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Q3635108 Português
O FIM DO EMPREGO

O futuro do trabalho no mundo globalizado


Fui demitido. Perdi o emprego em que estava trabalhando há seis anos. Especialista numa área em que poucos profissionais possuem conhecimento e preparo para atuar, definitivamente não esperava que isso viesse a acontecer. Nem meus colegas de trabalho entenderam os motivos que levaram a instituição a tomar essa providência.

Por incrível que pareça, fiquei menos abalado do que todos os demais. Não que eu estivesse esperando, pois já estávamos fazendo planos com o departamento em que atuava para novas aulas e cursos no ano que iria começar... Mas, como sabemos o quanto o mundo é competitivo, e como a globalização tem redirecionado as energias e exigido custos mínimos e máxima produtividade, penso até que isso demorou a acontecer. Já havia ocorrido idêntica situação com outros profissionais de qualidade que, engajados em projetos da instituição, da noite para o dia foram simplesmente “desligados” de suas funções, demitidos sumariamente...

Não que isso seja uma particularidade dessa instituição onde estive trabalhando ao longo dos últimos anos. Tampouco é possível encarar os acontecimentos como derivados de alguma perseguição ou diferença pessoal. Tudo ocorre da forma mais impessoal possível. A despeito de todo o trabalho feito, do reconhecimento do público-alvo, o que é avaliado não é sua capacidade profissional, e sim o quanto você custa para a empresa. Num mercado altamente competitivo, no qual os custos com publicidade são cada vez mais exorbitantes, em que é necessário dispor de infraestrutura e recursos materiais de ponta, a mão de obra qualificada e de alto custo deixou de ser um diferencial no qual seja prioritário investir.

O fim do emprego, como era concebido nos últimos 50 ou 60 anos, é uma realidade. Poucos serão os que ficarão por mais de 5 ou 8 anos numa mesma empresa. Carreiras duradouras, em que o sujeito trabalhava ao longo de toda sua existência num mesmo emprego, serão raríssimas. A rotatividade profissional do trabalhador, até recentemente vista como um sinal de imaturidade ou falta de seriedade, passou a ser encarada como acúmulo de experiências e de diversidade de habilidades e possibilidades funcionais. De acordo com o consultor Ricardo Neves, em seu livro O Novo Mundo Digital, adentramos um mundo em que o emprego, aquele vínculo entre empresa e empregado, que dá ao funcionário uma forte sensação de estabilidade associada a fatores, como os benefícios trabalhistas e, principalmente, o salário mensal, está dando lugar ao conceito de trabalho. E o que seria então trabalho? Seria, no caso, a vinculação a projetos e planos, ações e realizações de prazo variável (curto, médio ou longo), para os quais os profissionais seriam contratados como “terceiros”, enquanto durassem essas empreitadas. E as garantias trabalhistas? São suprimidas, pois representam custos altos que as empresas precisam cortar. E os salários? São substituídos por honorários pagos aos profissionais que atuam como empresas, ou seja, que são identificados como pessoas jurídicas. O que se estabelece, a partir de agora, passa a ser o vínculo profissional free-lance, bastante conhecido dos profissionais que atuam na imprensa.

Também é uma prerrogativa dos novos tempos que a tecnologia esteja cada vez mais incorporada ao cotidiano e que, em alguns casos, como já ocorreu em vários segmentos profissionais, máquinas, como computadores, robôs e sistemas sofisticados substituam trabalhadores.

Outra situação bastante comum, em vigor nos Estados Unidos e em outros países, é a transferência dos setores de produção mais pesada para onde a mão de obra e os custos governamentais sejam menores. Exemplos de onde isso já está efetivado são a Índia e a China, que absorveram grande parte dos investimentos deslocados do primeiro mundo em busca de custos mais baixos.  

É por isso que, mesmo tendo perdido o emprego, não acreditei, em momento algum, que fosse vítima de alguma perseguição da instituição. Entendi que os custos que significava para a empresa eram um pouco mais altos do que a média local e que, em virtude disso, fui mais uma vítima da competição globalizada...

O que fazer? Se preparar para o futuro – que não será tenebroso e sim diferente – estudando, se preparando, buscando novos espaços, virando a página e dando a volta por cima...
Os vocábulos “concebidos” (linha 35); “sumariamente” (Linha 20) e “exorbitante” (linha 30) podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido e correção gramatical, por:
Alternativas
Q3635105 Português
Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…” 
Acerca dos aspectos linguísticos do texto, marque com V ou com F, conforme sejam, respectivamente, verdadeiras ou falsas as afirmativas abaixo.

(___) A partícula “se” em “onde se registravam as entradas” é uma conjunção integrante.
(___) A partícula “se” em: “Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes” e em “é assim que cada verso se inicia” exercem a mesma função morfossintática.
(___) Na oração “Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta!” o termo em destaque exerce a função de pronome relativo.
(___) Em “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia” o sinal indicativo de crase justifica-se pela regência do verbo “poder”, que exige preposição, e pela presença de artigo definido feminino.
(___) Em “Os poetas são seres muito estranhos” encontramos uma oração coordenada assindética. O tipo de sujeito da oração é denominado de sujeito simples. Desse modo, os vocábulos “poetas” e “são” são termos essenciais da oração.
(___) A partícula “que” em “dinheiro que não era mais seu” e em “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” possuem a mesma função.
(___) A substituição do vocábulo “têm” em “Os outros têm de aprender” por “tem” prejudicaria a correção gramatical do texto.
(___) Em “Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem” a partícula “que” é pronome relativo e exerce, na oração, função anafórica.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3635104 Português
Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…” 
Considere o seguinte trecho do texto:
“Resta essa intimidade perfeita com o silêncio / Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado / Resta essa vontade de chorar diante da beleza / Resta essa comunhão com os sons / Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história.”
Acerca do trecho acima, julgue as assertivas abaixo:

I. A repetição das palavras “resta essa”, nos cinco versos, apresenta a figura de linguagem denominada de anáfora.
II. Os vocábulos “súbita” e “história” obedecem a mesma regra de acentuação gráfica.
III. Os vocábulos “subitamente” e “silêncio” pertencem a mesma classe gramatical.
IV. A forma verbal “chorar” está na forma nominal denominada de infinito e a sua transitividade é indireta.
V. Na expressão “que se perdem” o termo em destaque está no presente do subjuntivo do verbo perder.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3633896 Português
Conforme a BNCC (2017, p. 77), no tocante aos aspectos notacionais e gramaticais da língua, cabe ao professor “Utilizar, ao produzir textos, os conhecimentos dos aspectos notacionais – ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc., sempre que o contexto exigir o uso da norma-padrão”.
Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Q3633895 Português
De acordo com Geraldi (2015, p. 386):
Concretamente, a atuação dos sujeitos se dará pela leitura, escuta e produção (oral e escrita) de textos, mas seguramente também pela reflexão sobre os recursos mobilizados nesses textos, para poder incluir o eixo da análise linguística. Os textos são unidades concretas dos gêneros praticados em cada um destes campos: os gêneros do dia a dia (recados, bilhetes, diálogos, conversas, leituras de receitas, instruções etc.); a produção artístico-literária em sua babélica diversidade de gêneros; os discursos das esferas públicas: jornalísticos, publicitários, políticos, jurídicos, reivindicatórios etc.; os gêneros próprios da comunicação acadêmica, em geral a distância, tais como relatórios, ensaios, projetos etc.; e, por fim, a variada gama de gêneros discursivos que circulam no mundo do trabalho e que variam segundo o tipo de trabalho e o lugar que se ocupa neste trabalho.
Com base no posicionamento de Geraldi (2015), assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3633894 Português
Leia o poema Pronominais, de Oswald de Andrade:
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NTU4NjA3>/. Acesso em: 10 nov. 2022. 
O poema de Oswald de Andrade fomenta diversas reflexões a respeito do ensino de gramática normativa, e o faz a partir de uma questão de variação dialetal (Dê-me um cigarro / me dá um cigarro). De acordo com seus conhecimentos sobre variações linguísticas e o ensino de gramática normativa, analise as alternativas e assinale a única CORRETA:
Alternativas
Q3633893 Português
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (2008, p. 229-230), “Compreender bem um texto não é uma atividade natural nem uma herança genética; nem uma ação individual isolada do meio e da sociedade que se vive. Compreender exige habilidade, interação e trabalho”. No que diz respeito ao Eixo Leitura da BNCC, considere a tira do Armandinho a seguir e depois assinale a alternativa CORRETA:
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Alternativas
Q3633892 Português

Leia a tira a seguir e avalie as assertivas como (V) verdadeiras ou (F) falsas:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://cultura.estadao.com.br/galerias/geral,20-tiras-de-calvin-e-haroldo-para-refletir-sobre-a-vida-e-sobre-o-mundo,28507>. Acesso em: 10 nov. 2022.


( ) Calvin e Haroldo conversam sobre a influência da cultura televisiva nas conversas e na própria cultura da sociedade contemporânea.


( ) De acordo com Haroldo, não se constroem mais casas com varandas na frente porque as pessoas estão mais interessadas em acompanhar os programas da televisão.


( ) É possível concluir a partir do discurso de Calvin que os filmes e programas de televisão têm um papel ativo na construção das referências culturais na atualidade.


( ) De acordo com Calvin, nossas conversas não sofrem influência de filmes e programas de televisão, pois as pessoas ainda demonstram grande interesse em conhecer seus vizinhos.


( ) Calvin concorda com o seu pai sobre o fato de este último não permitir que se coloque uma televisão no quarto de seu filho.


Assinale a sequência CORRETA: 



Alternativas
Q3633891 Português
O excerto abaixo serve de base para a questão:

A educação ainda tem muito a fazer em termos de estrutura física e de capacitação dos professores, mas não podemos ignorar o quanto as novas práticas discursivas decorrentes das tecnologias de informação estão atraindo os alunos para uma nova realidade social. Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente com vistas a garantir maior motivação e bons resultados no desenvolvimento dos nossos alunos (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 147-148).
Compare os dois textos a seguir, que se relacionam diretamente à situação descrita por MELO, OLIVEIRA e VALEZI (2012), mencionada na questão anterior:
TEXTO 01
Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 148).
TEXTO 02
Tem o desafio da/da:: escola... que tem um acervo pequeno, tem uma biblioteca... escassa... e de difícil acesso... e que também não disponibiliza... eh:: recursos pra que a gente teja trabalhando com a maior diversidade de mídias... e de material eh... impresso, xerocopiado, enfim. Então como a gente tem essa lacuna, a escola não tem, por exemplo... uma máquina de xerox... a escola não... não... agora que implantou, mas não tinha um laboratório de informática pr'os alunos pesquisarem na Web... a escola que não tem um data show... então tudo isso fica difícil, porque quando a gente quer trabalhar com um texto comum pra todos, a gente não tem como xerocar. Então às vezes, como professora, a gente dá o nosso jeitinho pra chegar lá e/e:: conseguir dar uma aula diferenciada.
Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.
A partir da comparação feita entre os dois textos, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3633890 Português
O excerto abaixo serve de base para a questão:

A educação ainda tem muito a fazer em termos de estrutura física e de capacitação dos professores, mas não podemos ignorar o quanto as novas práticas discursivas decorrentes das tecnologias de informação estão atraindo os alunos para uma nova realidade social. Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente com vistas a garantir maior motivação e bons resultados no desenvolvimento dos nossos alunos (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 147-148).
Os multiletramentos na escola encontram potencialmente nas aulas de língua portuguesa solo fértil para novas e renovadas experiências com a linguagem escrita. Nesse sentido, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3633889 Português

O cartum da Mafalda a seguir se refere à questão:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://www.zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda>. Acesso em: 07 nov. 2022.


No cartum em análise, Mafalda está às voltas com a execução de uma tarefa escolar: escrever uma redação. Tendo o cartum como texto de apoio e com base em seus conhecimentos sobre produção textual, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3633888 Português

Leia o cartum da Mafalda para responder à questão:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://www.zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda>. Acesso em: 07 nov. 2022.



Sobre o cartum acima, assinale a alternativa INCORRETA: 


Alternativas
Q3633887 Português

A respeito da charge em questão, é CORRETO afirmar que: 


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em:< https://www.tudosaladeaula.com/2020/08/atividade-de-lingua-portuguesa-genero.html>. Acesso em: 07 nov. 2022.

Alternativas
Q3633886 Pedagogia

Nos dias atuais, é muito comum o uso de aparelho celular no momento da aula.


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Disponível em: <https://blog.wpensar.com.br/inovacao-pedagogica/proibicao-do-uso-de-celulares-na-escola-como-lidar/>. Acesso em: 07 nov. 2022.


Há vantagens e desvantagens nessa questão. Assinale a alternativa que apresenta um uso produtivo do celular em sala de aula:

Alternativas
Q3633885 Português
No contexto do Ensino Médio, a BNCC, no quesito Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, quanto ao ensino de português, apresenta a seguinte competência específica:
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA 2
Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza (BRASIL, 2017, p. 494).
A esta competência corresponde, dentre outras, a seguinte habilidade:
(EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias (BRASIL, 2017, p. 494). BRASIL. Base Nacional Curricular Comum. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
A partir da leitura dessas diretrizes da BNCC, analise as proposições a seguir e classifique-as se (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) Essa competência específica diz respeito à compreensão e análise de situações e contextos de produção de sentidos nas práticas sociais de linguagem, na recepção ou na produção de discursos, percebendo conflitos e relações de poder que caracterizam essas práticas.
( ) Para desenvolver essa competência, os estudantes de Ensino Médio precisam analisar e compreender as circunstâncias sociais, históricas e ideológicas em que se dão diversas práticas e discursos.
( ) O desenvolvimento dessa competência requer que o aluno seja capaz de interpretar de modo contextualizado tanto produções artísticas, como uma peça teatral, uma tela, uma canção, uma obra literária, quanto textos de outros campos, como um projeto de lei, uma notícia jornalística etc.
( ) Através do exercício desta competência, os estudantes poderão compreender a pluralidade dos discursos e produzi-los de maneira posicionada, e também atuar de forma reflexiva, cooperativa e empática, sem preconceitos e buscando estabelecer o diálogo, o que se propõe a desenvolver o seu senso crítico.
( ) A BNCC lança para o professor a perspectiva de trazer para a sala de aula as mais diversas manifestações discursivas e trabalhar os seus efeitos de sentido, sem perder de vista a ética, o respeito aos princípios democráticos e aos direitos humanos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633884 Português
[...] independente do que a gente já leu sobre o ensino de Língua Portuguesa... a gente tem... vamos dizer assim... um conteúdo a seguir. Num é? Agente tem um remanescente na memória... ah:: o que a gente também entendeu do que é a aula de Língua Portuguesa. Então do que... nós/do que foram essas aulas de Língua Portuguesa quando a gente estudava, né, quando a gente tava nos bancos escolares. Então a gente... não pode... simplesmente deixar de trabalhar análise linguística e trabalhar com o ideal... ah, vamos trabalhar leitura e escrita e os meninos vão assimilando aos pouquinhos o que é a análise linguística... ou não precisa trabalhar com nomenclaturas porque depois eles vão assimilando. E:: realmente eu acho que talvez não seria tão necessário... SE... e somente SE a gente não tivesse na sociedade um/eh/eh/eh:: formas de seleção que requerem dos alunos tal conhecimento... mesmo que eles não vão/não vão usar esse conhecimento nas PRÁTICAS cotidianas ou profissionais que eles vierem a ter. Mas a gente tem concursos públicos, tem vestibulares, tem testes de seleção... que vão demandar deles o domínio da nomenclatura e da análise linguística dos m/nos moldes tradicionais. Então eu fiz... eh/eh:: eu tinha que ter um ESPAÇO pra eu trabalhar análise linguística. Né? Trabalhei orações coordenadas... como eu podia ter trabalhado orações subordinadas... não teve assim um critério... ah, eu tenho que trabalhar isso. Também trabalhei porque tinha no livro... eu vou ser sincera... era o momento que tava lá... e a gente tem que também dar uma sequência no livro até porque é pra o livro fazer um pouco de sentido pro aluno, mesmo que não seja o livro dos seus sonhos. Então a gente tem que dar o/a/eh/eh:: tem que tornar o livro usual.
A respeito do ensino de gramática normativa na Educação Básica e com base no discurso da professora em análise, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633883 Português
Considere as diretrizes da BNCC para o Ensino Médio, na área Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:
Nessa direção, [a BNCC] considera os fundamentos básicos de ensino e aprendizagem das Linguagens, que, ao longo de mais de três décadas, têm se comprometido com uma formação voltada a possibilitar uma participação mais plena dos jovens nas diferentes práticas socioculturais que envolvem o uso das linguagens.
No Ensino Médio, os jovens intensificam o conhecimento sobre seus sentimentos, interesses, capacidades intelectuais e expressivas; ampliam e aprofundam vínculos sociais e afetivos; e refletem sobre a vida e o trabalho que gostariam de ter. Encontram-se diante de questionamentos sobre si próprios e seus projetos de vida, vivendo juventudes marcadas por contextos socioculturais diversos. Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 483).
A partir do escopo dessas considerações da BNCC sobre a aprendizagem do adolescente, considere as assertivas a seguir como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) Esta afirmação da BNCC amplia a dimensão do que é considerado conteúdo a ser ensinado no nível médio.
( ) De acordo com o trecho da BNCC em pauta, os três anos do Ensino Médio devem se voltar exclusivamente para a preparação do aluno para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
( ) Há uma preocupação da BNCC com o adolescente como um ser integral, em preparação para participar ativamente das demandas sociais do mundo do trabalho.
( ) A BNCC considera a juventude como uma fase homogênea do desenvolvimento humano.
( ) Esse olhar mais amplo da BNCC para o sujeito adolescente torna legítimo que o professor trabalhe com projetos que privilegiem a transição e as aspirações desses sujeitos nas aulas de Linguagens.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633882 Português
Considere a leitura dos três textos a seguir:

TEXTO 01

[...] com re/relação ao perfil da turma, de alunos que não têm prática de leitura e escrita em casa... de alunos que não sabem o que é um/ler um livro de capa a capa, que não leem nem gibi nem jornal, não leem nada... de repente eu chegar pra esse aluno e dizer “olha, você tem que ler. Ler é importante”. Né?

Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.

TEXTO 02

[...] a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC

Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 13).

TEXTO 03

Parece, portanto, não faltar ao professor o respaldo das instâncias superiores [PCN, PNLD], que assumiram o discurso de novas concepções teóricas, de onde podem emergir novos programas, novas práticas. Pelo menos, para os professores, já não tem sentido transferir para as Secretarias de Educação, para o vestibular e para todos os livros didáticos, a responsabilidade de ter de “rezar” o velho rosário das classes de palavras, conta a conta, uma a uma. A“salvação” parece vir de outros meios. Ou seja, os “santos” começam a ter outra cara.

Irandé Antunes, linguista, no livro Aula de Português (2003). 
É possível entrever, a partir desses três discursos – uma professora da Educação Básica, a BNCC e uma linguista – que teoria e prática estabelecem uma tensa relação entre esses três textos. Tomando-os por base, e levando em conta o prisma da função social do ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3633881 Pedagogia
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), a interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários (BRASIL, 2002, p. 88-89). Sobre interdisciplinaridade, podemos afirmar que:
I- A interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas de utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver um problema concreto ou compreender um fenômeno sob diferentes pontos de vista.
II- Ainterdisciplinaridade tem uma função instrumental. Trata-se de recorrer a um saber útil e utilizável para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos.
III- Um trabalho interdisciplinar, antes de garantir associação temática entre diferentes disciplinas – ação possível, mas não imprescindível –, deve buscar unidade em termos de prática docente, ou seja, independentemente dos temas/assuntos tratados em cada disciplina isoladamente.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3633880 Educação Artística
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) “a prática artística possibilita o compartilhamento de saberes e de produções entre os alunos por meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos, recitais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e culturais, na escola ou em outros locais. Os processos de criação precisam ser compreendidos como tão relevantes quanto os eventuais produtos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas produzidas pelos alunos, em diálogo com seus professores, pode acontecer não apenas em eventos específicos, mas ao longo do ano, sendo parte de um trabalho em processo.” Analise as proposições e coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso, em relação à algumas dimensões do conhecimento previstas na BNCC:
( ) Criação: refere-se ao fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e constroem. Trata-se de uma atitude intencional e investigativa que confere materialidade estética a sentimentos, ideias, desejos e representações em processos, acontecimentos e produções artísticas individuais ou coletivas.
( ) Crítica: refere-se às impressões que impulsionam os sujeitos em direção a novas compreensões do espaço em que vivem, com base no estabelecimento de relações, por meio do estudo e da pesquisa, entre as diversas experiências e manifestações artísticas e culturais vividas e conhecidas.
( ) Estesia: refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifestar as criações subjetivas por meio de procedimentos artísticos, tanto em âmbito individual quanto coletivo. Essa dimensão emerge da experiência artística com os elementos constitutivos de cada linguagem, dos seus vocabulários específicos e das suas materialidades.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:
Alternativas
Respostas
11861: A
11862: X
11863: X
11864: D
11865: C
11866: D
11867: C
11868: B
11869: B
11870: A
11871: E
11872: B
11873: E
11874: D
11875: A
11876: C
11877: E
11878: A
11879: B
11880: C