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Q2572202 Pedagogia
“Jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da “vida cotidiana”.
(HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5ª edição. São Paulo: Perspectiva, 2007. p. 33).
Com base na BNCC, considere as afirmativas sobre o jogo na Educação Física escolar em turma do Ensino Fundamental:

I são atividades voluntárias que favorecem o ato de brincar, porém exercidas com limites de tempo e espaço e regras sistematizadas de forma estável e não flexível.
II não possuem um conjunto estável de regras, possibilitando a construção das mesmas de forma que os participantes respeitem o que foi combinado coletivamente.
III apesar de alguns jogos serem semelhantes em diferentes épocas e partes do mundo, cada um tem as suas regras próprias que não devem ser modificadas.
IV seu caráter popular advém do fato de serem difundidos por meio de redes de sociabilidade informais, que também possibilitam a sua recriação.
V os jogos dos povos originários brasileiros, se sobrepõem aos valores, formas de viver e conviver dos contextos ambientais e socioculturais formais.

Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q2572201 Pedagogia
As práticas corporais propiciam o acesso a uma dimensão de conhecimentos e de experiências muito particular e insubstituível e, para que ela seja significativa, é preciso problematizar, desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos e significados que os grupos sociais conferem às diferentes manifestações da cultura corporal de movimento. Na BNCC, as práticas corporais estão distribuídas em seis unidades temáticas abordadas ao longo do Ensino Fundamental.
São elas:
Alternativas
Q2572200 Pedagogia
A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história. (BRASIL. Base Nacional Comum Curricular, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 25 mar. 2024.)

A Base Nacional Comum Curricular aponta três elementos fundamentais comuns às práticas corporais:
Alternativas
Q2572199 Educação Física
“A partir da década de 1980, surgem diferentes perspectivas e objetos de estudo para Educação Física escolar (EFe) como desdobramento da crise epistemológica na Educação, da abertura política vivida no Brasil e dos questionamentos à esportivização (TENÓRIO et al., 2012). De forma geral algumas dessas perspectivas vão se aproximar daquilo que Oliveira (1994) chamou de consenso e não buscam mudar o projeto de homem biológico, e outras vão se configurar no quadro dos conflitos, questionando a ordem social e os projetos de ser humano que as aulas de Educação Física (EF) estão contribuindo para formar”.
(Adaptado de Tenório, Kadja Michele Ramos, et al. "Organização dos saberes escolares na educação física à luz da perspectiva crítico-superadora." Ciências do Esporte, Educação Física e Produção do Conhecimento em 40 (2020): 57-76.)
As abordagens críticas ou progressistas da Educação Física,
Alternativas
Q2572198 Pedagogia
A Lei no 11.645, de 2008, inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.

§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.”

Diante da relevância desta temática para a compreensão da cultura nacional, é necessário que os professores de Educação Física da rede básica de ensino tenham a máxima atenção para o desenvolvimento de uma educação antirracista. Em seu texto “Movimento Negro Educador: questões para a educação física e as ciências do esporte” (Educação Física e Ciências do esporte no tempo presente: desmonte dos processos democráticos, desvalorização da ciência, da educação e ações em defesa da vida. Maringá: Eduem, 2021), Nilma Lino Gomes adverte que: 
Alternativas
Q2572197 Educação Física
O livro Metodologia do Ensino de Educação Física (SOARES, 1992) foi um grande divisor de águas para a organização da Educação Física Escolar, ao trazer o conceito de cultura corporal: “A Educação Física é uma disciplina que trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada aqui de cultura corporal. Ela será configurada com temas ou formas de atividades, particularmente corporais, [...]. O estudo desse conhecimento visa apreender a expressão corporal como linguagem”.

SOARES, C. L. et al Metodologia do Ensino de Educação Física – São Paulo: Cortez, 1992.

Acerca do trato da cultura corporal na escola, os autores da obra defendem que os conteúdos
Alternativas
Q2572196 Pedagogia
“Considero que este material seja a desconstrução de linhas verticais de diversos saberes em Educação Física. Este material é parte de uma luta contra um racismo epistêmico. A partir deste material podemos perceber nas entrelinhas o quanto a ciência europeia constituiu-se e ainda se constitui como a única capaz de produzir saberes. Ela tornou-se dominante, inclusive, na Educação Física.
E assim, outras formas de conhecimento foram marginalizadas, como a dos povos indígenas brasileiros”.

(Considerações finais do livro Práticas corporais indígenas: jogos, brincadeiras e lutas para implementação da lei 11.645/08 na Educação Física escolar / Arliene Stephanie Menezes Pereira– Fortaleza : Aliás, 2021).

De acordo com a autora, para que a lei 11.645/08 seja efetivamente implementada na Educação Física escolar, é necessário 
Alternativas
Q2572195 Educação Física
“[...] não há como garantir que ninguém, em nenhuma circunstância, esteja definitivamente incluído em qualquer lugar que seja. [...] “seria utópico, irreal e ingênuo dizer isso”, posto que “Não basta somente estar presente fisicamente numa sala de aula, por exemplo, e não ter a oportunidade de participar efetivamente do processo ensino-aprendizagem ali ocorrido, bem como não ter reconhecida sua singularidade” (p.55). Considerando o caráter processual e dialético desse conceito inclusivo/excludente, essa afirmação nos leva a pensar que a exclusão, também não é definitiva, desde que estratégias sejam pensadas para ampliar a participação de todos, respeitando suas particularidades. A lógica dialética do conceito inclusivo/excludente se distancia da ideia de se pensar a inclusão como normatização, homogeneização ou mera adaptação e destaca a contrariedade e a reversibilidade nesses processos dinâmicos.”

(FONSECA, Michele Pereira de Souza da; RAMOS, Maitê Mello Russo. Inclusão em movimento: discutindo a diversidade nas aulas de educação física escolar. In: PONTES JUNIOR, José Airton de Freitas (Org.). Conhecimentos do professor de educação física escolar [livro eletrônico]. Fortaleza, CE: EdUECE, 2017, p 184-208.)

De acordo com a reflexão das autoras, são estratégias importantes a serem adotadas na Educação Física escolar para promover a inclusão:
Alternativas
Q2572194 Pedagogia
Na BNCC, as práticas corporais tematizadas estão organizadas em seis unidades temáticas (esportes, brincadeiras e jogos, danças, lutas, ginásticas e práticas corporais de aventura) que são abordadas ao longo do Ensino Fundamental.[...] Ao brincar, dançar, jogar, praticar esportes, ginásticas ou atividades de aventura, para além da ludicidade, os estudantes se apropriam das lógicas intrínsecas (regras, códigos, rituais, sistemáticas de funcionamento, organização, táticas etc.) a essas manifestações, assim como trocam entre si e com a sociedade as representações e os significados que lhes são atribuídos.

Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/edu cacao-fisica. Acesso em: 20 mar. 2024.

Por essa razão, a delimitação das habilidades privilegia oito dimensões de conhecimento, quais sejam:
Alternativas
Q2572193 Pedagogia
A nossa área foi colonizada por discursos higienistas, racistas, machistas e homofóbicos, que foram forjados por conta de um projeto de sociedade que pretendia embranquecer a raça, colocar as mulheres em um lugar marginalizado, inviabilizar a existência de todo e qualquer corpo que fugisse do padrão binário e heteronormativo, além de manter no poder as elites dirigentes. Sim. A Educação Física, na sua hegemonia, é uma área conservadora, racista, machista, homofóbica e elitista. (Maldonado, 2023)

O trecho acima faz parte da fala do professor Daniel Maldonado, em palestra proferida na Mesa “Diálogos da Educação Libertadora de Paulo Freire com a Educação Física Escolar”, ocorrida em 2023.

Sobre a Educação Física libertadora é correto afirmar: 
Alternativas
Q2572192 Pedagogia
Uma das tarefas do educador ou educadora progressista, através da análise política, séria e correta, é desvelar as possibilidades, não importam os obstáculos, para a esperança, sem a qual pouco podemos fazer porque dificilmente lutamos, e quando lutamos, enquanto desesperançados ou desesperados, a nossa é uma luta suicida, é um corpo a corpo puramente vingativo. O que há, porém, de castigo, de pena, de correção, de punição na luta que fazemos movidos pela esperança, pelo fundamento ético-histórico de seu acerto, faz parte da natureza pedagógica do processo político de que a luta é expressão.
Não será equitativo que as injustiças, os abusos, as extorsões, os ganhos ilícitos, os tráficos de influência, o uso do cargo para a satisfação de interesses pessoais, que nada disso, por causa de que, com justa ira, lutamos agora no Brasil, não seja corrigido, como não será correto que todas e todos os que forem julgados culpados não sejam severamente, mas dentro da lei, punidos.

(Freire, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Editora Paz e Terra, 2014.)

Em consonância com as ideias progressistas de Paulo Freire, Soares et al (1992) defendem uma Educação Física crítico-superadora na qual 
Alternativas
Q2572191 Educação Física
“4,3 milhões de estudantes não-brancos da rede pública – pretos, pardos e os indígenas– ficaram sem atividades escolares durante a pandemia, quase três vezes mais que os 1,5 milhões de estudantes brancos sem atividades. Uma das razões é que, no Brasil, 39% dos estudantes de escolas públicas não têm computador, enquanto 91% dos estudantes de escolas particulares possuem computador.”

(Rede de Pesquisa Solidária da Universidade de São Paulo. Disponível em: https://redepesquisasolidaria.org/wpcontent/uploads/2020/09/boletimpps_22_28agosto.pdf ).

A pandemia foi uma experiência inédita e inesperada para os habitantes do planeta, delicada, complexa, sem “preparação prévia”, que afligiu a humanidade desde o final de 2019, e nos confrontou com o desconhecido. No entanto, com seu ineditismo, a pandemia acabou por exacerbar, radicalizar e dar visibilidade a problemas e opressões estruturais em escalas mundial e nacional bastante conhecidos, há muito, problemas que ao longo da história não foram objeto de políticas públicas de enfrentamento para sua superação – o racismo e suas nefastas consequências para todas as vidas humanas; a iníqua distribuição de renda; a desigualdade de acesso aos bens da educação, da cultura, da saúde, da economia. E a pandemia trouxe também problemas sociais novos.

(Adaptado de VAGO, Tarcísio Mauro. Uma polifonia da Educação Física para o dia que nascerá: sonhar mais, crer no improvável, desejar coisas bonitas que não existem e alargar fronteiras. In CARVALHO, Rosa Malena de Araújo; PALMA, Alexandre; CAVALCANTI, André dos Santos Souza. (organizadores). Educação Física, soberania popular, ciência e vida. Niterói : Intertexto, 2022. p. 38-54)

Sobre a relação entre a Educação Física e os persistentes problemas sociais brasileiros, Taffarel (2022) reflete que:
Alternativas
Q2572190 Educação Física
“Cabe aqui ressaltarmos o fato de que o esforço de se lançar mão da Educação Física como elemento educacional - ainda que de conformidade com uma visão de saúde corporal, saúde física, eugênica - enfrentava barreiras arraigadas nos valores dominantes do período colonial, sustentáculos do ordenamento social escravocrata, que estigmatizaram a Educação Física por vinculá-la ao trabalho manual, físico, desprestigiadíssimo em relação ao trabalho intelectual, este sim, afeto à classe dominante, enquanto o outro se fazia pertinente única e tão somente aos escravos”.
(CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus, 1989).

Segundo Cavalcanti (2023) os movimentos históricos que buscam a superação da realidade social segregadora não iniciaram hoje. Os saberes emancipatórios produzidos pelos africanos e pelos afro-brasileiros nos ajudam a construir outras formas de resistência.
Sobre a Educação Física o autor explica que
Alternativas
Q2572189 Educação Física
“Também parece certo que, devido às suas características, a Educação Física tem sido utilizada politicamente como uma arma a serviço de projetos que nem sempre apontam na direção das conquistas de melhores condições existenciais para todos, de verdadeira democracia política, social e econômica e de mais liberdade para que vivamos nossa vida plenamente. Pelo contrário, a Educação Física no Brasil muitas vezes, tem servido de poderoso instrumento ideológico e de manipulação para que as pessoas continuem alienadas e impotentes diante da necessidade de verdadeiras transformações no seio da sociedade. Por consequência escreve-se quase sempre uma história que é o próprio reflexo dessa situação de dominação que se pretende eterna.”

(MEDINA, João Paulo S. . Apresentação: a história que não se conta… In: CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. Campinas: Papirus, 1989, p.9-10).

De acordo com Castellani Filho (1989), discorrer sobre a história da Educação Física no Brasil passa, necessariamente, pela análise da influência das instituições militares na constituição desta disciplina no contexto escolar. Segundo o autor é correto afirmar que
Alternativas
Q2565884 História e Geografia de Estados e Municípios
Julgue o item a seguir.


De acordo com o estado do Pernambuco, Conceição das Crioulas enfrentou desafios significativos relacionados ao acesso à água potável, resultando em conflitos com fazendeiros locais. Um exemplo disso é a resistência da comunidade contra a instalação de canos em um açude por um fazendeiro, que foi impedido pelos moradores.
Alternativas
Q2565882 Pedagogia
Julgue o item a seguir.


Um dos pensamentos mais fortes sobre a nucleação nas escolas quilombolas é que ela é uma forma de elitizar o acesso à educação, excluindo aqueles que não fazem parte das comunidades quilombolas.
Alternativas
Q2565881 Pedagogia
Julgue o item a seguir.


A Pedagogia Crioula é uma abordagem pedagógica singular que, embora possa parecer incomum à primeira vista, oferece uma perspectiva profundamente enraizada nas tradições e saberes das comunidades quilombolas. Seu foco na valorização da identidade cultural e na autonomia educacional das comunidades quilombolas transcende a mera segregação dos alunos, visando, na verdade, à promoção de uma educação inclusiva e emancipatória, que reconhece e fortalece as narrativas históricas e os legados dessas comunidades.
Alternativas
Q2565880 Pedagogia
Julgue o item a seguir.


Além de transmitir conteúdos curriculares, a Pedagogia Crioula busca desenvolver habilidades cognitivas e sociais nos alunos. Ela estimula o pensamento crítico ao questionar estereótipos e promove reflexões sobre a história, a identidade e as relações de poder.
Alternativas
Q2565868 Educação Física
Julgue o item subsequente. 


A prática regular de esportes individuais e coletivos, com foco no desenvolvimento dos fundamentos técnicos e táticos específicos de cada modalidade, contribui significativamente para o desenvolvimento físico, mental e social dos praticantes, promovendo habilidades como trabalho em equipe, resiliência e tomada de decisão sob pressão. 
Alternativas
Q2565867 Educação Física
Julgue o item subsequente. 


O desenvolvimento motor das crianças é significativamente influenciado tanto por fatores intrínsecos, como crescimento e características maturacionais, quanto por fatores extrínsecos, como o ambiente familiar e o nível socioeconômico. 
Alternativas
Respostas
14461: C
14462: A
14463: E
14464: A
14465: B
14466: E
14467: B
14468: C
14469: D
14470: B
14471: C
14472: E
14473: C
14474: A
14475: C
14476: E
14477: E
14478: C
14479: C
14480: C