Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3354178 Pedagogia
Ao professor de Línguas cabe, na educação para a compreensão e para a produção textuais, possibilitar aos estudantes conhecer como a constituição dos textos requer escolhas planejadas de vocabulário, assim como requer escolhas planejadas no momento de estruturar gramaticalmente as frases que compõem os textos, de modo que possam monitorar essas escolhas na construção de sentidos, atendendo a seus projetos de usos das línguas, conhecimentos necessários por conta da sociointeração.
Proposta Curricular de Santa Catarina (2014, p. 132)

Assim, fica claro que, o ensino de Língua Portuguesa, ao longo do percurso formativo do estudante deve desenvolver os conceitos de:
Alternativas
Q3354177 Português
Os vícios de linguagem são desvios das normas padrão da língua que podem comprometer a clareza, a precisão e a eficácia da comunicação. Eles ocorrem tanto na fala quanto na escrita e podem ser classificados em diferentes tipos:
Analise as frases seguintes:
I.Ninguém perguntou-nos nada sobre a aplicação da prova.
II.A professora chegou na sala e aplicou a prova.
III.Quando eu vir você na festa, irei cumprimentá-lo com um abraço.

 Identifique a alternativa que apresenta o tipo de vicio de linguagem, conforme a ordem em que estão apresentadas as frases (I; II e III):
Alternativas
Q3354176 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069 de 1990, prevê em seus artigos a importância da formação técnico-profissional para adolescentes. O ECA estabelece que essa formação deve respeitar os princípios de proteção integral e respeito à condição peculiar de desenvolvimento dos adolescentes. A formação técnico-profissional obedecerá aos seguintes princípios:
I.Garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular.
II.Atividade compatível com o desenvolvimento do adolescente.
III.Horário especial para o exercício das atividades.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3354175 Português
Observe o fragmento a seguir:
"A reunião foi adiada para a próxima semana, todos devem ajustar suas agendas. É importante que todos estejam presentes, pois discutiremos tópicos cruciais para o andamento do projeto. Além disso, precisamos revisar os relatórios financeiros do último trimestre e planejar as metas para os próximos meses. Lembrando que a participação ativa de cada membro da equipe é essencial para tomarmos decisões informadas e alinhadas com nossos objetivos estratégicos."
Acerca da regência do verbo destacado em:"Lembrando que a participação ativa de cada membro da equipe é essencial (...)", é correto afirmar:
Alternativas
Q3354174 Pedagogia
Considere as afirmativas relacionadas ao Projeto Político Pedagógico apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O Projeto Político-Pedagógico (PPP) de uma Unidade de Ensino é o documento que apresenta as ações a serem executadas, evidenciando as características da comunidade atendida, da região onde a escola está construída e o contexto social das famílias.
(__)É um documento dinâmico, resultante de frequentes discussões e direcionamentos ligados às particularidades da educação infantil e seus propósitos. O Projeto Político-Pedagógico (PPP), revela a identidade da Unidade Escolar, logo, a revisitação é necessária para ratificar as características peculiares da realidade escolar.
(__)O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é o instrumento teórico-metodológico que a escola elabora, de forma participativa, com a finalidade de apontar a direção e o caminho que vai percorrer para realizar, da melhor maneira possível, sua função educativa.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3354173 Português
O componente de Língua Portuguesa da BNCC busca atualizar documentos e orientações curriculares anteriores, alinhando-os com pesquisas recentes e mudanças nas práticas de linguagem causadas pelo avanço das tecnologias digitais. Adota-se a perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que veem a linguagem como uma forma de ação interindividual e um processo de interlocução nas práticas sociais de uma sociedade ao longo do tempo.
Essa proposta relaciona os textos aos seus contextos de produção e foca no desenvolvimento de habilidades para o uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em diversas mídias e formas de expressão. Com isso, ela centraliza:
Alternativas
Q3353862 Português
        A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mesmo que a crônica é um gênero menor.

        “Graças a Deus”, – seria o caso de dizer, porque sendo assim ela fica perto de nós. E para muitos pode servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve de perto, mas para a literatura... Por meio dos assuntos da composição aparentemente solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que fala de perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despretensão, humaniza; e, esta humanização lhe permite, como compensação sorrateira, recuperar com a outra mão uma certa profundidade de significado e um certo acabamento de forma, que de repente podem fazer dela uma inesperada embora discreta candidata à perfeição.

(CANDIDO, Antônio. A vida ao rés do chão. Prefácio para o livro Para Gostar de Ler volume 5 – Crônicas. Editora Ática, 1992, 8ª edição. Fragmento.)
Neste texto, o autor reflete sobre a natureza da crônica e sua capacidade de humanizar e conferir profundidade aos assuntos mais triviais, discutindo a função e o valor desse gênero literário. Qual das alternativas a seguir melhor explica a função presente no texto e a principal característica do gênero crônica?
Alternativas
Q3353861 Português

Texto I


Texto II

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

tinha uma pedra 

no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento

na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho

no meio do caminho tinha uma pedra.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. No meio do caminho. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.)

Com base nos textos, assinale a alternativa que corretamente explicita como o conceito de paródia é utilizado no cartum “Vida de Passarinho” em relação ao poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade.
Alternativas
Q3353860 Português
Texto I

        Um conjunto aleatório de palavras e mesmo de frases não constitui um texto. Ou seja, para que algum material linguístico possa ser reconhecido como texto e possa funcionar comunicativamente, são necessários certos critérios de organização desse material. Entre esses critérios, as teorias do texto têm destacado a coesão, que consiste no encadeamento, na articulação, na sequenciação dos diferentes segmentos do texto, sejam eles palavras, orações, períodos, parágrafos ou blocos de parágrafos.

        Por meio de diferentes recursos do léxico e da gramática, nexos, laços, elos vão sendo criados entre todos esses segmentos, de modo a promover – e permitir que seja reconhecida pelo ouvinte/leitor – a necessária continuidade do texto, que, por sua vez, promove a sua unidade semântica e a sua unidade pragmática. Um texto se faz, assim, como resultado de uma cadeia de nexos, em direção à construção de um determinado núcleo: o tema global, o objetivo principal, a função comunicativa predominante, por exemplo.

(ANTUNES, Irandé. Coesão textual. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/coesao-textual. Acesso em: 02/07/2024.)

Texto II

De uma coisa tenho certeza: essa narrativa mexerá com uma coisa delicada: a criação de uma pessoa inteira que na certa está tão viva quanto eu. Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua, andando de leve por causa da esvoaçada magreza.

(LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 18.)
Com base no conceito de coesão textual apresentado no texto I, assinale a alternativa que corretamente explicita o tipo de coesão utilizado no seguinte trecho do texto II: “Cuidai dela porque meu poder é só mostrá-la para que vós a reconheçais na rua...” 
Alternativas
Q3353859 Literatura
Autopsicografia

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

(PESSOA, Fernando. Autopsicografia. In: PESSOA, Fernando. Poesias. Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor. 15. ed. Lisboa: Ática, 1995. p. 235.)
Fernando Pessoa é um dos poetas mais reconhecidos da literatura portuguesa. Sua obra é marcada pela multiplicidade de heterônimos e pela profundidade com que explora a alma humana. Pessoa é conhecido por sua capacidade de criar personagens fictícios com vidas e estilos literários próprios, o que lhe permitiu expressar diferentes visões de mundo. Ele é frequentemente associado ao Modernismo português, um movimento que buscava romper com as tradições e experimentar novas formas de expressão poética. Com base no poema “Autopsicografia” e na contextualização da obra de Fernando Pessoa, é possível inferir que o autor: 
Alternativas
Q3353858 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base no texto de Jorge Luis Borges sobre a importância dos livros e sua relação com a memória e a imaginação, analise os recursos estilísticos nele presentes. A frase “[...] o livro é uma extensão da memória e da imaginação” foi construída por meio de:
Alternativas
Q3353857 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

        Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso, sem dúvida, é o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua vista; o telefone é extensão da voz; depois temos o arado e a espada, extensões de seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.

        Em César e Cleópatra, de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso, e é também outra coisa: a imaginação. Pois o que é nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Essa é a função realizada pelo livro. (…)

        Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

(BORGES, Jorge Luis. O livro. In: BORGES, Jorge Luis. borges, oral & sete noites. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. Fragmento.)
Com base nas considerações de Jorge Luis Borges sobre o livro, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. “No trecho ‘O livro pode estar cheio de erratas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, [...]’, o significado da expressão ‘algo de sagrado, algo de divino’ em relação ao livro é que o livro possui um valor intrínseco e intangível que transcende seus possíveis erros e divergências de opiniões.”
PORQUE
II. “O livro deve ser tratado com respeito supersticioso, sem nunca questionar seu conteúdo.”
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3353856 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Os PCNs sugerem que o ensino de língua portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.” Com base no texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. A crase em “alçado à perspectiva” está corretamente aplicada, indicando a fusão da preposição “a” com o artigo “a”, seguindo a regra de crase antes de palavras femininas.
II. A ocorrência de crase em “alçado à perspectiva” também respeita a regra de regência verbal.
III. Em “Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa [...]” e “[...] que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua”, o conectivo “que” exerce a mesma função sintática.
IV. Em “O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente [...]”, o verbo “primar”, quanto à transitividade, é transitivo indireto.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3353855 Pedagogia
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Na turma do 9º ano, os alunos demonstraram dificuldade em interpretar textos literários e identificar figuras de linguagem. O professor decidiu aplicar uma avaliação que envolvE a leitura de um conto, seguida de questões que exigem a análise dos elementos do texto e a identificação das figuras de linguagem utilizadas pelo autor. Após a aplicação, ele planeja utilizar os resultados para ajustar suas estratégias de ensino, oferecendo atividades complementares e reforços necessários para que todos os alunos alcancem os objetivos de aprendizagem. Com base nos procedimentos de avaliação no ensino de língua portuguesa, qual estratégia de avaliação o professor está utilizando? 
Alternativas
Q3353854 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Na turma do 7º ano, os alunos demonstram dificuldades em compreender e utilizar corretamente os conectivos nas redações. O professor decide implementar um conjunto de atividades que inclui a leitura e análise de textos; atividades práticas de identificação e classificação de conectivos, e exercícios de reescrita e produção textual com foco no uso adequado dos conectivos. No que diz respeito ao procedimento didático-pedagógico, qual estratégia utilizada para melhorar a competência dos alunos no uso de conectivos?
Alternativas
Q3353853 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Em uma turma do 8º ano, os alunos estão com dificuldades em interpretar textos de diferentes gêneros. A professora de Língua Portuguesa decide implementar atividades que envolvam a leitura crítica de notícias, contos e poemas, com debates e produções textuais, que incentivam a reflexão e a argumentação. De acordo com essa situação hipotética e com base nos PCNs, assinale a alternativa que descreve corretamente a competência que a professora está priorizando ao planejar as atividades.
Alternativas
Q3353219 Português
Qual é o plural do substantivo que nomeia a espécie de morcego apresentada na matéria jornalística abaixo?
Morcego-cabeça-de-martelo: conheça animal que tem cabeça de gárgula Imagem associada para resolução da questão Os [...] vivem na África central e ocidental (Crédito: Divulgação/Wikimedia Commons/Sarah H. Olson)
Da redação 08/05/2024 - 15:07
Os animais conhecidos popularmente como [...] devido ao formato não usual das cabeças de machos da espécie, que são alongadas e quadradas – se assemelham a gárgulas da arquitetura gótica. [...]
MORCEGO-CABEÇA-DE-MARTELO: conheça animal que tem cabeça de gárgula. Planeta, 08 de maio de 2024. Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/morcego-cabeca-de-martelo-conheco-animal-quetem-cabeca-de-gargula/. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Alternativas
Q3353218 Português
Identifique a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre o emprego dos pares de pontuação destacados no excerto abaixo.
     “Em uma tarde de domingo na Padaria Shatila na cidade de Dearborn[,]1 no Estado americano de Michigan[,]1 uma fila de clientes se aglomerava em torno das vitrines repletas de baklavas folhadas, pilhas de meshabek (bolos egípcios retorcidos) e macarons dourados à moda libanesa.
    Enquanto os funcionários se apressavam para atender aos pedidos, clientes conversavam animados em uma mistura de árabe e inglês. ["]Lá se vão meus planos de alimentação saudável["]2 , confessou um deles a um amigo.”
HERNANDEZ, Dorothy. Como é a primeira cidade dos EUA com maioria árabe. BBC Brasil, 13 de maio de 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr5d1k70ero. Acesso em: 13 mai. 2024.
Alternativas
Q3353217 Português

Leia a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de São Paulo, 15 de maio de 2024. Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/05/15/niquel-nausea-fernandogonsales.shtml. Acesso em: 15 mai. 2024.


Entende-se, com base nas informações explícitas nessa tirinha, que:

Alternativas
Q3353216 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Considerando-se a concordância verbal e nominal padrão, analise as palavras que se encontram entre parênteses nos parágrafos sexto e sétimo do texto. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta as formas que preenchem adequadamente os espaços inseridos nos parágrafos citados.
Alternativas
Respostas
8001: B
8002: D
8003: C
8004: C
8005: D
8006: A
8007: A
8008: C
8009: D
8010: D
8011: D
8012: B
8013: C
8014: C
8015: D
8016: D
8017: C
8018: B
8019: D
8020: C