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Tema central da questão: Interpretação de Texto com foco em pressupostos. O pressuposto, segundo a semântica textual, é uma informação implícita necessária para que o sentido da afirmação principal se concretize. Tal conceito é fundamental para a compreensão de mensagens subentendidas e é amplamente cobrado em concursos públicos.
Análise da alternativa correta (E): “Que faltas éticas deixam marcas que não se resolvem como simples correções de cálculo.” O trecho “falta mais difícil de apagar do que um erro de conta” ativa o pressuposto de que erros matemáticos podem ser corrigidos facilmente (basta apagar e refazer), enquanto faltas morais/éticas deixam marcas profundas e de difícil reparação. Essa interpretação exige atenção aos elementos implícitos do texto. O autor estabelece uma comparação para ressaltar a gravidade das falhas éticas, muito além dos deslizes escolares simples.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- A) Sugere equivalência entre erros morais e aritméticos, o que o texto nega explicitamente ao afirmar a maior dificuldade de apagar faltas éticas.
- B) Afirmar que a punição física apaga qualquer culpa contradiz o texto, que evidencia a persistência da culpa e da vergonha.
- C) A responsabilidade sobre receber ajuda não é discutida no texto; o foco está nas consequências éticas do ato.
- D) A disciplina escolar não substitui o julgamento ético individual. O texto frisa o aprendizado moral adquirido por Pilar, indo além do ambiente escolar.
Orientações para interpretação: Em questões que envolvem comparação, busque o “elemento mais profundo” do enunciado (neste caso, as consequências das faltas morais). Observe conectivos (“mais difícil que...”) e relacione-os com o contexto. Segundo Fiorin & Savioli (“Para entender o texto”), o pressuposto se revela necessário para sustentar a comparação: aqui, só faz sentido se aceitarmos que erros éticos marcam mais que os de aritmética.
Dessa forma, a resposta está alinhada com a norma-padrão e com autores de referência como Evanildo Bechara e Fiorin & Savioli. A habilidade de identificar pressupostos é essencial para a prática docente, especialmente ao trabalhar estratégias de leitura com os alunos.
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A comparação entre “falta” (erro moral) e “erro de conta” (erro aritmético) se sustenta no pressuposto de que:
- Erros matemáticos podem ser facilmente apagados e corrigidos, bastando refazer o cálculo;
- Erros morais, por outro lado, deixam marcas duradouras, difíceis de apagar — na consciência, na memória e nas relações humanas.
Ou seja, a frase sugere que a dimensão ética das ações humanas é muito mais complexa que a simples correção técnica de um erro escolar.
Portanto, a resposta correta é E.
A alternativa correta é a letra E ✅
O trecho —
- o erro de conta → ligado à aritmética, algo objetivo e facilmente corrigível;
- a falta moral → ligada à ética e à consciência, algo profundo e duradouro, de difícil reparação.
A comparação só faz sentido porque o leitor pressupõe que erros morais não se corrigem com a mesma facilidade dos erros matemáticos — isto é, deixam marcas emocionais e éticas.
- A) Falsa — o trecho não afirma equivalência, mas contraste entre os dois tipos de erro.
- B) Falsa — o texto critica, não justifica, o castigo físico.
- C) Falsa — a ajuda entre colegas é vista como erro moral, não absolvição.
- D) Falsa — a escola não substitui o juízo ético, mas o desperta no personagem.
✅ Conclusão:
A comparação funciona porque o leitor entende que as faltas éticas têm consequências profundas, não “apagáveis” como erros de cálculo — portanto, a alternativa correta é E.
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