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Q3719659 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
No trecho final, o autor afirma: “E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata. O que mata é o tédio disfarçado de prudência.” A oposição construída entre “medo” e “tédio” expressa, no contexto do texto, uma crítica à:
Alternativas
Q3719658 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
Ao longo do texto, o autor menciona filósofos e escritores (Kierkegaard, Galeano, Nietzsche, Sabato, Kundera) como forma de reforçar suas reflexões. Considerando o contexto das citações, é correto afirmar que todas essas referências convergem para a ideia de que: 
Alternativas
Q3719657 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
O texto “A covardia do cotidiano” utiliza metáforas recorrentes (cachoeira, sol, trilha, amor) para representar posturas humanas diante da vida. Essas imagens, além do valor poético, funcionam como uma crítica à paralisia emocional contemporânea. Nesse sentido, o autor atribui sentido simbólico ao medo da água fria, comparando-o a: 
Alternativas
Q3715503 Pedagogia
O professor de Educação Física, ao desenvolver conteúdos de dança, deve promover práticas pedagógicas que favoreçam a autonomia e a participação ativa dos estudantes. A construção colaborativa do conhecimento e o protagonismo dos estudantes são elementos essenciais para uma educação transformadora. Sobre os processos formativos em dança no contexto da Educação Física escolar com perspectiva emancipatória, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3715502 Pedagogia
A implementação pedagógica das lutas na Educação Física escolar requer estratégias metodológicas que articulem as três dimensões dos conteúdos e considerem os diferentes níveis de ensino. Nesse contexto, um(a) professor(a) planejou uma unidade didática sobre capoeira para as suas turmas, organizando atividades que contemplassem procedimentos, conceitos e atitudes. Analise as estratégias propostas pelo(a) docente:

I. Dimensão procedimental: vivência de jogos de luta adaptados, enfatizando ginga, esquivas e movimentos básicos da capoeira, sem necessidade de acompanhamento musical ou formação de roda tradicional.
II. Dimensão conceitual: pesquisa sobre a origem histórica da capoeira e sua relação com a resistência dos povos escravizados, análise de vídeos comparando diferentes estilos e discussão sobre seu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial.
III. Dimensão atitudinal: reflexão sobre respeito, cooperação e inclusão durante as práticas, problematização de preconceitos relacionados a gênero nas lutas e valorização da diversidade cultural brasileira.

Considerando os princípios do ensino das lutas na perspectiva da cultura corporal de movimento, é estratégia pedagogicamente adequada a indicada em: 
Alternativas
Q3715501 Pedagogia
Durante o planejamento de uma unidade didática sobre corrida de orientação para turmas do ensino fundamental, uma professora elabora estratégias metodológicas que articulam Educação Física e Matemática. Considerando os princípios da Base Nacional Comum Curricular e a pedagogia das Práticas Corporais de Aventura, analise as propostas a seguir:

I. Desenvolver atividades progressivas iniciando com familiarização aos pontos cardeais na quadra, seguindo para leitura de mapas simples e construção de sequências de azimutes, até culminar em corrida de orientação em ambiente externo.
II. Promover reflexões sobre preservação ambiental, impactos das práticas esportivas na natureza e comportamentos sustentáveis durante as vivências em trilhas e espaços naturais.
III. Organizar competições excludentes priorizando apenas estudantes com maior habilidade técnica, desconsiderando diferentes níveis de aprendizagem para garantir melhor desempenho nas atividades propostas.

É estratégia pedagogicamente adequada para o ensino fundamental a apresentada em:
Alternativas
Q3715500 Pedagogia
No contexto da avaliação do processo de ensino-aprendizagem dos jogos populares nas aulas de Educação Física, diferentes instrumentos e critérios podem ser utilizados para verificar a construção de conhecimentos pelos alunos. Analise as afirmativas relacionadas aos processos avaliativos:

I. A avaliação deve verificar se os alunos promoveram interações entre o fazer e o saber-fazer, analisando se construíram conhecimentos que transcendem a mera execução motora e alcançam a compreensão das relações e coordenações envolvidas.
II. Os critérios avaliativos devem contemplar prioritariamente a capacidade dos alunos de cumprirem as regras estabelecidas e demonstrarem atitudes cooperativas, considerando que a formação moral constitui o objetivo central do ensino de jogos.
III. O processo avaliativo deve abranger a análise de como os alunos refletem e abstraem sobre seu corpo em movimento, percebendo-se como corpos possíveis e capazes de interagir intencionalmente com o meio.
IV. Os instrumentos de avaliação devem incluir observações sistemáticas do desempenho motor em situações de jogo, registrando quantitativamente a evolução das habilidades motoras básicas ao longo do período letivo.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3715499 Educação Física
A ginástica, enquanto manifestação da cultura corporal de movimento, apresenta-se no contexto escolar em diferentes campos de atuação. Uma categorização reconhecida organiza as práticas gímnicas de acordo com seus objetivos e finalidades específicas. Considerando essa categorização e as características de cada campo, analise as afirmativas apresentadas a seguir:

I. As Ginásticas de Demonstração têm como principal característica a não competitividade e visam a interação social e a formação integral do indivíduo nos aspectos motor, cognitivo, afetivo e social.
II. As Ginásticas Fisioterápicas utilizam o exercício físico na prevenção ou tratamento de doenças, diferenciando-se das Ginásticas de Condicionamento Físico por seu caráter terapêutico.
III. As Ginásticas de Conscientização Corporal, também conhecidas como Técnicas Alternativas ou Ginásticas Suaves, têm origem na busca da solução de problemas físicos e posturais.
IV. As Ginásticas de Competição reúnem modalidades que têm por objetivo exclusivo a aquisição ou manutenção da condição física do atleta. 

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3715485 Pedagogia
 trabalho pedagógico com a diversidade e a representatividade na literatura infantojuvenil contribui para a formação de estudantes mais críticos e empáticos. Ao conhecer as discussões contemporâneas sobre produção cultural de pessoas com deficiência, o professor amplia seu repertório e pode promover práticas mais inclusivas no ambiente escolar. Considerando os debates atuais sobre a visibilidade de autores com deficiência no cenário cultural brasileiro, a principal dificuldade enfrentada por esses produtores culturais é:
Alternativas
Q3715470 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quem são os povos quilombolas?

Os povos quilombolas são descendentes de pessoas negras escravizadas que resistiram à escravidão no Brasil. Durante os séculos de escravidão no país, muitos fugiram das fazendas de café e das plantações de cana-de-açúcar e formaram comunidades conhecidas como quilombos, geralmente em áreas de difícil acesso, como as matas.

O termo "quilombo" vem da língua banto e significa "povoação". Essas comunidades funcionavam com base na coletividade com desenvolvimento social, econômico e político. Com o tempo, mesmo após a destruição de muitos quilombos, as comunidades sobreviventes se fortaleceram e passaram a preservar suas tradições e identidades.

Atualmente, segundo o Decreto n.º 4.887/2023, uma comunidade quilombola é um grupo étnico-racial que se autodeclara como tal, ou seja, que se reconhece como descendente de quilombo e mantém práticas culturais, sociais e religiosas próprias. O reconhecimento leva em conta critérios étnico-raciais e culturais, respeitando o direito à autodeclaração, algo fundamental para a valorização da diversidade e da identidade quilombola no país.

Os quilombolas são agricultores, guardiãs de sementes, marisqueiras e pescadores, apanhadores de flores, de coco-babaçu, de açaí, de buriti e outras práticas com base no cultivo.

Um dos quilombos mais conhecidos da história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, fundado no século XVI na região da Serra da Barriga, localizada em Alagoas. [...] Durante quase cem anos, Palmares resistiu aos ataques de tropas portuguesas, holandesas e bandeirantes paulistas, sendo destruído em 1695. [...] Os ataques aos quilombos aconteciam porque os negros escravizados fugiam das fazendas, em busca de liberdade e para escapar de violências que sofriam. Muitos quilombolas foram mortos por resistirem à recaptura e suas moradias destruídas. Essa destruição também tinha o objetivo de impedir que os fugitivos cultivassem a terra, inclusive a cana-de-açúcar. Para os senhores de engenho, atacar o Quilombo dos Palmares significava não apenas recuperar a mão de obra escravizada, mas também garantir que o plantio de cana ficasse restrito às suas próprias fazendas. [...]

Atualmente, os quilombos continuam sendo espaços de preservação cultural e resistência. Nessas comunidades, os quilombolas mantêm costumes, religiões, formas de plantio, culinária e conhecimentos tradicionais passados de geração em geração.

[...]

Quilombolas e o meio ambiente

Os povos quilombolas vivem em regiões com grande riqueza natural e podem exercer papel importante na proteção desses espaços. Ao proteger florestas, rios e manguezais, essas comunidades ajudam a evitar a degradação ambiental e garantem a manutenção do equilíbrio da natureza. [...] Eles também se organizam, muitas vezes, para enfrentar ameaças como a pesca predatória, o despejo de resíduos e o avanço de empreendimentos que colocam em risco o meio ambiente.

Os quilombolas combinam conhecimento ancestral com a ação coletiva para defender seus territórios. Um exemplo é o Quilombo Kalunga, localizado na Chapada dos Veadeiros (Goiás). Em 2023, moradores atuaram como brigadistas na prevenção de incêndios florestais. O conhecimento tradicional dos kalungas sobre o manejo do fogo, somada às técnicas de pesquisadores do Cerrado que atuam junto ao quilombo, contribuíram para reduzir os incêndios e facilitar o trabalho dos agricultores locais. [...]

Diante dos efeitos das mudanças climáticas, a preservação dos territórios quilombolas se torna ainda mais urgente. [...] No Brasil, por exemplo, a mudança climática afeta a produção de alimentos e a disponibilidade de água, o que atinge diretamente comunidades tradicionais que dependem da agricultura e dos recursos naturais. [...] Para essas comunidades, isso significa enfrentar dificuldades no acesso à água potável, riscos à segurança alimentar e à continuidade de práticas culturais ligadas à terra e à natureza.

(Disponível em: https://www.politize.com.br/quilombolas/#quilombolas-e-o-meio-ambiente. Acesso em 29 set. 2025. Adaptado.)
O processo de formação de palavras é muito importante para a dinâmica de uma língua. Essa formação pode acontecer de variadas maneiras. Associe a segunda coluna com primeira, relacionando os tipos de formação de palavras com seus respectivos exemplos, os quais foram retirados do texto:

Primeira coluna: tipos
1. Derivação por prefixação
2. Derivação por sufixação
3. Derivação parassintética
4. Composição por justaposição 5.Composição por aglutinação

Segunda coluna: exemplos
(__) étnico-racial.
(__) coletividade.
(__) recuperar.
(__) sobreviventes.
(__) agricultura.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3714005 Pedagogia
A construção de uma prática educacional orientada por princípios éticos exige do professor uma postura que transcenda a mera transmissão de conteúdos, integrando-se ao projeto pedagógico da escola como agente de transformação social. Considerando os fundamentos da ética profissional docente e sua aplicabilidade no cotidiano escolar, o princípio que deve fundamentar prioritariamente a atuação do professor diante de situações que envolvam conflitos entre interesses individuais dos estudantes e normas institucionais é:
Alternativas
Q3714004 Pedagogia
No contexto educacional contemporâneo, as relações humanas estabelecidas no ambiente escolar são fundamentais para a efetivação de práticas pedagógicas transformadoras. Considerando os fundamentos teóricos sobre intersubjetividade, clima organizacional e desenvolvimento profissional docente, analise as afirmativas a seguir sobre os princípios que sustentam relações humanas saudáveis e produtivas no ambiente escolar:

I.A construção de um ambiente educativo interdisciplinar pressupõe a eliminação das barreiras entre pessoas antes mesmo da integração formal entre disciplinas, fundamentando-se no reconhecimento mútuo de competências e limites, na valorização recíproca e na capacidade de questionamento constante das próprias posições assumidas.
II.O desenvolvimento de relações humanas pautadas na racionalidade comunicativa requer a superação do paradigma da subjetividade pelo paradigma da intersubjetividade, reconhecendo que o espírito subjetivo obtém sua estrutura a partir do engajamento em relações entre sujeitos socializados.
III.A construção de um projeto pedagógico coletivo dispensa a explicitação de projetos pessoais de vida dos educadores, uma vez que a dimensão institucional deve prevalecer sobre as trajetórias individuais para garantir a coesão organizacional.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3714003 Educação Física
No ensino do karatê, a compreensão das diferentes categorias de bases (dachi) é fundamental para o desenvolvimento técnico adequado dos praticantes, uma vez que cada classificação apresenta características biomecânicas e aplicações pedagógicas específicas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as categorias de bases com suas respectivas características:

Primeira coluna: categoria de bases

1.Bases naturais
2.Bases fundamentais
3.Bases derivadas

Segunda coluna: características

(__)Construídas através da combinação de elementos técnicos aprendidos, ampliam as possibilidades de aplicação no kihon, kata e kumite.
(__)Caracterizadas por serem curtas e sensíveis a pequenas mudanças no posicionamento dos pés, sendo de grande importância para a aprendizagem e desenvolvimento inicial do karatê.
(__)Exigem flexão dos joelhos com consequente rebaixamento do centro de gravidade, proporcionando maior estabilidade e demandando alterações mais significativas no posicionamento dos pés para sua modificação.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3714002 Psicologia
No contexto da aplicação da teoria de orientação por objetivos ao ensino de karatê, o professor deve compreender os fatores que influenciam a formação motivacional dos praticantes e as estratégias pedagógicas adequadas para promover ambiente de aprendizagem favorável. Considerando as evidências científicas sobre clima motivacional e orientação por objetivos, analise as afirmativas a seguir:

I.A percepção dos alunos quanto às atitudes e valores do técnico, combinada com as normas pró-agressão da equipe, exerce influência mais significativa sobre comportamentos agressivos do que a própria orientação por objetivos individual dos praticantes.
II.O clima motivacional orientado para a maestria (tarefa) contribui exclusivamente para a melhoria do bem-estar psicológico dos praticantes, não apresentando relação com aspectos como motivação intrínseca, interesse pela atividade física ou diminuição da evasão esportiva.
III.A orientação ego do instrutor, percebida pelos alunos, demonstra maior influência na probabilidade de comportamentos agressivos durante o treinamento do que a própria orientação ego dos praticantes, evidenciando o papel determinante do professor na formação de atitudes.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3714001 Pedagogia
A formação pedagógica de um professor de Karatê licenciado em Educação Física requer compreensão aprofundada sobre os fundamentos filosóficos que diferenciam o Karatê como arte marcial educativa. Considerando os princípios estabelecidos pelos mestres fundadores dos principais estilos e a transição conceitual do Karatê-jutsu para Karatê-Do, qual perspectiva melhor representa a visão educacional que consolidou o Karatê como caminho de desenvolvimento integral do praticante, transcendendo a mera eficácia técnica combativa? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3714000 Educação Física
Na pedagogia do karatê, a compreensão das características técnicas dos chutes fundamentais é essencial para o planejamento de progressões didáticas adequadas ao desenvolvimento motor dos praticantes. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os chutes com suas respectivas descrições técnicas:

Primeira coluna: técnica de chute

1.Mae-gueri
2.Mawashi-gueri
3.Yoko-gueri

Segunda coluna: descrição técnica 

(__)Chute lateral com movimento de extensão à altura do quadril.
(__)Chute frontal que se inicia com elevação do joelho e finaliza com extensão completa da perna.
(__)Chute circular com movimento chicoteado com a perna de fora para dentro.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3713999 Educação Física
A prática pedagógica do professor de Karatê deve considerar os princípios de condicionamento físico específicos da modalidade. Considerando as estruturas anatômicas e os métodos de fortalecimento tradicionais, a prática de condicionamento que apresenta maior especificidade para o desenvolvimento da resistência óssea e do alinhamento biomecânico correto do punho durante técnicas de percussão direta é:
Alternativas
Q3713998 Pedagogia
A estrutura temporal no processo de ensino-aprendizagem organiza-se em fases que consideram diferentes faixas etárias e o acervo de experiências dos praticantes. Ao encontro disso, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as fases da Iniciação Esportiva Universal com suas respectivas características:

Primeira coluna: fases

1.Fase Universal
2.Fase de Orientação
3.Fase de Direção
4.Fase de Especialização

Segunda coluna: características

(__)Desenvolvimento de técnicas esportivas e aprimoramento do repertório motor, com correção de erros técnicos e ampliação das capacidades coordenativas em contextos de jogo.
(__)Desenvolvimento da coordenação como base para a aprendizagem da técnica esportiva, com presença forte do lúdico e utilização de jogos de perseguição, estafetas e jogos reduzidos.
(__)Aperfeiçoamento do conhecimento das regras e especialização das funções em quadra, com consolidação dos princípios táticos coletivos e conhecimento dos sistemas de jogo.
(__)Ampliação dos conhecimentos das regras e funções sem determinar especialidade, privilegiando fundamentos técnico-táticos e relação com companheiros em espaços reduzidos.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3713997 Pedagogia
As Práticas Corporais de Aventura constituem conteúdo inovador na Educação Física escolar, apresentando características específicas que as diferenciam de outras manifestações da cultura corporal de movimento. Um(a) professor(a) planeja introduzir esse conteúdo em suas aulas. Analise as afirmativas a seguir sobre os princípios pedagógicos das Práticas Corporais de Aventura:

I.As Práticas Corporais de Aventura caracterizam-se pela presença de riscos controlados, interação com ambientes diversificados e necessidade de superação de desafios individuais e coletivos, elementos que podem ser explorados pedagogicamente no contexto escolar.
II.A abordagem das Práticas Corporais de Aventura deve contemplar as três dimensões dos conteúdos: conceitual (história, conceitos, regras), procedimental (vivências e experimentações) e atitudinal (valores, respeito, cooperação, consciência ambiental).
III.As modalidades de aventura devem ser ensinadas exclusivamente em ambientes naturais preservados, sendo inviável sua adaptação para espaços urbanos ou dependências escolares, pois isso descaracteriza completamente a essência dessas práticas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3713993 Pedagogia
No contexto do ensino dos jogos esportivos coletivos, diferentes categorias de jogos são organizadas de acordo com suas características táticas e objetivos. Considerando a classificação dos jogos e suas especificidades, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I.Os jogos de invasão caracterizam-se pela necessidade de movimentar a bola dentro do território adversário para atingir uma meta, exigindo decisões rápidas sobre passar, chutar, arremessar ou driblar, bem como posicionamento adequado para atacar e defender.

PORQUE

II.Nos jogos de invasão, os jogadores desenvolvem elevado nível de atividade psicomotora, cognitiva, comportamental e social devido à maior liberdade de movimento e às múltiplas possibilidades de escolha e decisão durante o jogo.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Respostas
5821: A
5822: B
5823: A
5824: D
5825: B
5826: B
5827: D
5828: E
5829: C
5830: X
5831: B
5832: D
5833: E
5834: A
5835: A
5836: C
5837: E
5838: B
5839: D
5840: E