Questões de Concurso
Para pedagogo
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Analise as seguintes afirmativas abaixo.
I. A remuneração do servidor público é custeada por todos, até por ele próprio.
II. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade na conduta do servidor público pode consolidar a moralidade do ato administrativo.
III. A função pública não deve ser considerada como exercício profissional, mas como uma forma de solidariedade com o próximo e de doação à sociedade.
A partir da análise, constituem regras deontológicas do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal as afirmativas
Vale A Pena Morrer Por Isso?
Por pouco, uma onda de 20 metros de altura não matou a surfista carioca Maya Gabeira. Foi no mar de Portugal, em Nazaré, há coisa de duas semanas. A imprensa noticiou tudo em profusão, aos borbotões. Num dos sólidos solavancos líquidos do oceano bravio, Maya quebrou o tornozelo, caiu n' água, perdeu o fôlego, perdeu o ar dos pulmões, perdeu a consciência e quase perdeu a vida. Só sobreviveu porque o amigo Carlos Burle saltou do jet ski, conseguiu puxá-la para fora da espuma e levou-a até a praia, onde fez com que ela respirasse de novo graças a uma massagem cardíaca. Logo depois do susto, a maior estrela dos sete mares em matéria de ondas gigantes sorria: "Morri ... mas voltei".
Que bom. Que ótimo. Ufa! Maya, na crista de seus 26 anos, só espera o tornozelo ficar em forma para retomar sua rotina de "viver a vida sobre as ondas", como na velha canção de Lulu Santos e Nelson Motta. Aí, voltará a deslizar sobre riscos tão altos quanto os vagalhões que desafia.
A pergunta é: vale a pena?
A resposta é: mas é lógico que sim.
Mas dizer isso é dizer pouco. Vamos mais fundo: vale a pena por quê? Sabemos, até aqui, que parece existir mais plenitude numa aventura emocionante e incerta do que numa existência segura e modorrenta.
Mas por quê? Por que as emoções sublimes podem valer mais que a vida?
Se pensarmos sobre quem são e o que fazem os heróis da nossa era, talvez possamos começar a entender um pouco mais sobre isso. Os heróis de agora parecem querer morrer de overdose de adrenalina. Não precisam de drogas artificiais. Comem frutas e fazem meditação. Não falam mais de revoluções armadas. Estão dispostos a sacrificar a própria vida, é claro, mas não por uma causa política, não por uma palavra de ordem ou por uma bandeira universal ‒ basta-lhes uma intensa carga de prazer.
Além dos surfistas, os alpinistas, os velejadores e os pilotos de Fórmula 1 são nossos heróis. São caçadores de fortes emoções. Enfrentam dragões invencíveis, como furiosas ondas gigantescas ou montanhas hostis, geladas e íngremes. Cavalgam automóveis que zunem sobre o asfalto ou pranchas que trepidam a 80 quilômetros por hora sobre uma pedreira de água salgada. Não querem salvar princesa alguma. A princesa, eles deixam de gorjeta para o dragão nocauteado. O fragor da batalha vale mais que a administração da vitória.
Os heróis de agora não fazem longos discursos. São protagonistas de guerras sem conteúdo, guerras belas simplesmente porque são belas, muito embora sejam perfeitamente vazias. Qual o significado de uma onda gigante? Nenhum. Ela simplesmente é uma onda gigante, e esse é seu significado. Qual o sentido político de morrer com o crânio espatifado dentro de um carro de corrida? Nenhum, mas ali está a marca de alguém que se superou e que merece ser idolatrado. Os heróis de agora não são portadores de ideias. São apenas exemplos de destemor e determinação. São heróis da atitude, não da finalidade.
O sentido do heroísmo não foi sempre assim, vazio. Há poucas décadas, as coisas eram diferentes. Antes, os heróis não eram famosos pelas proezas físicas, mas pelas causas que defendiam. Che Guevara, por exemplo. É certo que ele gostava de viajar de motocicleta e tinha predileção por enveredar-se nas matas e dar tiro de espingarda, mas sua aura vinha da mística revolucionária. Ele era bom porque, aos olhos dos pais dos que hoje são jovens, dera a vida pelos pobres, mais ou menos como Jesus Cristo ‒ o suprassumo do modelo do herói que dá a vida pelo irmão.
Sabemos que Che é idolatrado ainda hoje, mas é bem possível que as novas gerações vejam nele um herói por outros motivos. Che não é um ídolo por ter professado o credo socialista, mas pela trilha aventurosa que seguiu. Aos olhos da juventude presente, a guerrilha não é bem uma tática, mas um esporte radical. O que faz de Che Guevara um ídolo contemporâneo, portanto, é menos a teoria da luta de classes e mais, muito mais, o gosto por embrenhar-se nas montanhas e fazer trekking, a boina surrada, o cabelo comprido, a aversão ao escritório, aos fichários e à gravata.
Nos anos 1970, os pais dos jovens de hoje idolatraram Che pelo que viam nele de conteúdo marxista. Hoje, os filhos dos jovens dos anos 1970 idolatram o mesmo personagem pelo que veem nele de performático (o socialismo não passou de um pretexto para a aventura). Num tempo em que as ideias foram esquecidas, o gesto radical sobrevive.
Maya Gabeira continuará no vigor do gesto. E nós continuaremos a amá-la por isso, porque nossa vida sem ideias ficou chata demais.
BUCCI, Eugênio. Vale a pena morrer por isso? Época. São Paulo, Globo, nº 807, 11 nov. 2013, p. 18,
No Art. 5 , do Capítulo II, que trata do Referencial legal e conceitual das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, encontramos as bases de todas as formas de oferta e organização do Ensino Médio.
Essa preocupação legal é evidenciada nos seguintes incisos abaixo:
I - formação integral do estudante;
II - trabalho e pesquisa como princípios administrativos e conceituais, respectivamente;
III - educação em direitos humanos como princípio nacional norteador;
IV - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo, bem como entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem;
V - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes.
Em termos da diversidade cultural e inclusão social, podemos dizer que atendem a esses conceitos os incisos:
Se compreendermos o Projeto Político-Pedagógico como “o plano global da instituição", precisaremos entender o regimento como o instrumento que deve estar a serviço do outro (PPP), não ao contrário, pois o regimento é que dá ao PPP suporte
Desse modo, sua função prescreve que ele(a) seja um(a) profissional capacitado para promover e coordenar o processo de qualificação da prática docente, sendo corresponsável pelo desempenho do professor em sala de aula, pelo trabalho realizado pelo docente e pelas produções e resultados dos discentes. São atribuições da Coordenação Pedagógica, entre outras:
I. Supervisionar a elaboração de diagnósticos e projetos para a elaboração do projeto pedagógico curricular da escola e outros planos e projetos.
II. Propor para discussão, junto ao corpo docente, o projeto pedagógico-curricular da unidade escolar.
III. Organizar as turmas de alunos, designar professores para as turmas, elaborar o horário escolar, planejar e coordenar o Conselho de Classe.
IV. Propor e coordenar atividades extraclasses e indicar os livros didáticos a serem utilizados pelos docentes, durante o período letivo.
V. Cuidar da avaliação processual do corpo docente.
As ações educativas decorrem do caráter de intencionalidade existentes nas instituições educativas.
A ação educativa, de cunho pedagógico, fundamenta-se exatamente na formulação de objetivos sócio/políticos/educativos e na elaboração de estruturas de viabilização organizativa e metodológica da educação, tendo em vista dar uma direção ao processo educacional, de forma...
A nova redação dada pela Lei nº 11.741/08, ao Art. 39, do Capítulo III da LDB/96, estabelece que “A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões..."
Segundo o instrumento do MEC – Ministério da Educação – de sua Secretaria de Educação Especial, denominado “Educação Inclusiva: a Fundamentação Filosófica", entendemos que o ideário de se ter uma sociedade inclusiva se fundamenta numa visão filosófica que identifica e “valoriza a diversidade, como característica inerente à constituição de qualquer sociedade." Assim sendo, reconhecendo esse princípio e o cenário ético dos Direitos Humanos, ele assinala a necessidade de se assegurar o acesso e a participação de todos, bem como vivenciar todas as oportunidades, independentemente das singularidades de cada sujeito e/ou grupo social.
Já que são as múltiplas facetas da gestão democrática, diretamente associadas entre si e que têm a ver com as estruturas e expressões de poder na escola, Lück (2010) sinaliza que esse gestor deve promover...
I. relação e articulação entre a formação desenvolvida no Ensino Médio e a preparação para o exercício das profissões técnicas, visando à formação integral do estudante;
II. respeito aos valores estéticos, políticos e éticos da educação nacional, na perspectiva do desenvolvimento para a vida social e profissional;
III. trabalho assumido como prática de avaliação, tendo sua integração com a ciência, a tecnologia e a cultura como base da proposta político-pedagógica e do desenvolvimento curricular;
IV. articulação com o desenvolvimento socioeconômico-ambiental dos territórios onde os cursos ocorrem, devendo observar os arranjos sócio produtivos e suas demandas locais, tanto no meio urbano quanto no campo;
V. respeito ao princípio constitucional e legal do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
O estudo da prática pedagógica abarca referenciais amplos, como o entendimento da função social da educação escolar, bem como a identificação das concepções de ensino e aprendizagem, que lhe embasam.
As diferentes tendências ou teorias pedagógicas de aprendizagem atribuídas à educação foram geradas, no percurso da história da educação.
Conforme Libâneo (2013), a Pedagogia que toma o partido dos interesses da maioria da sociedade, conferindo à instrução e ao ensino o papel de propiciar aos discentes o domínio de conteúdos científicos, os métodos de estudo e habilidades e hábitos de raciocínio científico, de modo a irem estruturando a consciência crítica face aos fatos sociais reais e capacitando-se a assumir sua condição de agentes ativos e transformadores tanto da sociedade quanto de si próprios é denominada de...
O processo de avaliação revela os problemas da educação, enquanto indicador das condições da aprendizagem.
Luckesi afirma que o ato de avaliar, com vistas a conseguir obter os melhores resultados possíveis, tem como consequência a disposição de acolher a realidade como ela se apresenta, sendo assim entendida como um ato amoroso, de acolhida.
Para o autor, a avaliação que assim se dá, permite ajuizar a sua qualidade, objetivando dar-lhe suporte de transformação/mudança, se preciso for.
Como ato diagnóstico, a avaliação tem por objetivo...
Para VASCONCELLOS(2012), ele é o instrumento teórico-metodológico de intervenção e mudança da realidade, sendo um elemento de organização e integração da atividade prática da instituição em transformação.
Na instituição de ensino, o Projeto Político-Pedagógico é seu plano...
O Trabalho, nas instituições de ensino, com o foco na escola, onde se trabalha com o conhecimento de forma significativa, crítica e criativa, o trabalho pedagógico representa a finalidade da práxis educativa.
Este tipo de trabalho – o pedagógico - requer tanto a atividade do professor como a do discente, uma vez que a aprendizagem, desenvolvida a partir de um contexto social real, depende, aprioristicamente, da ação...
Libâneo (2004) aponta que na escola, para ter sucesso no seu desempenho profissional, o docente precisa elaborar o planejamento escolar, “que inclui tanto a previsão das atividades em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino".
O planejamento é um meio para programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado...
O Art. 5° , do Título III, desta LDB/96, que dispõe sobre Do Direito à Educação e do Dever de Educar, foi emendado pela a Lei nº 12.796, de 2013, assumindo a nova redação dada, que amplia a obrigatoriedade de oferta de acesso à educação básica obrigatória e não apenas ao ensino fundamental.
Assim sendo, o Art. 5° reza que
“O acesso à educação básica obrigatória, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo", está garantido por ser este um direito público...
Para que o(a) aluno(a) possa entender como está aprendendo, o processo avaliativo deve ser claro, contínuo e processual para que ele(a) possa perceber suas dificuldades, ao mesmo tempo, identificar as possibilidades de reconstruir sua aprendizagem, mediado pela ação docente.
Como aponta Vasconcellos, pela própria alienação inculcada na formação do docente, “a avaliação ainda desempenha mais um papel político que pedagógico, não sendo usada como recurso metodológico de reorientação do processo de ensino-aprendizagem, mas, sim, tanto por parte do sistema social quanto pelo escolar, como instrumento"...
É sempre útil distinguir, no estudo desta questão, a existência de duas concepções, que norteiam as análises: a científico-racional e a crítico, de cunho sócio-político.
Na primeira delas, que é o modelo mais comum de funcionamento das instituições de ensino, as escolas dão muita ênfase à estrutura organizacional, que pode ser planejada, organizada e controlada, de modo a alcançar maiores índices de eficácia e eficiência, uma vez que a organização escolar se embasa numa percepção de “realidade objetiva, neutra, técnica, que funciona racionalmente".
Na segunda concepção, a organização escolar se estabelece “basicamente como um sistema que agrega pessoas, importando bastante a intencionalidade e as interações sociais, o contexto sócio-político etc., constituindo-se numa construção social a ser construída pelos professores, alunos, pais e integrantes da comunidade próxima, caracterizada pelo interesse público.
A visão crítica da escola resulta em diferentes formas de viabilização da...