Questões de Concurso Para fisioterapeuta

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Q3824175 Português
Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
No texto intitulado “Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais”, o autor Diogo Salles defende que:
Alternativas
Q3824174 Português
Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais

Diogo Salles


    A recente decisão do STF, que determinou que as plataformas devem ser responsáveis pelos conteúdos dos usuários, desfigurou o Marco Civil da Internet e colocou a opinião pública em alerta máximo. Muitos têm mostrado a insegurança jurídica do novo modelo, que se baseia em critérios subjetivos e abre alas para a censura.

    Produtores de conteúdo já começaram a sentir os efeitos dessa medida. Agora, as big techs serão ainda mais restritivas em relação a permissões para postagens e não terão nenhum pudor em remover preventivamente conteúdos ou até perfis de forma unilateral.

    Sei que o momento é delicado para bancar o advogado do diabo, mas é preciso lançar esta incômoda pergunta: até que ponto não estamos trocando uma arbitrariedade por outra?

    Em algum momento, todo mundo já viveu a experiência de se submeter aos interesses do Facebook/Meta, mesmo sem perceber. Cerca de dez anos atrás, comecei a colaborar com um site que prometia escalar o número de acessos e interações para poder remunerar os colaboradores através de anúncios. Levou quase dois anos para estruturar o modelo de negócio, mas funcionou. A empresa passou a remunerar de acordo com o desempenho de cada colaborador – e o Facebook era uma ferramenta essencial nessa estratégia.

    Tudo ia bem, até que o Facebook resolveu alterar seu algoritmo e, de um dia para o outro, os acessos, comentários e compartilhamentos, que giravam em torno das dezenas de milhares, caíram para cerca de uma dúzia. O modelo todo ruiu de imediato. Foi aí que entendi: eu, meus colegas e a própria empresa trabalhávamos todos para o Mark Zuckerberg.

    Dessa experiência, tirei duas lições valiosas. A primeira é a de que, para ter “relevância” e conquistar seguidores nas redes sociais, devemos nos submeter ao tacão do algoritmo, muitas vezes navegando numa direção determinada por gente que nem sabemos quem é e, não raro, abrindo mão de nossos objetivos e até valores.

    E a segunda é que os oligarcas digitais nunca se importaram com a pluralidade de ideias, com a nossa saúde mental ou até mesmo com a democracia. Eles só querem continuar lucrando em cima da guerra de todos contra todos. E quando confrontados com essa verdade inconveniente, se escondem atrás do cobertor da liberdade de expressão.

    Passamos as últimas duas décadas acreditando que as redes sociais supostamente nos dão liberdade absoluta para sermos seres digitais plenos. Mas será mesmo? Zygmunt Bauman dizia que, na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte.

    As métricas que regem as redes sociais levaram isso a cabo, quando estabeleceram que seu objetivo era manter os usuários pelo maior tempo possível na plataforma – e todos os estudos já comprovaram que a forma mais eficaz de atingir esse objetivo é impulsionando conteúdos escandalosos, sensacionalistas e violentos. Só que o lucro das big techs gera um custo social: ao manter os níveis de engajamento e indignação sempre altos, a sociedade padece, com pessoas viciadas, raivosas e depressivas.

    Para quem ousava postar algo que ferisse essa lógica do engajamento, a penalização não era muito sutil: esses conteúdos eram imediatamente rebaixados para, logo em seguida, caírem no esquecimento. Quase como se não tivessem existido. Ou seja, se você ousasse postar algo mais informativo, profundo e reflexivo, você simplesmente “flopava”, como se diz na gíria das redes. E de flopada em flopada, você vai desaparecendo no feed das pessoas, até que a sua morte virtual se torne um ato voluntário.

    É por esse caminho que o historiador Fara Dabhoiwala articula sua argumentação. O autor, que está lançando o livro What is Free Speech? (“O que é Liberdade de Expressão?”, em tradução livre), tem acompanhado de perto todos os acontecimentos aqui no Brasil e condenou a punição dada ao comediante Leo Lins, mas questionou o fato de as plataformas que impulsionaram suas piadas seguirem impunes.

    E por que as piadas de Leo Lins foram amplificadas? Justamente porque eram preconceituosas e escandalizaram a opinião pública, ou seja, tudo o que o algoritmo mais quer, para segurar as pessoas nas telas, se indignando, comentando, xingando e compartilhando.

    É espantoso como, após todo esse tempo de debate sobre a regulação das redes sociais, ainda não conseguimos entender que o problema nunca foi as plataformas e nem os conteúdos postados pelos usuários: é o algoritmo. Sempre foi o algoritmo. Todo o debate deveria ter sido pautado em torno dele, questionando esse poder de amplificação/moderação dos conteúdos e obrigando as big techs a serem transparentes em relação aos critérios que usam.

    Remover conteúdos com fake news e perfis apócrifos é atacar a consequência, e não a causa. Por isso que, tantos anos depois, ainda estamos aqui, paralisados, debatendo a PL das Fake News e outras excrescências.

    Independente disso, a forma como os algoritmos operam já constitui a prova de que as big techs são, sim, editores de mídia, pois escolhem quais conteúdos irão trabalhar em suas plataformas, da mesma forma que escolhem quais descartar. Assim sendo, elas devem explicações ao público sobre suas práticas tanto quanto jornais, TVs e outros veículos de mídia.

    Outro conceito que exige um debate sério: a liberdade de expressão que ― seja por ingenuidade, seja por má fé ― muitos ainda acreditam ser um fim em si mesma. A jornalista Lúcia Guimarães lembrou que, na esteira da primeira emenda da Constituição dos EUA, surgiu uma legião de “absolutistas da liberdade de expressão”, que acreditam que ofensas, difamações e ameaças não deveriam receber qualquer punição.

    Sei que tem muita gente apreensiva com esse novo cenário de incertezas, mas quero fazer um contraponto a todas essas previsões sinistras que estão ecoando: será saudável para todo mundo que o debate público saia das redes sociais. Se existe um caminho para enfraquecer a polarização e voltarmos a dialogar como seres humanos civilizados, esse caminho é longe dos algoritmos.

    E quanto aos produtos e serviços que têm seus modelos de negócio ancorados nas redes sociais, bem, estes passarão por um processo de adaptação e terão de descobrir novas formas de se conectar com seu público. Chegou a hora de pensar no pós-redes sociais. Não é o fim do mundo, mas o início de um novo. Quem se propuser a pensar em novas estratégias, já estará um passo à frente da concorrência.

    O maior desafio será desatar o nó mostrado pelo advogado e pesquisador Ronaldo Lemos: regular as redes sociais é diferente de regular toda a internet. Cada um exige um tipo de regulamentação diferente e isso precisa ser compreendido desde já. “O STF mirou nas big techs e acertou na internet inteira. Do Google ao Reclame Aqui, passando por fóruns e caixas de comentários dos jornais, todos estão abrangidos[...] O antigo regime era ‘na dúvida, pró-liberdade de expressão’. Agora é ‘na dúvida, pró-remoção’”, avisou.

    Claro, não sejamos ingênuos: agora, com a chegada da Inteligência Artificial, viveremos uma nova era de falsificações, golpes e até crimes. A quem quiser se autoalienar ainda mais no metaverso, só posso desejar sorte. Yuval Noah Harari tem emitido todos os alertas sobre estes perigos, mas parece certo que muita gente vai entregar voluntariamente sua capacidade de pensar para as máquinas e se sentirá plenamente satisfeito com conteúdos e interações fakes.

    Se esse é o futuro que nos aguarda, quem quiser manter um mínimo de sanidade mental, será forçado a selecionar melhor o que consome. Assim, abre-se a possibilidade para a construção de um caminho por fora da barbárie. Nessas últimas décadas, as redes sociais foram aperfeiçoando seus algoritmos de tal forma, que conquistaram o monopólio do mercado da atenção, criando uma cultura que não deixou qualquer espaço para a contracultura.

    Agora, com essa crise institucional e as big techs praticando censura à larga, abre-se o flanco para que pensemos numa nova contracultura, onde ainda existirão pessoas reais produzindo conteúdos reais e propagando ideias que não morrerão asfixiadas pelo algoritmo. Um lugar onde a IA terá seu papel apenas como ferramenta, não como cérebro. Aliás, cabe uma provocação: será que, no futuro, conteúdos 100% reais não serão considerados “premium”?

    Pode levar anos, até décadas, mas é preciso reconstruir o debate público dentro de um ecossistema novo, que funcione com regras claras e longe das manipulações algorítmicas. Utópico? Talvez, mas é imprescindível dizer: temos em mãos uma grande oportunidade de libertar o debate público do cativeiro das big techs e devolvê-lo à sociedade civil.


Fonte: https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=481 0&titulo=Chegou_a_hora_de_pensar_no_pos-redes_sociais
Denomina-se gênero textual o texto que, por meio de uma linguagem e estrutura típica, possui uma intenção comunicativa em determinado contexto. Sabendo disso, após leitura e observação das características do texto, assinale a alternativa que se trata do gênero textual:
Alternativas
Q3817523 Fisioterapia
Sobre a fratura transversal, analise as assertivas abaixo:

I. É causada pela torção excessiva do osso.
II. É caracterizada pela fragmentação do osso.
III. Ocorre em um ângulo reto ao eixo do osso.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3817522 Fisioterapia
Paciente, sexo masculino, de 67 anos, com história recente de AVC isquêmico de artéria cerebral média. Com base nesse contexto, são manifestações clínicas possíveis da síndrome da artéria cerebral média, seja hemisfério dominante ou não dominante, EXCETO:
Alternativas
Q3817521 Fisioterapia
Um fisioterapeuta recebe para atendimento uma paciente de 71 anos, que passou recentemente por uma longa estadia hospitalar. Ela tem como queixa principal uma sensação de fraqueza e cansaço para executar suas atividades diárias. A suspeita do fisioterapeuta é a de que a paciente possa ter sarcopenia, então ele decide realizar uma avaliação, porém, a paciente apresenta um quadro sério de artrite nas mãos, impossibilitando a avaliação da força de preensão palmar. De acordo com o Consenso Europeu Revisado sobre Definição e Diagnóstico de Sarcopenia (EWGSOP2), qual teste ele pode utilizar como medida substituta para a avaliação da força muscular?
Alternativas
Q3817520 Fisioterapia
A Diretriz Brasileira de Reabilitação Cardiovascular estabelece que a prescrição da intensidade do exercício baseada em testes funcionais é importante. Referente aos métodos de prescrição de exercícios físicos aeróbicos de intensidade moderada, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Sensação subjetiva de esforço (Borg).
II. Teste da fala.
III. FC de reserva (Karvonen).
IV. Percentuais da FC pico. 
Alternativas
Q3817519 Fisioterapia
Ao avaliar um paciente com queixa de alteração da marcha, o fisioterapeuta nota que na fase de impulso (apoio terminal) não há elevação do calcanhar. Com base na descrição da alteração da marcha, qual musculatura ou grupo muscular apresenta fraqueza?
Alternativas
Q3817518 Fisioterapia
O que o teste de Gerber avalia? 
Alternativas
Q3817517 Fisioterapia
Um fisioterapeuta recebe para atendimento uma criança de 3 anos de idade com diagnóstico de Distrofia Muscular de Duchenne. Ao observar a criança no chão, ele nota que ela se levanta apoiando as mãos nas próprias pernas para compensar a fraqueza no glúteo ______ e do(s) ______. Essa manifestação é conhecida como sinal de ____________.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q3817516 Direito Sanitário
De acordo com o Art. 6º da Lei nº 8.080/1990, são atividades incluídas expressamente no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), EXCETO:
Alternativas
Q3817515 Fisioterapia
Após a artroplastia total do joelho, é uma meta fisioterapêutica na fase de proteção moderada: 
Alternativas
Q3817514 Fisioterapia
Qual nervo craniano é responsável pela inervação parassimpática do coração, resultando na diminuição da frequência cardíaca?
Alternativas
Q3816903 Fisioterapia
A aplicação da ergonomia individualizada em ambientes ocupacionais tem se mostrado uma abordagem eficaz para a prevenção de distúrbios musculoesqueléticos, especialmente entre trabalhadores submetidos a tarefas repetitivas ou fisicamente exigentes. Com o uso de tecnologias como a captura de movimento e a avaliação da força de preensão manual, torna-se possível adaptar os postos de trabalho de forma personalizada, respeitando a amplitude de movimento articular e a força muscular de cada indivíduo. Essa estratégia permite ao fisioterapeuta desempenhar um papel essencial na análise biomecânica e na proposição de medidas técnicas, organizacionais e pessoais, promovendo segurança, funcionalidade e bem-estar no ambiente laboral. O principal objetivo da aplicação da ergonomia individualizada no ambiente de trabalho é:
Alternativas
Q3816902 Fisioterapia
Cláudio, 56 anos, bancário aposentado, foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há dezoito meses, com início em membro superior direito. Atualmente, apresenta fraqueza muscular distal acentuada, atrofia, espasticidade leve e dificuldade progressiva nas atividades de vida diária, especialmente aquelas que exigem destreza manual, como abotoar camisas ou manusear utensílios. Está em acompanhamento com equipe multidisciplinar e foi encaminhado para fisioterapia. Durante a avaliação fisioterapêutica, foram observadas alterações de tônus, fadiga precoce, diminuição da força de pinça e dificuldades para executar tarefas de manipulação fina. O plano terapêutico inclui exercícios individualizados, orientações para o uso de dispositivos assistivos e estratégias de conservação de energia. Em pacientes com ELA, o principal objetivo da fisioterapia no manejo da função manual é:
Alternativas
Q3816901 Fisioterapia
Roberto, 42 anos, foi vítima de um acidente automobilístico grave que resultou em amputação transfemoral do membro inferior esquerdo. Após período hospitalar e cicatrização da ferida cirúrgica, foi encaminhado para reabilitação com a equipe multidisciplinar. Apresentava boa cognição, motivação para o uso de prótese e desejo de retomar sua vida laboral e atividades esportivas. A avaliação funcional inicial foi realizada por meio do Amputee Mobility Predictor e, com base no seu desempenho e no risco de quedas, foi prescrita uma prótese com joelho. O fisioterapeuta iniciou o treinamento com ênfase em equilíbrio, marcha, resistência cardiovascular e independência nas atividades de vida diária, seguindo as diretrizes clínicas para maximizar o desempenho funcional e prevenir complicações. A avaliação funcional de indivíduos com amputação de membro inferior deverá incluir:
Alternativas
Q3816900 Fisioterapia
Carlos, 38 anos, analista de sistemas, trabalha há mais de dez anos em regime predominantemente sedentário, com carga horária de oito a dez horas diárias sentado diante de um computador. Nos últimos oito meses, apresenta episódios recorrentes de dor lombar não específica, sem irradiação, piorando ao final do expediente e melhorando aos finais de semana. Não há histórico de doenças reumatológicas, neurológicas ou ortopédicas. Ele relata rigidez matinal leve e dificuldade para manter boa postura ao longo do dia. Motivado a melhorar sua condição, aceita participar de um programa de fisioterapia funcional e proprioceptiva progressiva no ambiente de trabalho. Entre as alterações musculoesqueléticas frequentemente associadas à dor lombar crônica em trabalhadores sedentários, destaca-se:  
Alternativas
Q3816899 Fisioterapia
Joana, 58 anos, auxiliar de cozinha, foi diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 há dez anos e apresenta histórico de sedentarismo, sobrepeso e controle glicêmico inadequado (HbA1c 8,9%). Durante consulta de rotina na unidade de atenção primária, foi identificada redução da sensibilidade tátil e vibratória nos pés, além de fraqueza muscular e rigidez articular em tornozelo e antepé, dificultando a marcha e o equilíbrio. Apesar de ainda não apresentar úlceras, Joana relata cansaço ao caminhar curtas distâncias, queixas de dor na sola dos pés e episódios frequentes de tropeços. O exame físico revelou encurtamento do tendão de Aquiles, diminuição da força nos músculos intrínsecos do pé e limitação na dorsiflexão do tornozelo, caracterizando um risco elevado para o desenvolvimento de complicações do pé diabético. A equipe multiprofissional indicou medidas preventivas para reduzir o risco de complicações do pé diabético em pacientes com alteração da marcha. Entre elas, destaca-se: 
Alternativas
Q3816898 Fisioterapia
A percepção somatossensorial é fundamental para a realização de tarefas motoras complexas, e sua integridade permite que o indivíduo perceba toque, pressão, temperatura, dor e posição dos membros no espaço. Em casos de lesões do sistema nervoso periférico, como neuropatias compressivas ou traumáticas, o comprometimento dessas vias pode prejudicar atividades funcionais. Com base nos conhecimentos atuais sobre os paradigmas de estimulação elétrica do sistema nervoso periférico para recuperação da sensibilidade, assinale a afirmativa correta quanto às características da estimulação segura e eficaz para restauração da percepção sensorial.
Alternativas
Q3816897 Fisioterapia
Luiz Silva, 58 anos, sexo masculino, apresenta diagnóstico de osteoartrite de joelho há quatro anos, com queixas de dor crônica no joelho direito, rigidez matinal de curta duração e leve edema. Possui Índice de Massa Corporal (IMC) de 27 kg/m² e faz uso eventual de analgésicos e Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs). Ao exame físico, observam-se dor à palpação e derrame articular discreto. Exames de imagem confirmam a presença de sinovite e osteoartrite grau 2, segundo a classificação de Kellgren-Lawrence. Como parte de seu tratamento fisioterapêutico, iniciou recentemente sessões de crioterapia local com aplicação de gelo no joelho acometido por vinte minutos, com o objetivo de reduzir a inflamação sinovial e aliviar os sintomas dolorosos. O paciente não fez uso recente de corticosteroides intra-articulares ou medicamentos imunossupressores. Em relação aos efeitos fisiológicos da crioterapia local aplicada em joelhos com sinovite, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3816896 Fisioterapia
Maria Aparecida, 64 anos, residente na comunidade, procura atendimento ambulatorial com queixas de tontura persistente, instabilidade ao caminhar e dificuldade para manter o foco visual durante movimentos da cabeça, iniciadas há três meses após um episódio de labirintite diagnosticado como neurite vestibular. Relata impacto negativo em suas atividades diárias, como ir ao supermercado ou caminhar em ambientes movimentados. Após avaliação médica e exclusão de causas centrais, foi diagnosticada com disfunção vestibular periférica unilateral. Foi encaminhada para reabilitação vestibular, que inclui exercícios de habituação, estabilização do olhar e treinamento de equilíbrio, com sessões supervisionadas e orientações para continuidade em casa. A paciente está motivada e apresenta boa adesão ao tratamento proposto. A reabilitação vestibular é composta principalmente por: 
Alternativas
Respostas
3481: C
3482: A
3483: B
3484: E
3485: C
3486: A
3487: D
3488: C
3489: E
3490: D
3491: B
3492: A
3493: D
3494: C
3495: D
3496: D
3497: D
3498: D
3499: C
3500: D