Questões de Concurso Para professor - inglês

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Q3622978 Direito Digital
Sobre os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), analise as alternativas e assinale a CORRETA:
Alternativas
Q3622977 Sistemas Operacionais
A empresa deseja implantar um sistema corporativo crítico que exige alto desempenho e confiabilidade. Durante a análise, o responsável pelo TI destacou a necessidade de que múltiplos processos fossem executados simultaneamente, com gerenciamento eficiente de memória e acesso coordenado a dispositivos de entrada/saída, garantindo que nenhuma aplicação monopolize recursos e que falhas de um programa não comprometam o sistema inteiro.

Nesse contexto, assinale CORRETAMENTE acerca dos componentes ou mecanismos do computador que é fundamental para atender a esses requisitos:
Alternativas
Q3622975 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica



No 4º parágrafo do texto, Fernando Sabino descreve uma cena cotidiana: um casal de pais com sua filha pequena no botequim, aguardando o pedaço de bolo, acendendo velas e cantando “Parabéns pra você”.

Observe o trecho:

“[...] contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.”

Considerando a perspectiva de Bakhtin (1992) sobre a linguagem literária como interação entre enunciador e receptor, a função comunicativa desse trecho é:
Alternativas
Q3622974 Literatura

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica



Considerando o texto de Fernando Sabino, é CORRETO afirmar que o registro predominante apresenta:
Alternativas
Q3622973 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica



No 1º parágrafo do texto, observe o trecho:

“Na realidade estou adiando o momento de escrever, porque a perspectiva me assusta.”

Nesse período, a oração destacada exerce a função de:
Alternativas
Q3622971 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II



Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/

Analise o termo “palavrão”, presente na frase “Não se fala palavrão na mesa!”. A formação dessa palavra é um exemplo de:
Alternativas
Q3622970 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II



Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/

Na frase: “Também não se fala mentira na mesa”, o termo destacado exerce a função de:
Alternativas
Q3622969 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II



Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/

Na oração “Não se fala palavrão na mesa!”, o verbo destacado está em qual tempo e modo verbal:
Alternativas
Q3622965 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores

Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.

Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.

O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.

Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.

A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.  

O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação.

A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.

Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.

O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.

A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP-1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.

A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.

Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.

Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.

O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o.
No trecho:

“A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral...” (1º parágrafo), o acento grave indica:
Alternativas
Q3622964 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores

Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.

Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.

O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.

Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.

A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.  

O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação.

A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.

Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.

O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.

A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP-1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.

A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.

Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.

Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.

O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o.

Na passagem (adaptada):



"O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese (de prorrogação da patente)." (3º parágrafo), o parêntese cumpre a função de:

 

Alternativas
Q3622963 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores

Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.

Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.

O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.

Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.

A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.  

O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação.

A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.

Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.

O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.

A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP-1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.

A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.

Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.

Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.

O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o.

Observe os trechos a seguir:



I. “A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública.” (6º parágrafo).



II. “Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.” (6º parágrafo).



As expressões em destaque estabelecem relação semântica de:




 

Alternativas
Q3617953 Inglês

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

Professor Daniel is teaching his students how to make inferences and draw conclusions from reading texts in English. Using the Andorra article, he guides students to understand implied information that is not explicitly stated. The lesson focuses on developing critical reading skills that enable students to read between the lines and make logical deductions based on textual evidence.

Mark the correct alternative:
Alternativas
Q3617952 Inglês

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

English teacher Miguel is focusing on grammatical structures found in the Andorra text, particularly prepositions and conjunctions that connect ideas and show relationships between concepts. Students practice identifying these grammatical elements and understanding their functions in creating coherent and cohesive travel writing. The lesson emphasizes how proper use of connectors enhances text comprehension and production.
Which statements are correct?

I."High up in the Pyrenees mountains" demonstrates the use of prepositions to indicate location and position.
II."But that hasn't stopped..." uses a coordinating conjunction to introduce contrasting information.
III."Due to the fact that" functions as a subordinating conjunction expressing cause and effect relationships.
IV."As Andorra has one of the lowest VATs" introduces a reason using a subordinating conjunction.
Alternativas
Q3617951 Pedagogia

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Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

English teacher Sandra is developing her annual curriculum plan based on BNCC guidelines for English language teaching. She needs to demonstrate how her reading activities will contribute to students' integral development and intercultural competence. During a pedagogical meeting, teachers discuss the importance of using authentic texts that promote global citizenship and critical thinking through English language learning.
Which statements are correct?

I.BNCC emphasizes the development of intercultural competence through exposure to diverse English-speaking contexts and global topics.
II.English teaching should focus exclusively on grammar rules and vocabulary memorization according to BNCC principles.
III.Critical literacy is promoted when students analyze texts about different cultures and places, like the Andorra article.
IV.BNCC encourages the use of English as a tool for social participation and access to global information.
Alternativas
Q3617950 Inglês

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Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

Teacher Sofia is implementing integrated skills approaches that connect reading and writing activities in her English classes. She uses the Andorra travel article as a model for students to understand travel writing conventions and then create their own travel descriptions. The methodology emphasizes the connection between reading comprehension and written production skills.

Choose the incorrect alternative: 
Alternativas
Q3617949 Inglês

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Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

Professor Ana is teaching her students about text genres and their specific characteristics. She uses the Andorra travel article to demonstrate how travel writing has particular features that distinguish it from other text types. During the lesson, students analyze the structure, language, and purpose of travel articles compared to other informational texts they have studied previously.

Choose the incorrect alternative:
Alternativas
Q3617948 Inglês

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

Professor John is teaching his advanced English class about verb tenses and their usage in travel writing. He uses the Andorra text to demonstrate how different tenses create meaning and context. Students are analyzing specific sentences to understand how tense choices affect the reader's perception of information. The lesson focuses on identifying present perfect, simple present, and modal verbs within authentic text samples.

Choose the incorrect alternative: 
Alternativas
Q3617947 Inglês

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Inside the charming city named 'Europe's highest capital' - with no trains or airports


Most of Europe's capital cities are full of tourists wanting to come and see the beautiful scenery and architecture.


But only one can say it's the highest in the continent.


High up in the Pyrenees mountains, 1,023m (3,356ft) above sea level, is Andorra la Vella, in Andorra.


The capital city - also one of the smallest in Europe - spans just five square miles, making London more than 120 times bigger than it.


And it's very hard to get to - due to the fact that no airport or train station can be found throughout the entire country of Andorra.


But that hasn't stopped 8 to 10 million people visiting the tiny place every year.


The best way of getting to Andorra is by flying to Barcelona, Girona or Lleida, in Spain, or Toulouse, France, and driving from any of them.


And while there, you can take advantage of Avinguda Meritxell, the Shopping Mile, filled with huge department stores and duty-free shopping, as Andorra has one of the lowest VATs in Europe.


One person on Tripadvisor described: 'It is a giant duty free shopping haven.


'Selling cigarettes, alcoholic drinks, perfumes and, more cigarettes, alcoholic drinks, perfumes, and even more clothes, shoes and the likes.


'Very good for local economy, very boring.'


Another draw for tourists to Andorra is the Caldea spa, the largest thermal spa in southern Europe - designed in 1987, using the hot springs that naturally flow in the region.


Here, you'll find indoor saunas, hammams and various types of baths, as well as an outdoor lagoon, surrounded by awe-inspiring mountain views.


The basic package for three hours access starts from ?30.50.


One person on Tripadvisor said: 'Fantastic spa with hydro massage pools and overlapping pools with futuristic design.'


Another visitor, who booked the basic entry, added: 'Very clean, very nicely designed and enjoyable. Absolutely worth it, 3 hours is more than enough.'


For the historians, Andorra's Old Town has a pre-Roman church, called Sant Esteve, dating back to the 9th century.


And Andorra La Vella is also an excellent place to stay if you want to head into the Pyrenees mountains.


When it comes to the weather, don't expect too much sun in Andorra.


In the mountains, the highs are as little as 8C in January and February, with the country having an average annual snowfall of 228cm.


Meanwhile, temperatures peak at 24C in July and August.



https://www.dailymail.co.uk/travel/article-15003409/Inside-charming-city -named-Europes-highest-capital-no-trains-airports.html (Adapted) 

Teacher Maria is preparing a reading comprehension lesson for her 8th-grade students using the text about Andorra la Vella. She wants to help students understand the main topic and supporting details effectively. During the planning session, she discusses with her coordinator about strategies to develop students' analytical skills when working with informational texts about travel destinations and geographical features.

Mark the correct alternative:
Alternativas
Respostas
5621: A
5622: C
5623: D
5624: B
5625: C
5626: C
5627: D
5628: B
5629: B
5630: A
5631: C
5632: A
5633: C
5634: C
5635: A
5636: C
5637: C
5638: D
5639: D
5640: B