Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3981116 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno

Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

    Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.
    O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.
    É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.
    Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.
    Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.
    A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época…
    Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.
    A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.
    Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.
    Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A ideia principal do texto "O que a memória ama, fica eterno" está sintetizada em:
Alternativas
Q3979638 Português

Observe:

Q40.png (352×153)


Em relação à tirinha, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3979637 Português
 Na tira:

Q39.png (365×166)

Em relação ao quadrinho 1, analisando os aspectos morfossintáticos presentes no balão, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3979636 Português
 Leia: 

Q38.png (356×341)

A figura de linguagem predominante na letra da música Tiranizar, de Caetano Veloso é:
Alternativas
Q3979635 Pedagogia
Segundo a Base Nacional Comum Curricular no que diz respeito ao ensino da Língua Portuguesa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3979634 Português
 A alternativa que apresenta todas as palavras corretas em relação à ortografia é:
Alternativas
Q3979633 Literatura
 Leia os trechos sobre a obra Os Lusíadas, de Camões:

TEXTO I:

Q35.png (361×205)

TEXTO II:

    “Os Lusíadas é uma das obras mais importantes da literatura de língua portuguesa. Foi escrita pelo poeta português Luís Vaz de Camões e publicada em 1572.
    Trata-se de um poema épico, que glorifica o povo português. Ele narra a descoberta do caminho marítimo para a Índia pelo navegador português Vasco da Gama.
    A obra foi inspirada nas obras clássicas, Odisseia, de Homero, e Eneida, de Virgílio. Ambas são epopeias que narram as conquistas do povo grego.”

Após a análise dos textos, podemos inferir que a obra de camões apresenta fortes características pertinentes a seguinte escola literária: 
Alternativas
Q3979632 Português

Leia:


Q34.png (368×157)


No excerto acima, os termos que aparecem entre vírgulas no 1º período apresentado, são:

Alternativas
Q3979631 Português
Dentre as alternativas abaixo, apenas uma está correta quanto à regência ou concordância. Assinale-a:
Alternativas
Q3979630 Português

Observe: 


Q32.png (354×148)


A FUNÇÃO de linguagem predominante na imagem é:

Alternativas
Q3979629 Literatura
Analise o excerto abaixo, retirado da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis:

“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. E foi assim que cheguei à cláusula dos meus dias; foi assim que me encaminhei para o undiscovered country de Hamlet, sem as ânsias nem as dúvidas do moço príncipe, mas pausado e trôpego, como quem se retira tarde do espetáculo. Tarde e aborrecido. Viram-me ir umas nove ou dez pessoas, entre elas três senhoras, minha irmã Sabina, casada com o Cotrim, — a filha, um líriodo-vale, — e…tenham paciência! daqui a pouco lhes direi quem era a terceira senhora. Contentem-se de saber que essa anônima, ainda que não parenta, padeceu mais do que as parentas. É verdade, padeceu mais. Não digo que se carpisse, não digo que se deixasse rolar pelo chão, convulsa. Nem o meu óbito era coisa altamente dramática… um solteirão que expira aos sessenta e quatro anos, não parece que reúna em si todos os elementos de uma tragédia. E dado que sim, o que menos convinha a essa anônima era aparentá-lo. De pé, à cabeceira da cama, com os olhos estúpidos, a boca entreaberta, a triste senhora mal podia crer na minha extinção.”

Em relação à escola literária a qual pertence o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3979628 Português

Observe a imagem: 


Q30.png (312×189)


É perceptível na imagem a seguinte figura de linguagem:

Alternativas
Q3979627 Português

Observe: 


Q29.png (361×184)


Em todas as alternativas apresenta-se a análise correta das orações da tira. Isenta-se:

Alternativas
Q3979626 Português

Observe atentamente a frase principal do panfleto abaixo:


Q28.png (356×273)


É correto afirmar quanto a ela que:

Alternativas
Q3979625 Português
 Leia:

Q27.png (364×176)

Em relação a VOZ VERBAL presente no quadrinho 3, afirma-se que ela é: 
Alternativas
Q3979624 Português
Texto para a questão:


A generosidade das elites ou a gratidão dos humildes.


    Um homem de ombreiras bordada a ouro foi condenado a 100 chibatadas em público, por não pagar imposto de renda. No dia anterior à sentença encheu uma bolsa com 10.000 piastras e, encontrando na rua um miserável, pediu que, em troca das 10.000 piastras, o miserável recebesse as chibatadas em seu lugar, como a lei permitia.

    O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, estava lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas. Mas, logo nas primeiras 10, começou a chorar - viu que não resistia - e, em altos e lancinantes brados, pediu clemência a Alá. Alá surgiu como um auxiliar do chibatador, que disse ao ouvido do chibatado; "Me dás todo o dinheiro que tens e o chibatador apenas fingirá as outras 90 chibatadas". Mas que gritasse ainda mais para que o povo em volta não percebesse a barganha.

    O miserável concordou, a chibatação e os gritos continuaram até se completarem as 100 chibatadas e o povo saiu contente, porque agora, como todos tinham visto, também os poderosos eram castigados, embora por interpostas pessoas. No dia seguinte o miserável estava outra vez na sua esquina quando viu passar o potentado cujo lugar tinha tomado. Num ímpeto se atirou em frente ao homem e, ajoelhado, murmurou com os olhos em lágrimas: "Agradecido, mil vezes agradecido, meu louvado senhor; que o céu o faça cada dia mais poderoso. Se o senhor não tivesse me financiado com tanta generosidade, eu agora estaria morto com aquelas 100 chibatadas."


Millôr Fernandes
Na frase:

“O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, ESTAVA lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas.”

Em relação ao verbo destacado, ele é corretamente classificado como:
Alternativas
Q3979623 Português
Texto para a questão:


A generosidade das elites ou a gratidão dos humildes.


    Um homem de ombreiras bordada a ouro foi condenado a 100 chibatadas em público, por não pagar imposto de renda. No dia anterior à sentença encheu uma bolsa com 10.000 piastras e, encontrando na rua um miserável, pediu que, em troca das 10.000 piastras, o miserável recebesse as chibatadas em seu lugar, como a lei permitia.

    O pobre-diabo achou extremamente boa a proposta (10.000 piastras!) e, no dia seguinte, estava lá, de cócoras, no centro da maior praça da cidade, para receber as chibatadas. Mas, logo nas primeiras 10, começou a chorar - viu que não resistia - e, em altos e lancinantes brados, pediu clemência a Alá. Alá surgiu como um auxiliar do chibatador, que disse ao ouvido do chibatado; "Me dás todo o dinheiro que tens e o chibatador apenas fingirá as outras 90 chibatadas". Mas que gritasse ainda mais para que o povo em volta não percebesse a barganha.

    O miserável concordou, a chibatação e os gritos continuaram até se completarem as 100 chibatadas e o povo saiu contente, porque agora, como todos tinham visto, também os poderosos eram castigados, embora por interpostas pessoas. No dia seguinte o miserável estava outra vez na sua esquina quando viu passar o potentado cujo lugar tinha tomado. Num ímpeto se atirou em frente ao homem e, ajoelhado, murmurou com os olhos em lágrimas: "Agradecido, mil vezes agradecido, meu louvado senhor; que o céu o faça cada dia mais poderoso. Se o senhor não tivesse me financiado com tanta generosidade, eu agora estaria morto com aquelas 100 chibatadas."


Millôr Fernandes
Em relação à tipologia textual, o texto é:
Alternativas
Q3979622 Português
Leia:

Q24.png (356×140)

Em relação à morfossintaxe dos termos: “NUMA ILHA DESERTA” - quadrinho 1, “O” - quadrinho 2, “OS MÓVEIS DE LUGAR” - quadrinho 3. A alternativa que classifica os termos, respectivamente, de forma correta é: 
Alternativas
Q3979621 Português
Leia o texto para responder à questão.


Q21_23.png (357×445)
Em relação à frase:

Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor [...]

A oração em destaque é:
Alternativas
Q3979620 Português
Leia o texto para responder à questão.


Q21_23.png (357×445)
Nos versos:

“O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas”

A palavra QUE é corretamente classificada como:
Alternativas
Respostas
2341: C
2342: A
2343: A
2344: C
2345: A
2346: A
2347: B
2348: A
2349: A
2350: C
2351: A
2352: B
2353: B
2354: D
2355: B
2356: A
2357: D
2358: D
2359: C
2360: B