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Q858134 Português

Comentário:

Em uma bronca, em vídeo, na equipe que cuida de suas redes sociais, Caetano Veloso deu uma aula de como usar a contração de preposição e artigo. Tudo porque, em sua página no Facebook, um acento grave foi publicado fora do lugar na expressão “homenagem à Bituca [apelido de Milton Nascimento] (sic)”. O erro irritou o cantor. “O ‘a’ é apenas a preposição nesse caso. Bituca não é uma mulher, nem um nome em que você pode usar o artigo feminino antes”, explicou. A composição correta seria “homenagem a Bituca”. “Um erro chato, que eu não gosto. Um erro que eu acho idiota. Até os linguistas estimulam, dizendo que não se deve ligar para a crase. Nada disso! Tem que saber português e saber trabalhar bem a língua no Brasil.” 

(Disponível em: > http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/gente/caetano-veloso-da-bronca-e-ensina-como-usar-a-crase762flvs9zjcabxfoibdst7a7e<. Data da consulta: 26/09/2017. 

Com relação ao desabafo de Caetano Veloso, na página anterior, acerca da “derrapagem linguística” de sua equipe redatora: “O ‘a’é apenas a preposição nesse caso. Bituca não é uma mulher, nem um nome em que você pode usar o artigo feminino antes”, julgue cada uma das afirmativas abaixo.


I- Embora no Sudeste não seja percebido, em usos linguísticos de algumas regiões do Brasil, mais precisamente no Norte, é comum, sim, o uso de artigos, femininos ou masculinos, antecedendo nomes próprios, tais como: O Luiz..., A Luiza, etc. Portanto, na sua admoestação - do ponto de vista do reconhecimento do chamado regionalismo linguístico no Brasil - o nobre poeta Caetano pode ter cometido um preconceito linguístico de natureza regional.

II- Seguindo a mesma lógica sintática acima de Caetano Veloso, no período “Devo a você a minha vida. O meu desabafo a outros não convém, mas a ti, sim.”, há dois casos de objeto indireto que exigem, necessariamente, acento marcador de crase.

III- O desabafo de Caetano Veloso é impertinente, improcedente e demonstra certo desconhecimento do poeta acerca do normativismo gramatical.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q858133 Português

Como um eficaz mecanismo linguístico de elucidação e/ou esclarecimento de eventuais ambiguidades no uso cotidiano da língua, a crase, enquanto construção que faz parte do universo da regência verbal ou nominal, exerce grande importância na comunicação verbal da nossa língua, como elemento de coerência, embora que, em algumas situações sociocomunicativas, a sua presença não necessariamente compromete a eficácia plena do gênero. Nesse sentido, julgue a cena enunciativa abaixo e responda o que se pede:


Comentário:


Em uma bronca, em vídeo, na equipe que cuida de suas redes sociais, Caetano Veloso deu uma aula de como usar a contração de preposição e artigo. Tudo porque, em sua página no Facebook, um acento grave foi publicado fora do lugar na expressão “homenagem à Bituca [apelido de Milton Nascimento] (sic)”. O erro irritou o cantor. “O ‘a’ é apenas a preposição nesse caso. Bituca não é uma mulher, nem um nome em que você pode usar o artigo feminino antes”, explicou. A composição correta seria “homenagem a Bituca”. “Um erro chato, que eu não gosto. Um erro que eu acho idiota. Até os linguistas estimulam, dizendo que não se deve ligar para a crase. Nada disso! Tem que saber português e saber trabalhar bem a língua no Brasil.”

(Disponível em: > http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/gente/caetano-veloso-da-bronca-e-ensina-como-usar-a-crase762flvs9zjcabxfoibdst7a7e<. Data da consulta: 26/09/2017. 


Imagem associada para resolução da questão


Em se tratando de relação entre os termos que estabelecem a regência verbal no enunciado, julgue cada uma das afirmativas abaixo:


I- Em ambas as placas, não obstante o fato de haver transgressões formais no uso (ou omissão) do acento marcador da crase, na Cena I, o efeito final de sentido no uso indevido do acento marcador de crase é irrelevante para esta situação comunicativa.

II- Da forma como construído, isto é, com a omissão do acento marcador de crase, o enunciado da Cena I revela-se de caráter unissêmico e não se permite mais que uma interpretação semântica.

III- Os enunciados presentes em ambas as placas apresentam rigorosamente predicados apenas nominais.

IV- A expressão “à entidades assistenciais” (Cena I) exerce a função sintática, neste contexto, de complemento nominal de “revertido”.


É VERDADE o que se afirma em:

Alternativas
Q858132 Português

Atente às duas charges abaixo e responda ao que se pede:


Imagem associada para resolução da questão


Com base nas ideias propostas nas imagens acima, julgue cada uma das sentenças abaixo:


I- O sujeito sintático de “CURA ESSE GAY AGORA!”, conforme as exigências da norma padrão, está implícito e é “VOCÊ” referenciando, no contexto, “JESUS”.

II- É latente o caráter metafórico na expressão “Que gatinho!” (imagem I) e polissêmico nas expressões “dinheiro limpinho” e “laranja” (imagem II), legitimando, na imagem II, um importante fator de textualidade chamado intertextualidade.

III- As expressões “como” e “tão” (Imagem I) induzem a, respectivamente, circunstâncias causal e temporal.

IV- A função da linguagem predominante na imagem II é a metalinguística.

V- O sufixo “inho” na expressão “gatinho” (imagem I) propõe, no contexto, uma carga semântica onde o afeto é minimizado em relação à pequenez física do interlocutor.


É CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q858131 Português

Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande, Dressler (1996) e Costa Val (2002) chamam de textualidade, isto é, o conjunto de características que fazem com que um texto seja assim chamado e não uma sequência de frases quaisquer.


Atente para os dois textos a seguir e responda ao que se pede:



Texto IV

As Caravanas (Chico Buarque)


É um dia de real grandeza, tudo azul

Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos

Um sol de torrar os miolos

Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba

A caravana do Irajá, o comboio da Penha

Não há barreira que retenha esses estranhos

Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá

É o bicho, é o buchicho, é a charanga


Diz que malocam seus facões e adagas

Em sungas estufadas e calções disformes

É, diz que eles têm picas enormes

E seus sacos são granadas

Lá das quebradas da Maré


Com negros torsos nus deixam em polvorosa

A gente ordeira e virtuosa que apela

Pra polícia despachar de volta

O populacho pra favela

Ou pra Benguela, ou pra Guiné


Sol, a culpa deve ser do sol

Que bate na moleira, o sol

Que estoura as veias, o suor

Que embaça os olhos e a razão


E essa zoeira dentro da prisão

Crioulos empilhados no porão

De caravelas no alto mar 

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia

Ou doido sou eu que escuto vozes

Não há gente tão insana

Nem caravana

Nem caravana

Nem caravana do Arará

Segundo Marcuschi (2001), “Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. Usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.” Com base nesta compreensão, preencha os parênteses com a seguinte convenção: (TT) para Tipo textual e (GT) para Gênero textual.


( ) Carta-denúncia

( ) Argumentação

( ) Ofício

( ) Narração-descrição

( ) Propaganda

( ) Conferência

( ) Injunção


A sequência CORRETA é

Alternativas
Q858130 Português

Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande, Dressler (1996) e Costa Val (2002) chamam de textualidade, isto é, o conjunto de características que fazem com que um texto seja assim chamado e não uma sequência de frases quaisquer.


Atente para os dois textos a seguir e responda ao que se pede:



Texto IV

As Caravanas (Chico Buarque)


É um dia de real grandeza, tudo azul

Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos

Um sol de torrar os miolos

Quando pinta em Copacabana

A caravana do Arará, do Caxangá, da Chatuba

A caravana do Irajá, o comboio da Penha

Não há barreira que retenha esses estranhos

Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho

A caminho do Jardim de Alá

É o bicho, é o buchicho, é a charanga


Diz que malocam seus facões e adagas

Em sungas estufadas e calções disformes

É, diz que eles têm picas enormes

E seus sacos são granadas

Lá das quebradas da Maré


Com negros torsos nus deixam em polvorosa

A gente ordeira e virtuosa que apela

Pra polícia despachar de volta

O populacho pra favela

Ou pra Benguela, ou pra Guiné


Sol, a culpa deve ser do sol

Que bate na moleira, o sol

Que estoura as veias, o suor

Que embaça os olhos e a razão


E essa zoeira dentro da prisão

Crioulos empilhados no porão

De caravelas no alto mar 

Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria

Filha do medo, a raiva é mãe da covardia

Ou doido sou eu que escuto vozes

Não há gente tão insana

Nem caravana

Nem caravana

Nem caravana do Arará

Apartir dos textos III e IV, julgue cada uma das afirmações feitas a seguir à luz dos elementos de textualidade presentes em cada uma delas e em seguida responda ao que se pede.


I- No texto III o jogo semântico-discursivo, que envolve elementos sócio-históricos interrelacionados com os processos de colonização do Brasil podem ser inferidos, por exemplo, a partir do cruzamento do campo semântico das expressões RICO e AZEITE (referências a Portugal, local de grande produção de azeites no mundo e país colonizador do Brasil) com ESCURO e SEGURANÇA(alusão implícita ao processo de escravatura, comandado por este país, bem como ao fato de grande parte dos negros e afrodescendentes brasileiros, ainda hoje, estarem relegados a profissões que não transcendem a de segurança particular). Não obstante esse jogo semântico-discursivo marcado por pistas que denunciam tal relação, não se percebe, ainda, elementos textuais suficientes justificadores de coerência para afirmar que se trate efetivamente de um texto.

II- No texto IV, a polissemia da palavra “caravana” remete a um campo semântico vasto, complexo e marcado por um amálgama de elementos intertextuais, sócio-históricos, políticos e até geográficos que reatualizam o terror dos navios negreiros que transportavam escravos. A caravana contemporânea, agora, encabeçada pela elite carioca, é denunciada por via de um novo componente: o preconceito social, no caso em tela, da zona sul, contra os crioulos pobres e egressos das favelas, ‘escravos livres’ e cativos da opressão endêmica a que os pobres vêm sendo submetidos historicamente, fruto de um processo de ódio, raiva e covardia, segundo a denúncia veiculada, encabeçada por essa elite branca. Tais elementos são mais que justificadores para comprovar elevados graus de informatividade e coerência no poema, fatores de textualidade patentes e incontestáveis.

III- As caravanas e comboios denunciados no texto e advindos das mais longínquas periferias da cidade não são mais que ararás (espécie de cupim) devoradores, devastadores; de picas enormes e sacos explosivos comem tudo e de tudo. Por essa razão precisam ser expulsos da areia branca do Jardim de Alá e, de preferência, dizimados. Entretanto, expressões como “zoeira”, “quebradas”, “picas”, “É o bicho, é o buchicho”, “populacho” e “malocam” são construções que quebram coesivamente a harmonia do texto, tornando-o cada vez mais incoerente.

IV- Nos versos “Sol, a culpa deve ser do sol/ Que bate na moleira, o sol/ Que estoura as veias, o suor/ Que embaça os olhos e a razão” (texto IV), os itens em destaque, ao retomarem coesivamente a palavra “sol”, exemplificam, na superfície textual, através do jogo de referencialidades, um importante fator de textualidade denominada coesão textual, fundamental para dar a unidade formal ao texto.

V- Ainda no texto IV, pode-se afirmar que não há inferências a maiores riquezas polissêmicas, nem tampouco intencionalmente provocadoras e que minimamente conduzam a graus de informatividade mais expressivos. Nos versos “Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho/ A caminho do Jardim de Alá”, não há, do ponto de vista de coerência de mundo, sobretudo na contemporaneidade, qualquer relação semântica entre “suburbanos”, “muçulmanos” e “Jardim de Alá”.


É CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q858129 Português

Texto I


                                 Eu, etiqueta

                  Em minha calça está grudado um nome

                Que não é meu de batismo ou de cartório

                                Um nome... estranho

                      Meu blusão traz lembrete de bebida

                      Que jamais pus na boca, nessa vida,

                   Em minha camiseta, a marca de cigarro

                       Que não fumo, até hoje não fumei.

                         Minhas meias falam de produtos

                              Que nunca experimentei

                       Mas são comunicados a meus pés.

                           Meu tênis é proclama colorido

                           De alguma coisa não provada

                         Por este provador de longa idade.

                     Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                    Minha gravata e cinto e escova e pente,

                                Meu copo, minha xícara,

                        Minha toalha de banho e sabonete,

                                   Meu isso, meu aquilo.

                       Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                       São mensagens,

                                        Letras falantes,

                                         Gritos visuais,

                        Ordens de uso, abuso, reincidências.

                              Costume, hábito, premência,

                                       Indispensabilidade,

                   E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                              Escravo da matéria anunciada.

                                    Estou, estou na moda.

                    É duro andar na moda, ainda que a moda

                              Seja negar minha identidade,

                            Trocá-lo por mil, açambarcando

                              Todas as marcas registradas,

                             Todos os logotipos do mercado.

                        Com que inocência demito-me de ser

                               Eu que antes era e me sabia

                       Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                             Ser pensante sentinte e solitário

                      Com outros seres diversos e conscientes

                         De sua humana, invencível condição.

                                      Agora sou anúncio

                                   Ora vulgar ora bizarro.

                      Em língua nacional ou em qualquer língua

                                (Qualquer, principalmente.)

                            E nisto me comprazo, tiro glória

                                     De minha anulação.

                        Não sou – vê lá – anúncio contratado.

                              Eu é que mimosamente pago

                                Para anunciar, para vender

                      Em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            E bem à vista exibo esta etiqueta

                                Global no corpo que desiste

                      De ser veste e sandália de uma essência

                                   Tão viva, independente,

                     Que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          Minhas idiossincrasias tão pessoais,

                       Tão minhas que no rosto se espelhavam

                                  E cada gesto, cada olhar,

                                     Cada vinco da roupa

                             Sou gravado de forma universal,

                            Saio da estamparia, não de casa,

                              Da vitrine me tiram, recolocam,

                                Objeto pulsante mas objeto

                       Que se oferece como signo de outros

                               Objetos estáticos, tarifados.

                       Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                        De ser não eu, mas artigo industrial,

                            Peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                 Meu nome novo é Coisa.

                              Eu sou a Coisa, coisamente.

                             (Carlos Drummond de Andrade)

Texto II Imagem associada para resolução da questão Disponível em: >https://www.google.com.br/searchbiw=1366&bih=638&tbm=isch&sa=1&q=propagandas+do+corpo&oq= propagandas+do+corpo&gs<. Data da consulta: 10/09/2017. 

Entre os textos I e II existe uma proximidade semântica. Observe os versos abaixo extraídos do texto I, e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta os versos que melhor ilustram as pistas temáticas propostas quando comparadas às do texto II.
Alternativas
Q858128 Português

Texto I


                                 Eu, etiqueta

                  Em minha calça está grudado um nome

                Que não é meu de batismo ou de cartório

                                Um nome... estranho

                      Meu blusão traz lembrete de bebida

                      Que jamais pus na boca, nessa vida,

                   Em minha camiseta, a marca de cigarro

                       Que não fumo, até hoje não fumei.

                         Minhas meias falam de produtos

                              Que nunca experimentei

                       Mas são comunicados a meus pés.

                           Meu tênis é proclama colorido

                           De alguma coisa não provada

                         Por este provador de longa idade.

                     Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                    Minha gravata e cinto e escova e pente,

                                Meu copo, minha xícara,

                        Minha toalha de banho e sabonete,

                                   Meu isso, meu aquilo.

                       Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                       São mensagens,

                                        Letras falantes,

                                         Gritos visuais,

                        Ordens de uso, abuso, reincidências.

                              Costume, hábito, premência,

                                       Indispensabilidade,

                   E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                              Escravo da matéria anunciada.

                                    Estou, estou na moda.

                    É duro andar na moda, ainda que a moda

                              Seja negar minha identidade,

                            Trocá-lo por mil, açambarcando

                              Todas as marcas registradas,

                             Todos os logotipos do mercado.

                        Com que inocência demito-me de ser

                               Eu que antes era e me sabia

                       Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                             Ser pensante sentinte e solitário

                      Com outros seres diversos e conscientes

                         De sua humana, invencível condição.

                                      Agora sou anúncio

                                   Ora vulgar ora bizarro.

                      Em língua nacional ou em qualquer língua

                                (Qualquer, principalmente.)

                            E nisto me comprazo, tiro glória

                                     De minha anulação.

                        Não sou – vê lá – anúncio contratado.

                              Eu é que mimosamente pago

                                Para anunciar, para vender

                      Em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            E bem à vista exibo esta etiqueta

                                Global no corpo que desiste

                      De ser veste e sandália de uma essência

                                   Tão viva, independente,

                     Que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          Minhas idiossincrasias tão pessoais,

                       Tão minhas que no rosto se espelhavam

                                  E cada gesto, cada olhar,

                                     Cada vinco da roupa

                             Sou gravado de forma universal,

                            Saio da estamparia, não de casa,

                              Da vitrine me tiram, recolocam,

                                Objeto pulsante mas objeto

                       Que se oferece como signo de outros

                               Objetos estáticos, tarifados.

                       Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                        De ser não eu, mas artigo industrial,

                            Peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                 Meu nome novo é Coisa.

                              Eu sou a Coisa, coisamente.

                             (Carlos Drummond de Andrade)

Atente aos vocábulos em destaque nos versos a seguir, extraídos do texto I, e responda ao que se pede:


“Meu nome novo é Coisa. / Eu sou a Coisa, coisamente.”


Com base nas pistas semântico-discursivas propostas no texto, e fazendo-se as devidas adaptações morfossintáticas, as palavras que, na sequência, melhor podem substituir as sublinhadas são:

Alternativas
Q858127 Português

Texto I


                                 Eu, etiqueta

                  Em minha calça está grudado um nome

                Que não é meu de batismo ou de cartório

                                Um nome... estranho

                      Meu blusão traz lembrete de bebida

                      Que jamais pus na boca, nessa vida,

                   Em minha camiseta, a marca de cigarro

                       Que não fumo, até hoje não fumei.

                         Minhas meias falam de produtos

                              Que nunca experimentei

                       Mas são comunicados a meus pés.

                           Meu tênis é proclama colorido

                           De alguma coisa não provada

                         Por este provador de longa idade.

                     Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                    Minha gravata e cinto e escova e pente,

                                Meu copo, minha xícara,

                        Minha toalha de banho e sabonete,

                                   Meu isso, meu aquilo.

                       Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                       São mensagens,

                                        Letras falantes,

                                         Gritos visuais,

                        Ordens de uso, abuso, reincidências.

                              Costume, hábito, premência,

                                       Indispensabilidade,

                   E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                              Escravo da matéria anunciada.

                                    Estou, estou na moda.

                    É duro andar na moda, ainda que a moda

                              Seja negar minha identidade,

                            Trocá-lo por mil, açambarcando

                              Todas as marcas registradas,

                             Todos os logotipos do mercado.

                        Com que inocência demito-me de ser

                               Eu que antes era e me sabia

                       Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                             Ser pensante sentinte e solitário

                      Com outros seres diversos e conscientes

                         De sua humana, invencível condição.

                                      Agora sou anúncio

                                   Ora vulgar ora bizarro.

                      Em língua nacional ou em qualquer língua

                                (Qualquer, principalmente.)

                            E nisto me comprazo, tiro glória

                                     De minha anulação.

                        Não sou – vê lá – anúncio contratado.

                              Eu é que mimosamente pago

                                Para anunciar, para vender

                      Em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            E bem à vista exibo esta etiqueta

                                Global no corpo que desiste

                      De ser veste e sandália de uma essência

                                   Tão viva, independente,

                     Que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          Minhas idiossincrasias tão pessoais,

                       Tão minhas que no rosto se espelhavam

                                  E cada gesto, cada olhar,

                                     Cada vinco da roupa

                             Sou gravado de forma universal,

                            Saio da estamparia, não de casa,

                              Da vitrine me tiram, recolocam,

                                Objeto pulsante mas objeto

                       Que se oferece como signo de outros

                               Objetos estáticos, tarifados.

                       Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                        De ser não eu, mas artigo industrial,

                            Peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                 Meu nome novo é Coisa.

                              Eu sou a Coisa, coisamente.

                             (Carlos Drummond de Andrade)

Texto II

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propagandas+do+corpo&gs<. Data da consulta: 10/09/2017. 

Apartir, ainda, da reflexão proposta nos textos I e II, pode-se deduzir que

Alternativas
Q858126 Português

Texto I


                                 Eu, etiqueta

                  Em minha calça está grudado um nome

                Que não é meu de batismo ou de cartório

                                Um nome... estranho

                      Meu blusão traz lembrete de bebida

                      Que jamais pus na boca, nessa vida,

                   Em minha camiseta, a marca de cigarro

                       Que não fumo, até hoje não fumei.

                         Minhas meias falam de produtos

                              Que nunca experimentei

                       Mas são comunicados a meus pés.

                           Meu tênis é proclama colorido

                           De alguma coisa não provada

                         Por este provador de longa idade.

                     Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                    Minha gravata e cinto e escova e pente,

                                Meu copo, minha xícara,

                        Minha toalha de banho e sabonete,

                                   Meu isso, meu aquilo.

                       Desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                       São mensagens,

                                        Letras falantes,

                                         Gritos visuais,

                        Ordens de uso, abuso, reincidências.

                              Costume, hábito, premência,

                                       Indispensabilidade,

                   E fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                              Escravo da matéria anunciada.

                                    Estou, estou na moda.

                    É duro andar na moda, ainda que a moda

                              Seja negar minha identidade,

                            Trocá-lo por mil, açambarcando

                              Todas as marcas registradas,

                             Todos os logotipos do mercado.

                        Com que inocência demito-me de ser

                               Eu que antes era e me sabia

                       Tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                             Ser pensante sentinte e solitário

                      Com outros seres diversos e conscientes

                         De sua humana, invencível condição.

                                      Agora sou anúncio

                                   Ora vulgar ora bizarro.

                      Em língua nacional ou em qualquer língua

                                (Qualquer, principalmente.)

                            E nisto me comprazo, tiro glória

                                     De minha anulação.

                        Não sou – vê lá – anúncio contratado.

                              Eu é que mimosamente pago

                                Para anunciar, para vender

                      Em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            E bem à vista exibo esta etiqueta

                                Global no corpo que desiste

                      De ser veste e sandália de uma essência

                                   Tão viva, independente,

                     Que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          Minhas idiossincrasias tão pessoais,

                       Tão minhas que no rosto se espelhavam

                                  E cada gesto, cada olhar,

                                     Cada vinco da roupa

                             Sou gravado de forma universal,

                            Saio da estamparia, não de casa,

                              Da vitrine me tiram, recolocam,

                                Objeto pulsante mas objeto

                       Que se oferece como signo de outros

                               Objetos estáticos, tarifados.

                       Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                        De ser não eu, mas artigo industrial,

                            Peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                 Meu nome novo é Coisa.

                              Eu sou a Coisa, coisamente.

                             (Carlos Drummond de Andrade)

Texto II

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Disponível em: >https://www.google.com.br/searchbiw=1366&bih=638&tbm=isch&sa=1&q=propagandas+do+corpo&oq=

propagandas+do+corpo&gs<. Data da consulta: 10/09/2017. 

Julgue o que se afirma abaixo acerca dos textos I e II e, em seguida, responda ao que se pede.


I- Ambos os textos, a partir de diferentes estratégias de manipulação midiática, de uma forma ou de outra, tratam da mesma temática: o forte e agressivo apelo ao consumo exacerbado promovido pelos diversos suportes midiáticos, que coisificam o ser humano – inclusive o seu corpo – e o transformam em mercadoria e objeto de exposição do consumo.

II- Além de constituírem diferentes gêneros textuais – portanto, de estruturas distintas – os textos I e II também apresentam diferentes propostas temáticas: enquanto o primeiro reflete acerca do processo de coisificação a que o ser humano vem sendo historicamente submetido por vias da imposição midiática, que induz ao consumo exacerbado e predador, o segundo se limita a infantilizar o apelo publicitário, no momento em que, de forma ingênua e bem humorada, se utiliza do corpo dos bebês para expressão explícita do consumo.

III- O texto I traz como proposta um processo de escravização do ser humano, promovido pela mídia, que o induz a se transformar em objeto e coisa do consumo, este tido como senhor da contemporaneidade; já o texto II, trata do processo de encantamento e magia autônomos e livres a que a criança é submetida desde os primeiros dias de vida pelos encantos midiáticos impulsionadores do consumismo responsável e adequado a essa fase etária.

IV- Uma das grandes denúncias explicitadas no texto I se refere à perda da identidade humana a partir da força dos apelos consumistas: a perda da capacidade de escolha livre e independente é uma delas.

V- A “estamparia ambulante” na qual a criança se transforma (texto II), aliada ao fato de, na cena, estar sendo sustentada por mãos adultas, podem sugerir um processo de manipulação estrategicamente posto e comandado, não só pela indústria do consumo, mas também com o aval da própria família.


É VERDADEIRO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Q857767 Raciocínio Lógico
Um conjunto A tem 9 elementos distintos. Quantos subconjuntos de A podem ser construídos, cada um com 4 elementos diferentes?
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844510 Pedagogia
Para que haja desenvolvimento curricular na educação infantil, a organização do espaço físico e do tempo assim como os recursos materiais são elementos essenciais. Considerando esses elementos, na escola,
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844509 Pedagogia
A compreensão do que é uma criança, de como ela aprende e se desenvolve, e de como se insere no mundo é um grande desafio para os profissionais da educação infantil. Em relação a essa situação, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844508 Pedagogia

Os jogos e as brincadeiras constituem atividades fundamentais na educação infantil, constituindo-se em atividades básicas para proporcionar a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Em relação a essas atividades, avalie as afirmações a seguir.


I- Na brincadeira do faz-de-conta, o jogo simbólico é uma atividade que contribui para desenvolver, nas crianças, a capacidade de representação essencial para o desenvolvimento da linguagem.

II- Nas brincadeiras, as crianças transformam o conhecimento que já possuíam em conceitos científicos.

III- A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o não-brincar.

IV- Na educação infantil, as brincadeiras e os jogos devem se basear no princípio da espontaneidade, o que não exige planejamento por parte do professor.


Das afirmações, estão corretas

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844507 Pedagogia
A parceria das instituições de educação infantil com os familiares é de suma importância para o desenvolvimento do currículo, nesse nível de escolaridade. Nesse tipo de parceria,
Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844506 Pedagogia

A Educação Inclusiva é uma tendência internacional desde o final do século XX. É considerada Universidade Inclusiva aquela que abre espaço para todos os estudantes, recebendo aqueles com necessidades educacionais especiais (NEE). Dessa forma, um dos desafios da Universidade Inclusiva é desenvolver uma pedagogia com foco nesses estudantes, capaz de desenvolver todos de forma integral, sem descriminação, e respeitar as diferenças. Em relação ao exposto no texto, avalie as afirmações a seguir:


I- Em caso de aquisição de deficiência permanente após o ingresso na UFRN, é assegurado ao estudante a mudança para qualquer outro curso.

II- É assegurado, aos estudantes dos cursos de graduação, tempo adicional de 50% (cinquenta por cento) para a realização de atividades de avaliação, de acordo com a NEE.

III- O registro das necessidades educacionais especiais é de competência da Comissão Permanente de Apoio ao Estudante com Necessidades Educacionais Especiais.

IV- Os estudantes com transtornos ou dificuldades secundárias de desenvolvimento afetivo são considerados estudantes com NEE.


As afirmações coerentes com o disposto na resolução n. 171/2013 – CONSEPE, de 5 de novembro de 2013, da UFRN, estão nos itens

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844505 Pedagogia

"As altas habilidades/ superdotação (AH/SD) e sobre os estudantes com altas habilidades/ superdotação no cenário científico brasileiro, ainda são muitos pouco pesquisados, principalmente nas universidades, e faltam professores especializados para atender esta população. Podemos supor que isso reflete o pensamento comum de que pessoas com comportamento de superdotação não apresentam as dificuldades que acometem outras pessoas, pois eles próprios superariam suas dificuldades por serem pessoas com níveis elevados de inteligência" Fonseca, S.M; Perèz, S.G. E depois que crescem... os estudantes com altas habilidades/superdotação. In Inclusão no ensino superior: Docência e necessidades educacionais especiais. Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo (org). Natal: EDUFRN. 2013 p. 167-183.


A partir desse texto, infere-se que a prática pedagógica dos professores deve considerar

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844504 Pedagogia

"A modalidade de Educação a Distância (EaD) nos países desenvolvidos é tão presente quanto o estudo presencial. No Brasil, essa modalidade foi adotada pela instituição pública somente em 2006, com a criação de Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) que nasce com o objetivo de promover o desenvolvimento da modalidade a distância, fomentá-la nas instituições públicas de ensino superior como apoiar pesquisas em metodologias inovadoras de ensino superior respaldadas em tecnologias da informação e comunicação." Silva , A.O. et al. Um experiência: criação e funcionamente do Curso de química na modalidade a Distância da UFRN. In Neto, J.C.; Paiva, M.C. A prática da Educação a Distância UFRN . Natal EDUFRN, 2012. P. 23 – 43.


Nessa modalidade,

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844503 Pedagogia

De acordo com Bogdan e Biklen (1984), na pesquisa qualitativa, o investigador é o instrumento principal. Nesse sentido, alguns autores, como Morse(1994), enfatizam uma série de características do investigador "qualitativo". Considerando esse tipo de pesquisa, avalie as características de um pesquisador apresentadas a seguir:


I- É, ao mesmo tempo, capaz de trabalhar indutivamente.

II- É concentrado num único método específico de pesquisa.

III- Prioriza a objetividade em detrimento da subjetividade.

IV- Verifica e constata, frequentemente, sua informação.


As características do investigador qualitativo estão presentes nos itens

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844502 Pedagogia

Uma professora deve realizar uma investigação sobre a evasão de estudantes de um curso da UFRN. Para esse propósito, toma algumas decisões a serem apresentadas a um grupo de outros professores com o qual será desenvolvida a pesquisa. As decisões tomadas estão presentes no quadro a seguir.


I- Definir o problema de pesquisa e formulá-lo como uma afirmação que sintetize a problemática em questão.

II- Definir a metodologia da pesquisa antes da formulação das questões de estudo.

III- Definir o problema após uma aprofundada revisão do estado da questão o qual se refere ao objeto de estudo.

IV- Subordinar a metodologia à natureza do objeto de estudo.


São consideradas INADEQUADAS as decisões presentes nos itens

Alternativas
Ano: 2017 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: UFRN Prova: COMPERVE - 2017 - UFRN - Pedagogo |
Q844501 Pedagogia

"O docente, como profissional que desenvolve um currículo, não pode subordinar a programação de sua ação educativa à intuição, nem à sua capacidade de improvisação, nem à mera sequência de um livro de texto monopolizador. Estabelecer uma tarefa diária é sempre um projeto cultural e didático que tem como objeto um determinado conteúdo e certas formas de trabalho cultural." Imberón, F. Ensinar, Aprenser e se Comunicar no Ensino Médio. In Roberto Valdes Puentes et al (org). Ensino Médio: estudo atual político e formação de professores. Uberlandia: EDUFU, 2012. p. 215-228.


A partir desse texto, avalie as seguintes afirmações:


I- O conhecimento específico do conteúdo a ensinar é o mais importante para a atividade de ensino.

II- O processo de aprender a ensinar deve priorizar a prática em detrimento da teoria.

III- Aprender sobre o ensino requer uma visão do conhecimento como algo a ser construído ao invés de ser compreendido como conteúdo já adquirido.

IV- O processo de aprender a ensinar melhora quando enfoques de ensino e de aprendizagem são inseridos no programa de formação, sendo eles "modelados" pelos docentes formadores em sua própria prática.


Das afirmações, estão corretas

Alternativas
Respostas
15581: C
15582: C
15583: D
15584: C
15585: D
15586: B
15587: D
15588: C
15589: D
15590: A
15591: D
15592: C
15593: C
15594: B
15595: B
15596: C
15597: C
15598: D
15599: D
15600: A