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I. As interrogações contribuem para levar o leitor a uma reflexão sobre o tema debatido.
II. As interrogações ilustram dúvidas comuns quando se busca uma mudança de vida.
III. As aspas foram utilizadas para diferenciar as vozes presentes no texto.
IV. As aspas foram utilizadas para evidenciar que o texto entre elas possui sentido figurado.
É correto o que se afirma em
I. Trata-se de um uso incorreto, uma vez que essas estruturas linguísticas não são permitidas em textos dissertativos-argumentativos.
II. Trata-se uma estratégia argumentativa, uma vez que permitiu ao autor contextualizar o tema a ser debatido ao longo do texto.
III. Trata-se de um uso prejudicial à coesão do texto, uma vez que esse tipo de estrutura prejudica a organização dos argumentos.
É correto o que se afirma em
TEXTO II.

Disponível em https://bichinhosdejardim.com/cara-estranho/
TEXTO II.

Disponível em https://bichinhosdejardim.com/cara-estranho/
I. A presença da linguagem não verbal é essencial para a compreensão da mensagem veiculada.
II. A maioria dos personagens presentes no texto possuem comportamentos e atitudes semelhantes.
III. É visto como estranho o personagem que possui comportamento distinto dos demais personagens.
IV. O texto promove uma reflexão acerca da alienação do ser humano decorrente do mau uso do celular.
É correto o que se afirma em:
I. Apesar de ser legítima, a necessidade de pertencer é prejudicial ao ser humano, pois está diretamente relacionada à síndrome do impostor.
II. O desejo de pertencer faz com que o ser humano tente se ajustar a modelos e padrões com os quais nem sempre concorda.
III. Às vezes, é necessário ajustarmos nossas condutas em nossas interações para mantermos um ambiente mais equilibrado.
IV. A síndrome do impostor adoece o ser humano, pois faz com que ele perca a própria integridade na busca por ser aceito pela sociedade.
É correto o que se afirma em
A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela.
O rei da brincadeira – ê, José
O rei da confusão – ê, João
Um trabalhava na feira – ê, José
Outro na construção – ê, João
A semana passada, no fim da semana,
João resolveu não brigar.
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira.
Não foi pra lá, pra Ribeira,
Foi namorar.
O José, como sempre, no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu.
Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,
Lá perto da Boca do Rio.
Foi no parque que ele avistou Juliana,
Foi que ele viu Foi que ele viu Juliana na roda com João,
Uma rosa e um sorvete na mão.
Juliana, seu sonho, uma ilusão,
Juliana e o amigo João.
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração.
O sorvete e a rosa – ê José
A rosa e o sorvete – ê José
Oi dançando no peito – ê José
Do José brincalhão – ê, José
O sorvete e a rosa – ê José
A rosa e o sorvete – ê José
Oi girando na mente – ê José
Do José brincalhão – ê José
Juliana girando – oi girando
Oi na roda gigante – oi girando
Oi na roda gigante – oi girando
O amigo João – oi João
O sorvete é morango – é vermelho
Oi girando e a rosa – é vermelha
Oi girando, girando – é vermelha
Oi girando, girando – olha a faca
Olha o sangue na mão – ê José
Juliana no chão – ê José
Outro corpo caído – ê José
Seu amigo João – ê José
Amanhã não tem feira – ê José
Não tem mais construção – ê, João
Não tem mais brincadeira – ê José
Não tem mais confusão – ê, João
(Fragmento)
Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba,
por que só tu quem trabalha,
por que teu filho não estuda?
Plantador de cana verde
das terras de Abaetetuba?
Teus braços plantam doçuras
colhem braçadas de dor.
O sol que te cresta a pele
doura a praia do Senhor.
Teus braços plantam doçuras
colhem braçadas de dor.
Tuas mãos acendem esperanças
de um certo verde esplendor.
E um verde mar que propagas,
um doce mar, Plantador.
Tuas mãos acendem doçuras
de um certo verde esplendor.
Não vês, porém que esta cana
é cano cruel que aponta
o lucro de teu patrão
para teu lar que não janta?
Não vês, porém que esta cana
é cano cruel que aponta?
(...)
Abaixo há três fragmentos retirados da obra de Carolina de Jesus nos quais ela narra sua história, apresentando alguns problemas quanto à norma culta, e que muitos deles se aproximam do linguajar oral. Identifique a opção que expressa esses trechos, mas de acordo com o que seria exigido pela norma padrão da língua portuguesa.
“Avisei as crianças que não tinha pão. Que tomassem café simples e comesse carne com farinha. (...) e os 13 cruzeiros não dava!” (JESUS, 2014, p. 10).
“Quando iniciei outro surgiu os filhos pedindo pão” (JESUS, 2014, p. 11).
“E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber!” (JESUS, 2014, p. 12).
Aponte a alternativa abaixo com obras de autores do Realismo ou do Realismo-Naturalismo brasileiro, ou seja, que apresentem essas características apontadas por Bosi:
Leia o poema “Pai João”, de Bruno de Menezes (1993, p. 223, 224), para fazer a questão que se segue.
Pai João sonolento e bambo na pachorra da idade
cisma no tempo de ontem.
De olhos vendo o passado recorda o veterano
a vida brasileira que êle viu e gosou e viveu!
Mãe Maria contou que o pai dele era escravo...
Moleque sagica e teso, destro e afoito num rôlo,
Pai João teve fama da capoeira e navalhista.
Êita!... Era o pé comendo,
quando a banda marcial saía à rua,
com tanto soldado de calça encarnada.
E rabo-de-arraia, cabeçada na polícia,
xadrez, desordens, furdunço no cortiço
e o ronco e o retumbo do zonzo som molengo do carimbó:
“Juvená
Juvená!
Arrebate
esta faca
Juvená!
Arrebate
esta faca
Juvená!”
De amores... uma anagua de renda engomada,
um cabeção pulando nos bicos duns peitos,
umas sandalias brancas bem na pontinha dum pé.
E o rebolo bolinante dos quartos roliços da Chica Cheirosa...
E a guerra do Paraguai! Recrutamento!
Gurjão! Osório! Duque de Caxias!
Itororó! Tuiutí! Laguna!
E não sabia nem o que era monarquia!
... Agora, sonolento e bambo,
tendo em capuchos a trunfa,
Pai João ao recordar a vida brasileira,
que êle viu e gosou e viveu,
diz do Brasil de ontem:
Ah! Meu tempo!...
O texto de Bruno de Menezes faz alguns recortes da vida de Pai João, que também é título do poema pertencente à obra Batuque, publicada a primeira vez em 1931 e cuja grafia está de acordo com a edição de 1993, conforme o original. Observe o verso 21: “E não sabia nem o que era monarquia!”, o qual marca uma mudança no tom ameno do poema. Levandose em conta a importância desse verso, o que se pode afirmar acerca do poema como um todo é que: