em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/view/73072. Acesso em: 26 abr. 2026.)

A partir do texto 1, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I- No ano de 1988, quando a nova Constituição da República do Brasil foi aprovada, mudanças significativas para os povos indígenas foram alcançadas. Pode-se afirmar que uma delas é considerar a identidade indígena, rompendo com o ideal de que estes povos necessitavam evoluir e desaparecer para se adequarem à sociedade. Foi necessário buscar outros caminhos para se reescrever a história dos povos indígenas.
PORQUE
II- O ensino da História Indígena foi implementado e assegurado pela Lei n° 11.645 de março de 2008. Desta forma, a reformulação dos livros didáticos, no que tange à história dos povos indígenas, foi notória. Atualmente, podemos observar que temas transversais como: cultura, religião e respeito à diversidade são propostos pelos livros didáticos. Tal mudança de perspectiva na abordagem da história indígena impacta na forma como os povos passam a ser vistos.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100695 Geografia
Em um estudo aplicado ao planejamento territorial no semiárido brasileiro, uma equipe de pesquisadores analisa uma área caracterizada por: ·

 ·predomínio de embasamento cristalino pré-cambriano;
·presença de superfícies aplainadas intercaladas por relevos residuais (inselbergs);
·intensa atuação de processos de intemperismo físico e erosão difusa;
· expansão recente da agricultura mecanizada em áreas frágeis.

Com base na abordagem integrada da geomorfologia proposta por Jurandyr Luciano Sanches Ross (1985), analise as assertivas a seguir.
Fonte: ROSS, J. L. S. Relevo brasileiro: uma nova proposta de classificação. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 4, p. 25-39, 1985.

I- Apresença de inselber gsindica a atuação diferencial dos processos erosivos sobre litologias distintas, evidenciando a importância da resistência das rochas na compartimentação do relevo.
II- As superfícies aplainadas do semiárido resultam exclusivamente de processos atuais, sendo formadas principalmente pela ação antrópica recente sobre o relevo.
III- O predomínio do embasamento cristalino implica baixa suscetibilidade à erosão, o que torna essas áreas naturalmente estáveis, independentemente do uso do solo.
IV- A análise geomorfológica integrada permite identificar que a expansão da agricultura mecanizada pode intensificar processos erosivos em áreas de equilíbrio morfodinâmico frágil.
V- A dinâmica geomorfológica do semiárido é irrelevante para o planejamento territorial, pois as formas de relevo já se encontram estabilizadas há milhões de anos.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100694 Geografia
O conceito de Geoparques Mundiais da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) tem ganhado destaque no Brasil como uma importante ferramenta de planejamento espacial. Os Geoparques são concebidos como “novas formas de gestão integrada dos territórios”.

Com relação à descrição adequada desse modelo de gestão, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100693 Pedagogia
A cartografia escolar, compreendida como uma das linguagens da Geografia, desempenha papel central na formação do pensamento geográfico, ao possibilitar a mediação entre o espaço vivido e sua representação. Nesse sentido, seu uso no ensino ultrapassa a dimensão técnica, envolvendo processos cognitivos, culturais e pedagógicos. É CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4100692 Geografia
Areestruturação produtiva do capitalismo contemporâneo tem sido interpretada como um processo que, ao mesmo tempo, reorganiza espacialmente a produção e redefine a Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Esse movimento está associado à fragmentação das cadeias produtivas, à mobilidade do capital e à persistência de desigualdades estruturais entre países e regiões.
Considerando esse contexto, analise as assertivas a seguir.

I- A fragmentação das cadeias globais de produção, liderada por empresas transnacionais, articula escalas locais e globais, subordinando economias nacionais às dinâmicas do mercado mundial.
II- A reestruturação produtiva eliminou a lógica centro-periferia, substituindo-a por uma rede horizontal de relações econômicas simétricas entre os países.
III- As diferenças salariais e regulatórias entre países constituem um dos principais motores da relocalização produtiva, sendo exploradas como estratégia de acumulação no capitalismo global.
IV- A internacionalização da produção reduziu a dependência dos países periféricos, ao permitir que estes passassem a controlar as etapas mais intensivas em tecnologia e inovação.
V- A nova DIT caracteriza-se pela desconexão entre territórios e processos produtivos, tornando irrelevantes os contextos geográficos na organização do sistema econômico mundial.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4100691 Geografia
Em uma cidade brasileira de médio porte, episódios recentes de enchentes foram associados à impermeabilização do solo, ao assoreamento dos rios e à ocupação irregular de áreas de várzea. Considerando os fundamentos da hidrogeografia e a dinâmica das bacias hidrográficas, analise as assertivas.

I- A bacia hidrográfica constitui uma unidade de análise integrada, na qual fatores como relevo, clima, solo e uso antrópico interferem diretamente no comportamento dos fluxos hídricos.
II- Aimpermeabilização do solo urbano reduz o escoamento superficial e favorece a infiltração da água, diminuindo a ocorrência de enchentes.
III- O assoreamento dos rios aumenta sua capacidade de armazenamento de água, reduzindo o risco de transbordamentos.
IV- Os divisores de água delimitam áreas onde o fluxo hídrico converge para diferentes sistemas fluviais, sendo fundamentais para a definição das bacias hidrográficas.
V- Ahidrografia estuda exclusivamente os corpos d'água superficiais, não considerando águas subterrâneas nem suas interações com o meio.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4100690 Pedagogia
Segundo Lana de Souza Cavalcanti, inspirada em Vygotsky, o ensino de Geografia deve articular conceitos científicos e cotidianos, mediando a relação entre professor e aluno para que o conhecimento geográfico seja internalizado de forma crítica.
Fonte: CAVALCANTI, Lana de Souza. A relação de professores e alunos com os conhecimentos geográficos: fundamentos da teoria histórico-cultural para o processo de ensino e aprendizagem. In: CAVALCANTI, Lana de Souza; PIRES, Mateus Marchesan (Orgs.). Geografia escolar: diálogo com Vygotsky. Goiânia: C&A Alfa Comunicação, 2019.

Considerando esse fundamento, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100689 Geografia
A globalização contemporânea tem sido interpretada por diferentes correntes da Geografia como um processo que articula avanços técnicos, integração econômica e profundas desigualdades territoriais. Para Milton Santos, a globalização apresenta-se simultaneamente como discurso e como realidade contraditória: enquanto o discurso dominante enfatiza a integração e o progresso tecnológico, a prática revela processos de concentração econômica e aprofundamento das desigualdades socioespaciais.
Fonte: SANTOS, Milton. Aurbanização brasileira. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1993.

Considerando essa perspectiva e a dinâmica recente da economia mundial, analise as assertivas a seguir.

I- A organização das cadeias globais de valor permite que empresas transnacionais distribuam diferentes etapas da produção em múltiplos territórios, o que pode ampliar a integração econômica internacional, mas também reforçar assimetrias entre países e regiões.
II- A globalização contemporânea caracteriza-se pela difusão homogênea dos benefícios da integração econômica, reduzindo significativamente as desigualdades territoriais entre países centrais e periféricos.
III- A intensificação dos fluxos financeiros e informacionais tornou o território irrelevante para a organização da economia mundial, uma vez que as atividades produtivas podem ser deslocadas livremente no espaço global.
IV- A incorporação desigual de territórios às redes globais de produção e circulação contribui para a formação de espaços altamente integrados à economia mundial e outros marcados por marginalização econômica.
V- A globalização econômica contemporânea elimina o papel do Estado na regulação da economia, pois as decisões produtivas passam a ser exclusivamente determinadas pelas forças do mercado global.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100688 Geografia
A análise da agricultura no interior do modo de produção capitalista evidencia que o desenvolvimento do capitalismo no campo não elimina automaticamente formas não capitalistas de produção. Pelo contrário, diferentes formas de organização produtiva podem coexistir, revelando as contradições do processo de reprodução do capital na agricultura. Considerando esse contexto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100687 Direito Ambiental
As Unidades de Conservação (UCs) constituem um dos principais instrumentos da política ambiental brasileira e estão regulamentadas pela Lei nº 9.985 de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o Brasil possui centenas de Unidades de Conservação distribuídas entre diferentes categorias de manejo e esferas administrativas, com objetivos que incluem a proteção da biodiversidade, a manutenção de serviços ecossistêmicos e o ordenamento do uso do território.

Considerando o papel das Unidades de Conservação no planejamento territorial e nas políticas ambientais brasileiras. É CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4100686 Geografia
As projeções cartográficas são instrumentos técnicos de representação espacial e carregam implicações políticas e ideológicas. A escolha de uma projeção pode influenciar a percepção do mundo, destacando ou minimizando regiões. Considerando esse contexto, analise as assertivas abaixo.

I- A projeção de Mercator, amplamente utilizada em navegação, preserva as áreas dos continentes, sendo adequada para análises comparativas de distribuição populacional.
II- A projeção de Peters, classificada como equivalente, busca corrigir distorções de área presentes em outras projeções, sendo frequentemente utilizada em debates sobre desigualdade global.
III- Todas as projeções cartográficas são neutras, não interferindo na percepção política ou cultural dos territórios representados.
IV- A escolha de uma projeção cartográfica pode reforçar visões eurocêntricas ou coloniais, como no caso da Mercator, que amplia visualmente as regiões de altas latitudes.
V- Projeções azimutais são sempre equivalentes, garantindo preservação de áreas e formas em qualquer latitude.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4100685 Geografia
Na obra: AUrbanização Brasileira (2001), o autor, Milton Santos, cita R. Bastide (1979) para descrever os primórdios do processo de urbanização no Brasil, destacando que no século XVIII a urbanização se desenvolveu com a compra, por parte de fazendeiros e senhores de engenho, da segunda residência. O deslocamento para a propriedade rural ocorria apenas no momento do corte e da moenda da cana. O autor segue destacando que foi no século XIX que ocorreu a primeira aceleração do fenômeno da urbanização. No século XXI, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados no Censo Demográfico 2022, mostram que o Brasil possui 87% da população residente em áreas urbanas.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2022: Resultados. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 14 mar. 2026. SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. 5. ed. São Paulo: Hucitec, 1993. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-denoticias/noticias/41901-censo-2022-87-da-populacao. Acesso em: 10 abr. 2026.

Considerando esse contexto, analise as assertivas abaixo.
I- A urbanização brasileira está relacionada à modernização econômica e à industrialização, mas produziu cidades marcadas por desigualdades socioespaciais e pela coexistência de diferentes formas de inserção econômica no espaço urbano.
II- Para Milton Santos, o processo de urbanização brasileiro está associado à modernização econômica e à expansão do meio técnicocientífico, mas também produz diferenciações internas nas cidades. Os dados do Censo 2022 reforçam a centralidade das cidades na organização do território, ao indicarem que mais de quatro quintos da população brasileira vivem em áreas urbanas.
III- A predominância da população urbana no Brasil contemporâneo resulta exclusivamente de políticas estatais de planejamento urbano que promoveram a distribuição da população no território.
IV- Aurbanização brasileira descrita por Milton Santos caracteriza-se por um processo recente, iniciado apenas no final do século XX, razão pela qual o Censo 2022 ainda registra predominância da população rural em diversas regiões do país.
V- Aredução da população rural para menos de 30 milhões de habitantes sugere uma reversão do processo de urbanização, conforme apontado por Milton Santos.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
841: E
842: E
843: A
844: B
845: B
846: E
847: A
848: C
849: B
850: A
851: C
852: E
853: D
854: D
855: A
856: C
857: B
858: A
859: B
860: B