Questões de Concurso
Para fisioterapeuta
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Leia atentamente o texto a seguir:
E-mail é o recurso mais usado na internet, utilizado por um número ainda maior de pessoas do que a web. Antes da internet, os usuários de e-mail limitavam-se a se comunicar somente com outras pessoas da mesma rede. Como uma rede de redes, a internet tornou possível a qualquer usuário conectado a ela enviar e-mail a outro que esteja conectado à internet. Isso é similar ao sistema telefônico. Não importa qual companhia provê seu serviço telefônico local, você pode ligar para qualquer pessoa no mundo, uma vez que todas as companhias telefônicas agora estão conectadas entre si. (CAPRON; JOHNSON, 2004, p.237)
A partir do texto acima sobre e-mail, marque C (Correta) ou I (Incorreta) para as alternativas.

Marque a sequência correta:
O editor de texto permite realizar configuração da página do documento, por meio da opção Configurar Página, na guia Layout da Página. Nesta opção é possível configurar...
Marque V (Verdadeira) ou F (Falsa) para as alternativas abaixo:

Marque a sequência correta:
Assinale a alternativa que preenche corretamente o enunciado acima:
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Leia com atenção o texto abaixo para responder à questão baseada nele.
Emojis - Imagens que 'substituem' as palavras na comunicação

Os emojis são
símbolos que são interpretados conforme a plataforma onde são visualizados. Na
imagem, as variações do emoji "rosto mostrando a língua" no iOS,
Android, Twitter e no Windows Phone. Imagem: Montagem UOL com imagens do
emojipedia.org
Carolina Cunha
Se você quer
transmitir uma emoção em mensagem via smartphone ou em conversas virtuais nas
redes sociais, provavelmente já deve ter usado o coração, a mão de “joinha”, as
palmas ou a cara feliz amarela.
Uma recente
pesquisa do Google descobriu que a palavra mais escrita via SMS ou chat em 2014
não era uma palavra, mas um desenho de coração vermelho. De acordo com a
empresa, a imagem e suas variações aparecem bilhões de vezes por dia pelo
mundo.
Comidas,
animais, transportes, pessoas, sentimentos. Todos esses desenhos coloridos que
aparecem como opção no seu teclado são chamados de emojis, imagens que
representam graficamente qualquer objeto, expressão, ideia ou conceito. Elas
são um fenômeno cultural, se tornaram fundamentais na comunicação e estão
mudando a forma de nos expressarmos.
Emoticon
versus Emojis
O emoji é uma
forma de linguagem pictográfica em mensagens de texto. Surgido no Japão na
década de 1990, foi criado por uma companhia telefônica como uma opção para
deixar as mensagens de texto mais divertidas e emocionais. O termo é resultado
da união das palavras nipônicas para imagem, escrita e caractere e em
2015, foi incluído no vocabulário oficial do dicionário Webster.
De acordo com o
dicionário britânico, emojis são “pequenas imagens, símbolos ou ícones usados
em campos de texto em comunicações eletrônicas (como em SMS, e-mails e redes
sociais) para expressar uma atitude emocional do escritor, transmitir
informações sucintas, comunicar uma mensagem brincalhona sem usar palavras”.
O emoji pode ser
considerado como uma evolução do emoticon, termo criado a partir das palavras
inglesas emotion (emoção) e icon (ícone). Os emoticons surgiram nos EUA em 1982
a partir de sequências de caracteres do teclado padrão, tais como :-) ou :-(. Foram
muito usados em programas de chat como o MSN Messenger e ICQ.
Emojis vieram
para ficar e seu uso está crescendo em rápida velocidade. Segundo a Unicode
Consortium, organização que regula a codificação na internet, o mundo tem mais
de 1.000 ícones catalogados. A entidade é responsável pela análise, aprovação e
a interpretação correta dos emojis criados em todo o mundo por empresas de
tecnologia.
Emojis e a
linguagem
As primeiras
formas de representação do homem foram as pinturas rupestres em cavernas.
Imagens gráficas ou sinais são usadas como linguagem desde a Antiguidade, como
a escrita cuneiforme dos sumérios, os desenhos dos maias e os hieróglifos
egípcios. Hoje existem línguas que usam ideogramas (imagens que representam
ideias), como os kanjis, símbolos não fonéticos usados na China, Taiwan e no
Japão.
Para Thomas
Dimson, engenheiro de software do app Hyperlapse, a popularidade do emoji
representa a ascensão de uma nova linguagem. Ele realizou um estudo que aponta
que em 2014 os emojis representaram quase metade das palavras utilizadas em
comentários, legendas e hashtags no Instagram.
Para algumas
pessoas, os caracteres com imagens podem ser considerados como um “alfabeto”
digital, um novo sistema linguístico de comunicação que tem o uso do computador
como mediador da interação verbal.
Será que
chegaremos ao tempo que voltaremos a nos comunicar apenas por imagens em vez de
textos como no Egito antigo? Críticos acreditam que os caracteres empobrecem a
linguagem e não conseguem transmitir a complexidade e riqueza de um assunto.
Seria muito difícil surgir uma obra literária em emoji que não soasse como um
grande resumo de ideias.
Ainda é cedo
para saber o futuro dos emojis e principalmente se eles têm potencial para se
tornarem um idioma ou uma forma de comunicação complexa. O mais provável é que
continuem a ser usados de forma complementar, em mensagens coloquiais que
combinem texto escrito e imagens.
Fonte: https://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/emojis-imagens-que-substituem-as-palavras-na-comunicacao.htm
Com base em seus conhecimentos e no texto, assinale a opção correta.
Os emojis são considerados uma linguagem do tipo:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado."
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE, na mesma ordem em que se apresentam, as características das palavras destacadas no trecho acima.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta".
A oração destacada no período acima possui o sentido de
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"não se sabe que fim levaram as cinzas."
Considere as seguintes afirmativas em relação à oração destacada no período acima:
(I) É de natureza substantiva.
(II) É subordinada a uma oração principal.
(III) É coordenada em relação à oração anterior.
(IV) Exerce a função de sujeito.
(V) Exerce a função de objeto direto.
(VI) Exerce a função de complemento nominal.
(VII) É introduzida por um pronome relativo.
(VIII) É introduzida por uma conjunção.
Assinale a alternativa que apresenta TODAS as afirmativas CORRETAS.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
"Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento."
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima NÃO altera o seu significado básico original.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
FIM DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade
Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.
O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.
Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.
(...)
Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.
O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)
Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.
(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)