Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3313925 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


O que explica a fumaça que tomou o país

Karla Longo, pesquisadora do Inpe, observa que as queimadas no Brasil acontecem sistematicamente todos os anos durante o inverno, com maior concentração nos meses de agosto e setembro.

"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias, algo que não acontece com frequência", diz Longo.

"Mas as queimadas de desmatamento da Amazônia e do Cerrado, para manejo da terra − tanto terras de pastagem, quanto terra agrícola −, é um comportamento muito bem estabelecido no Brasil. Bolívia e Paraguai têm comportamento muito parecido. Então isso acontece todos os anos, infelizmente", diz a pesquisadora.

A extensão dos incêndios, explica a especialista, depende de fatores como: o quanto está efetiva a política de combate ao desmatamento; o preço da terra na região desmatada no ano anterior; e o quanto o clima está seco, pois em anos de secas intensas os incêndios tendem a ser piores.

Desta forma, todos os anos o país costuma ser coberto por uma "pluma" de fumaça nesta época, principalmente em cidades da região Norte e do Centro-Oeste do país.

"O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região", diz Longo.

Esses sistemas são a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e os Jatos de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS), além das já mencionadas frentes frias (FF) e dos ventos alísios de Sudeste (ASE), que sopram do oceano para o continente.

A pesquisadora explica que, nesta época do ano, Nordeste e Sudeste também têm queimadas, mas nessas regiões não costuma se formar uma pluma densa de fumaça como aquela que cobre as regiões Norte e Centro-Oeste — principalmente devido aos ventos alísios, que tipicamente sopram de sudeste ou de leste e dispersam muito rapidamente essa fumaça.

O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaça produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico, passando sobre os Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além disso, houve uma quantidade muito atípica de focos de incêndio no Estado de São Paulo entre os dias 22 e 23 de agosto.

Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4glr02z29dofragmento adaptado)
"O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaç a produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico". Identifique a alternativa que completa corretamente as palavras com as mesmas letras das destacadas no trecho, respectivamente: 
Alternativas
Q3313924 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


O que explica a fumaça que tomou o país

Karla Longo, pesquisadora do Inpe, observa que as queimadas no Brasil acontecem sistematicamente todos os anos durante o inverno, com maior concentração nos meses de agosto e setembro.

"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias, algo que não acontece com frequência", diz Longo.

"Mas as queimadas de desmatamento da Amazônia e do Cerrado, para manejo da terra − tanto terras de pastagem, quanto terra agrícola −, é um comportamento muito bem estabelecido no Brasil. Bolívia e Paraguai têm comportamento muito parecido. Então isso acontece todos os anos, infelizmente", diz a pesquisadora.

A extensão dos incêndios, explica a especialista, depende de fatores como: o quanto está efetiva a política de combate ao desmatamento; o preço da terra na região desmatada no ano anterior; e o quanto o clima está seco, pois em anos de secas intensas os incêndios tendem a ser piores.

Desta forma, todos os anos o país costuma ser coberto por uma "pluma" de fumaça nesta época, principalmente em cidades da região Norte e do Centro-Oeste do país.

"O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região", diz Longo.

Esses sistemas são a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e os Jatos de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS), além das já mencionadas frentes frias (FF) e dos ventos alísios de Sudeste (ASE), que sopram do oceano para o continente.

A pesquisadora explica que, nesta época do ano, Nordeste e Sudeste também têm queimadas, mas nessas regiões não costuma se formar uma pluma densa de fumaça como aquela que cobre as regiões Norte e Centro-Oeste — principalmente devido aos ventos alísios, que tipicamente sopram de sudeste ou de leste e dispersam muito rapidamente essa fumaça.

O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaça produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico, passando sobre os Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além disso, houve uma quantidade muito atípica de focos de incêndio no Estado de São Paulo entre os dias 22 e 23 de agosto.

Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4glr02z29dofragmento adaptado)
Em relação às regras de acentuação gráfica, classifique V, para as sentenças verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)As palavras "frequência" e "extraordinárias" são proparoxítonas aparentes.
(__)A palavra "País" é acentuada pela mesma regra de acentuação de "baú".
(__)O vocábulo "além" é acentuado, pela mesma regra de acentuação de "Parabéns" e "refém".
(__)Em "Esses dois fatores somados contribuiram...", o termo destacado deveria ser acentuado.
(__)"Bolívia e Paraguai têm...", com o novo acordo ortográfico o verbo "ter" passou a ter acento diferencial para as formas no plural.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses é: 
Alternativas
Q3313923 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


O que explica a fumaça que tomou o país

Karla Longo, pesquisadora do Inpe, observa que as queimadas no Brasil acontecem sistematicamente todos os anos durante o inverno, com maior concentração nos meses de agosto e setembro.

"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias, algo que não acontece com frequência", diz Longo.

"Mas as queimadas de desmatamento da Amazônia e do Cerrado, para manejo da terra − tanto terras de pastagem, quanto terra agrícola −, é um comportamento muito bem estabelecido no Brasil. Bolívia e Paraguai têm comportamento muito parecido. Então isso acontece todos os anos, infelizmente", diz a pesquisadora.

A extensão dos incêndios, explica a especialista, depende de fatores como: o quanto está efetiva a política de combate ao desmatamento; o preço da terra na região desmatada no ano anterior; e o quanto o clima está seco, pois em anos de secas intensas os incêndios tendem a ser piores.

Desta forma, todos os anos o país costuma ser coberto por uma "pluma" de fumaça nesta época, principalmente em cidades da região Norte e do Centro-Oeste do país.

"O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região", diz Longo.

Esses sistemas são a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e os Jatos de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS), além das já mencionadas frentes frias (FF) e dos ventos alísios de Sudeste (ASE), que sopram do oceano para o continente.

A pesquisadora explica que, nesta época do ano, Nordeste e Sudeste também têm queimadas, mas nessas regiões não costuma se formar uma pluma densa de fumaça como aquela que cobre as regiões Norte e Centro-Oeste — principalmente devido aos ventos alísios, que tipicamente sopram de sudeste ou de leste e dispersam muito rapidamente essa fumaça.

O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaça produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico, passando sobre os Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além disso, houve uma quantidade muito atípica de focos de incêndio no Estado de São Paulo entre os dias 22 e 23 de agosto.

Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4glr02z29dofragmento adaptado)
Identifique a alternativa em que a referência estabelecida entre o verbo destacado e a expressão entre parênteses está INCORRETA. 
Alternativas
Q3313922 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


O que explica a fumaça que tomou o país

Karla Longo, pesquisadora do Inpe, observa que as queimadas no Brasil acontecem sistematicamente todos os anos durante o inverno, com maior concentração nos meses de agosto e setembro.

"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias, algo que não acontece com frequência", diz Longo.

"Mas as queimadas de desmatamento da Amazônia e do Cerrado, para manejo da terra − tanto terras de pastagem, quanto terra agrícola −, é um comportamento muito bem estabelecido no Brasil. Bolívia e Paraguai têm comportamento muito parecido. Então isso acontece todos os anos, infelizmente", diz a pesquisadora.

A extensão dos incêndios, explica a especialista, depende de fatores como: o quanto está efetiva a política de combate ao desmatamento; o preço da terra na região desmatada no ano anterior; e o quanto o clima está seco, pois em anos de secas intensas os incêndios tendem a ser piores.

Desta forma, todos os anos o país costuma ser coberto por uma "pluma" de fumaça nesta época, principalmente em cidades da região Norte e do Centro-Oeste do país.

"O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região", diz Longo.

Esses sistemas são a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e os Jatos de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS), além das já mencionadas frentes frias (FF) e dos ventos alísios de Sudeste (ASE), que sopram do oceano para o continente.

A pesquisadora explica que, nesta época do ano, Nordeste e Sudeste também têm queimadas, mas nessas regiões não costuma se formar uma pluma densa de fumaça como aquela que cobre as regiões Norte e Centro-Oeste — principalmente devido aos ventos alísios, que tipicamente sopram de sudeste ou de leste e dispersam muito rapidamente essa fumaça.

O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaça produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico, passando sobre os Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além disso, houve uma quantidade muito atípica de focos de incêndio no Estado de São Paulo entre os dias 22 e 23 de agosto.

Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4glr02z29dofragmento adaptado)
"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias."
Em relação à estrutura de formação do período acima analise as afirmativas:

I.Há uma oração subordinada adjetiva.
II.Há uma oração subordinada completiva nominal.
III.O termo "extraordinárias" tem valor de predicativo do sujeito.
IV.O período é formado por predicado nominal e predicado verbal.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3313921 Português
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.


O que explica a fumaça que tomou o país

Karla Longo, pesquisadora do Inpe, observa que as queimadas no Brasil acontecem sistematicamente todos os anos durante o inverno, com maior concentração nos meses de agosto e setembro.

"As queimadas que aconteceram em São Paulo nos últimos dias foram extraordinárias, algo que não acontece com frequência", diz Longo.

"Mas as queimadas de desmatamento da Amazônia e do Cerrado, para manejo da terra − tanto terras de pastagem, quanto terra agrícola −, é um comportamento muito bem estabelecido no Brasil. Bolívia e Paraguai têm comportamento muito parecido. Então isso acontece todos os anos, infelizmente", diz a pesquisadora.

A extensão dos incêndios, explica a especialista, depende de fatores como: o quanto está efetiva a política de combate ao desmatamento; o preço da terra na região desmatada no ano anterior; e o quanto o clima está seco, pois em anos de secas intensas os incêndios tendem a ser piores.

Desta forma, todos os anos o país costuma ser coberto por uma "pluma" de fumaça nesta época, principalmente em cidades da região Norte e do Centro-Oeste do país.

"O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região", diz Longo.

Esses sistemas são a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), a Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e os Jatos de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS), além das já mencionadas frentes frias (FF) e dos ventos alísios de Sudeste (ASE), que sopram do oceano para o continente.

A pesquisadora explica que, nesta época do ano, Nordeste e Sudeste também têm queimadas, mas nessas regiões não costuma se formar uma pluma densa de fumaça como aquela que cobre as regiões Norte e Centro-Oeste — principalmente devido aos ventos alísios, que tipicamente sopram de sudeste ou de leste e dispersam muito rapidamente essa fumaça.

O que aconteceu nos últimos dias, diz Longo, é que uma frente fria estacionária no Sudeste desviou a pluma de fumaça produzida na Amazônia e Mato Grosso na direção do Atlântico, passando sobre os Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Além disso, houve uma quantidade muito atípica de focos de incêndio no Estado de São Paulo entre os dias 22 e 23 de agosto.

Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4glr02z29dofragmento adaptado)
Em relação à morfossintaxe, analise as afirmativas referentes aos trechos:

1º "O formato que essa pluma vai ter depende da posição da frente fria e dos sistemas meteorológicos que atuam na região, diz Longo"
2º "Esses dois fatores somados contribuíram para a formação de fumaça que tomou Brasília e o interior de São Paulo no fim de semana."

I.Há, no 1º trecho, 7 substantivos.
II.A expressão "vai ter", no 1º trecho, pode ser substituída por "teria" sem alterar o sentido do texto.
III.Os adjetivos "fria" e "meteorológicos" estão nomeando os substantivos "frente" e "sistemas."
IV.No 2º trecho, conjugando o verbo "contribuir" no mesmo tempo e modo na 2ª pessoa do plural, tem-se "contribuíreis".
V.No 2º trecho, há 1 pronome demonstrativo e 1 numeral com função de adjuntos adnominais.
VI.No 2º trecho "somados" tem valor de adjetivo concordando com o substantivo "fatores".

Estão corretas: 
Alternativas
Q3312302 Português
O livro mais conhecido de Euclides da Cunha foi Os Sertões. A obra retrata o conflito havido no sertão da Bahia (Guerra de Canudos) entre 1897 e 1898. Euclides publica a 1ª edição em 1902.
Em edição crítica sobre a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, Walnice Nogueira Galvão fez análises comparativas das mudanças na linguagem entre as edições do livro, feitas por Euclides. Essas alterações tinham por objetivo corrigir as infrações à gramática, bem como fazer alguns ajustes de linguagem. No começo do século, já havia discussões em torno de escrever à brasileira ou à lusitana. Essa polêmica desaguaria no movimento modernista que se seguiria.

Sobre estas mudanças feitas por Euclides, destacam-se as duas seguintes, A e B:

A) Para logo conteirados os canhões da divisão Salomão, a metralha explodiu no matagal rasteiro, cujos arbustos dobraram acamando-se, como à passagem de ventanias ríspidas. (p. 324, 3ª ed.)
Para logo conteirados os canhões da divisão Salomão, a metralha explodiu no matagal rasteiro. Os arbustos dobraram acamando-se, como à passagem de ventanias ríspidas. (p. 324, edição corrigida pelo autor)
B) (…) se lhe não salvaria a alma. (p. 584 1ª ed)
(…) não se salvaria a sua alma. (p. 562 2ª ed)

Analise as afirmativas abaixo sobre estas alterações.

1. No caso A, houve a substituição do pronome relativo cujo, desdobrando a construção em dois períodos simples.
2. Em B, houve a substituição do pronome lhe, que exerce a função sintática de objeto indireto, pelo pronome possessivo sua.
3. As substituições feitas pelo autor, ou seja, eliminação dos pronomes lhe e cujo, também atendiam à necessidade de tornar a escrita mais próxima do português brasileiro, haja vista serem tais pronomes lusitanismos.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312301 Literatura
A seguir, estão destacados dois trechos do autor brasileiro João Guimarães Rosa.

A)Aqueles bois se sumiam e surgiam de magros, suas ossadas espinhando. Tanta miséria em mal-amparo, em maus cavacos, no cabo de olhar dava gastura. Os vaqueiros, mascarados, que de só poeira, e desgosto. (…)
Dito que, logo, no redemoinhar de parar, umas das reses se desceram, de joelhos e deitadas, pra não prosseguirem dali. Assaz os outros entravam no cano do ribeirão, pelo fresco, por água, e catando folhagens, abaixo e arriba.
Estas Estórias.

B) Boi bem bravo bate baixo, bota baba, boi berrando… Dansa doido dá de dura, dá de dentro, dá direito… Vai, vem, volta, vem na vara, vai não volta, vai varando…
Sagarana, “O Burrinho Pedrês”.

Analise as afirmativas abaixo sobre o autor e os trechos A e B destacados acima.

1. O autor fazia parte da Terceira Geração Modernista. Tinha o regionalismo como característica, como revelam os trechos acima.
2. O trecho A traz uma das características do autor em relação à inovação na linguagem: neologismos.
3. O trecho B assinala uma característica marcante do autor: a linguagem poética, no caso, musicalidade com aliterações fonéticas.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312300 Português
A Última Bola de Garrincha


Garrincha não me pertence como cronista. Eu poderia ter orgulho de ter pensado muito em Garrincha, vendo-o jogar à minha frente. Mas pensar é uma atividade corriqueira, todos podem pensar, e alguns até podem pensar seriamente em Garrincha. Vale a pena pensar em Garrincha porque, se Pelé é jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol, Garrincha é um pouco menos, não foi um jogador perfeito, tinha defeitos sérios até, mas Garrincha também foi mais do que Pelé.

Garrincha foi a mais completa espontaneidade num campo de futebol. Pelé nunca pôde ser espontâneo; sempre foi um jogador comprometido consigo próprio, com o que poderia representar, e muito cedo se pôde ver que ali, em Pelé, se formava um jogador rigorosamente extraclasse, e um homem bem-sucedido na vida. Garrincha não. O Botafogo explorou-o até a raiz em todos os contratos. Não estou dizendo isso porque seja contra os clubes. Sem os clubes, eu já disse, não existiria o futebol. Mas o Botafogo explorou Garrincha, chegou a repetir contratos e ofereceu-os ao melhor jogador que o Botafogo jamais terá na sua vida de clube.

(…)

Garrincha foi o primeiro jogador e também o último que jogou a mesma bola; a bola da pelada, a bola do treino no clube grande, a bola branca e oficial do Maracanã e a bola inesquecível de dois Campeonatos do Mundo.


Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo,
20 de dezembro de 1973 – texto editado.

Em relação ao trecho “…mas Garrincha também foi mais do que Pelé.”, retirado do texto 3, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3312299 Português
A Última Bola de Garrincha


Garrincha não me pertence como cronista. Eu poderia ter orgulho de ter pensado muito em Garrincha, vendo-o jogar à minha frente. Mas pensar é uma atividade corriqueira, todos podem pensar, e alguns até podem pensar seriamente em Garrincha. Vale a pena pensar em Garrincha porque, se Pelé é jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol, Garrincha é um pouco menos, não foi um jogador perfeito, tinha defeitos sérios até, mas Garrincha também foi mais do que Pelé.

Garrincha foi a mais completa espontaneidade num campo de futebol. Pelé nunca pôde ser espontâneo; sempre foi um jogador comprometido consigo próprio, com o que poderia representar, e muito cedo se pôde ver que ali, em Pelé, se formava um jogador rigorosamente extraclasse, e um homem bem-sucedido na vida. Garrincha não. O Botafogo explorou-o até a raiz em todos os contratos. Não estou dizendo isso porque seja contra os clubes. Sem os clubes, eu já disse, não existiria o futebol. Mas o Botafogo explorou Garrincha, chegou a repetir contratos e ofereceu-os ao melhor jogador que o Botafogo jamais terá na sua vida de clube.

(…)

Garrincha foi o primeiro jogador e também o último que jogou a mesma bola; a bola da pelada, a bola do treino no clube grande, a bola branca e oficial do Maracanã e a bola inesquecível de dois Campeonatos do Mundo.


Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo,
20 de dezembro de 1973 – texto editado.

Analise as afirmativas abaixo:

1. O acento gráfico da palavra destacada em “Pelé nunca pôde ser espontâneo…” é facultativo.
2. A palavra o, em “…sempre foi um jogador comprometido consigo próprio, com o que poderia representar”, morfologicamente, é um pronome.
3. Em “… se Pelé é jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol, Garrincha é um pouco menos, não foi um jogador perfeito, tinha defeitos sérios até, mas Garrincha também foi mais do que Pelé.”, poderíamos reescrever o trecho sublinhado, sem infração à norma culta e sem alteração semântica por “… por ser Pelé jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol…”.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312298 Português
A Última Bola de Garrincha


Garrincha não me pertence como cronista. Eu poderia ter orgulho de ter pensado muito em Garrincha, vendo-o jogar à minha frente. Mas pensar é uma atividade corriqueira, todos podem pensar, e alguns até podem pensar seriamente em Garrincha. Vale a pena pensar em Garrincha porque, se Pelé é jogador mais completo que já tivemos num campo de futebol, Garrincha é um pouco menos, não foi um jogador perfeito, tinha defeitos sérios até, mas Garrincha também foi mais do que Pelé.

Garrincha foi a mais completa espontaneidade num campo de futebol. Pelé nunca pôde ser espontâneo; sempre foi um jogador comprometido consigo próprio, com o que poderia representar, e muito cedo se pôde ver que ali, em Pelé, se formava um jogador rigorosamente extraclasse, e um homem bem-sucedido na vida. Garrincha não. O Botafogo explorou-o até a raiz em todos os contratos. Não estou dizendo isso porque seja contra os clubes. Sem os clubes, eu já disse, não existiria o futebol. Mas o Botafogo explorou Garrincha, chegou a repetir contratos e ofereceu-os ao melhor jogador que o Botafogo jamais terá na sua vida de clube.

(…)

Garrincha foi o primeiro jogador e também o último que jogou a mesma bola; a bola da pelada, a bola do treino no clube grande, a bola branca e oficial do Maracanã e a bola inesquecível de dois Campeonatos do Mundo.


Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo,
20 de dezembro de 1973 – texto editado.

Assinale a alternativa correta de acordo com o texto 3.
Alternativas
Q3312297 Português
Palavras têm origens diversas


Sempre há muita curiosidade em torno da origem das palavras ou dos processos pelos quais elas surgem. As ousadas criações de Guimarães Rosa, por exemplo, são apoiadas na vasta erudição do autor e nos legítimos processos de formação de palavras.

Mas, para que passe a integrar o léxico da língua, a palavra deve passar pelo crivo do uso. É este que define o que pertence e o que não pertencerá à língua. Não basta, portanto, inventá-la.

Como a tendência dos falantes é a simplificação – comunicar com o mínimo de esforço e de maneira rápida–, não é difícil compreender por que dizemos “pneu” em vez de “pneumático” ou “cinema” em vez de “cinematógrafo”. (…)

Pode ocorrer que uma marca, de tão popular, se torne um nome comum, o que, do ponto de vista comercial, é sinal da plena aceitação do produto, em geral, pioneiro em determinado segmento. É o caso, entre outros, de “gilete”, a lâmina do aparelho de barbear inventado por Gillette.

São bastante frequentes as situações em que o inventor empresta seu nome a sua criação. Foi o que aconteceu com o conde Zeppelin (1838-1917), cujo nome é associado ao seu invento. Segundo o dicionário “Aurélio”, o zepelim é um “aeróstato dirigível, já em desuso, formado por uma armação de duralumínio em feitio de grande charuto (…)”.


THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
- especial para Folha de S.Paulo - 10/01/2002.
Qual das palavras abaixo, retiradas do texto, também existe em nossa língua, porém sem acento gráfico?
Alternativas
Q3312296 Português
Palavras têm origens diversas


Sempre há muita curiosidade em torno da origem das palavras ou dos processos pelos quais elas surgem. As ousadas criações de Guimarães Rosa, por exemplo, são apoiadas na vasta erudição do autor e nos legítimos processos de formação de palavras.

Mas, para que passe a integrar o léxico da língua, a palavra deve passar pelo crivo do uso. É este que define o que pertence e o que não pertencerá à língua. Não basta, portanto, inventá-la.

Como a tendência dos falantes é a simplificação – comunicar com o mínimo de esforço e de maneira rápida–, não é difícil compreender por que dizemos “pneu” em vez de “pneumático” ou “cinema” em vez de “cinematógrafo”. (…)

Pode ocorrer que uma marca, de tão popular, se torne um nome comum, o que, do ponto de vista comercial, é sinal da plena aceitação do produto, em geral, pioneiro em determinado segmento. É o caso, entre outros, de “gilete”, a lâmina do aparelho de barbear inventado por Gillette.

São bastante frequentes as situações em que o inventor empresta seu nome a sua criação. Foi o que aconteceu com o conde Zeppelin (1838-1917), cujo nome é associado ao seu invento. Segundo o dicionário “Aurélio”, o zepelim é um “aeróstato dirigível, já em desuso, formado por uma armação de duralumínio em feitio de grande charuto (…)”.


THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
- especial para Folha de S.Paulo - 10/01/2002.
Analise a frase abaixo, retirada do texto 2.
“Sempre há muita curiosidade em torno da origem das palavras ou dos processos pelos quais elas surgem.”
Se substituíssemos palavras na frase por palavra, quantas outras palavras também sofreriam obrigatoriamente alteração a fim de manter a concordância?
Alternativas
Q3312295 Português
Palavras têm origens diversas


Sempre há muita curiosidade em torno da origem das palavras ou dos processos pelos quais elas surgem. As ousadas criações de Guimarães Rosa, por exemplo, são apoiadas na vasta erudição do autor e nos legítimos processos de formação de palavras.

Mas, para que passe a integrar o léxico da língua, a palavra deve passar pelo crivo do uso. É este que define o que pertence e o que não pertencerá à língua. Não basta, portanto, inventá-la.

Como a tendência dos falantes é a simplificação – comunicar com o mínimo de esforço e de maneira rápida–, não é difícil compreender por que dizemos “pneu” em vez de “pneumático” ou “cinema” em vez de “cinematógrafo”. (…)

Pode ocorrer que uma marca, de tão popular, se torne um nome comum, o que, do ponto de vista comercial, é sinal da plena aceitação do produto, em geral, pioneiro em determinado segmento. É o caso, entre outros, de “gilete”, a lâmina do aparelho de barbear inventado por Gillette.

São bastante frequentes as situações em que o inventor empresta seu nome a sua criação. Foi o que aconteceu com o conde Zeppelin (1838-1917), cujo nome é associado ao seu invento. Segundo o dicionário “Aurélio”, o zepelim é um “aeróstato dirigível, já em desuso, formado por uma armação de duralumínio em feitio de grande charuto (…)”.


THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
- especial para Folha de S.Paulo - 10/01/2002.
Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 2.

1. O mesmo processo de formação das palavras cinema e de pneu, referenciados no texto, sofreu a palavra você.
2. A palavra gilete, como sinônimo de lâmina de barbear, sofreu processo chamado de metonímia.
3. O processo de redução ou abreviação das palavras pneu e cinema também foi empregado em Belô, Sampa e Floripa, referindo-se às cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Florianópolis.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312294 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Assinale a alternativa na qual a palavra destacada foi empregada corretamente no significado conotativo.
Alternativas
Q3312293 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Identifique abaixo as construções (retiradas do texto 1) que podem ser passadas para a voz passiva como verdadeiras ( V ) e as que não podem como falsas ( F ).

( ) Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose …
( ) … já fiz um levantamento do papel …
( ) O restaurante inteiro parou …

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3312292 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Atente ao trecho retirado do texto 1.
“Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.”
Analise as afirmativas abaixo sobre o trecho em destaque.

1. Se retirássemos o artigo uma diante do substantivo reunião, estariam plasmadas as condições para o acento indicativo de crase.
2. Poderíamos substituir “… e desdenha do executivo…”, por “e o desdenha”, sem infração à gramática.
3. Poderíamos substituir “… que ele odeie o papel…” por “…que ele lhe odeie…”, sem infração à gramática.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312291 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Leia o trecho abaixo extraído do texto 1:

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

Analise as afirmativas abaixo sobre o trecho, do ponto de vista coesivo.

1. A palavra que na primeira ocorrência (sublinhada) retoma o substantivo almoço e é classificada morfologicamente de conjunção integrante.
2. A expressão dessa ferramenta funciona como hiperônimo de celulose ou de papel.
3. A palavra que, na última ocorrência (sublinhada), retoma o substantivo humanidade e é morfologicamente pronome relativo.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312290 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Observe o trecho abaixo extraído do texto 1.
“Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.”
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3312289 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas ao texto 1:

1. O enunciador se vale de recurso dialógico classificado como citação.
2. Na expressão brado retumbante há recurso dialógico conhecido como alusão.
3. No último período do texto, encontramos figura de linguagem conhecida como comparação.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3312288 Português
O papel decadente do papel

“O papel não faz mais parte da minha vida”. A declaração é de Bill Gates, montado numa fortuna de 50 bilhões de dólares e tendo à sua disposição um computador com três monitores que fazem dele o maior agente e consumidor do mundo virtual. Além dos dólares e do computador que montou para uso próprio, ele usa um “tablet PC”, que substitui qualquer caderninho de notas, arquivo e provedor para outros e para si mesmo.

De papel mesmo, acho que só não substituiu ainda o papel higiênico por um papel virtual –mesmo assim, não sei não, os gênios são capazes de tudo. Quando tem uma nova ideia, escreve a anotação numa lousa e depois a embute num programa qualquer para ver no que vai dar.

Quando vai a uma reunião de trabalho, não leva papel nenhum e desdenha do executivo que puxa qualquer coisa parecida com uma agenda. Não quer dizer que ele odeie o papel, apenas não precisa mais dele.

Por obrigação profissional, já fiz um levantamento do papel, desde os papiros das margens do Nilo aos pergaminhos dos povos que usavam a pele das ovelhas para escrever qualquer coisa. Sem esquecer as civilizações mais antigas que usavam blocos de argila (tijolos) ou mesmo a parede das cavernas em que moravam para deixar recados: “Fui ali e volto já”.

Entrevistei há tempos, num almoço, importante empresário do setor de celulose, que, em certo momento, em meio a uma digressão sobre a beleza e a utilidade dessa ferramenta que levou a humanidade ao estágio de civilização que conhecemos, deu uma espécie de brado retumbante: “O papel nunca vai acabar!”.

O restaurante inteiro parou, os garçons pararam de servir, os clientes pararam de mastigar. Vermelho, o empresário repetiu “urbi et orbi”, para a cidade, para o mundo e para o restaurante em particular: “O papel nunca vai acabar!”.

Bill Gates não precisa gritar. Para ele, o papel é tão inútil como uma escarradeira para quem não tem catarro a expelir.


CARLOS HEITOR CONY – Folha de S. Paulo,
quinta-feira, 04 de maio de 2006.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto 1
Alternativas
Respostas
8241: A
8242: D
8243: C
8244: C
8245: B
8246: C
8247: E
8248: A
8249: B
8250: D
8251: A
8252: C
8253: D
8254: E
8255: B
8256: A
8257: B
8258: C
8259: E
8260: D