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Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429856 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Os fragmentos abaixo do Texto II ilustram múltiplos usos do QUE:



I- “Minha querida cidade, QUE1 te aconteceu, QUE2 já não te reconheço? [...]”


II- “Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto QUE3 ofendêssemos os tristes; [...]”


III- E eis que tudo isso, QUE4 era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila.



Assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação do item, na ordem de ocorrência.

Alternativas
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Q3429855 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Nos parágrafos 2, 3 e 4 da crônica (Texto II), predomina o emprego de formas verbais no pretérito imperfeito, o que se justifica por se tratar:




I- Do relato de fatos passados tomados como contínuos ou permanentes. II- Do comentário que dá vivacidade a fatos concluídos no passado.


III- De uma narrativa em que se descrevem fatos habituais no passado.


IV- De dar destaque, entre fatos simultâneos, à ação em processo quando sobrevém outra ação.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
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Q3429854 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

A partir da leitura da crônica (Texto II), avalie as proposições acerca das ideias apresentadas.



I- Através de uma linguagem poética, a narradora expressa seu descontentamento em relação à decadência, na cidade, de certos costumes e atitudes das pessoas, fruto da ambição e da vaidade que levam ao empobrecimento da humanidade.


II- Anarradora, ao buscar na memória, fatos e experiências vividos em sua cidade, manifesta sua revolta quanto ao desenvolvimento das cidades, uma vez que as pessoas se tornam insensíveis e ambição leva ao aumento da violência.


III- A narradora questiona certos valores cultivados na sociedade, como a mesquinhez, o individualismo, a indiferença, que vão ao encontro do que se espera de uma cidade desenvolvida – que seria o bem-estar e o equilíbrio social.


IV- Ao refletir sobre os impactos do progresso no modo de vida das pessoas, a narradora, movida por um saudosismo, revela o desejo de restauração de alguns comportamentos perdidos, como a cordialidade e a generosidade.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
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Q3429853 Português

Leio o Texto I abaixo, que compõe a crônica “Pequenas notas”, para responder à questão.


TEXTO I


“Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano. Os camponeses tomam um punhado de terra, desmancham-na entre os dedos, tomam-lhe o cheiro, sorriem... Nós só vemos aquele pequeno torrão escuro, que se desagrega; eles, não: eles estão vendo semeaduras, colheitas, o vento folgazão, a chuva maternal, o Sol poderoso, mulheres, crianças, a casa levantada, a mesa posta... Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas. Estas são criaturas que não podem ser separadas da terra. Aterra é o seu corpo, é sua alma. Ramos, raízes, flores, tudo isso está em seus braços, em seus cabelos, em seu rosto. Amenina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas; e parece que a apanhará, agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa”.


(Meireles, Cecília. Coleção Melhores crônicas, São Paulo: Global, 2003) 

Avalie a relação entre os trechos transcritos da crônica e a interpretação fornecida para cada um deles.



I- “Tenho a alma cheia de campo, depois de atravessar estas distâncias que levam ao Agro Romano” (Linha 1) e “Estas são criaturas que não podem ser separadas da terra. Aterra é o seu corpo, é sua alma”. (Linhas 4 e 5) (Essas passagens evidenciam o encantamento e a admiração do narrador em relação aos camponeses, pela maneira como eles concebem a natureza, considerada parte deles, sua essência).


II- “Os olhos dos camponeses são feitos de paisagens prósperas” (Linha 4) (Nesse trecho, revela-se uma metáfora, depreendida da associação entre “prosperidade” e “abundância”, revelando que os camponeses têm zelo pela terra, por ambicionarem grandes lucros a partir da extração de tudo que a terra lhes oferece).


III- “A menina que arregaça para o Sol a boca vermelha é irmã das papoulas e anêmonas (Linhas 5 e 6); e parece que a apanhará, agora mesmo, entre as ervas e as pedras, e a leva para enfeitar a casa, como em dia de festa”. (Linhas 6 e 7) (Esse trecho confirma a harmonia ou fusão entre o homem e a terra, pois essa imagem que vai se construindo progressivamente chega ao ápice quando se associa o vermelho da boca da menina ao das flores).



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3383334 Terapia Ocupacional
A autorregulação emocional é um dos principais desafios enfrentados por crianças com TEA e TDAH. Qual das estratégias abaixo é mais eficaz dentro da abordagem da Terapia Ocupacional para auxiliar na regulação emocional dessas crianças? 
Alternativas
Q3383333 Terapia Ocupacional
A adaptação do ambiente é uma estratégia fundamental na Terapia Ocupacional para crianças com TEA e TDAH. Qual das alternativas a seguir representa uma modificação ambiental eficaz?
Alternativas
Q3383332 Terapia Ocupacional
Qual dos instrumentos a seguir é amplamente utilizado na Terapia Ocupacional para avaliar o perfil sensorial de crianças com TEA?
Alternativas
Q3383331 Terapia Ocupacional
Sobre o desenvolvimento das habilidades sociais e comunicativas em crianças com TEA, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q3383330 Terapia Ocupacional
Na intervenção terapêutica ocupacional para crianças com TEA, qual abordagem visa facilitar a regulação sensorial e a participação funcional nas atividades diárias? 
Alternativas
Q3383329 Terapia Ocupacional
No processo de confecção de órteses para pacientes com artrite reumatoide, qual dos seguintes fatores deve ser priorizado?
Alternativas
Q3383328 Terapia Ocupacional
Tecnologias Assistivas são ferramentas fundamentais para a inclusão e a funcionalidade de indivíduos com deficiência. Assinale a alternativa que não representa um recurso de Tecnologia Assistiva:
Alternativas
Q3383327 Terapia Ocupacional
No contexto da Terapia Ocupacional aplicada a pacientes com Acidente Vascular Encefálico (AVE), qual das abordagens abaixo tem como foco a facilitação do controle postural e padrões de movimento normal?
Alternativas
Q3383326 Terapia Ocupacional
A análise da atividade ocupacional inclui diversos componentes essenciais para a intervenção do terapeuta ocupacional. Qual das seguintes alternativas não representa um elemento essencial da análise da atividade?
Alternativas
Q3383325 Terapia Ocupacional
Na avaliação terapêutica ocupacional, qual instrumento é considerado essencial para analisar a percepção do paciente sobre suas ocupações e participação nas atividades diárias?
Alternativas
Q3383324 Terapia Ocupacional
Qual das alternativas a seguir representa corretamente uma estratégia de intervenção terapêutica ocupacional voltada à manutenção da funcionalidade em idosos? 
Alternativas
Q3383323 Terapia Ocupacional
A respeito dos marcos do desenvolvimento infantil, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3383322 Terapia Ocupacional
Tecnologias assistivas são fundamentais na reabilitação física. Qual das opções abaixo melhor define essa abordagem?
Alternativas
Q3383321 Terapia Ocupacional
Sobre as funções musculares na Terapia Ocupacional, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3383320 Terapia Ocupacional
Uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta hipersensibilidade ao toque, demonstrando desconforto ao contato com determinadas texturas. Dentro da abordagem de integração sensorial, qual seria a estratégia mais adequada para auxiliar no processamento tátil dessa criança?
Alternativas
Q3383319 Terapia Ocupacional
O envelhecimento é um processo dinâmico e multifatorial que pode impactar a funcionalidade e a participação do idoso em diversas atividades ocupacionais. No contexto da Terapia Ocupacional, a abordagem centrada no indivíduo busca estratégias para preservar a autonomia e a qualidade de vida. Considerando as evidências científicas sobre intervenção terapêutica ocupacional no envelhecimento, qual das alternativas apresenta uma estratégia mais abrangente e eficaz para a promoção da funcionalidade e da participação social do idoso?
Alternativas
Respostas
4021: E
4022: E
4023: E
4024: C
4025: A
4026: A
4027: B
4028: C
4029: B
4030: C
4031: D
4032: A
4033: D
4034: D
4035: E
4036: A
4037: B
4038: D
4039: A
4040: B