Questões de Concurso
Para professor - língua portuguesa
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Considere as seguintes proposições acerca do trabalho coma variação linguística no contexto das pesquisas e no contexto de ensino:
I- A variação morfossintática não tem muita produtividade no português brasileiro, razão pela qual tem recebido pouca atenção nos materiais didáticos e nos estudos linguísticos.
II- A abordagem da língua a partir das noções de “certo” e “errado” é indicativa de um tratamento satisfatório da variação linguística em sala de aula.
III- É uma prática adequada no tratamento da variação linguística a exploração das relações dicotômicas entre língua falada versus língua escrita; língua formal versus língua informal.
IV- A exploração de textos autênticos da realidade linguística do português brasileiro é um caminho profícuo para o trabalho com a variação linguística em sala de aula.
V- O tratamento da variação linguística a partir da exploração do léxico e do nível fonético deve receber maior atenção, haja vista a grande produtividade de fenômenos dessa natureza no português brasileiro.
É CORRETO que se afirma em:
EXCERTO 1: “ A variação linguística não ocorre somente nos diferentes modos de falar das comunidades, dos grupos sociais, quando a gente compara uns com outros. Ela também se mostra no comportamento linguístico de cada indivíduo, de cada falante da língua.”
EXCERTO 2: “Nós variamos o nosso modo de falar, individualmente, de maneira mais consciente, conforme a situação de interação em que nos encontramos.”
EXCERTO 3: “Todo e qualquer indivíduo varia a sua maneira de falar, monitora mais ou menos o seu comportamento verbal, independentemente de seu grau de instrução, classe social, faixa etária etc.”
Fonte: BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
Os excertos apresentados:
I- Referem-se ao mesmo fenômeno de variação linguística.
II- Referem-se a distintos fenômenos de variação linguística.
III- Referem-se respectivamente aos fenômenos da variação diastrática, variação diamésica e variação diafásica.
IV- Referem-se ao fenômeno da variação diamésica.
V- Referem-se ao fenômeno da variação diafásica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
7. Releia o sétimo e oitavo parágrafos do texto e responda:
a) Segundo a autora, qual seria o grande desafio para a escola no desenvolvimento do letramento digital?
b) Para superar esse desafio, que ações a autora propõe?
Fonte: COSTA, Cibele Lopresti; NOGUEIRA, Everaldo; MARCHETTI, Greta. Língua Portuguesa 6. 5ª ed. São Paulo: SM, 2023, p. 270, com adaptações.
Considere o excerto abaixo:
“A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador, do sistema de escrita etc.”
(Fonte: BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental – Brasília, 1997, p. 41.)
A visão de leitura contida na citação acima dialoga coma concepção de leitura como:
Avalie as assertivas que seguem a respeito das concepções de língua.
I- Nessa concepção, os sujeitos são vistos como atores sociais, sujeito ativos.
II- Nessa concepção, considera-se a língua como um “conjunto de signos que se combinam segundo regras”. É possível transmitir uma mensagem de um emissor para um receptor.
III- Nessa concepção, a linguagem é considerada espelho do pensamento.
IV- Nessa concepção, a língua é concebida como um sistema de normas imutável, acabado e sem interferência social.
Assinale a alternativa CORRETA:
O artigo a seguir serve de base para a questão:
Se a radiação pode causar câncer, por que a radioterapia é usada contra o câncer?
O câncer surge devido a células “quebradas” – e o que a radioterapia faz é quebrá-las ainda mais
Por Bruno Vaiano
Atualizado em25 jul 2022, 10h24 - Publicado em 18 fev 2022, 07h45
Um tumor aparece quando as células de um tecido ou órgão do nosso próprio corpo começam a se multiplicar de maneira descontrolada. Elas invadem o espaço das células saudáveis, roubam seus insumos (como açúcar e oxigênio) e interferem no funcionamento do organismo.
Isso é possível porque as células anômalas têm mutações no DNA que tiram suasrédeas. Essas mutações são, em princípio, aleatórias: todos estamos sujeitos a um bug genético. Mas é claro que, se você não se cuidar, suas chances pioram. Álcool, tabaco, exposição exagerada ao sol, e outros comportamentos nocivos aumentam as chances de se desenvolver um câncer (alguns cânceres, vale dizer, são mais suscetíveis a estilo de vida enquanto outros dependem mais dos genes que vêm de fábrica com você: herdabilidade também é importante).
Acontece que há um limite para o quanto uma célula pode funcionar quando ela dá defeito. A maior parte das mutações é ruim e debilita ou mata a célula. A ideia da radioterapia é causar tantas mutações no DNA das células cancerígenas que elas simplesmente morrem. Em resumo: o câncer consiste em células quebradas, a radiografia continua quebrando as células até elas simplesmente pararem de funcionar.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/se-a-radiacao-pode-causar-cancer-por-que-a-radioterapia-e-usada-contra-o-cancer/>
“Isso é possível porque as células anômalas têm mutações no DNA que tiram suas rédeas”
USP usa técnica da ovelha Dolly para fazer transplante de porcos em humanos
Esperança é de que, no futuro, abordagem diminua tempo de espera por um novo órgão.
Reinaldo José Lopes
SÃO CARLOS (SP)
Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) acabam de inaugurar um laboratório que, com alguma sorte, poderá viabilizar a prática dos xenotransplantes (transplantes de órgãos de animais para seres humanos) no Brasil.
Médicos, geneticistas e veterinários, entre outros especialistas, usarão o espaço para abrigar porcas grávidas de filhotes geneticamente modificados. As alterações no DNA dos suínos servem para minimizar o risco de rejeição quando seus órgãos forem transferidos para pessoas que precisam de um transplante.
Os primeiros testes bem-sucedidos já aparecem nos últimos anos em pacientes dos EUA, e a esperança é que, no futuro, a abordagem encurte o tempo de espera por um novo órgão, talvez dispensando, em alguns casos, a necessidade de um doador humano. Antes que isso se torne realidade, porém, é preciso vencer uma gama considerável de desafios técnicos, a começar pela reprodução dos próprios suínos.
No papel, a abordagem parece simples. O material genético no núcleo de células fetais de porcos é alterado e, depois, transferido para óvulos suínos cujo DNA foi retirado.
"Estamos usando a técnica que deu origem à ovelha Dolly", resume Mayana Zatz, geneticista do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco da USP, uma das coordenadoras do projeto Xeno BR.
O problema é que, mesmo quase 30 anos após o nascimento de Dolly, o primeiro mamífero clonado, produzir cópias genéticas de qualquer animal doméstico ainda é um processo complexo. A clonagem sempre envolve o uso de centenas ou até milhares de óvulos para, se tudo der certo, ocorrer o nascimento de um filhote viável.
"Sabemos que a eficiência é baixa, mas estamos aprendendo que a qualidade das células a serem editadas geneticamente pode ter um papel importante no sucesso", diz Zatz. A equipe está sendo assessorada por Luiz Mauro Queiroz, brasileiro responsável pela criação dos porcos transgênicos (geneticamente modificados) da empresa eGenesis nos EUA. A equipe americana já realizou seus primeiros transplantes suíno-humanos.
Também ainda não está totalmente claro quantas modificações no DNA são necessárias para que os órgãos de porcos sejam substitutos aceitáveis daqueles doados por pessoas. [...]
"Alguns grupos acreditam que seja suficiente silenciar três genes [grosso modo, regiões funcionais do DNA] dos porcos, o que tem sido a nossa proposta. Outros defendem que um só gene poderia ser suficiente ou que seja necessário introduzir genes humanos", diz a geneticista. "Somente com o seguimento dos pacientes a longo prazo será possível responder essa pergunta."
O cirurgião Silvano Raia, da Faculdade de Medicina da USP, coordena o trabalho ao lado de Zatz e diz que o objetivo inicial do trabalho é viabilizar um xenotransplante de rim, como já aconteceu nos EUA.
"Na hipótese de insucesso, podemos retirar o xenoenxerto não funcionante e fazer com que o paciente volte a fazer hemodiálise até que esteja em condições de receber um alotransplante [de um doador humano], para o qual terá uma prioridade que não tinha antes do xenotransplante", explica Raia.
Esse primeiro candidato a receptor precisará ter condições clínicas para receber o órgão do suíno geneticamente modificado e, ao mesmo tempo, não ter prioridade na lista de espera por um órgão humano. "Os xenotransplantes já realizados de coração e rim seguiram essa conduta."
De acordo com Raia, ainda é cedo para dizer se o avanço da técnica vai acabar equiparando os xenotransplantes, em termos de sucesso e riscos, aos feitos hoje com as técnicas convencionais, embora essa possibilidade exista.
Ao menos por ora, os pacientes que receberem os órgãos suínos deverão ter de enfrentar um esquema imunossupressor mais potente e constante. Ou seja, eles farão um uso mais intenso de medicamentos que controlam o sistema de defesa de seu organismo, para que ele não rejeite o transplante como um corpo estranho.
"Em consequência disso, a possiblidade de esse paciente se contaminar será maior, sem dúvida. Ele terá de seguir recomendações que evitem ao máximo o contato com fontes de infecção", observa o médico.
Raia lembra ainda que pesquisas feitas anteriormente no Brasil com candidatos na fila por rim ou fígado que já tinham recebido novos órgãos mostram que 91% aceitariam um xenotransplante suíno caso fosse necessário, taxa superior à de países como a China (75%) e Turquia (43%).
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2024/05/usp-se-prepara-para-fazer-transplantes-de-orgaos-de-porcos-para-humanos.shtml>
I. O tratamento dos temas transversais deve promover a integração de diferentes pontos de vista e incentivar a análise das implicações sociais e culturais desses temas.
II. A discussão de temas polêmicos deve ser evitada para não criar conflitos na sala de aula e para manter o foco apenas na gramática e na estrutura dos textos.
III. A abordagem de temas transversais permite aos alunos explorar como os contextos sociais e culturais influenciam a construção de significados nos textos, promovendo uma leitura mais crítica e reflexiva.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
I. As práticas de leitura devem incluir a interpretação de textos diversos, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades críticas e reflexivas.
II. A leitura deve ser utilizada para promover a consciência crítica e a capacidade de argumentação dos alunos sobre temas sociais e culturais.
III. A leitura é um processo que deve ir além do texto escrito, abrangendo também elementos como imagens e som.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
I. As transformações nos estilos de linguagem estão diretamente relacionadas às alterações nos gêneros do discurso ao longo da história.
II. Os gêneros discursivos atuam como intermediários que conectam a evolução da sociedade com a evolução da linguagem.
III. Os gêneros do discurso são sempre uniformes e invariáveis, independentemente do contexto em que são utilizados.
Das assertivas, pode-se afirmar que: