Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3147760 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, em relação à separação silábica, à translineação e à acentuação tônica e gráfica de vocábulos empregados no texto 19A1.


Os vocábulos “semântico”, “sintático” e “linguísticas” são acentuados graficamente de acordo com a regra de acentuação gráfica das palavras proparoxítonas.

Alternativas
Q3147756 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


No segundo período do quarto parágrafo, a substituição dos parênteses por travessões prejudicaria a correção gramatical do texto.  

Alternativas
Q3147753 Português
Texto 19A1

        Em uma teoria da compreensão de texto, o primeiro aspecto importante é a noção de língua que se adota. Alguns manuais escolares concebem a língua simplesmente como um código ou um sistema de sinais autônomo, totalmente transparente, sem história, e fora da realidade social dos falantes. Mas a língua é muito mais do que um sistema de estruturas fonológicas, sintáticas e lexicais. A rigor, a língua não é sequer uma estrutura; ela é estruturada simultaneamente em vários planos, seja o fonológico, sintático, semântico e cognitivo no processo de enunciação. A língua é um fenômeno cultural, histórico, social e cognitivo que varia ao longo do tempo e de acordo com os falantes: ela se manifesta no uso e é sensível ao uso.

         Portanto, a língua é uma atividade constitutiva com a qual podemos construir sentidos; é uma forma cognitiva com a qual podemos expressar nossos sentimentos, ideias, ações e representar o mundo; é uma forma de ação pela qual podemos interagir com nossos semelhantes. Em consequência, a língua se manifesta nos processos discursivos, no nível da enunciação, concretizando-se nos usos textuais mais diversos. É importante não confundir a língua com o discurso.

        Nessa perspectiva, a língua é mais do que um simples instrumento de comunicação; mais do que um código ou uma estrutura. Enquanto atividade, ela é indeterminada sob o ponto de vista semântico e sintático. Por isso, as significações e os sentidos textuais e discursivos não podem estar aprisionados no interior dos textos pelas estruturas linguísticas. A língua é opaca, não é totalmente transparente, podendo ser ambígua, polissêmica, de modo que os textos podem ter mais de um sentido, e o equívoco nas atividades discursivas é um fato comum.

         Na realidade, um texto bem-sucedido é aquele que consegue dizer o suficiente para ser bem-entendido, supondo apenas aquilo que é possível esperar como sabido pelo ouvinte ou leitor. É interessante notar que, se o autor ou falante de um texto diz uma parte e supõe outra parte como de responsabilidade do leitor ou ouvinte, então a atividade de produção de sentidos (ou de compreensão de texto) é sempre uma atividade de coautoria. Isto quer dizer que os sentidos são parcialmente produzidos pelo texto e parcialmente completados pelo leitor.

         Ao lado da noção de língua, é necessário ter uma noção de texto. A escola trata o texto como um produto acabado e que funciona como uma cesta natalina, de onde a gente tira coisas. O texto não é um produto nem um simples artefato pronto; ele é um processo. Assim, não sendo um produto acabado, objetivo, como uma espécie de depósito de informações, mas sendo um processo, o texto se acha em permanente elaboração e reelaboração ao longo de sua história e ao longo das diversas recepções pelos diversos leitores. Em suma, texto é uma proposta de sentido e ele se acha aberto a várias alternativas de compreensão.

Luiz Antônio Marcuschi. Exercícios de compreensão ou copiação nos manuais de ensino de língua?
Em Aberto, Brasília, ano 16, n.º 69, jan.-mar./1996 (com adaptações).

No que se refere à pontuação e ortografia no texto 19A1, bem como a aspectos fonológicos de vocábulos nele empregados, julgue o item que se segue.


Identificam-se no vocábulo “lexicais” oito letras e oito fonemas.

Alternativas
Q3147712 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


A aula expositiva e a sala de aula invertida são metodologias tradicionais de ensino de língua portuguesa, e nelas o professor é considerado detentor do conhecimento, e a ênfase do aprendizado está no domínio da norma-padrão.

Alternativas
Q3147711 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Estratégias metacognitivas no ensino de português pressupõem a capacidade do educando de monitorar seus próprios processos cognitivos e incluem, por exemplo, práticas que estimulem a reflexão sobre o processo de aprendizagem.

Alternativas
Q3147710 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Metodologias ativas de aprendizagem em língua portuguesa visam à promoção do protagonismo estudantil, sendo o docente concebido, nessa perspectiva, como mediador no processo de ensino-aprendizagem.

Alternativas
Q3147709 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Práticas de multiletramento estão radicadas na ideia de que há textos compostos por diferentes linguagens, como visuais, sonoras e verbais, e implicam o reconhecimento da diversidade cultural e da existência de múltiplas dimensões de leitura e produção de textos. 

Alternativas
Q3147708 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Uma estratégia capaz de auxiliar o leitor a compreender um texto é a definição de objetivos claros para a leitura, os quais são determinados, em parte, pelas características do gênero do texto a ser lido. 

Alternativas
Q3147707 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


No ensino de leitura, o conhecimento prévio do leitor — tanto linguístico como de mundo — é indispensável à compreensão de um texto.

Alternativas
Q3147706 Pedagogia

Considerando as estratégias didáticas para o ensino de leitura, as metodologias de ensino da língua portuguesa e os conceitos de semiótica, multiletramento e multimodalidade, julgue o item que se segue. 


Entre as estratégias que favorecem o ensino da compreensão de textos, inclui-se o uso de infográfico, gênero multimodal que favorece o desenvolvimento do letramento multissemiótico.

Alternativas
Q3147705 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


No campo de atuação da vida pública, o aluno deve ser levado a reconhecer o texto como lugar de negociação de sentidos, valores e ideologias, a fim de identificar diferentes pontos de vista e silenciar discursos que veiculem concepções conservadoras de linguagem.

Alternativas
Q3147704 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


Nos anos finais do ensino fundamental, as práticas de linguagem devem centrar-se na preparação do educando para o mercado de trabalho, com vistas à sua capacitação para atendimento a demandas corporativas. 

Alternativas
Q3147703 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


Estaria em conformidade com os pressupostos da BNCC um plano de aula sobre conjugação verbal que se iniciasse com o estudo de verbos regulares no português, como apreciar, para somente depois abordar verbos irregulares, como saber.

Alternativas
Q3147702 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


Na BNCC, o estudo da variação linguística e do sistema da língua é considerado uma atividade de natureza teórica e metalinguística, estando desvencilhada, portanto, do aprendizado da norma-padrão.

Alternativas
Q3147701 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


Apesar de ser enfatizada em campo específico, a prática de pesquisa perpassa todos os campos de atuação delimitados na BNCC para o ensino fundamental. 

Alternativas
Q3147700 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


A BNCC recomenda o aumento gradual da demanda cognitiva das atividades de leitura ao longo do ensino fundamental, motivo pelo qual determina que, em turmas de 6.º e 7.º anos, é mais adequado abordar gêneros textuais como memes e gifs — de mais fácil compreensão — que textos legais e normativos — mais complexos e mais adequados a turmas de 8.º e 9.º anos.

Alternativas
Q3147699 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


Haja vista a pluralidade de práticas de linguagem contemporâneas e o surgimento de novas ferramentas de edição e produção de conteúdo na Web, a BNCC preconiza a primazia de letramentos digitais no ensino de língua portuguesa.

Alternativas
Q3147698 Pedagogia

Acerca do disposto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino fundamental para o componente de língua portuguesa, julgue o próximo item.


A necessidade de adequação do estilo de linguagem à situação comunicativa e ao interlocutor durante interações sociais está relacionada a uma das competências específicas de língua portuguesa para o ensino fundamental listadas na BNCC.

Alternativas
Q3147697 Literatura
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber. Rua da padaria. São Paulo: Record, 2013.

A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir. 


Os doze versos do poema sugerem o percurso de um relacionamento até o seu fim.

Alternativas
Q3147696 Literatura
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Bruna Beber. Rua da padaria. São Paulo: Record, 2013.

A respeito de aspectos estilísticos do poema apresentado, julgue o item a seguir. 


No poema, a anáfora marca o ritmo dos versos e assume um sentido diferente em cada ocorrência.

Alternativas
Respostas
6721: C
6722: E
6723: E
6724: E
6725: C
6726: C
6727: C
6728: C
6729: C
6730: C
6731: E
6732: E
6733: C
6734: E
6735: C
6736: E
6737: E
6738: C
6739: C
6740: E