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Q3205386 Português
Leia o texto para responder à questão.


Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Em qual dos trechos a seguir, extraídos do texto, é possível identificar o emprego de uma linguagem mais informal?
Alternativas
Q3205385 Português
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Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Qual é a classificação sintática da oração sublinhada no início do texto?
Alternativas
Q3205384 Português
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Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Ao fim do texto, foi inserida uma lacuna, que deve ser preenchida por uma das expressões a seguir. Assinale a alternativa que preenche corretamente tal lacuna
Alternativas
Q3205383 Português
Leia o texto para responder à questão.


Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Tendo como base a frase que encerra o texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O narrador escreve bem.
II. A esposa do narrador não sabia ler.
III. Carlos Drummond de Andrade escrevia bem.

É(São) conteúdo(s) pressuposto(s) da derradeira frase
Alternativas
Q3205382 Português
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Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Para o narrador, o ciúme
Alternativas
Q3205381 Português
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Esse poema é para quem?


As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades


Publicado em 17 de novembro de 2023 | Por Fabrício Carpinejar


O ciúme é falar sem pensar. É falhar sem pensar.


    Se você tivesse se reservado o direito de meditar por alguns minutos, chegaria à conclusão de que não há nada de comprometedor no comportamento do outro

    As aparências enganam. Sempre existe a nudez da verdade por baixo das casualidades.

    Eu diria até que o ciúme é mais preventivo do que real. Você o usa para sondar, para avisar, para advertir, nem tem aquela pretensão toda de desmascarar alguém.

    Eu sinto ciúme, minha esposa sente ciúme. Tentamos controlar o nosso radar para não culminar na chatice da possessividade e na arbitrariedade do controle. 

    Já protagonizei cenas em que falei algo e me arrependi de ter duvidado de Beatriz. Foi bobagem da minha parte sob o pretexto de preocupação e receio quanto à segurança. Antes — hoje confesso com vergonha — achava um perigo ela ir sozinha a uma roda de samba. Como se ela não pudesse se defender. Como se ela fosse minha filha menor de idade. Só faltava recomendar não beber.

    O melhor ciúme é o que se mostra mesmo infundado, o que deixa o ciumento com cara de detetive fracassado e renova a lealdade entre o casal.

    Minha esposa encontrou uma folha com a minha letra em cima da mesa.

Estava escrito:

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

    A ausência é um estar em mim.

    E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”.

    E logo veio me questionar, brandindo a folha, sobre para quem eu tinha feito aquele poema lindo.

Já chegou chutando a porta:

    — Espero que não tenha sido para nenhuma ex!

    Ela pensava que eu estava tendo uma recaída. Não tinha cabimento. Escorpianos não têm recaídas. São vingativos, ora bolas. Quando esquecem uma pessoa, enterram-na para sempre.

    Fiz cara de culpado para criar suspense — não sou bobo de perder essa chance de ter razão, são momentos raros no meu relacionamento — e respondi:

    — Foi um sentimento sincero. Não podemos censurar. Trata-se de uma saudade violenta.

Ela se mostrava contrariada:

— Tá confessando, então…

Antes que apanhasse sem concluir a história, larguei uma charada:

    — Mas acho que será difícil descobrir de quem o poema fala.

Ela ficou intrigada:

— __________?

Eu esclareci:

    — Pois a pessoa que escreveu está morta. É um poema de Carlos Drummond de Andrade.

    — Da próxima vez que sentir ciúme, saiba com quem está casada. Eu não escrevo tão bem.


CARPINEJAR, Fabrício. Esse poema é para quem? O Tempo, 17 de novembro de 2023. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/essepoema-e-para-quem-1.3275457. Acesso em: 10 jan. 2024. Adaptado.
Analisando-se o conteúdo e a forma do texto apresentado, pode-se afirmar que ele é um exemplar do gênero textual
Alternativas
Q3195813 Geografia
Considerando o papel geopolítico e econômico do BRICS no cenário internacional contemporâneo, assinale a alternativa correta a respeito das implicações da expansão do bloco e suas estratégias de governança global.
Alternativas
Q3195812 Geografia
A União Europeia (UE) e o Espaço Schengen são dois conceitos frequentemente confundidos, mas eles representam entidades distintas, com objetivos, estruturas e funções diferentes. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um país que é membro da União Europeia, entretanto não faz parte do Espaço Schengen:
Alternativas
Q3195811 Geografia
O fenômeno do fluxo e movimentação populacional tem importância fundamental para entendermos a estruturação do tecido social de um Estado. Sobre as migrações forçadas no mundo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3195810 Geografia
Em reposta aos desafios do crescimento populacional, bem como da otimização da produção agrária foram idealizados os chamados alimentos transgênicos, ou geneticamente modificados (OGMs), por meio de técnicas de engenharia genética. Sobre esse tema assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3195809 Geografia
Tendo em vista que as teorias populacionais de maior proeminência tratam das relações entre crescimento populacional, recursos naturais e o desenvolvimento social. Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3195808 Geografia
Os modos e sistemas de produção agrícola refletem as diversas formas pelas quais as sociedades organizam a produção de alimentos e outros produtos agrícolas, considerando fatores como tecnologia, organização social, objetivos econômicos e condições ambientais. Neste contexto assinale a alternativa correta quanto ao sistema de plantation.
Alternativas
Q3195807 Geografia
Os movimentos sociais no espaço agrário brasileiro emergem como respostas às profundas desigualdades na distribuição de terras e às condições socioeconômicas adversas enfrentadas pelas populações rurais. Dentre as diversas formas de mobilizações sociais, pretéritas e atuais, podemos citar as seguintes, exceto:
Alternativas
Q3195806 Geografia
De acordo com Sene e Moreira, as bacias hidrográficas são unidades territoriais delimitadas por divisores topográficos. Qual é a principal função dessas bacias no contexto da gestão dos recursos hídricos?
Alternativas
Q3195805 Geografia
Os aquíferos são reservatórios naturais de água subterrânea armazenados em camadas geológicas permeáveis. Entre as alternativas a seguir qual representa o maior aquífero, em relação a capacidade de armazenamento, do mundo na atualidade?
Alternativas
Q3195804 Geografia
A partir do entendimento de que o processo de formação do relevo brasileiro está intimamente ligado à estrutura geológica do território, analise e escolha a opção correta sobre esse tema:
Com base na classificação das estruturas geológicas do território brasileiro, analise as alternativas abaixo e assinale a correta:
Alternativas
Q3195803 Geografia
Ainda em se tratando dos conceitos e temas da Geografia assinale a alternativa correta quanto ao conceito de território:
Alternativas
Q3195802 Geografia
O conceito de espaço geográfico ocupa uma posição central na Geografia como ciência e disciplina escolar, sendo amplamente discutido por autores de referência na área. Sobre este tema assinale a opção correta: 
Alternativas
Q3195801 Geografia
Com base nos conceitos sobre a projeção de Mercator, analise as alternativas abaixo e assinale a correta:
Alternativas
Q3195800 Geografia
Entendendo que o mapa não deve ser encarado apenas como um instrumento de representação gráfica, mas como um recurso pedagógico que contribui para a compreensão do espaço geográfico de maneira crítica e contextualizada, marque a alternativa correta quanto o uso dessa ferramenta no processo de aprendizagem:

I. Os mapas são representações neutras do espaço geográfico, sendo utilizados principalmente para descrever e localizar fenômenos naturais e sociais.

II. A leitura crítica de mapas exige que o aluno compreenda os critérios de construção cartográfica, como a escolha da projeção e a simbologia utilizada, reconhecendo suas implicações políticas e culturais.

III.A produção de mapas pelos alunos é uma prática que favorece o desenvolvimento de habilidades analíticas, a compreensão de conceitos cartográficos e a construção de uma visão crítica sobre o espaço geográfico.

IV. A utilização de tecnologias cartográficas, como sistemas de georreferenciamento e aplicativos digitais, é desaconselhada no contexto escolar, pois pode dificultar o aprendizado dos conceitos básicos de cartografia.
Alternativas
Respostas
6021: D
6022: D
6023: C
6024: E
6025: C
6026: E
6027: D
6028: D
6029: B
6030: D
6031: D
6032: B
6033: D
6034: C
6035: A
6036: B
6037: C
6038: C
6039: A
6040: D