Foram encontradas 96.170 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4415398 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Adeus à crônica: sobre o fim silencioso e tímido de um gênero literário

Julián Fuks

        Não, não me despeço, o leitor não se verá livre desta minha verborragia semanal, não ainda. Não sou eu que abandono a crônica, é a crônica que vai abandonando o mundo, a passo lento. Pouco a pouco ela definha, incapaz de seduzir algoritmos, vai sendo esquecida entre páginas bem mais urgentes, entre novidades eufóricas, entre ruidosas notícias. Vai calando a irrelevância que lhe é própria entre tantas palavras imprescindíveis. Acho que é isso: décadas depois de terem decretado sua crise, eis que a crônica se aproxima do fim, sem desespero nem cólera nem alarde, na timidez que lhe é característica.

        Quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, como fiz numa longa tarde de compromisso com a ineficácia, sob o sol cálido de um dia supostamente útil, quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, eu dizia, mais percebo que não existe crônica no presente, que nosso mundo em estado crônico não a comporta. Seu tempo é outro, há um descompasso de ritmos. Devota da lentidão, apreciadora da indolência e da preguiça, a crônica já não resiste à velocidade, aos imperativos da produtividade, seja no trabalho, na diversão ou no vício. A crônica não sabe existir neste mundo alucinado que já não alucina. Sinto, sinto muito anunciar algo assim sobre um ente tão querido, mas é isso, a crônica está quase morta, contam-se os seus dias.

        A morte da crônica é a morte da literatura em sua face cotidiana, da literatura mansa desprovida de ambições e ganâncias e cobiças. É a morte de um olhar discreto e franco sobre a vida, agora bem mais pálida, insossa, ignóbil, triste. O fim da crônica nos deixa quase reféns dos assuntos sérios e dos risos histriônicos, sem mais meios sorrisos, sem graças furtivas, e sem tampouco a melancolia vaga das palavras ainda não tão trágicas, só levemente infelizes. A agonia da crônica nos aparta dos acontecimentos mínimos, nos priva da imaginação e do devaneio tão bem nutridos pelos assuntos esquálidos. Nos deixa apenas na presunçosa companhia da ideia, ou, pior ainda, na extravagante presença da polêmica. […]

        Eu sei, o ressentimento que estou declarando é por um leitor que já não está aí. Restamos agora só nós, os ociosos, os folgazões, os vagais. Não sei se é nosso fim ou nosso triunfo definitivo: a entrega dos ociosos ao ócio, dos folgazões à folga, dos vagais ao vácuo. A crônica se aproxima do fim, em todo caso, e não quero que você que durou até aqui acabe saindo de mãos vazias. A você e a mim deixo um pequeno consolo, na forma de uma certeza especulativa. Que tudo aquilo que definha encontra sua estranha maneira de permanecer. Que todas as formas que morrem, o soneto, a pintura, o romance, ainda podem ser praticadas com liberdade e leveza, em absoluta paz, pelos sonhadores e os distraídos.

Disponível em: https://www.uol.com.br.  
A palavra ignóbil, marcada no texto, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q4415397 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Adeus à crônica: sobre o fim silencioso e tímido de um gênero literário

Julián Fuks

        Não, não me despeço, o leitor não se verá livre desta minha verborragia semanal, não ainda. Não sou eu que abandono a crônica, é a crônica que vai abandonando o mundo, a passo lento. Pouco a pouco ela definha, incapaz de seduzir algoritmos, vai sendo esquecida entre páginas bem mais urgentes, entre novidades eufóricas, entre ruidosas notícias. Vai calando a irrelevância que lhe é própria entre tantas palavras imprescindíveis. Acho que é isso: décadas depois de terem decretado sua crise, eis que a crônica se aproxima do fim, sem desespero nem cólera nem alarde, na timidez que lhe é característica.

        Quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, como fiz numa longa tarde de compromisso com a ineficácia, sob o sol cálido de um dia supostamente útil, quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, eu dizia, mais percebo que não existe crônica no presente, que nosso mundo em estado crônico não a comporta. Seu tempo é outro, há um descompasso de ritmos. Devota da lentidão, apreciadora da indolência e da preguiça, a crônica já não resiste à velocidade, aos imperativos da produtividade, seja no trabalho, na diversão ou no vício. A crônica não sabe existir neste mundo alucinado que já não alucina. Sinto, sinto muito anunciar algo assim sobre um ente tão querido, mas é isso, a crônica está quase morta, contam-se os seus dias.

        A morte da crônica é a morte da literatura em sua face cotidiana, da literatura mansa desprovida de ambições e ganâncias e cobiças. É a morte de um olhar discreto e franco sobre a vida, agora bem mais pálida, insossa, ignóbil, triste. O fim da crônica nos deixa quase reféns dos assuntos sérios e dos risos histriônicos, sem mais meios sorrisos, sem graças furtivas, e sem tampouco a melancolia vaga das palavras ainda não tão trágicas, só levemente infelizes. A agonia da crônica nos aparta dos acontecimentos mínimos, nos priva da imaginação e do devaneio tão bem nutridos pelos assuntos esquálidos. Nos deixa apenas na presunçosa companhia da ideia, ou, pior ainda, na extravagante presença da polêmica. […]

        Eu sei, o ressentimento que estou declarando é por um leitor que já não está aí. Restamos agora só nós, os ociosos, os folgazões, os vagais. Não sei se é nosso fim ou nosso triunfo definitivo: a entrega dos ociosos ao ócio, dos folgazões à folga, dos vagais ao vácuo. A crônica se aproxima do fim, em todo caso, e não quero que você que durou até aqui acabe saindo de mãos vazias. A você e a mim deixo um pequeno consolo, na forma de uma certeza especulativa. Que tudo aquilo que definha encontra sua estranha maneira de permanecer. Que todas as formas que morrem, o soneto, a pintura, o romance, ainda podem ser praticadas com liberdade e leveza, em absoluta paz, pelos sonhadores e os distraídos.

Disponível em: https://www.uol.com.br.  
A metalinguagem está presente no texto pelo fato de:
Alternativas
Q4415396 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Adeus à crônica: sobre o fim silencioso e tímido de um gênero literário

Julián Fuks

        Não, não me despeço, o leitor não se verá livre desta minha verborragia semanal, não ainda. Não sou eu que abandono a crônica, é a crônica que vai abandonando o mundo, a passo lento. Pouco a pouco ela definha, incapaz de seduzir algoritmos, vai sendo esquecida entre páginas bem mais urgentes, entre novidades eufóricas, entre ruidosas notícias. Vai calando a irrelevância que lhe é própria entre tantas palavras imprescindíveis. Acho que é isso: décadas depois de terem decretado sua crise, eis que a crônica se aproxima do fim, sem desespero nem cólera nem alarde, na timidez que lhe é característica.

        Quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, como fiz numa longa tarde de compromisso com a ineficácia, sob o sol cálido de um dia supostamente útil, quanto mais horas passo lendo crônicas do passado, eu dizia, mais percebo que não existe crônica no presente, que nosso mundo em estado crônico não a comporta. Seu tempo é outro, há um descompasso de ritmos. Devota da lentidão, apreciadora da indolência e da preguiça, a crônica já não resiste à velocidade, aos imperativos da produtividade, seja no trabalho, na diversão ou no vício. A crônica não sabe existir neste mundo alucinado que já não alucina. Sinto, sinto muito anunciar algo assim sobre um ente tão querido, mas é isso, a crônica está quase morta, contam-se os seus dias.

        A morte da crônica é a morte da literatura em sua face cotidiana, da literatura mansa desprovida de ambições e ganâncias e cobiças. É a morte de um olhar discreto e franco sobre a vida, agora bem mais pálida, insossa, ignóbil, triste. O fim da crônica nos deixa quase reféns dos assuntos sérios e dos risos histriônicos, sem mais meios sorrisos, sem graças furtivas, e sem tampouco a melancolia vaga das palavras ainda não tão trágicas, só levemente infelizes. A agonia da crônica nos aparta dos acontecimentos mínimos, nos priva da imaginação e do devaneio tão bem nutridos pelos assuntos esquálidos. Nos deixa apenas na presunçosa companhia da ideia, ou, pior ainda, na extravagante presença da polêmica. […]

        Eu sei, o ressentimento que estou declarando é por um leitor que já não está aí. Restamos agora só nós, os ociosos, os folgazões, os vagais. Não sei se é nosso fim ou nosso triunfo definitivo: a entrega dos ociosos ao ócio, dos folgazões à folga, dos vagais ao vácuo. A crônica se aproxima do fim, em todo caso, e não quero que você que durou até aqui acabe saindo de mãos vazias. A você e a mim deixo um pequeno consolo, na forma de uma certeza especulativa. Que tudo aquilo que definha encontra sua estranha maneira de permanecer. Que todas as formas que morrem, o soneto, a pintura, o romance, ainda podem ser praticadas com liberdade e leveza, em absoluta paz, pelos sonhadores e os distraídos.

Disponível em: https://www.uol.com.br.  
O autor constrói sua opinião baseado:
Alternativas
Q4415395 Português
O texto a seguir, uma proposta de redação aplicada no vestibular da UFPR em 2024, é referência para a questão. 

texto.jpg (705×234)

Disponível em: https://servicos.nc.ufpr.br.  
Tendo em vista a proposta, um candidato elaborou o seguinte texto em resposta à questão:
Aos clientes do Café Cultura, gostaríamos de comunicar que o nosso espaço passará por uma reforma com o objetivo de torná-lo inclusivo e de melhorar o conforto dos senhores. A obra terá início essa semana e contará com uma equipe formada pelos melhores profissionais, que colocarão o projeto na prática. Após ouvir diversas sugestões, resolvemos adicionar rampas, cardápio em braile e atendentes fluentes em língua brasileira de sinais. Assim, pessoas cadeirantes, cegas e surdas terão um melhor atendimento e sentirão, de fato, o quão bem-vindas são no estabelecimento. A comida permanecerá deliciosa como de costume, e o cheiro de café ainda tomará conta do ambiente. Reabriremos, portanto, o mais breve possível, assim que nossa loja estiver perfeita para recebê-los.
Considerando os aspectos formais, deve-se penalizar o texto:  
Alternativas
Q4415394 Redação Oficial
O texto a seguir, uma proposta de redação aplicada no vestibular da UFPR em 2024, é referência para a questão. 

texto.jpg (705×234)

Disponível em: https://servicos.nc.ufpr.br.  

Tendo em vista a proposta, um candidato elaborou o seguinte texto em resposta à questão: 


Por meio deste aviso, viemos comunicar aos nossos clientes, que devido aos feriados do final de ano, estaremos fechados do dia 24 de dezembro até ao dia 31 de dezembro. Desejamos a todos boas festas, um bom ano digo fim de ano e próspero ano novo! Estamos ansiosos para recebe-los em nossa loja novamente com muita alegria e dedicação.


Quanto ao atendimento da proposta, o texto deveria ser avaliado como: 

Alternativas
Q4415393 Português
O texto a seguir, uma proposta de redação aplicada no vestibular da UFPR em 2024, é referência para a questão. 

texto.jpg (705×234)

Disponível em: https://servicos.nc.ufpr.br.  
Considerando o comando da questão e o gênero “comunicado”, a avaliação das produções de texto deveria observar: 
Alternativas
Q4415392 Português
A acentuação das palavras álibi e saúde obedece às mesmas regras, respectivamente, das palavras:  
Alternativas
Q4415391 Português
Em português brasileiro, a palavra baunilha apresenta:  
Alternativas
Q4415390 Português
Vários aspectos devem ser observados na produção textual escolar a fim de criar critérios mais objetivos de avaliação e lapidar com mais direcionamento a escrita do aluno. Sobre esses critérios, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4415389 Português
Na fonética articulatória, o que diferencia os fones [s] e [z] é que [z] é:  
Alternativas
Q4415388 Português

Considere o texto a seguir:


Mulheres da “geração sanduíche” podem mudar as regras do jogo


        Reportagem desta Folha (“Meninas de 10 a 14 anos cuidam mais da casa e da família do que homens, diz estudo”, 8/3) revelou uma realidade que deveria preocupar todo o país. Ainda na adolescência, quase 80% das brasileiras já acumulam estudos com trabalho doméstico ou atividades de cuidado. Aos 25 anos, mais da metade concilia trabalho remunerado com as responsabilidades da casa, e uma parcela expressiva enfrenta simultaneamente três jornadas. 


        Os números mostram que a desigualdade entre homens e mulheres continua começando muito cedo. Mas eles também suscitam uma pergunta menos óbvia: quem será capaz de romper esse ciclo? Minha resposta é a “geração sanduíche”.  


        As mulheres que hoje têm entre 40 e 60 anos ocupam uma posição singular na história brasileira. Foram educadas em uma sociedade que ainda naturalizava a divisão desigual das responsabilidades domésticas, mas construíram suas trajetórias em um país que ampliou, como nunca antes, o acesso feminino à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços de liderança.  


        São mulheres que conhecem, por experiência própria, o peso das antigas regras e, ao mesmo tempo, participaram da construção das novas. Poucas gerações reuniram tamanho repertório para compreender as dificuldades do passado e identificar os caminhos do futuro.


        A expressão “geração sanduíche” costuma ser associada à responsabilidade simultânea pelos filhos e pelos pais idosos. Mas sua importância vai muito além dessa condição. Pela primeira vez, uma geração feminina ocupa, ao mesmo tempo, posições de influência nas empresas, nas universidades, nas organizações públicas e dentro das próprias famílias. Essa dupla presença amplia sua capacidade de transformação. […]  


Tendo em vista a tríade conteúdo temático, estilo e construção composicional desse excerto, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4415387 Português
O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.

O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.  
Assinale a alternativa que associa corretamente o gênero discursivo à tipologia textual dominante em sua composição. 
Alternativas
Q4415386 Português
O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.

O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.  
De que forma os diferentes gêneros do discurso podem ser empregados no ensino das funções da linguagem? 
Alternativas
Q4415385 Pedagogia
O excerto a seguir foi extraído do livro Os gêneros do discurso, de Mikhail Bakhtin, e é referência para a questão.

O emprego da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos) concretos e únicos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo não só por seu conteúdo (temático) e pelo estilo da linguagem, ou seja, pela seleção dos recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua, mas, acima de tudo, por sua construção composicional. Todos esses três elementos – o conteúdo temático, o estilo, a construção composicional – estão indissoluvelmente ligados no conjunto do enunciado e são igualmente determinados pela especificidade de um determinado campo da comunicação. Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.  
Considerando as características de dialogia e interacionismo presentes no ensino dos gêneros do discurso, é correto afirmar que a adoção dessa perspectiva bakhtiniana na Educação Básica: 
Alternativas
Q4415289 Pedagogia

Uma rede municipal discute a reorganização dos anos iniciais para o próximo ano letivo. As propostas em análise são: (1) organizar os três primeiros anos em ciclo; (2) reorganizar o calendário conforme o período de colheita da região, preservando a carga horária anual mínima, mas distribuindo-a em 180 dias letivos com jornada diária ampliada; (3) manter jornada diária de quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula; (4) adotar, nas escolas que mantiverem a organização seriada, o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem.


Considerando as normas gerais da legislação educacional nacional sobre a organização da educação básica e do ensino fundamental, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4415288 Pedagogia

Leia o estudo de caso a seguir:


Uma professora de 4º ano planeja um trabalho com obras de um artista brasileiro cuja produção geométrica dialoga com símbolos de religiões de matriz africana. Apoiada em uma abordagem do ensino de Arte que articula a leitura de obras, o fazer artístico e a contextualização, ela prevê iniciar pela contextualização da trajetória do artista e dos elementos da cultura afro-brasileira presentes em sua obra, passar à leitura das imagens e concluir com produções dos alunos que dialoguem com a linguagem do artista sem reproduzi-la. Uma colega afirma que o plano está equivocado, porque a abordagem exigiria começar pelo fazer; outra sugere que os alunos façam cópias fiéis das obras como forma de releitura; uma terceira questiona se o tema não deveria ficar restrito às aulas de História.


Considerando o caso, a abordagem mencionada e a legislação educacional que trata do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4415287 Pedagogia

Em um curso de formação continuada, professores dos anos iniciais compararam diferentes tendências pedagógicas presentes na história da educação brasileira, com atenção ao papel atribuído ao professor, ao aluno e aos conteúdos em cada uma delas e às consequências dessas concepções para a organização do método de ensino. Sobre essas tendências, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):



(__) Na tendência tecnicista, a ênfase recai sobre a organização racional dos meios de ensino, com objetivos instrucionais operacionalizados e controle dos resultados, cabendo ao professor executar procedimentos planejados por especialistas.


(__) Na pedagogia tradicional, o aluno ocupa o centro do processo, e o professor atua como facilitador que organiza ambientes estimulantes para que a aprendizagem ocorra pela descoberta.


(__) Na pedagogia histórico-crítica, a prática social é ponto de partida e de chegada do ensino, compreendida pelos alunos, no início do processo, de modo sincrético.


(__) Nas perspectivas críticas, a apropriação dos conteúdos historicamente acumulados é entendida como instrumento de compreensão e de transformação da realidade social.


(__) Na escola nova, a transmissão sistemática dos conteúdos pelo professor, seguida da verificação da assimilação por meio de exercícios, constitui o núcleo do método de ensino.



A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q4415286 Pedagogia

Ao reformular a proposta curricular dos anos iniciais, uma equipe pedagógica estudou as orientações curriculares nacionais para os componentes Geografia e História, com atenção aos modos de pensar próprios de cada componente, ao trabalho com fontes e à progressão das escalas de análise ao longo do Ensino Fundamental. Analise as sentenças abaixo:



I. Em História, os processos de identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise de um objeto favorecem o desenvolvimento de uma atitude historiadora.


II. Em Geografia, o raciocínio geográfico mobiliza princípios como localização, distribuição, extensão, analogia, conexão, diferenciação e ordem.


III. Nos anos iniciais, o ensino de História parte dos acontecimentos da história nacional, dos quais se derivam, em seguida, as referências da história da família e da comunidade.


IV. Em Geografia, a noção de lugar restringe-se, nos anos iniciais, à escala local, e sua relação com outras escalas é reservada aos anos finais do Ensino Fundamental.


V. Em História, o trabalho com fontes nos anos iniciais pode envolver objetos, fotografias, relatos orais e documentos pessoais, entre outros registros.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4415285 Pedagogia

Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas, considerando as concepções contemporâneas sobre a apropriação do sistema de escrita alfabética nos anos iniciais do Ensino Fundamental:


I. Atividades de reflexão sobre segmentos sonoros das palavras, como a identificação de rimas, a contagem de sílabas e a comparação de palavras que começam com o mesmo som, contribuem para a apropriação do sistema de escrita quando articuladas ao contato com palavras escritas.


PORQUE


II. A consciência fonêmica plena, entendida como a capacidade de isolar e manipular todos os fonemas das palavras, é condição prévia para que a criança comece a escrever e deve ser desenvolvida por treino oral antes do contato com as letras.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4415284 Pedagogia

Leia o estudo de caso a seguir:


Um professor de 3º ano desenvolve uma sequência didática sobre medidas de comprimento, cujo início, etapas e produto final são apresentados à turma no primeiro dia. Para as atividades de medição, organiza equipes que se mantêm ao longo de todo o bimestre, com funções que se alternam entre os integrantes (coordenação, registro e cuidado com o material); reserva momentos de trabalho individual para os registros pessoais; e reúne o grande grupo quando as equipes expõem suas conclusões. A coordenadora pedagógica pergunta qual variável metodológica da prática educativa ele está manejando e com que critério.


Com base no caso apresentado e nos estudos sobre as variáveis metodológicas da prática educativa, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Respostas
841: A
842: A
843: D
844: E
845: D
846: C
847: E
848: A
849: E
850: D
851: A
852: B
853: E
854: C
855: C
856: E
857: E
858: A
859: D
860: E