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Q3981128 Pedagogia
Complete as lacunas com as palavras que caracterizam cada tipo de disciplinaridade:

I. A ___________ envolve a transferência de métodos de uma disciplina para outra, promovendo a integração e cooperação entre diferentes áreas do conhecimento.
II. A ___________ expressa frações do conhecimento e hierarquiza os conteúdos estudados.
III. A ___________ estuda um objeto de uma disciplina pelo ângulo de várias outras ao mesmo tempo, trazendo algo a mais a uma disciplina, mas restringindo-se a ela.
IV. A ___________ refere-se ao conhecimento que vai além da disciplina, situando-se nas diferentes disciplinas e além delas, buscando a unidade do conhecimento.

Assinale a sequência correta de palavras que preenchem as lacunas:
Alternativas
Q3981125 Português
Leia:

Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer
Revista Veja, 12/01/2011

    Um músico me escreve para o Consultório Sentimental contando que pertence a uma grande orquestra, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso e ele me pergunta o que fazer.
     Eu que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque os egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós mesmos e aos outros.
    Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a antiguidade, através dos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista e uma das esculturas mais antigas, datada do século XVII, está no Japão. A máxima implícita na representação é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mal”. Foi adotada por Gandhi, que nunca se separou dos três macacos. Levava sempre consigo o cego, o surdo e o mudo, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.

Todas as proposições feitas acerca da oração destacada do texto são corretas. Isenta-se:
Alternativas
Q3981124 Português
Leia:

Captura_de tela 2026-04-09 065626.png (469×183)

As palavras AONDE, quadrinho 1 e CLARO, no quadrinho 2, são morfologicamente classificadas como:
Alternativas
Q3981123 Português
A arte de ser feliz
Cecília Meireles

    Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.
    Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz.
    Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
    Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.
    Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
    Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: seleciona

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
Alternativas
Q3981120 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno

Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

    Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.
    O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
    É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
    Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
    Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
    A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época…
    Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.
    A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.
    Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.
    Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
O período: “Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos” é introduzido por uma expressão que evidencia a ideia de:
Alternativas
Q3979638 Português

Observe:

Q40.png (352×153)


Em relação à tirinha, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3979637 Português
 Na tira:

Q39.png (365×166)

Em relação ao quadrinho 1, analisando os aspectos morfossintáticos presentes no balão, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3979636 Português
 Leia: 

Q38.png (356×341)

A figura de linguagem predominante na letra da música Tiranizar, de Caetano Veloso é:
Alternativas
Q3979635 Pedagogia
Segundo a Base Nacional Comum Curricular no que diz respeito ao ensino da Língua Portuguesa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3979634 Português
 A alternativa que apresenta todas as palavras corretas em relação à ortografia é:
Alternativas
Q3979633 Literatura
 Leia os trechos sobre a obra Os Lusíadas, de Camões:

TEXTO I:

Q35.png (361×205)

TEXTO II:

    “Os Lusíadas é uma das obras mais importantes da literatura de língua portuguesa. Foi escrita pelo poeta português Luís Vaz de Camões e publicada em 1572.
    Trata-se de um poema épico, que glorifica o povo português. Ele narra a descoberta do caminho marítimo para a Índia pelo navegador português Vasco da Gama.
    A obra foi inspirada nas obras clássicas, Odisseia, de Homero, e Eneida, de Virgílio. Ambas são epopeias que narram as conquistas do povo grego.”

Após a análise dos textos, podemos inferir que a obra de camões apresenta fortes características pertinentes a seguinte escola literária: 
Alternativas
Q3979632 Português

Leia:


Q34.png (368×157)


No excerto acima, os termos que aparecem entre vírgulas no 1º período apresentado, são:

Alternativas
Q3979631 Português
Dentre as alternativas abaixo, apenas uma está correta quanto à regência ou concordância. Assinale-a:
Alternativas
Q3979630 Português

Observe: 


Q32.png (354×148)


A FUNÇÃO de linguagem predominante na imagem é:

Alternativas
Q3979629 Literatura
Analise o excerto abaixo, retirado da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis:

“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”

Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3979628 Português

Observe a imagem: 


Q30.png (312×189)


É perceptível na imagem a seguinte figura de linguagem:

Alternativas
Q3979627 Português

Observe: 


Q29.png (361×184)


Em todas as alternativas apresenta-se a análise correta das orações da tira. Isenta-se:

Alternativas
Q3979626 Português

Observe atentamente a frase principal do panfleto abaixo:


Q28.png (356×273)


É correto afirmar quanto a ela que:

Alternativas
Q3979625 Português
 Leia:

Q27.png (364×176)

Em relação a VOZ VERBAL presente no quadrinho 3, afirma-se que ela é: 
Alternativas
Q3979624 Português
Texto para a questão:


A generosidade das elites ou a gratidão dos humildes.


    Um homem de ombreiras bordada a ouro foi condenado a 100 chibatadas em público, por não pagar imposto de renda. No dia anterior à sentença encheu uma bolsa com 10.000 piastras e, encontrando na rua um miserável, pediu que, em troca das 10.000 piastras, o miserável recebesse as chibatadas em seu lugar, como a lei permitia.

    O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, estava lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas. Mas, logo nas primeiras 10, começou a chorar - viu que não resistia - e, em altos e lancinantes brados, pediu clemência a Alá. Alá surgiu como um auxiliar do chibatador, que disse ao ouvido do chibatado; "Me dás todo o dinheiro que tens e o chibatador apenas fingirá as outras 90 chibatadas". Mas que gritasse ainda mais para que o povo em volta não percebesse a barganha.

    O miserável concordou, a chibatação e os gritos continuaram até se completarem as 100 chibatadas e o povo saiu contente, porque agora, como todos tinham visto, também os poderosos eram castigados, embora por interpostas pessoas. No dia seguinte o miserável estava outra vez na sua esquina quando viu passar o potentado cujo lugar tinha tomado. Num ímpeto se atirou em frente ao homem e, ajoelhado, murmurou com os olhos em lágrimas: "Agradecido, mil vezes agradecido, meu louvado senhor; que o céu o faça cada dia mais poderoso. Se o senhor não tivesse me financiado com tanta generosidade, eu agora estaria morto com aquelas 100 chibatadas."


Millôr Fernandes
Na frase:

“O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, ESTAVA lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas.”

Em relação ao verbo destacado, ele é corretamente classificado como:
Alternativas
Respostas
2961: A
2962: B
2963: C
2964: B
2965: C
2966: A
2967: A
2968: C
2969: A
2970: A
2971: B
2972: A
2973: A
2974: C
2975: A
2976: B
2977: B
2978: D
2979: B
2980: A