[...] com re/relação ao perfil da turma, de alunos que não têm prática de leitura e escrita em casa... de alunos que não sabem o que é
um/ler um livro de capa a capa, que não leem nem gibi nem jornal, não leem nada... de repente eu chegar pra esse aluno e dizer “olha,
você tem que ler. Ler é importante”. Né?
Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.
TEXTO 02
[...] a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da
indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e,
sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para
resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das
competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC
Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017, p. 13).
TEXTO 03
Parece, portanto, não faltar ao professor o respaldo das instâncias superiores [PCN, PNLD], que assumiram o discurso de novas
concepções teóricas, de onde podem emergir novos programas, novas práticas. Pelo menos, para os professores, já não tem sentido
transferir para as Secretarias de Educação, para o vestibular e para todos os livros didáticos, a responsabilidade de ter de “rezar” o velho
rosário das classes de palavras, conta a conta, uma a uma. A“salvação” parece vir de outros meios. Ou seja, os “santos” começam a ter
outra cara.
Irandé Antunes, linguista, no livro Aula de Português (2003).
É possível entrever, a partir desses três discursos – uma professora da Educação Básica, a BNCC e uma linguista – que teoria e prática
estabelecem uma tensa relação entre esses três textos. Tomando-os por base, e levando em conta o prisma da função social do ensino de
Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: