Questões de Concurso
Para professor - artes
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O professor organizou a classe em grupos de 4 a 5 estudantes e propôs uma situação-problema. Durante a realização da atividade, ele circulou pelos grupos observando a estratégia que estavam adotando para solucionar o problema. Alguns haviam chegado à resposta correta, outros não. O professor não interrompeu as discussões para corrigir os grupos que haviam se equivocado na resposta, pelo contrário, lançou perguntas e incentivou-os a continuarem discutindo. Em nenhum momento, forneceu a resposta ou elogiou algum grupo por ter conseguido realizar a atividade a contento. No final, solicitou que todos os grupos escolhessem um representante para ir à lousa explicar o caminho percorrido por eles para solucionar o problema. Foi chamando à frente, em primeiro lugar, os grupos que não haviam chegado à resposta correta. Naquele momento, foi discutindo de forma coletiva as estratégias, respostas e possíveis soluções. Houve uma participação ativa dos estudantes, de uma forma geral.
Sobre as condições didáticas oferecidas pelo professor de matemática durante a realização da atividade, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F), de acordo com as atuais concepções de ensino e de aprendizagem
( ) O professor considera os erros detectados durante a realização da atividade como parte integrante da aprendizagem, aproveitando-os para revelar o caminho percorrido pelos estudantes na resolução do problema.
( ) O professor erra ao não corrigir os problemas quando observa os grupos realizando as atividades, já que os erros devem ser corrigidos no ato, e não valorizados, evitando assim assimilações equivocadas.
( ) O professor, ao solicitar que os estudantes explicitem suas resoluções do problema, colocando-as em discussão, contribui para que os estudantes tomem consciência dos seus erros e possam corrigi-los.
( ) O professor deveria fornecer estratégias e procedimentos matemáticos adequados à resolução dos problemas, no início da atividade, evitando assim que os estudantes cometessem erros e se sentissem expostos por isso.
As afirmativas são, respectivamente,
Observe as estratégias e metodologia adotadas pelo professor e responda à questão.
Aula - Inicia-se com uma roda de conversa, em que o professor lança perguntas sequenciais: Vocês sabem o que são museus e para que servem? Já visitaram algum museu? Como foi a visita? Depois de levantados conhecimentos, hipóteses e experiências, são oferecidos aos estudantes fotos e roteiros de diferentes museus pernambucanos (Instituto Ricardo Brennand, Museu Cais do Sertão, dentre outros). Individualmente, a partir de um roteiro oferecido pelo professor, os estudantes observam as fotos e roteiros e fazem registros sobre: para que servem cada um dos museus, o que oferecem e de que forma se ligam às memórias da comunidade. Sequencialmente, o professor solicita que escrevam uma redação sobre a importância dos museus, para que sirva como único instrumento de avaliação do projeto.
Sobre a organização do trabalho didático-pedagógico escolar proposto, no âmbito do projeto, analisar as afirmações abaixo.
I. No início da aula, o professor parece conhecer a importância do processo de construção do conhecimento, ao levantar os conhecimentos prévios dos estudantes, para que estabeleçam conexões entre os conceitos já conhecidos e os novos conteúdos.
II. Ao solicitar que os estudantes façam análise e registros individuais sobre os museus, o professor perde a oportunidade de desenvolver importantes habilidades com eles, por meio do trabalho em grupos: atitudes colaborativas, comunicação, aprender com o outro etc.
III. Em função do contexto em que se insere a aula (no âmbito de um projeto) o professor utiliza a forma mais adequada de avaliação, já que poderá aferir os conhecimentos de cada estudante sobre o conteúdo trabalhado.
É correto o que se afirma:
Considerando essas premissas sobre a avaliação, associe as duas colunas, relacionando os tipos de avaliação à sua definição.
1. Formativa.
2. Somativa.
3. Diagnóstica.
4. Autoavaliação.
( ) Traz implicações diretas sobre a prática pedagógica, pois pressupõe a utilização de instrumentos diversos (observação, portfólios, registros...), já que busca avaliar o percurso da aprendizagem e a organização de situações didáticas mais significativas.
( ) Afere as aptidões dos estudantes, suas necessidades e interesses, no momento inicial de um processo educativo. Possibilita ao professor retomar os conteúdos que o estudante não conseguiu aprender.
( ) Pode ser realizada tanto pelo estudante quanto pelo professor, para se ter consciência do que se aprendeu ou se ensinou e assim melhorar a aprendizagem.
( ) Visa atribuir notas e conceitos para o estudante ser promovido ou não de uma classe para outra, ou de um curso para outro, sendo normalmente realizada durante o bimestre.
A sequência correta dessa associação é, respectivamente:
No filme “Como estrela na Terra: toda criança é especial” (Índia, 2007), é contada a história de um garoto indiano de 8 anos de idade, Ishaan, que apresenta dificuldades de aprendizagem. Em sua primeira escola, é tratado, por um professor, como incapaz e preguiçoso. Colocado em um internato, o menino sofre por não atender às expectativas dos pais e mestres. Contudo, sua situação muda quando um professor passa a desenvolver práticas pedagógicas mais lúdicas e a observá-lo com mais atenção. Ao notar que Ishaan se recusa a participar das atividades, o educador não o reprime, pelo contrário, passa a avaliá-lo em suas dificuldades de leitura e escrita. Busca, nesse contexto, um padrão. Notando-o inteligente, criativo e disléxico, o professor informa ao diretor da instituição e à família do garoto sobre seu problema e desenvolve um projeto diferenciado que utiliza ferramentas e espaços alternativos, para auxiliar Ishaan. Com o tempo, melhoram seu desempenho e autoestima, principalmente, ao vencer uma competição de melhor pintura da escola.
A partir dessa sinopse, é correto concluir que o menino Ishaan
Em sequência, os termos que completam corretamente essas lacunas são:
( ) Nos 2 (dois) primeiros anos de efetivo exercício no cargo de Professor da Rede Municipal, período que caracteriza o estágio probatório, o docente será submetido a avaliação especial de desempenho e desenvolvimento profissional.
( ) É de competência do Coordenador Pedagógico apoiar o diretor da escola nas ações que busquem melhorar a proficiência dos alunos.
( ) A ausência do professor poderá ser justificada no primeiro dia em que ele comparecer ao expediente, mediante requerimento escrito, apresentado à direção da unidade de lotação, instruído com a documentação comprobatório do motivo alegado.
( ) O Professor da Rede Municipal não poderá ser designado para exercer as funções de Diretor Escolar, de Supervisor Educacional ou de Coordenador Pedagógico, uma vez que é exigido aprovação em concurso público próprio para esses cargos.
As assertivas são, respectivamente,
I. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.
II. Os estados devem assumir, de forma exclusiva, a incumbência de estimular e facilitar a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
III. A criança e o adolescente têm direito ao atendimento no ensino fundamental, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
IV. O Estado deve assegurar à criança e ao adolescente o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um.
Está correto o que se afirma apenas em:
Leia as duas manchetes a seguir, levando em conta que ambas apresentam o mesmo acontecimento sobre uma das disputas nos Jogos Olímpicos de Paris 2024:
Texto I

Texto II

A forma como os dois sites jornalísticos noticiaram o acontecimento demonstra que
Uma boa aula é, pois, uma experiência orientada para o envolvimento do aluno em processos mentais de observação, análise, comparação, síntese, dentre outros processos realizados mediante o compartilhamento de ideias com colegas, comunicação interpessoal e reflexão voltados para a resolução de problemas, para a interpretação de informações, para o desenvolvimento de conceitos e para a identificação de perspectivas. Essas experiências, que necessitam ser realizadas de maneira dinâmica e, portanto, mediante metodologia interativa, flexível e aberta, precisam ser muito bem planejadas, para evitar improvisos e perda do foco. Estratégias para o envolvimento dos alunos, estratégias de equilibração e maximização do uso do tempo, previsão de dificuldades e de alternativas para superá-las, são, portanto, aspectos levados em consideração no planejamento e na implementação das ações pedagógicas.
LÜCK, Heloísa. Gestão do processo de aprendizagem pelo professor. Rio de Janeiro: Vozes, 2019, p. 33. Adaptado.
A ideia central do texto enfoca
São Lourenço da Mata pode ser considerada uma das cidades mais antigas do Brasil. Os registros históricos remetem à presença de indígenas Tupinambás em uma época por volta de 1554, ____________ houve disputas com os colonizadores portugueses, em uma região por ____________ passam os rios Capibaribe e Beberibe, ____________ banham grande parte de Pernambuco.
IBGE. São Lourenço da Mata. IBGE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pe/sao-lourenco-da-mata/historico. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado.
As palavras que completam corretamente as lacunas, na sequência em que aparecem no texto, são:
A ocupação inicial de São Lourenço da Mata esteve atrelada ____ extração do pau-brasil. No final do século XVI, começaram ____ surgir os primeiros engenhos de cana-de-açúcar, que se tornara ____ principal fonte de renda do local durante muitos anos. Até 1775, São Lourenço era apenas um distrito subordinado ____ município de Recife, bem como ____ cidade de Paudalho, conquistando sua municipalidade em 1890.
IBGE. São Lourenço da Mata. IBGE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pe/sao-lourenco-damata/historico. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado. Em sequência, as palavras que completam corretamente as lacunas no texto são:
“De hoje em diante, que fique combinado que não haverá mais ‘índio’ no Brasil. Fica acertado que os chamaremos indígenas, que é a mesma coisa que nativo, original de um lugar. Certo? Bem, calma lá. Alguém me soprou uma questão: mais índio e indígena não é a mesma coisa? Pois é. Não, não é. Digam o que disserem, mas ser um indígena é pertencer a um povo específico, Munduruku, por exemplo. Ser ‘índio’ é pertencer a quê? É trazer consigo todos os adjetivos não apreciados em qualquer ser humano. Ela é uma palavra preconceituosa, racista, colonialista, etnocêntrica, eurocêntrica. Acho melhor não a usarmos mais, não é?”
Fonte: Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica Currículo da cidade: povos indígenas: orientações pedagógicas. – São Paulo: SME / COPED, 2019, p. 16.
“Ao mesmo tempo, a linguagem como produtora de conhecimento, ao não apresentar de maneira sistemática e elaborada elementos da história e da cultura africanas e afro-brasileiras, elimina não só a possibilidade de as crianças conhecerem tal história e cultura, como também leva à idéia de que não possuem importância, portanto sua ausência se torna normal, natural, a ponto de nem ser denunciada e desejada. Esse fato configura um círculo vicioso de silêncio e silenciamento, que dificulta a reflexão das crianças sobre as relações raciais no cotidiano escolar e, ao mesmo tempo, sobre o próprio pertencimento racial. Por extensão, que essas crianças reflitam e ajam sobre as discriminações experienciadas e percebidas no dia a dia.”
Fonte: Cavalleiro, E. Discriminação racial e pluralismo em escolas públicas da cidade de São Paulo. In: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD). Educação anti-racista: caminhos abertos pela lei federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC-SECAD), 2005. p. 99.
A partir dos excertos apresentados, um caminho eficaz que a escola deve assumir, considerando que o espaço escolar deve romper com práticas racistas e discriminatórias e promover uma educação que reconheça e promova a diversidade étnico-racial, é
“A relação entre educação básica e profissional no Brasil está marcada historicamente pela dualidade. Nesse sentido, até o século XIX, não há registros de iniciativas sistemáticas que hoje possam ser caracterizadas como pertencentes ao campo da educação profissional. O que existia até então era a educação propedêutica para as elites, voltada para a formação de futuros dirigentes.”
Fonte: Documento base da educação profissional técnica de nível médio integrada ao Ensino Médio, 2007, p. 10)
“Os Institutos Federais, com uma proposta singular de organização e gestão, no diálogo com as realidades regional e local e em sintonia com o global, costuram o tecido de uma rede social capaz de gerar, em resposta às demandas de desenvolvimento sustentável e inclusivo, arranjos e tecnologias educacionais próprios. Vislumbra-se que se constituam em marco nas políticas educacionais no Brasil, pois desvelam um projeto de nação que se pretende social e economicamente mais justa. Na esquina do tempo, essas instituições podem representar o desafio a um novo caminhar na produção e democratização do conhecimento.” (Pacheco, 2015, p. 27).
Com base na leitura dos excertos, é fundamental o entendimento de que a história da educação profissional no Brasil tem, na criação dos Institutos Federais, a afirmação do compromisso democrático, ético e cidadão de ruptura com a dualidade entre uma formação para a elite e outra para os trabalhadores. Nessa perspectiva, segundo Pacheco (2015), entre os conceitos fundamentais para a compreensão das concepções que orientam a criação dos Institutos Federais está:
Texto 1
“No que diz respeito à educação básica de jovens e adultos no Brasil, pode-se afirmar que predominam iniciativas individuais ou de grupos isolados, acarretando descontinuidades, contradições e descaso dos órgãos responsáveis (Moura, 2005). Por outro lado, a cada dia, aumenta a demanda social por políticas públicas perenes nessa esfera. Tais políticas devem pautar o desenvolvimento de ações baseadas em princípios epistemológicos que resultem em um corpo teórico bem estabelecido e que respeite as dimensões sociais, econômicas, culturais, cognitivas e afetivas do jovem e do adulto em situação de aprendizagem escolar (Cabello, 1998).” (Moura e Henrique, 2012, p. 115).
Texto 2
A história da educação de jovens e adultos no Brasil é marcada pela luta de diferentes segmentos sociais pela construção de políticas públicas eficazes e específicas para essa modalidade de ensino. No âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA foi instituído em 2005 para que as instituições federais de educação profissional ofertassem cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores e cursos técnicos de nível médio para a população jovem e adulta. (IFSP, 2024)
Após a leitura dos textos, analisando o que indicam os autores, entre os desafios enfrentados pelo PROEJA, destaca-se:
“O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola. O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade.” (Veiga, 2011, p. 12-13)
Ao abordar a construção do projeto político pedagógico da escola, Veiga destaca sete elementos básicos coerentes com os princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática e valorização do magistério. Entre eles: