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Q1994158 História e Geografia de Estados e Municípios
As microrregiões geográficas são conjuntos de municípios contíguos e foram definidas como partes das mesorregiões que apresentam especificidades, quanto à organização do espaço.
Balneário Camboriú faz parte da Microrregião de Itajaí, junto com algumas outras cidades como:
Alternativas
Q1994157 História e Geografia de Estados e Municípios
Conhecida como a Capital Catarinense do Turismo, a cidade de Balneário Camboriú:
1. Está localizada a aproximadamente 80 km de Florianópolis, Capital do Estado. 2. É mundialmente reconhecida pela vida noturna, inovação imobiliária e belas praias. 3. Tem fácil acesso e fica localizada na região da Costa Verde e Rio.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. 
Alternativas
Q1994156 Geografia
Analise as afirmativas abaixo sobre a Organização das Nações Unidas.
1. Os programas e fundos são financiados através de contribuições voluntárias e não fixas e as agências especializadas são organizações nacionais independentes financiadas somente por contribuições fixas. 2. Fundada em 1945, a Organização das Nações Unidas atualmente é composta por 193 Estados-membros. A ONU e seu trabalho são conduzidos pelos propósitos e princípios contidos em sua Carta Fundadora. 3. Os principais órgãos das Nações Unidas são a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de Tutela, a Corte Internacional de Justiça e a Secretaria da ONU. 4. As Nações Unidas fazem parte do sistema ONU que, além da própria ONU, compreende muitos fundos, programas e agências especializadas, cada uma com sua própria área de trabalho, liderança e orçamento.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1994155 Legislação Municipal
De acordo com a Prefeitura Municipal, Balneário Camboriú vai ter Selo Municipal de Reconhecimento para o Setor de Turismo, que irá reconhecer e promover as boas práticas adotadas pela sua cadeia produtiva. O programa concederá cinco Selos, que serão lançados semestralmente. A obtenção do primeiro Selo está ligada ao cumprimento de critérios ambientais.
Esse primeiro Selo, de grande importância para o Turismo do município, é o:
Alternativas
Q1994154 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Analise o texto abaixo:
Nunca esquecerá daquele sorriso, nem de seu egocentrismo. Nunca gastou um centavo sequer de seu bolso para suas despesas no armazém. Me impressiona o fato de que nem o dono da casa nem o hóspede se desentenderam em nada. Ninguém entendeu. Algum de nós falhou nessa impressão? Por outro lado creio, que pelas circunstâncias e características do hóspede, nosso julgamento foi precipitado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.
( ) Há no texto erro de regência verbal. ( ) Um vício de linguagem foi empregado. ( ) Não há problemas quanto à concordância verbal. ( ) A colocação pronominal obedece à norma padrão da língua. ( ) O uso da pontuação está adequado.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1994153 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Analise as frases abaixo quanto ao uso da crase:
1. A professora mostrou-se favorável a medida que foi implantada naquela escola. 2. Não me refiro a esta pessoa, mas a que está junto daquele rapaz. 3. As ações as quais nos dedicamos não foram devidamente reconhecidas. 4. Era um caso semelhante a ódio, aquele episódio relatado a mim. 5. Não deram valor a nossa proposta, quero que a devolvam.
Assinale a alternativa que indica todas as frases em que a crase acontece obrigatoriamente pelo menos uma vez.
Alternativas
Q1994152 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Observe as frases e a análise sintática posta entre parênteses.
1. Viajou meu amigo Pedro. (O sujeito é simples e está posposto ao verbo.) 2. Fui levá-lo ao Galeão. (O pronome “lo” exerce a função sintática de objeto direto.) 3. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse. (O período é composto e o sujeito das duas orações está representado pela mesma pessoa gramatical.) 4. De repente o aeroporto ficou vazio. (A expressão “de repente” é um adjunto adverbial deslocado e uma vírgula poderia ser colocada posposta e ele.) 5. Recebia tudo com naturalidade. (A expressão “com naturalidade” é um objeto direto do verbo “receber”.)

Assinale a alternativa que indica todas as análises corretas.
Alternativas
Q1994151 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.

Assinale a alternativa correta, considerando o texto.

Alternativas
Q1994150 Português
No aeroporto

Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente.

É o seu sistema.

Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.

Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.

Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. 

Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.

Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte. Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.

Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.

Carlos Drummond de Andrade.
Assinale a alternativa correta de acordo com o texto, considerando o sinônimo colocado dentro dos parênteses para a palavra destacada.
Alternativas
Q1981027 Educação Artística

Relacione as unidades temáticas do componente curricular de Artes, nos anos finais do Ensino Fundamental, com suas respectivas habilidades.


1. Música

2. Teatro

3. Dança

4. Artes integradas


( ) Compor improvisações com base em estímulos como música, imagens ou objetos, caracterizando cenário, iluminação e sonoplastia.

( ) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política, histórica, econômica, estética e ética.

( ) Refletir sobre identidade e diferença, e pensar sem fronteiras, com leitura e discussão sobre deficiência e autoestima.

( ) Explorar e analisar elementos como altura, intensidade, timbre, por meio de games e plataformas digitais.


Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Q1981026 Educação Artística

A Arte, enquanto área do conhecimento humano, contribui para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade.

Em relação à proposta de progressão das aprendizagens em Arte no Ensino Médio, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Ambientes propícios estimulam o engajamento dos estudantes em processos criativos, seja em projetos artísticos individuais, coletivos ou colaborativos.

( ) As manifestações artísticas na contemporaneidade podem ser abordadas pelos estudantes, de modo a estabelecer relações entre arte, mídia, política, mercado e consumo.

( ) O entrelaçamento de culturas e saberes possibilita o acesso e a interação dos educandos com as várias manifestações culturais, populares e eruditas, locais e globais.


As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Q1981025 Educação Artística

Desde meados do século XX, a arte contemporânea apresenta uma série de procedimentos de produção e exibição que a diferenciam das linguagens artísticas consolidadas anteriormente.

Em relação às características desses novos procedimentos, analise as afirmativas a seguir.


I. A emergência do mecenas, dos diretores de museus e donos de galerias.

II. A sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes.

III. A multiplicidade de linguagens e a organização de exposições em espaços alternativos ao institucional.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q1981024 Educação Artística

A BNCC de Arte propõe que a abordagem das linguagens articule dimensões do conhecimento, as quais, de forma indissociável e simultânea, caracterizam a singularidade da experiência artística. Leia a descrição de duas dessas dimensões:


1. Prevê a produção artística, individual ou coletiva, como uma maneira de expressar sentimentos, ideias, desejos e representações.

2. Articula a sensibilidade e a percepção da Arte como uma forma de conhecer a si mesmo, o outro e o mundo, além de trazer o corpo como protagonista da experiência com a Arte, em sua totalidade, incluindo as emoções.


Assinale a opção que identifica corretamente as dimensões 1 e 2, respectivamente. 

Alternativas
Q1981023 Educação Artística

Leia a habilidade a seguir da unidade temática “Artes Visuais”, para o bloco 6º ao 9º ano:

Diferenciar as categorias de artista, artesão, produtor cultural, curador, designer, entre outras, estabelecendo relações entre os profissionais de artes visuais.


Assinale a opção que indica o objeto de conhecimento correspondente a essa habilidade. 

Alternativas
Q1981022 Artes Plásticas

A dançarina norte-americana Loie Fuller (1862-1928) teve suas apresentações comentadas em diversos jornais e revistas, como se vê a seguir: na França, por Toulouse-Lautrec; no Brasil, pelo artista modernista Flávio de Carvalho.


Imagem associada para resolução da questão


Com base nas imagens, analise as afirmativas a seguir.


I. Toulouse-Lautrec captura, no desenho, o estímulo sensorial gerado pela dança, representando a leveza de um corpo em movimento.

II. Flávio de Carvalho percebe os efeitos da música sobre o corpo e busca traduzir expressivamente os movimentos da dançarina.

III. Ambos distanciam-se do gestual acadêmico: o pintor francês enfatiza os volumes a partir dos tecidos, e o brasileiro, a angulação do movimento, com síntese e estilização.


Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q1981021 Educação Artística

A metodologia do ensino e aprendizagem em arte integra os encaminhamentos educativos das aulas artísticas e estéticas. Esses encaminhamentos metodológicos constituem-se em um conjunto de ideias e teorias educativas em arte transformadas em opções e atos que são concretizados em projetos ou no próprio desenvolvimento das aulas de Arte. São ideias e teorias baseadas ao mesmo tempo em propostas de estudiosos da área e em nossas práticas escolares em arte e que se cristalizam nas propostas e aulas.

FERRAZ, FUSARI. Metodologia do Ensino de Artes, 2001, p. 98.


Para as autoras, a metodologia do ensino de arte deve ser centrada na

Alternativas
Q1981020 Educação Artística

Para que seus alunos conhecessem melhor o Marabaixo, o docente de artes convidou Danniela Ramos, bisneta do Mestre Julião Ramos (precursor do Marabaixo no Amapá e líder negro no bairro do Laguinho), para uma oficina sobre o processo de composição poética de “ladrões”: canções compostas ao som das caixas de Marabaixo, que se apropriam de versos de outras canções e de acontecimentos do cotidiano, sendo executadas como “repentes” improvisados. A turma observou o canto e a dança, pôde entrevistar Danniela sobre sua trajetória e experimentou compor ladrões sobre suas experiências de vida.


As afirmativas a seguir identificam objetivos pertinentes à atividade proposta, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Q1981019 Educação Artística

Em 1991, Anna Mae Barbosa lançou A imagem no Ensino da Arte, livro que divulgou o trabalho por ela desenvolvido no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, e cuja ênfase recaia sobre a leitura de imagem. Desde então, a autora aprimorou a sua “proposta triangular” para o ensino de artes.

A respeito da proposta triangular de Ana Mae Barbosa, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) A imagem artística se refere tanto a uma produção quanto à sua reprodução, em forma de impressões em livros, fotografias ou em formatos digitais.

( ) O ensino de arte é efetivado pela complementaridade de três ações: produção, leitura e contextualização.

( ) A leitura é compreendida como análise formalista da imagem e identificação de características como estilo, composição e perspectiva.


As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Q1981018 Educação Artística

Imagem associada para resolução da questão


É uma forma artística marcada pela interdisciplinaridade, com elementos de dança, teatro, poesia, entre outras expressões artísticas combinadas entre si. Suas raízes remontam ao dadaísmo, à colagem, ao happenyng e à body-art. De modo sucinto, pode ser definida como um evento fruível plenamente apenas no momento em que é realizado.


O trecho caracteriza 

Alternativas
Q1981017 Educação Artística

Observe a Boîte-en-valise de Marcel Duchamp, uma maleta ou caixa de papelão e couro que contém reproduções de suas obras, desde as pinturas iniciais, até uma réplica em miniatura da Fonte. 


Imagem associada para resolução da questão


Na arte contemporânea de Duchamp 

Alternativas
Respostas
17101: A
17102: C
17103: D
17104: C
17105: A
17106: C
17107: D
17108: A
17109: E
17110: D
17111: E
17112: B
17113: C
17114: D
17115: E
17116: A
17117: E
17118: A
17119: D
17120: A