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Q3571980 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que a moeda brasileira se chama real?


        “Real”, no sentido de realeza, era a moeda adotada por Portugal e suas colônias desde a época das Grandes Navegações – o plural era “réis”, de onde vem a expressão “conto de réis”, que equivale a um milhão de réis. No Brasil, o Real português vigorou dos tempos coloniais até 1942, no auge do Estado Novo de Getúlio Vargas.

        Àquela altura, a inflação já tinha comido tanto o valor do velho real que a unidade básica da economia era o "mil reais" – "miréis" na fonética daqueles tempos. Getúlio, então, instituiu uma nova unidade monetária, o cruzeiro – este um nome 100% nacional, referindo-se ao Cruzeiro do Sul, a constelação mais distinta do nosso hemisfério. E cada cruzeiro valia mil reais.

         A partir dali, porém, a inflação só fez acelerar. Nos 25 anos entre 1942 e 1967, tivemos inflação de pelo menos 2 dígitos em 23. O "mil cruzeiros" já era a nova unidade monetária. A Ditadura Militar, então, mandou cortar três zeros. Surgia o Cruzeiro novo.

      Mas faltou combinar com as nossas equipes econômicas. A Ditadura seguiu imprimindo dinheiro para encher o país de obras. O Banco do Brasil, para você ter uma ideia, tinha o poder de fabricar moeda. Se o governo precisasse de dinheiro para fazer uma hidrelétrica, ou para pagar o espumante das festas, pedia para o Banco do Brasil imprimir notas, pagava tudo, e beleza. O que podia dar errado?

      Tudo, claro. Quando você enche a praça de dinheiro, o próprio dinheiro vira carne de vaca. Perde valor. A essa perda de valor, você sabe, damos o nome de "inflação".

       E a inflação saiu dos dois dígitos. Foi para três – mais de 100% ao ano. Hora de mudar a moeda de novo.

     Em 1986, o governo Sarney aposentava o cruzeiro e inaugurava o "cruzado". Como estamos falando de nome de moeda aqui, vale um adendo. "Cruzado" era a moeda de prata que Portugal usava na época das Grandes Navegações. Nisso, a equipe de Sarney encarregada de dar nome à nova moeda matava dois coelhos. Usava um nome com estofo histórico e que, ao mesmo tempo, não soava alienígena, já que lembrava a denominação da moeda anterior.

      E aí... Bom, os desmandos financeiros do Estado seguiam de vento em popa. Em 1987 a inflação chegou perto de 500%. Em 1988, passou de 1.000%. Em 1989, roçou os 2.000%.

     Hora de trocar de moeda de novo. Chegava o cruzado novo. Em 1990, Fernando Collor assumiu e determinou que o cruzado novo voltasse a se chamar "cruzeiro" – por questões estéticas e para deixar seu glorioso confisco à poupança mais didático. Os cruzeiros circulariam livremente; os "cruzados novos" ficariam retidos. Só uma baboseira linguística para fazer com que o pior plano econômico da história do país parecesse menos patético do que era de fato.

       Por essas e outras, Collor acabou saindo. Deixou no lugar o vice Itamar Franco e uma inflação que, em 1993, chegaria ao seu maior valor histórico: 2.477%.

    Itamar, que entendia tanto de economia quanto de penteado, propôs a seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, "prender o Abílio Diniz e congelar os preços" – Abílio, então dono da rede de supermercados Pão de Açúcar deveria ser preso, na cabeça do então presidente, para deixar de aumentar preços – como se quem criasse inflação fosse quem comercializa produtos, e não quem imprime moeda.

       Em 1994, enfim, a equipe de FHC lançou o Plano Real. Não foi um simples corte de zeros. Houve um trabalho que envolveu saneamento das contas públicas, com cortes violentos de gastos (de modo a controlar a própria emissão de moeda), e, mais tarde – a partir de 1999 –, com a adoção do regime de "metas de inflação". Grosso modo, esse regime diz que, se a inflação subir além de um patamar aceitável, deve-se aumentar os juros básicos da economia. Juros altos freiam o consumo e os financiamentos bancários. Isso esfria a economia. Passa a circular menos moeda, e o valor do dinheiro se mantém. É por isso que, desde a década de 1990, o risco de hiperinflação caiu a zero.

     Por que o "real" ganhou esse nome? Por que ele matava dois coelhos também. Tem fundo histórico, já que é o nome da moeda anterior ao cruzeiro, e remete à ideia de uma moeda com "valor real".


Disponível em https://www.instagram.com/p/CopyL_dgJIj/ 
Assinale a alternativa cujo trecho a seguir foi reescrito de maneira que não altere seu sentido.
“Houve um trabalho que envolveu saneamento das contas públicas, com cortes violentos de gastos (de modo a controlar a própria emissão de moeda), e, mais tarde – a partir de 1999 –, com a adoção do regime de ‘metas de inflação’”. 
Alternativas
Q3571976 Português
Leia o texto para responder a questão.


Por que a moeda brasileira se chama real?


        “Real”, no sentido de realeza, era a moeda adotada por Portugal e suas colônias desde a época das Grandes Navegações – o plural era “réis”, de onde vem a expressão “conto de réis”, que equivale a um milhão de réis. No Brasil, o Real português vigorou dos tempos coloniais até 1942, no auge do Estado Novo de Getúlio Vargas.

        Àquela altura, a inflação já tinha comido tanto o valor do velho real que a unidade básica da economia era o "mil reais" – "miréis" na fonética daqueles tempos. Getúlio, então, instituiu uma nova unidade monetária, o cruzeiro – este um nome 100% nacional, referindo-se ao Cruzeiro do Sul, a constelação mais distinta do nosso hemisfério. E cada cruzeiro valia mil reais.

         A partir dali, porém, a inflação só fez acelerar. Nos 25 anos entre 1942 e 1967, tivemos inflação de pelo menos 2 dígitos em 23. O "mil cruzeiros" já era a nova unidade monetária. A Ditadura Militar, então, mandou cortar três zeros. Surgia o Cruzeiro novo.

      Mas faltou combinar com as nossas equipes econômicas. A Ditadura seguiu imprimindo dinheiro para encher o país de obras. O Banco do Brasil, para você ter uma ideia, tinha o poder de fabricar moeda. Se o governo precisasse de dinheiro para fazer uma hidrelétrica, ou para pagar o espumante das festas, pedia para o Banco do Brasil imprimir notas, pagava tudo, e beleza. O que podia dar errado?

      Tudo, claro. Quando você enche a praça de dinheiro, o próprio dinheiro vira carne de vaca. Perde valor. A essa perda de valor, você sabe, damos o nome de "inflação".

       E a inflação saiu dos dois dígitos. Foi para três – mais de 100% ao ano. Hora de mudar a moeda de novo.

     Em 1986, o governo Sarney aposentava o cruzeiro e inaugurava o "cruzado". Como estamos falando de nome de moeda aqui, vale um adendo. "Cruzado" era a moeda de prata que Portugal usava na época das Grandes Navegações. Nisso, a equipe de Sarney encarregada de dar nome à nova moeda matava dois coelhos. Usava um nome com estofo histórico e que, ao mesmo tempo, não soava alienígena, já que lembrava a denominação da moeda anterior.

      E aí... Bom, os desmandos financeiros do Estado seguiam de vento em popa. Em 1987 a inflação chegou perto de 500%. Em 1988, passou de 1.000%. Em 1989, roçou os 2.000%.

     Hora de trocar de moeda de novo. Chegava o cruzado novo. Em 1990, Fernando Collor assumiu e determinou que o cruzado novo voltasse a se chamar "cruzeiro" – por questões estéticas e para deixar seu glorioso confisco à poupança mais didático. Os cruzeiros circulariam livremente; os "cruzados novos" ficariam retidos. Só uma baboseira linguística para fazer com que o pior plano econômico da história do país parecesse menos patético do que era de fato.

       Por essas e outras, Collor acabou saindo. Deixou no lugar o vice Itamar Franco e uma inflação que, em 1993, chegaria ao seu maior valor histórico: 2.477%.

    Itamar, que entendia tanto de economia quanto de penteado, propôs a seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, "prender o Abílio Diniz e congelar os preços" – Abílio, então dono da rede de supermercados Pão de Açúcar deveria ser preso, na cabeça do então presidente, para deixar de aumentar preços – como se quem criasse inflação fosse quem comercializa produtos, e não quem imprime moeda.

       Em 1994, enfim, a equipe de FHC lançou o Plano Real. Não foi um simples corte de zeros. Houve um trabalho que envolveu saneamento das contas públicas, com cortes violentos de gastos (de modo a controlar a própria emissão de moeda), e, mais tarde – a partir de 1999 –, com a adoção do regime de "metas de inflação". Grosso modo, esse regime diz que, se a inflação subir além de um patamar aceitável, deve-se aumentar os juros básicos da economia. Juros altos freiam o consumo e os financiamentos bancários. Isso esfria a economia. Passa a circular menos moeda, e o valor do dinheiro se mantém. É por isso que, desde a década de 1990, o risco de hiperinflação caiu a zero.

     Por que o "real" ganhou esse nome? Por que ele matava dois coelhos também. Tem fundo histórico, já que é o nome da moeda anterior ao cruzeiro, e remete à ideia de uma moeda com "valor real".


Disponível em https://www.instagram.com/p/CopyL_dgJIj/ 
“Matar dois coelhos” é uma expressão 
Alternativas
Q2526715 Banco de Dados
O modelo hierárquico de bancos de dados é formado por registros do tipo raiz e do tipo folha, sendo correto afirmar que, em um modelo hierárquico,
Alternativas
Q2526714 Banco de Dados
Um dos conceitos importantes na modelagem de um banco de dados relacional consiste na especificação do domínio de um atributo de um conjunto de entidades, que significa especificar o 
Alternativas
Q2526713 Governança de TI
Um dos processos do ITIL v.3 tem como principais objetivos garantir a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados fornecidos. Esse processo, pertencente à publicação Desenho de Serviço do ITIL v.3, denomina-se Gerenciamento de
Alternativas
Q2526712 Redes de Computadores
O protocolo HTTPS utiliza o protocolo TLS para criptografar as mensagens trocadas, tornando a comunicação mais segura. A porta de rede padrão utilizada pelo protocolo HTTPS é a 
Alternativas
Q2526711 Segurança da Informação

A família de funções de hash criptográficas conhecida como SHA-2 inclui diversas funções.


Assinale a alternativa correta a respeito.

Alternativas
Q2526710 Segurança da Informação
O tipo de malware caracterizado por se espalhar copiando a si mesmo por meio de uma rede ou mídias removíveis, em geral explorando vulnerabilidades de segurança para se copiar, é chamado de
Alternativas
Q2526709 Redes de Computadores
O aplicativo tcpdump consiste em um sniffer de rede comumente usado no sistema operacional Linux. Uma linha de saída produzida por uma execução do tcpdump em um servidor pode ser vista a seguir.

Observação: a saída consiste em uma única linha, aqui mostrada em múltiplas linhas por questões de espaço.

01:09:47.072481 IP 192.168.100.9.22 >
192.168.100.52.56158: Flags [P.], seq 128:320,
ack 1, win 501, length 192


Considerando os números de portas padrões da Internet, é correto afirmar que essa linha corresponde a 
Alternativas
Q2526708 Segurança da Informação
A norma ABNT NBR ISO/IEC 27005 – Tecnologia da Informação – Técnicas de segurança – Gestão de Riscos de segurança da informação – estabelece quatro opções para o tratamento de riscos em um sistema de informação, sendo duas dessas opções:
Alternativas
Q2526707 Redes de Computadores
Dentre as alternativas a seguir, a métrica de desempenho de rede que corresponde à taxa de transmissão no nível da camada de aplicação, excluindo o overhead de protocolos de camadas inferiores e retransmissões, é denominada
Alternativas
Q2526706 Redes de Computadores
No protocolo SNMP, o tipo de mensagem gerente-para-agente que requisita a alteração no valor de uma variável é conhecido como
Alternativas
Q2526705 Redes de Computadores
Uma desvantagem do protocolo IMAP em relação ao POP é:
Alternativas
Q2526704 Redes de Computadores
Em redes Ethernet baseadas no protocolo IP que utilizam a técnica de roteamento MPLS, o cabeçalho MPLS é colocado
Alternativas
Q2526703 Redes de Computadores
Sobre o protocolo NTP, assinale a alternativa que apresenta corretamente sua função.
Alternativas
Q2526702 Redes de Computadores
ICMP (Internet Control Message Protocol) é um dos diversos protocolos presentes na Internet, sendo este utilizado para diagnosticar problemas de conexão. Considerando o modelo OSI, esse protocolo está localizado na camada de
Alternativas
Q2526701 Redes de Computadores
O protocolo IPv6 vem substituindo o protocolo IPv4 devido a uma maior gama de diferentes valores que o IPv6 pode assumir quando comparado ao IPv4. O número de bits utilizado no endereçamento do IPv6 que resulta nessa maior variedade de valores é
Alternativas
Q2526700 Redes de Computadores
Diversas categorias de cabos são utilizadas em cabeamento estruturado, como os cabos da categoria
Alternativas
Q2526699 Redes de Computadores
Existem diversos padrões de redes sem fio baseados no padrão IEEE 802.11, como o
Alternativas
Q2526698 Redes de Computadores
Os cabos de fibra óptica apresentam vantagens e desvantagens quando comparados com os cabos metálicos de cobre.


Assinale a alternativa correta relacionada a essa comparação.
Alternativas
Respostas
881: C
882: B
883: A
884: B
885: A
886: E
887: C
888: E
889: B
890: B
891: A
892: C
893: D
894: B
895: C
896: E
897: C
898: D
899: E
900: D