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Q3913994 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

Considerando a análise sintática da oração “Desconfiei das intenções do rapaz”, o tipo de sujeito é classificado como:
Alternativas
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Q3913993 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No trecho “Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem.”, a palavra que classifica-se gramaticalmente como __________, retomando um termo antecedente, enquanto a palavra porventura pertence à classe dos(as) __________, introduzindo uma noção de eventualidade ou hipótese.


Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas? 

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Q3913992 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No texto do autor Gilmar Marcílio, a argumentação avança da crítica a fórmulas prontas de felicidade para uma valorização da atenção e da vigilância subjetiva. Considerando essa progressão temática, assinale a alternativa INCORRETA.  
Alternativas
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Q3913991 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

No texto Happy-condria, o autor desenvolve uma reflexão crítica sobre discursos contemporâneos ligados à felicidade, articulando observação empírica, ironia e referências filosóficas. A partir da leitura global do texto, analise as assertivas a seguir.



I. A noção de “happy-condria” é construída como uma crítica à tentativa de medicalizar ou padronizar estados emocionais que, por natureza, são instáveis e subjetivos.


II. A figura do “especialista em felicidade” funciona como contraponto irônico ao argumento central do texto, revelando a distância entre discurso prescritivo e experiência humana concreta.


III. A citação de Marco Aurélio reforça a defesa de uma felicidade centrada exclusivamente na individualidade, desvinculada de qualquer dimensão coletiva.



Das assertivas, pode-se afirmar que: 

Alternativas
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Q3913990 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Happy-condria



    Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.

    Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.

    Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.

    Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.

    Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.

    Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.



Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 

Das palavras do texto reproduzidas a seguir, qual é acentuada por ser proparoxítona? 
Alternativas
Q3896926 Português
A multiplicidade de gêneros textuais presentes nas esferas sociais contemporâneas, especialmente nas mídias digitais e ambientes institucionalizados, exige do produtor e do leitor competências que ultrapassam a decodificação da linguagem. É necessário compreender os efeitos de sentido produzidos por determinados recursos estilísticos e estruturais, bem como reconhecer como as condições de produção e circulação moldam a forma e a função dos textos. Diante disso, avalia-se corretamente que:
Alternativas
Q3896925 Português

Estudos contemporâneos em Linguística Textual e Análise do Discurso ressaltam que a construção da coerência e da coesão em um texto não se reduz à presença de conectores explícitos ou à mera disposição sintática dos enunciados. A articulação entre os níveis semântico, pragmático e discursivo é condição para que o texto seja interpretável dentro de um contexto sociocognitivo compartilhado.


Considerando essa perspectiva, analise as afirmações a seguir, referentes aos mecanismos de coesão e coerência textual, e assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3896924 Português

Considere as afirmativas abaixo, relativas à estrutura da frase, às classes gramaticais e ao comportamento morfossintático dos vocábulos na oração. Registre V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:



(__)O vocábulo "mesmo", ao ser empregado como pronome enfático, pode retomar um sujeito anteriormente expresso, com valor de reforço anafórico, mantendo-se invariável em gênero e número, independentemente do termo a que se refere.


(__)Em orações com ênfase estilística, a anteposição de complementos verbais ao verbo é possível sem prejuízo sintático, embora exija ajuste prosódico e pontuação, principalmente em registros formais da língua escrita culta.


(__)A palavra "como", quando introduz uma oração adverbial de causa e antepõe-se à oração principal, pode ser classificada como conjunção subordinativa causal, desde que a oração tenha valor explicativo e esteja relacionada a um fato já conhecido pelo interlocutor.



Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q3896923 Português
Diversas análises contemporâneas do discurso midiático têm evidenciado que, mais do que transmitir informações, os textos jornalísticos e opinativos operam com diferentes níveis de intencionalidade, organizando efeitos de sentido por meio de estratégias linguístico-discursivas nem sempre explícitas. Isso se manifesta na seleção lexical, na estrutura argumentativa e, sobretudo, na articulação entre os dados apresentados como fatos e os juízos subentendidos como consensuais. À luz dessas observações, considera-se que: 
Alternativas
Q3896922 Português
A descrição da língua, em seus níveis morfossintático, semântico e normativo, envolve o reconhecimento da organização hierárquica das unidades linguísticas, a identificação dos papéis semânticos e funções sintáticas dos constituintes oracionais, bem como o domínio das regras de concordância, regência e colocação. Tais aspectos revelam a complexidade do funcionamento gramatical da língua, cuja observação atenta é imprescindível tanto para a análise quanto para o uso preciso do idioma. Diante desse quadro, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3896921 Pedagogia

De acordo com a legislação educacional vigente no Brasil − notadamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), a Constituição Federal de 1988 (artigos 205 a 214) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) − analise as afirmativas a seguir:



I.A educação é direito da criança e do adolescente, sendo dever do Estado, da família e da escola promovê-la em condições de igualdade de acesso e permanência, sem distinção de raça, etnia, origem ou condição social.


II.O ensino deve estar vinculado ao mundo do trabalho, à formação integral do educando e ao desenvolvimento de sua autonomia intelectual, cabendo ao sistema educacional assegurar-lhe resultados mensuráveis e padronizados conforme diretrizes federais.


III.A gestão democrática do ensino público está prevista na legislação educacional como um princípio normativo, devendo ser efetivada por meio da participação dos profissionais da educação e da comunidade escolar na elaboração do projeto pedagógico.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3896920 Português
As discussões sobre o ensino da Língua Portuguesa vêm, nas últimas décadas, deslocando-se de uma concepção prescritivista centrada exclusivamente na norma culta para uma abordagem que reconhece a diversidade linguística como um fenômeno legítimo e estruturante das práticas comunicativas. À luz desse cenário, considera-se correta a seguinte afirmação: 
Alternativas
Q3896919 Português
A produção textual, em qualquer esfera de circulação, envolve escolhas linguísticas e estilísticas que não se restringem a uma ornamentação retórica, mas que constroem sentidos, posicionamentos e vínculos comunicativos específicos. Ao articular figuras de linguagem e recursos expressivos a uma função dominante da linguagem, o autor produz efeitos que escapam à literalidade e convocam o leitor à interpretação discursiva. Com base nesse entendimento, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3896918 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao estabelecer competências específicas para o ensino de Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental, orienta o trabalho pedagógico para além da mera aquisição de conteúdos gramaticais ou de técnicas compositivas isoladas. Com base nessa diretriz e à luz dos pressupostos teóricos da Linguística Textual, dos estudos discursivos e da gramática contextualizada, avalie criticamente as proposições a seguir e assinale a alternativa correta quanto à aplicação pedagógica coerente com a BNCC e com os referenciais linguísticos contemporâneos. 
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Q3896917 Português
As dinâmicas de produção textual nas plataformas digitais contemporâneas intensificaram o entrelaçamento entre linguagem e identidade discursiva, deslocando o foco da mera transmissão de informação para o modo como o sujeito se posiciona diante de interlocutores plurais e contextos altamente mutáveis. À luz desse contexto e considerando os pressupostos teóricos sobre linguagem, comunicação e enunciação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3894896 Português
O debate sobre norma culta e variedades linguísticas é central na formação do professor de Língua Portuguesa, exigindo uma postura que supere o mero prescritivismo (o 'certo' vs 'errado'). A Sociolinguística demonstra que a língua é heterogênea e varia de acordo com fatores sociais, regionais, históricos e de estilo (formalidade/informalidade). O papel da escola não é eliminar a variedade linguística do aluno, mas sim apresentar a norma-padrão (ou culta) como uma modalidade específica, associada ao prestígio social e necessária para contextos formais de comunicação, desenvolvendo no aluno a competência de adequação linguística.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:

I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894895 Português
Além das figuras de pensamento (como metáfora e metonímia), a expressividade de um texto literário, especialmente o poético, é frequentemente construída por meio de figuras de som. Esses recursos exploram a sonoridade das palavras para criar ritmo, musicalidade e sugerir sensações. Entre as principais, destacam-se a aliteração (repetição de sons consonantais), a assonância (repetição de sons vocálicos) e a paronomásia (uso de palavras com sons semelhantes, mas significados diferentes, os parônimos). O professor de literatura deve sensibilizar os alunos para a percepção auditiva do texto como elemento de construção de sentido. Diante disso, assinale a alternativa que classifica corretamente a figura de som predominante no verso 'O *r*ato *r*oeu a *r*oupa do *R*ei de *R*oma'.
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Q3894894 Português
A classificação dos textos em tipos textuais (sequências tipológicas) é uma ferramenta metodológica crucial para o ensino da produção e interpretação de textos. Diferente dos gêneros textuais (que são manifestações sociais e históricas, como 'carta', 'e-mail', 'notícia'), as tipologias referem-se aos modos de organização do discurso: narração, descrição, dissertação (argumentação/exposição), injunção e predição. É comum que um gênero textual mobilize diferentes tipos textuais, havendo, contudo, a predominância de um. Um manual de instruções, por exemplo, é predominantemente injuntivo, mas pode conter descrições.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as características das tipologias textuais:

I.A tipologia narrativa caracteriza-se pela presença de uma sequência de ações que ocorrem em determinado tempo e espaço, envolvendo personagens e um narrador que relata os fatos.
II.A tipologia descritiva foca na defesa de um ponto de vista por meio de argumentos lógicos, visando persuadir o leitor a aderir a uma tese central.
III.A tipologia injuntiva (ou instrucional) tem por objetivo orientar ou instruir o interlocutor, utilizando predominantemente verbos no modo imperativo ou no infinitivo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894893 Português
A implementação do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mudanças significativas, especialmente no que tange ao uso do hífen, gerando muitas dúvidas que persistem no ambiente escolar e profissional. O professor de Língua Portuguesa deve dominar essas regras para orientar corretamente os alunos, explicando a lógica por trás das alterações, como a relação entre o final do prefixo e o início da palavra seguinte. As regras gerais envolvem a junção quando as letras são diferentes (exceto 'h') e a separação por hífen quando as letras são iguais, mas há muitas exceções e casos específicos para prefixos como 'sub-', 'co-', 'pós-', 'pré-', entre outros.

Acerca das regras de hifenização vigentes, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Após o prefixo 'sub-', utiliza-se sempre o hífen quando a palavra seguinte iniciar por 'h' ou 'r', como em 'sub-humano' e 'sub-região'.
(__)Os prefixos 'pós-', 'pré-' e 'pró-' (tônicos, acentuados) passaram a se aglutinar com a palavra seguinte, resultando em formas como 'posgraduação' e 'prevestibular'.
(__)O prefixo 'co-' aglutina-se na maioria dos casos, mesmo quando a palavra seguinte começa com 'o' (ex: 'coordenar'), sendo uma exceção à regra de letras iguais.
(__)Utiliza-se o hífen quando o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte começa com 'r' ou 's', devendo essas consoantes ser duplicadas, como em 'antirracista' e 'ultrassom'.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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Q3894892 Português
A intertextualidade é o diálogo entre textos, um fenômeno em que um texto retoma, cita ou se refere a outro texto preexistente, seja de forma explícita ou implícita. Esse recurso é amplamente explorado na literatura, na música, na publicidade e nas artes em geral, exigindo do leitor um repertório cultural para a plena compreensão das referências. Duas das formas mais comuns de intertextualidade são a paráfrase e a paródia. Embora ambas retomem um texto-fonte, elas o fazem com intenções discursivas radicalmente opostas, sendo essencial ao professor de Língua Portuguesa dominar essa distinção para a análise crítica do discurso. Considerando as definições de paráfrase e paródia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
3081: C
3082: A
3083: D
3084: A
3085: D
3086: B
3087: A
3088: C
3089: D
3090: C
3091: D
3092: A
3093: B
3094: D
3095: B
3096: D
3097: A
3098: A
3099: B
3100: C