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Q4152871 Português
Texto I


Um passo além

Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.

Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.

O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo. “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.

Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.

O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.

Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.

Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta. 

“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”

“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”


ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publicidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
Na combinação entre as orações em “Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega”, há uma relação semântica de 
Alternativas
Q4152869 Português
Texto I


Um passo além

Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.

Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.

O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo. “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.

Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.

O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.

Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.

Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta. 

“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”

“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”


ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publicidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
Depreende-se do texto que a agência dirigida por Luiza Laloni exerce atividades de natureza 
Alternativas
Q4152867 Português
Texto I


Um passo além

Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.

Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.

O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo. “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.

Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.

O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.

Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.

Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta. 

“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”

“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”


ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publicidade, n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
A “neurodiversidade” é definida no texto a partir da concepção de que a deficiência intelectual é 
Alternativas
Q4150194 Enfermagem
Analise as afirmativas abaixo acerca dos cuidados para a manutenção das câmaras e freezers para armazenamento de imunobiológicos de forma adequada e segura.

1. Deve-se realizar a manutenção periódica, para garantir os requisitos de segurança, desempenho e funcionalidade do equipamento, ampliando sua vida útil e assegurando a conservação dos imunobiológicos.
2. Deve-se checar a temperatura e registrar semanalmente no mapa de registro para controle de temperatura, no mínimo 1 vez por semana, sempre no final da jornada de trabalho.
3. É indicado certificar-se, a cada abertura da porta do refrigerador, se o fechamento foi realizado adequadamente.
4. Dentre os cuidados diários destaca-se a necessidade de verificação do perfeito funcionamento dos equipamentos de refrigeração (fechamento da porta, funcionamento dos alarmes, alimentação elétrica, entre outros), sendo indicado fazê-lo 1 vez ao dia sempre ao final do expediente.
5. Devem-se realizar os procedimentos de limpeza sempre com o estoque de imunobiológicos alto e próximo ao final de semana.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4150193 Enfermagem
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) acerca do preparo e da coleta de exames sanguíneos.

( ) É necessário, antes do procedimento, que o profissional de enfermagem confirme a identificação do paciente e dos exames que serão realizados.
( ) Dentre os cuidados a serem realizados antes do exame inclui o de investigar o preparo do paciente para a coleta como a necessidade do jejum ou a necessidade de suspensão de medicamentos.
( ) Deve-se sempre explicar ao paciente como o procedimento de coleta será realizado e informar possíveis limitações físicas após a realização da coleta.
( ) A gasometria, por se tratar de uma amostra de sangue arterial, poderá ser coletada por todos da equipe de enfermagem, atentando porém para o tempo mínimo de compressão que deve ser de 1 minuto após a coleta.

assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4150192 Enfermagem
Sobre lesões de pele, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150191 Enfermagem
Desde o início do ano, Santa Catarina vem registrando um aumento expressivo nos casos de dengue.

Sobre a Dengue, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150190 Enfermagem
A higienização das mãos é uma das formas mais simples de controle de infecções.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.

1. A higienização das mãos remove os micro-organismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de micro-organismos.
2. A fricção das mãos com solução alcoólica pode substituir em todos os momentos a higienização simples com água e sabão.
3. Quando as mãos não estiverem visivelmente sujas, as mesmas poderão ser higienizadas com solução alcoólica a 70%.
4. O uso de luvas não substitui a higienização das mãos.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4150189 Enfermagem
Os cuidados de enfermagem relacionados à higiene e ao conforto são fundamentais para o bem-estar da pessoa cuidada e necessitam ser realizados com destreza e conhecimentos adequados.

Sobre esse tema, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150188 Enfermagem
Sobre a sondagem nasoenteral e nasogástrica, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150187 Enfermagem
Acerca dos procedimentos e precauções a serem adotadas para o controle de infecções, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150186 Enfermagem
Sobre os cuidados com a sondagem vesical de demora, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150185 Enfermagem
A nebulização consiste numa forma de tratar afecções pulmonares por meio de substâncias especiais associadas ao Oxigênio ou ar comprimido.

Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.
Alternativas
Q4150184 Enfermagem
O preparo do paciente e o correto posicionamento no leito aumenta o conforto do mesmo e reduz danos.

Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.
Alternativas
Q4150183 Enfermagem
Acerca do preparo e da administração de medicamentos por via oral, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150182 Enfermagem
A mensuração dos sinais vitais é um cuidado de enfermagem importante pois revela informações essenciais para o acompanhamento do paciente.

Sobre esse tema, é correto afirmar:
Alternativas
Q4150181 Enfermagem
Assinale a alternativa correta sobre a realização de curativos.
Alternativas
Q4150180 Enfermagem
Analise as afirmativas abaixo sobre as Infecções sexualmente transmissíveis.

1. No caso de infecção na vulva, na região pubiana, perineal e perianal ou no escroto, o HPV poderá ser transmitido apesar do uso de preservativos.
2. O uso de preservativo nas relações sexuais protege em sua totalidade o risco de infecção por HPV e outras lesões de alto grau no colo uterino.
3. O preservativo feminino, que cobre também a vulva, evita de forma mais eficaz a transmissão, se utilizado desde o início da relação sexual.
4. A manutenção da higiene pessoal e a vacinação são estratégias de prevenção contra o HPV.
5. Os preservativos masculinos ou femininos devem ser oferecidos às pessoas sexualmente ativas como um método eficaz para a redução do risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis, além de evitar a gravidez.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4150179 Enfermagem
As Doenças e Agravos Não Transmissíveis representam a maior causa de morbimortalidade no Brasil e no mundo. Estão relacionadas a diversos fatores, condicionantes e determinantes sociais; entretanto, a maioria é ocasionada por fatores de risco modificáveis.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre essa temática.

( ) As causas externas, tais como os acidentes e as violências, também são considerados Doenças e Agravos Não Transmissíveis.
( ) O tabagismo, embora seja prejudicial, não é considerado fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas.
( ) A prática de atividade física de forma regular e a alimentação saudável são considerados fatores de proteção à saúde das pessoas.
( ) São exemplos de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) as doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, neoplasias e infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4150178 Enfermagem
Medidas não farmacológicas nos cuidados em saúde, sobretudo para o alívio da dor, trazem benefícios aos pacientes se utilizadas de forma adequada.

Sobre essa temática, é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
1661: B
1662: B
1663: D
1664: D
1665: A
1666: A
1667: D
1668: E
1669: A
1670: C
1671: C
1672: D
1673: C
1674: B
1675: B
1676: D
1677: B
1678: A
1679: D
1680: E