Foram encontradas 30.454 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3839193 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Assinale a alternativa corretamente empregada:  
Alternativas
Q3839192 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Analise a frase encontrada em um anúncio:
“Experimente agora o novo sabor que vai conquistar você.”
Aqui predomina a função: 
Alternativas
Q3839191 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Assinale a alternativa em que o elemento destacado estabelece coesão referencial anafórica: 
Alternativas
Q3839190 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Em “Aquela notícia foi uma bomba no escritório”, ocorre:  
Alternativas
Q3839189 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
No trecho:
João saiu da sala convencido de que tudo daria errado; afinal, como sempre dizia o pai, “ninguém vence sem sacrifício”.
Predominam:  
Alternativas
Q3839188 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
No trecho em que o autor diferencia “civilização” e “barbárie” a partir dos discursos que legitimam a violência, a linguagem é apresentada como um elemento central do poder porque: 
Alternativas
Q3839187 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Ao discutir a relação entre progresso técnico e violência histórica, o texto não propõe uma rejeição simples das conquistas humanas. Em vez disso, o autor defende uma postura crítica que consiste em: 
Alternativas
Q3839186 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
A inversão da máxima de Clausewitz — segundo a qual a paz seria a continuação da guerra por outros meios — cumpre, no argumento do texto, a função de: 
Alternativas
Q3839185 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Ao afirmar que a violência “é mais do que um ato: é uma lógica”, o autor desloca o debate de uma compreensão episódica para uma abordagem estrutural. Essa formulação permite inferir que, no texto, a violência:  
Alternativas
Q3839184 Português
Uma breve história da violência

“Ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política pode permanecer alheio ao enorme papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, à primeira vista, é surpreendente que a violência tenha sido raramente escolhida como objeto de consideração especial. (Na última edição da Enciclopédia de Ciências Sociais, “violência” nem sequer merece menção.) Isso indica quanto a violência e sua arbitrariedade foram consideradas corriqueiras e, portanto, negligenciadas; ninguém questiona ou examina o que é óbvio para todos. Aqueles que viram apenas violência nos assuntos humanos, convencidos de que eles eram “sempre fortuitos, nem sérios nem precisos” (Renan), ou de que Deus sempre esteve com os maiores batalhões, nada mais tinham a dizer a respeito da violência ou da história. Quem quer que tenha procurado algum sentido nos registros do passado viu-se quase obrigado a enxergar a violência como um fenômeno marginal. Seja Clausewitz denominando a guerra como a “continuação da política por outros meios”, seja Engels definindo a violência como o acelerador do desenvolvimento econômico, a ênfase recai sobre a continuidade política ou econômica” (Hannah Arendt).

Como constatou Hannah Arendt, no fragmento que constitui a epígrafe deste livro, não é possível compreender a história humana sem a violência. Essa sentença não exprime apenas um juízo de valor ou uma condenação moral, mas uma constatação estrutural, que exige ser enfrentada em suas múltiplas dimensões filosóficas, econômicas, políticas e culturais. A violência não constitui mera exceção ao curso da história, um desvio ocasional em tempos de guerra ou instabilidade, mas uma condição constitutiva das formas sociais.

Longe de se limitar a episódios de repressão estatal, conflitos armados ou convulsões sociais visíveis, a violência se manifesta de maneira difusa, institucional e legitimada, organizando a vida coletiva desde seus alicerces.

Ela funda ordens políticas ao definir quem governa e quem obedece, legitima instituições ao silenciar os vencidos em nome da estabilidade, molda culturas ao determinar o que pode ser lembrado e o que será esquecido, desloca populações inteiras por meio da guerra, do colonialismo ou da especulação urbana, estabelece direitos ao mesmo tempo em que os nega a outros, produz riqueza expropriando corpos, terras e saberes, impõe fronteiras simbólicas e geopolíticas que distinguem os “civilizados” dos “bárbaros”, os incluídos dos descartáveis.

Nesse sentido, a violência é mais do que um ato: é uma lógica, um dispositivo histórico de organização da desigualdade, que atravessa as instituições e opera sob a aparência de normalidade. Ao compreender isso, não se trata de naturalizar a violência, mas de reconhecê-la como motor oculto de muitos processos que costumamos celebrar como progresso, civilização ou ordem. 

Ignorar esse traço estrutural é perpetuar sua invisibilidade e dificultar qualquer tentativa efetiva de transformação social. Como advertiu Arendt, o desafio não é apenas denunciar a violência, mas desmascarar sua banalidade, sua presença silenciosa e reiterada no tecido ordinário da história humana.

Nesse contexto, a guerra também não se apresenta como um desvio da racionalidade política, mas a sua expressão concentrada, como sugerem diversas leituras críticas da tradição realista. Invertendo a célebre máxima de Carl Clausewitz (2014), pode-se afirmar que a paz não é o contrário da guerra, mas sua forma administrada, sua continuidade sob outros meios e disfarces. Os períodos considerados pacíficos, na verdade, muitas vezes representam apenas momentos de dominação estabilizada, nos quais os mecanismos de coerção física, simbólica e econômica operam de forma eficiente e naturalizada.

Essa perspectiva desestabiliza a noção moderna de progresso como trajetória ascendente da razão, da moral ou da técnica. Progresso e destruição caminham juntos. O desenvolvimento de tecnologias de transporte, comunicação e produção esteve frequentemente atrelado à lógica bélica, à exploração colonial, à escravização de povos inteiros e à apropriação forçada de territórios e recursos. A racionalidade técnica que hoje celebramos como inovação surgiu, muitas vezes, em laboratórios militares, campos de batalha ou regimes de vigilância.

As grandes obras da civilização como as pirâmides, impérios, muralhas, cidades monumentais, foram erguidas sobre os escombros da barbárie, sustentadas pelo sofrimento anônimo dos vencidos, escravizados ou silenciados. Talvez a diferença entre civilização e barbárie não resida tanto nas práticas, mas nos discursos que as legitimam.

Chamamos de civilização quando a violência é institucionalizada, eficaz e reconhecida como necessária. Chamamos de barbárie quando ela nos escapa ao controle, nos ameaça ou nos expõe. Nesse sentido, a linguagem é cúmplice da dominação: nomear, ocultar, eufemizar são formas de continuar a guerra sob o signo da razão.

Compreender isso exige não a negação das conquistas humanas, mas uma crítica radical à sua genealogia. Por isso, a história da humanidade não pode ser escrita como epopeia do progresso, mas como uma crônica tensa entre violência e sentido, dominação e resistência, memória e esquecimento.

(Texto de autoria de José Micaelson Lacerda Morais. Uma breve história da violência: poder, progresso e o motor bélico da humanidade. Independently Published, 2025). 
Ao retomar a reflexão de Hannah Arendt sobre a centralidade da violência na história humana, o texto propõe um deslocamento interpretativo relevante. Considerando o modo como essa referência é desenvolvida ao longo do texto, é correto afirmar que a violência é apresentada como: 
Alternativas
Q3837427 Português
A noção de língua culta, frequentemente associada a prestígio social e escolarização, envolve um conjunto de usos estabilizados em determinados contextos formais de circulação, mas não se confunde com rigidez normativa nem com ausência de variação linguística, sendo atravessada por tensões entre norma, uso e ensino (FARACO, 2008).

Considerando os problemas gerais relacionados à língua culta no ensino de Língua Portuguesa, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837426 Português
A produção textual organiza-se segundo diferentes modos de composição, que orientam a seleção lexical, a organização sintática e a progressão temática conforme a finalidade comunicativa e o efeito de sentido pretendido em cada situação de uso da linguagem (KOCH, 2014).

Considerando os tipos de composição — descrição, narração e dissertação —, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837425 Português
A oralidade constitui uma modalidade fundamental da linguagem, marcada pela interação face a face, pela copresença dos interlocutores e pelo uso de recursos linguísticos e extralinguísticos que organizam a produção de sentidos em gêneros próprios da fala cotidiana e institucional (MARCUSCHI, 2008).

Considerando a oralidade, os gêneros orais, a relação entre oralidade e ensino de língua e as particularidades do texto oral, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3837424 Português
A linguagem, concebida como prática social, manifesta-se sempre em interação, sendo atravessada por vozes, posições discursivas e condições históricas de produção que determinam a forma e o sentido dos enunciados, os quais se realizam concretamente em textos situados (BAKHTIN, 2011).

Considerando os conceitos básicos de dialogismo, polifonia, discurso, enunciado, enunciação e texto, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3837423 Português
Os usos da linguagem organizam-se historicamente em formas relativamente estáveis de enunciados, determinadas pelas condições sociais de produção, pelos objetivos comunicativos e pelas esferas de atividade humana em que circulam (BAKHTIN, 2011).

Considerando a noção de gêneros discursivos, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837422 Literatura
A literatura brasileira constitui-se em diálogo constante com modelos estéticos europeus, ao mesmo tempo em que busca formular representações da realidade local e construir projetos de identidade cultural ao longo de seus diferentes períodos históricos (BOSI, 2010).

Considerando a literatura brasileira, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837421 Português
A leitura, em contextos escolares, envolve um conjunto de procedimentos intencionais que ajudam o leitor a formular hipóteses, selecionar informações relevantes, produzir inferências e verificar, ao longo do processo, se o sentido construído se sustenta diante do texto, de seus objetivos e de seu gênero (KOCH; ELIAS, 2016).

Considerando as estratégias de leitura no contexto do ensino de Língua Portuguesa, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837420 Literatura
A literatura brasileira do século XX organiza-se em torno de um movimento central, mas revela também a coexistência de fases internas, desdobramentos estéticos e tendências que não se enquadram em escolas rígidas, refletindo transformações históricas, culturais e artísticas do período (CANDIDO, 2006).

Considerando essa organização da literatura brasileira no século XX, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837419 Português
As formas de incorporação da fala alheia no texto revelam diferentes modos de organização do discurso, permitindo ao enunciador controlar, aproximar ou distanciar vozes, tempos e perspectivas, conforme efeitos de sentido pretendidos (FIORIN, 2016).

Considerando os tipos de discurso, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3837418 Português
A distinção entre os níveis fonético e fonológico permite compreender como os sons da fala são produzidos, percebidos e organizados nos sistemas linguísticos, considerando tanto sua realização física quanto seu papel funcional na diferenciação de sentidos (CRISTÓFARO-SILVA, 2018).

Considerando os fundamentos de fonética e fonologia no estudo da língua portuguesa, assinale a opção correta.
Alternativas
Respostas
1921: B
1922: D
1923: C
1924: A
1925: C
1926: A
1927: D
1928: A
1929: B
1930: C
1931: A
1932: A
1933: B
1934: A
1935: B
1936: A
1937: C
1938: E
1939: B
1940: B