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Q3652223 Português
Leia o texto e resposta à questão.


“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Do segmento que narra a punição (“A punição vem pública e certeira…”), interpreta-se que o texto
Alternativas
Q3652222 Português
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“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
No trecho “falta mais difícil de apagar do que um erro de conta”, qual pressuposto ativa-se para que a comparação funcione?
Alternativas
Q3652221 Português
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“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Considerando a situação comunicativa, identifica-se que o texto é enunciado por um
Alternativas
Q3652220 Português
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“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Quanto ao tipo e gênero, a melhor classificação para o texto apresentado está na opção:
Alternativas
Q3652219 Português
Leia o texto e resposta à questão.


“Conto de escola”: a lição que não estava no quadro


    Na manhã de uma segunda-feira de 1840, um menino indeciso caminha pelas ruas do Rio de Janeiro com a cabeça dividida entre a liberdade do campo e a obrigação da aula. Ele se chama Pilar e, embora costume acabar as lições mais depressa que os colegas, carrega ainda no corpo a lembrança das surras que o pai dá quando ele mata aula. A escola, num sobrado de grade de pau, parece menor do que a cidade que o cerca; ainda assim, é ali que Pilar vai descobrir que existem faltas mais difíceis de apagar do que um erro de conta.

    Ao subir a escada, Pilar encontra o filho do professor, Raimundo, um menino pálido e aplicado, que entende as coisas devagar e teme o pai severo. Raimundo se aproxima, hesitante, como quem pede segredo antes de pedir favor. Entre olhares furtivos e silêncios, ele oferece uma moedinha de prata para que Pilar lhe sopre a lição de aritmética. Pilar hesita: a mão aceita o brilho, mas o estômago embrulha. A tentação parece pequena e privada; afinal, é só uma ajuda rápida, um empurrão nos números que tanto custam a Raimundo. Ninguém notará, pensa.

    Na sala, as carteiras rangem, a palmatória adormece sobre a mesa, e o professor, grave, distribui tarefas como se fossem sentenças. Entre os meninos, um se destaca: Curvelo, atento como quem fareja vantagem. É ele quem percebe os sussurros entre Pilar e Raimundo, é ele quem mede o valor do silêncio e da palavra, e é dele que sai a delação que rompe a frágil barraca de feira em que a pequena corrupção tentava se esconder. De súbito, tudo para: o mestre fixa os olhos pontudos em Pilar e no próprio filho, pedindo explicações que as bocas não sabem dar.

    A punição vem pública e certeira. Não é apenas a dor física que arde, mas a vergonha que se espalha pela sala como tinta derramada. A palmatória, instrumento pedagógico daquela época, marca não só as mãos: grava, sobretudo, a memória de que atos discretos podem ter consequências amplas. Pilar, castigado ao lado de Raimundo, percebe que o pequeno “acordo” tinha um preço que o brilho da moeda não mostrava. Entre o castigo do corpo e o silêncio pesado do professor, descobre-se algo sobre lealdade, medo e responsabilidade — lições que não estavam no quadro-negro.

    Anos depois, ao narrar o episódio, Pilar já entende o que naquela manhã escapava: a escola é também uma arena de escolhas morais, onde convivem o impulso de ajudar, a procura de atalhos e a sombra da delação. O saldo da história não é tanto a matemática que faltou, mas a ética que, a duras penas, se aprendeu. E essa lição, que começou com uma moeda miúda, termina maior do que o sobrado da Rua do Costa, porque segue valendo fora da sala, onde os olhos alheios muitas vezes pesam menos do que a própria consciência.


Fonte: Machado de Assis, “Conto de escola”, em Várias histórias (1896) Adaptado.
Qual a afirmação que sintetiza a ideia central construída pelo narrador?
Alternativas
Q3645587 Pedagogia
Refletindo sobre a utilização da atividade ou do trabalho de campo e seu significado, no processo de ensino e aprendizagem da Geografia na educação básica, analise as seguintes proposições.

I- A atividade do campo em Geografia, propicia para o aluno, a prática do estudo do meio, oferecendo a oportunidade para a apreensão de um mundo abstrato, que foi construído socialmente.
II- A Geografia utiliza o trabalho de campo como um recurso que permite a exploração dos fenômenos in loco, contribuindo assim para o aprimoramento das competências relacionadas ao saber geográfico.
III- O trabalho de campo voltado para o ensino básico deve priorizar o espaço geográfico global, locus da vida do estudante, em função de suas repercussões no espaço local.
IV- A atividade de campo possibilita trabalhar com o espaço conhecido do aluno, permite que as suas experiências sejam incorporadas ao processo de ensino e aprendizagem no saber geográfico.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645586 Geografia
“A vida na fazenda se tornava difícil. Sinhá Vitória benzia-se tremendo, maneja o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a caatinga amarela, onde folhas secas se pulverizavam (...)
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos.”
Fonte: RAMOS, Graciliano, 1892-1953. Vidas Secas – 48ª – São Paulo: Record, 1981.

Os trechos acima, extraídos do livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a vida de retirantes pelo Sertão Nordestino, em decorrência das secas. Retrata também situações geoecológicas deste ambiente. Analisando os trechos de “Vidas Secas” e os aspectos ecológicos e econômicos do Sertão nordestino, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3645585 Geografia
Observe, a seguir, a charge e a tirinha.

I- Charge

Q38I.png (396×216)
Fonte: https://www.google.com/search?q=charge+sobre+o+aquecimento+global&sca_esv=cffe5b62cbe5bc31&hl=pt-BR. Acesso em 02/08/2025.

II- Tirinha

Q38II.png (608×176)
Fonte: https://www.google.com/search?q=charges+geogr%C3%A1ficas+com+mafalda&sca_esv=9cc9d8b9600304b9&hl. Acesso em 29/07/2025.

Charge e tirinha são gêneros textuais de caráter humorístico e crítico, frequentemente encontrados em jornais e revistas. Analisando o conteúdo da charge e da tirinha acima e considerando a utilização desses gêneros textuais como recursos didáticos no ensino de Geografia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645583 Geografia
Q36.png (469×264)
Fonte:https://kardiasociologia.org/2023/06/05/meio-tecnico-cientifico-e-informacional/. Acesso em 30/07/2025.

Analisando o texto do pensamento de Milton Santos, acerca da evolução do meio geográfico e suas diferentes etapas, e considerando o atual período técnico e científico, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645582 Geografia
Paisagem na Janela
(Lô Borges e Milton Nascimento)
Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um voo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal
Mensageiro natural de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou.
F o n t e : h t t p s : / / w w w . g o o g l e . c o m / s e a r c h ? s c a _ e s v = 0 1 9 a 2 7 f e 4 d 8 e 4 b e d & r l z = 1 C 1 C H B F _ p t - BRBR1084BR1094&q=letra+de+milton+nascimento+paisagem+da+janela. Acesso em 29/07/2025

Os trechos da letra da música “Paisagem na Janela”, de Milton Nascimento, utilizam uma cena do cotidiano para fazer referências a temas como percepção e realidade. Esta música é exemplo de um recurso didático, que pode ser incorporado, no ensino de Geografia na educação básica, para o estudo a categoria paisagem.
Considerando os trechos da música, o conceito e a percepção do que é a paisagem, como categoria de análise da Geografia, analise as proposições a seguir.

I- A paisagem é um recorte espacial que pode ser definido como tudo aquilo que conseguimos identificar, interpretar, ver e sentir. A paisagem é uma representação momentânea de um recorte espacial.
II- Os tipos de paisagem são definidos com base nos elementos que conseguimos identificar em cada uma delas. Podem ser classificadas em paisagem natural e paisagem artificial.
III- Na letra da música Paisagem na Janela, os autores fazem a descrição de uma paisagem natural. Pássaro, igreja, temporal e janela são elementos que caracterizam a paisagem natural e que não sofreu intervenção humana.
IV- Por ser uma categoria que depende dos sentidos, a paisagem é estática. Isso significa que aquela paisagem que apreendemos a olhar a partir da janela é única e se mantêm inalterada nos momentos seguintes.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645578 Geografia
Observe o mapa abaixo.

Q31.png (424×422)
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/brasil/dominios-morfoclimaticos.htm. Acesso em: 28/07/2025.

O mapa acima apresenta a distribuição e localização dos chamados domínios morfoclimáticos brasileiros, classificados e estudados pelo geógrafo Aziz Ab'Saber (1924-2012), na obra “Os domínios de Natureza no Brasil” (2003). Após observar o mapa dos domínios morfoclimáticos e suas características, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645577 Geografia
O Geógrafo alemão Friedrich Ratzel (1844-1904), é considerado como um dos principais teóricos clássicos da Geografia moderna e um precursor da Geopolítica, da Geografia Política e do Determinismo. As teorias de Ratzel estavam fortemente ligadas ao momento histórico que vivia, durante a unificação alemã. Refletindo sobre as teorias e as obras ratzelianas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645576 Pedagogia
“Por ser uma área bastante completa, que tem um pouco de todas as outras disciplinas, como física e até história, o ensino de Geografia deve ser pautado para a ampliação das capacidades dos alunos em compreender o mundo em que estão inseridos, fazendo com que não fiquem limitados apenas ao seu convívio social, mas entendam o mundo como um todo e em todas as suas nuances.”
Fonte: Disponível em: https://editorialparco.om.br/geografia-como-ensinar. Acesso em 29/07/2025)

Considerando o texto acima e alguns dos pressupostos que devem fundamentar o processo de ensino e aprendizagem da Geografia na realidade atual, analise as proposições a seguir.

I- O propósito da Geografia deve ser o de fazer com que os alunos compreendam de forma ampla a realidade, permitindo que ajam de forma critica e responsável a partir do que aprenderam.
II- O ensino de Geografia deve também valorizar o olhar de cada aluno. Neste sentido o fundamental, na atualidade, é que o aluno possa memorizar e decorar o que foi transmitido na sala de aula.
III- O ensino de Geografia deve levar o aluno a estabelecer relações e conexões. O aluno deve também entender que a realidade não é apenas aquilo que o cerca e que suas atitudes reverberam ao seu redor.
IV- O ensino de Geografia deve ser direcionado para a formação do aluno pautada apenas no lado escolar, através de estudos conceituais dos fatos geográficos e dos temas abordados na sala de aula.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645575 Geografia
Observe as figuras a seguir.

Q28.png (476×260)
Fonte: https://www.google.com/search?q=proje%C3%A7%C3%B5es+cartogr%C3%A1ficas. Acesso em 27/07/2025

As figuras acima apresentam as três projeções cartográficas mais conhecidas: Cilíndrica, Azimutal e Cônica. Sobre as projeções cartográficas é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645574 Geografia
“A Cartografia, através dos tempos, foi experimentando diferentes utilizações em função de suas diversas aplicabilidades. Conforme o nível de exigência aumentava, cada vez mais necessitava-se de elementos que pudessem ser extraídos dos mapas com precisões adequadas aos interesses dos usuários.

Entre os diversos componentes de um mapa, um dos elementos fundamentais para o seu bom entendimento e uso eficaz é a escala. Exemplos de escala: 1:5.000 e 1:25.000.000
Fonte: FITZ, P. R. Cartografia Básica – nova edição – São Paulo: Oficina de texto, 2006. p 19.

Considerando o texto acima e refletindo sobre a importância e o uso da cartografia, do mapa e da escala, analise as proposições a seguir.

I- A escala 1:25.000.000 é classificada como grande, sendo ideal para representar um bairro de uma determinada escola, cujo mapa apresenta grande riqueza de detalhes.
II- A cartografia trabalha com uma visão reduzida do território, sendo necessário indicar a proporção entre a superfície terrestre e a sua representação. Essa proporção é indicada pela escala.
III- A escala 1:50.000 é denominada de escala numérica. Em uma carta confeccionada com esta escala, 1 centímetro medido no mapa representa uma distância de 50 mil centímetros (ou 500 metros), no terreno.
IV- Através da cartografia é possível realizar uma representação geométrica plana, ampla e convencional, de apenas uma parte da superfície terrestre, apresentada por meio de mapas, cartas ou plantas.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645573 Geografia
“O espaço é um fator social, isto é, um elemento de determinação. Uma vez produzido pela história, o espaço passa a condicionar a ação dos homens através de sua configuração. Surgido como um campo de forças sociais, o espaço se torna uma determinação através de seu quadro geográfico de localizações, dado o seu poder de fazer reproduzir as linhas de força das estruturas vigentes e consecutivas das sociedades por meio dele organizadas, influindo na própria montagem das configurações através do traçado das configurações iniciais.”
Fonte: MOREIRA, R. O Pensamento Geográfico Brasileiro 2: as matizes de renovação.- São Paulo: Contexto, 2009. P63

Considerando o texto acima e o significado de espaço para a Geografia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645038 Pedagogia
Ao abordar as tendências pedagógicas na prática escolar, Libâneo (2014, p. 2) assevera que “a educação brasileira, pelo menos nos últimos cinquenta anos, tem sido marcada pelas tendências liberais, nas suas formas ora conservadora, ora renovada. Evidentemente tais tendências se manifestam, concretamente, nas práticas escolares e no ideário pedagógico de muitos professores, ainda que estes não se deem conta dessa influência. [...] A ênfase no aspecto cultural esconde a realidade das diferenças de classes, pois, embora difunda a ideia de igualdade de oportunidades, não leva em conta a desigualdade de condições”.

Fonte: LIBÂNEO, J. C. Tendências Pedagógicas na Prática Escolar. Disponível em https://praxistecnologica.wordpress.com/wpcontent/uploads/2014/08/tendencias_pedagogicas_libaneo.pdf. Acesso em 29/08/2025. (Adaptado)

Considerando a abordagem das tendências pedagógicas por Libâneo e o excerto apresentado, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645037 Pedagogia
Na página oficial da UNESCO na internet, em uma seção na qual é abordado o aprendizado digital e a transformação da educação, a UNESCO justifica o fato de considerar importante a inovação digital na educação, nos termos que seguem:

“A tecnologia digital tornou-se uma necessidade social para garantir a educação como um direito humano básico, especialmente em um mundo que vivencia crises e conflitos cada vez mais frequentes. Durante a pandemia da COVID-19, os países sem infraestrutura suficiente de TIC [Tecnologias da Informação e Comunicação] e sem sistemas de aprendizagem digital bem estruturados sofreram as maiores interrupções educacionais e perdas de aprendizagem. Essa situação deixou até um terço dos estudantes em todo o mundo sem acesso à aprendizagem durante o fechamento das escolas por mais de um ano. A interrupção educacional causada pela COVID-19 revelou claramente a urgente necessidade de aliar tecnologias e recursos humanos para transformar os modelos escolares e construir sistemas de aprendizagem inclusivos, abertos e resilientes. A UNESCO apoia o uso da inovação digital para ampliar o acesso a oportunidades educacionais e promover a inclusão, aprimorar a relevância e a qualidade da aprendizagem, construir trajetórias de aprendizagem ao longo da vida com apoio das TIC, fortalecer os sistemas de gestão da educação e da aprendizagem e monitorar os processos de aprendizagem”.
Fonte: UNESCO. Disponível em https://www.unesco.org/en/digital-education/need-know?hub=84636. Acesso em 29 ago. de2025

Sobre o papel das tecnologias digitais na educação e, considerando o excerto, analise as assertivas a seguir:

I- O uso educacional das tecnologias digitais só tem relevância em contextos excepcionais, como em situações de crises e pandemias.
II- As tecnologias digitais podem ampliar o acesso ao ensino, fortalecer a inclusão e melhorar a qualidade e relevância da aprendizagem.
III- O uso das tecnologias digitais na educação serve para promover um ensino padronizado e uniforme, obstando adaptações locais e contextuais.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3645036 Pedagogia
Luckesi (2008, p. 165), ao abordar a avaliação, afirma que “a atividade de avaliar caracteriza-se como um instrumento subsidiário do crescimento; meio subsidiário da construção do resultado satisfatório”.

A respeito do excerto destacado, analise as afirmações a seguir:

I- O planejamento e a avaliação devem atuar conjuntamente na promoção da aprendizagem, indicando caminhos e investigando os resultados intermediários, respectivamente.
II- A avaliação deve servir à classificação, estimulando a cultura do mérito entre os aprendizes e resgatando a posição de autoridade do docente.
III- O professor deve estar atento às necessidades de redirecionamento indicadas pela avaliação.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3645035 Pedagogia
Para José Carlos Libâneo, a educação constitui um fenômeno social e, como tal, é socialmente determinada, o que significa dizer que a prática educativa, seus objetivos, conteúdos e o trabalho docente são determinados no seio da estrutura social, implicados em suas finalidades por questões de ordens políticas e ideológicas.

Nesse contexto, considere os excertos a seguir, extraídos do livro Didática, de Carlos Libâneo (2013): 

“A Pedagogia é um campo de conhecimentos que investiga a natureza das finalidades da educação em uma determinada sociedade, bem como os meios apropriados para a formação dos indivíduos, tendo em vista prepará-los para as tarefas da vida social.”
“O caráter pedagógico da prática educativa se verifica como ação consciente, intencional e planejada no processo de formação humana, através de objetivos e meios estabelecidos por critérios socialmente determinados e que indicam o tipo de homem a formar, para qual sociedade, com que propósitos.”
“A Didática é o principal ramo de estudos da Pedagogia. Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. A ela cabe converter objetivos sociopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos, estabelecer os vínculos entre ensino e aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das capacidades mentais dos alunos.”
“A Didática e as metodologias específicas das matérias de ensino formam uma unidade, mantendo entre si relações recíprocas. A Didática trata da teoria geral do ensino. As metodologias específicas, integrando o campo da Didática, ocupam-se dos conteúdos e métodos próprios de cada matéria na sua relação com fins educacionais.”
Fonte: adaptado de LIBÂNEO, J. C. Didática. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2013. p. 25 (Adaptado)

Com base no exposto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
4541: E
4542: E
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