Questões de Concurso Para professor

Foram encontradas 88.948 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4018806 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza. Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
Considerando os sentidos produzidos pelos termos no contexto do período, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4018805 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza. Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma explicação sobre reações humanas diante de opiniões divergentes, articulando conceitos e exemplos por meio de retomadas referenciais e conexões entre frases que garantem a continuidade temática.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018804 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza. Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
Alternativas
Q4018803 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta

 

Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

 

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

 

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

 

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

 

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

 

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

 

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

 

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

 

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

 

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

 

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

 

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

 

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza. Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

 

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

O texto apresenta uma reflexão sobre as reações humanas diante de opiniões divergentes, relacionando aspectos do funcionamento cerebral, processos cognitivos e comportamentos observados em situações de discordância.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018462 Música
Os elementos constitutivos da música são categorias fundamentais para a análise e compreensão da organização do discurso sonoro em diferentes contextos culturais e históricos. Na educação musical, o estudo desses elementos permite identificar propriedades acústicas e estruturais do som, bem como os modos pelos quais elas se articulam na construção de melodias, ritmos e texturas musicais. Considere as afirmativas relacionadas aos elementos constitutivos da música.
Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A altura corresponde à percepção da frequência dos sons, permitindo distinguir sons graves e agudos e organizar sequências melódicas em diferentes sistemas musicais.
(__)O timbre refere-se à qualidade sonora que permite diferenciar fontes sonoras distintas, mesmo quando produzem sons com a mesma altura e intensidade.
(__)O ritmo relaciona-se à organização das durações sonoras no tempo, estruturando padrões de acentuação, pulsação e divisão temporal na música.
(__)A intensidade corresponde exclusivamente à variação de velocidade de execução de uma peça musical, não estando relacionada à energia acústica do som produzido.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q4018461 Educação Artística
Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube Music são algumas das principais formas de circulação da música na contemporaneidade, consolidando o modelo de streaming como o eixo central da indústria fonográfica. Essa transição dos suportes físicos para o acesso digital via plataformas não apenas alterou a fruição estética, mas reconfigurou os equipamentos culturais e os modos de difusão do saber musical. Considerando o impacto dessas tecnologias na mediação entre obra e público, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018460 Educação Artística
A prática pedagógica em Arte, ao abordar a construção de estereótipos, deve analisar como certas representações visuais operam para simplificar e estigmatizar identidades culturais. Analise atentamente as alternativas a seguir e assinale a CORRETA. Segundo as teorias da Cultura Visual, para desconstruir esses preconceitos no ambiente escolar, o docente deve orientar os estudantes a:
Alternativas
Q4018459 Educação Artística
No ensino de Arte, práticas como improvisação, composição, arranjo, elaboração de jingles e criação de trilhas sonoras constituem estratégias pedagógicas que favorecem a experimentação sonora e o desenvolvimento da escuta crítica. Essas práticas podem envolver o uso de vozes, sons corporais, instrumentos acústicos ou eletrônicos e objetos sonoros não convencionais, permitindo aos estudantes compreender processos de organização musical e criação coletiva. Considerando os fundamentos pedagógicos e musicais dessas práticas no contexto escolar, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018458 Educação Artística
A análise das produções artísticas como fenômenos situados em processos históricos e simbólicos exige a compreensão de como se articulam os diferentes sistemas de pensamento e as identidades coletivas. Sob essa perspectiva teórica, no que se refere às matrizes estéticas e culturais, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018457 Literatura
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece o componente curricular Arte como um campo de saber que articula dimensões sensíveis e epistemológicas, organizando-se em linguagens que devem ser exploradas em sua especificidade e em seus diálogos transversais. Conforme o texto que consta expressamente na BNCC, as linguagens artísticas que constituem e compõem o componente curricular de Arte são, EXCETO
Alternativas
Q4018456 Pedagogia
A estruturação do componente curricular Arte na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece competências específicas que articulam as linguagens artísticas aos contextos socioculturais dos discentes. O documento propõe uma organização que favorece o diálogo entre as dimensões do conhecimento, visando o desenvolvimento do pensamento crítico e da sensibilidade. Sobre as diretrizes normativas e a organização dos objetos de conhecimento na BNCC, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4018455 Educação Artística
No campo do ensino-aprendizagem em Arte, diferentes abordagens teórico-metodológicas orientam práticas pedagógicas que articulam produção, fruição e contextualização, reconhecendo o estudante como sujeito ativo e situado culturalmente. Considerando esses fundamentos, assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q4018454 Artes Visuais
Sobre a dinâmica dos elementos constitutivos das artes visuais e sua organização sintática na composição, analise as sentenças a seguir e identifique as corretas:
I.O ponto, enquanto unidade mínima da comunicação visual, exerce uma força de atração sobre o olho humano, atuando como foco visual absoluto ou criando a ilusão de textura e tom quando agrupado em variações de densidade.
II.A direção visual é intrínseca às formas e pode evocar estados psicológicos distintos: a horizontalidade frequentemente remete à estabilidade e ao repouso, enquanto a diagonalidade introduz tensão, instabilidade e movimento.
III.O tom (ou valor tonal) refere-se às variações de luminosidade independentes da cor, sendo um elemento essencial para a percepção da profundidade, do volume e da tridimensionalidade em suportes estritamente bidimensionais.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4018453 Educação Artística
Um projeto escolar de Artes Integradas investiga as tensões territoriais locais por meio de intervenções que articulam performance, artes visuais e sonoridades urbanas. Ao vincular o fazer artístico às esferas ética e política, a prática busca converter o espaço pedagógico em um campo de diálogo crítico com a realidade. Sobre a natureza das Artes Integradas e suas relações com as dimensões da vida social, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018452 Artes Cênicas
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os elementos constitutivos da cena às suas respectivas funções na construção da dramaturgia visual e sensorial do espetáculo de dança:
PRIMEIRA COLUNA: (1)Cenário. (2)Figurino. (3)Trilha sonora.
SEGUNDA COLUNA: (__)Opera na dimensão audível para estruturar a temporalidade da ação, estabelecendo dinâmicas rítmicas e intensidades afetivas que dialogam com a pulsação e a respiração do corpo em movimento.
(__)Define a espacialidade física e a volumetria da performance, podendo atuar como um elemento estático de ambientação ou como um agente dinâmico que interfere diretamente na biomecânica do movimento.
(__)Funciona como uma extensão da corporeidade do intérprete, devendo conciliar a identidade estética do personagem com as necessidades de ergonomia e funcionalidade exigidas pela fluidez da ação.
Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA associação entre as colunas, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018451 Artes Cênicas
A historiografia do teatro brasileiro aponta a década de 1940 como o marco da modernidade cênica no país, impulsionada por grupos que romperam com o naturalismo ingênuo e com os cenários pintados em prol de uma concepção espacial e interpretativa mais rigorosa. Um desses coletivos, liderado por um encenador de origem polonesa, revolucionou a estética nacional ao integrar luz, cenografia e marcação de cena de forma orgânica, especialmente na montagem de "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues. Considerando os artistas e grupos que transformaram a produção teatral brasileira no século XX, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q4018450 Educação Artística
A identificação de estilos musicais constitui procedimento recorrente na musicologia e na educação musical, pois permite reconhecer padrões de organização sonora associados a contextos históricos e práticas culturais específicas. No ensino de Arte, essa abordagem favorece a compreensão das diferenças estruturais entre estilos, considerando elementos como instrumentação predominante, organização rítmica e práticas interpretativas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona estilos musicais e características estruturais predominantes em suas práticas sonoras.
PRIMEIRA COLUNA: (1)Jazz. (2)Rock. (3)Samba. (4)Blues.
SEGUNDA COLUNA: (__)Estilo caracterizado pelo uso recorrente de improvisação, acordes estendidos e interação dinâmica entre instrumentos em performances coletivas.
(__)Linguagem musical estruturada frequentemente a partir de progressões harmônicas em doze compassos, com forte expressividade melódica e origem em tradições afro-americanas.
(__)Estilo associado à centralidade da guitarra elétrica amplificada, presença de bateria e baixo elétrico e estruturas rítmicas marcadas por pulsação constante.
(__)Gênero marcado por síncopes características e forte presença de instrumentos de percussão, associado a matrizes afro-brasileiras.
Assinale a alternativa que apresenta a associação CORRETA entre as colunas:
Alternativas
Q4018449 Artes Cênicas
Considere as afirmativas relacionadas aos fatores de movimento na dança, conforme estudos sobre análise do movimento aplicados à compreensão das qualidades expressivas do corpo em ação. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O fator tempo refere-se à maneira como a ação corporal se organiza em relação à duração e à velocidade do movimento, podendo manifestar-se em variações como aceleração, desaceleração ou suspensão rítmica.
(__)O fator peso relaciona-se à intensidade da força empregada pelo corpo na execução do movimento, podendo gerar qualidades contrastantes, como ações leves e delicadas ou movimentos firmes e vigorosos.
(__)O fator fluência corresponde à trajetória geométrica percorrida pelo corpo no ambiente cênico, definindo direções e níveis espaciais do deslocamento.
Assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
Alternativas
Q4018448 Artes Cênicas

Observe atentamente a imagem a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


A análise do material de divulgação de uma produção de teatro musical contemporânea permite identificar a complexa rede de organização e fomento que sustenta a circulação de grandes espetáculos. Considerando os modos de produção, divulgação e atuação profissional no campo teatral, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4018447 Artes Visuais
O sistema das artes visuais é constituído por uma rede complexa de agentes e instituições que operam de forma interdependente para conferir estatuto artístico, valor simbólico e visibilidade às produções. Sobre as categorias e funções que compõem esse sistema, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Respostas
5221: B
5222: C
5223: B
5224: D
5225: B
5226: C
5227: C
5228: A
5229: D
5230: C
5231: B
5232: D
5233: C
5234: C
5235: A
5236: A
5237: A
5238: C
5239: D
5240: A