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Q4258455 Medicina
A investigação da síndrome de Cushing combina testes de rastreamento do hipercortisolismo e a determinação da dependência da corticotrofina, cuja interpretação equivocada leva à confusão entre as causas hipofisária, adrenal e ectópica. Diante desse quadro, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q4258454 Psicologia
O cuidado das doenças endócrinas crônicas beneficia-se da articulação entre diferentes categorias profissionais em torno de um plano compartilhado, de modo que a leitura equivocada dos papéis fragmenta a assistência e reduz a sua efetividade. Considere as afirmativas a seguir.

(__)O cuidado multiprofissional das doenças endócrinas caracteriza-se pela atuação isolada de cada categoria, sem o compartilhamento do plano terapêutico.
(__)A abordagem interprofissional articula os saberes das diferentes categorias em torno de um plano de cuidado compartilhado e centrado no paciente.
(__)O nutricionista integra o manejo do diabetes por meio da terapia nutricional, articulada às metas glicêmicas definidas pela equipe assistente.
(__)A atuação do psicólogo no cuidado das doenças crônicas resume-se ao encaminhamento de casos psiquiátricos graves, sem participação no manejo do autocuidado.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4258453 Medicina
O manejo da cetoacidose diabética articula a reposição de volume, a insulinoterapia e a correção eletrolítica em sequência definida, cuja inversão ou omissão expõe o paciente a complicações graves e à falsa impressão de resolução. Nesse contexto, assinale a alternativa que descreve corretamente a conduta. 
Alternativas
Q4258452 Medicina
O rastreamento e o diagnóstico do diabetes gestacional apoiam-se em pontos de corte próprios da gestação, e o controle glicêmico influencia os desfechos maternos e fetais, exigindo a correta interpretação dos critérios. A respeito desse tema, avalie as assertivas.

I.O rastreamento do diabetes gestacional utiliza o teste oral de tolerância à glicose com 75 gramas, com valores de corte próprios para a gestação.
II.O diagnóstico de diabetes gestacional exige a presença simultânea de glicemias alteradas no jejum e nas duas horas do teste de tolerância.
III.O controle glicêmico inadequado no diabetes gestacional associa-se a macrossomia fetal e a maior risco de complicações perinatais.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4258451 Medicina
O diagnóstico da acromegalia depende de exames que contornem a secreção pulsátil do hormônio de crescimento, e a distinção em relação ao gigantismo apoia-se no momento do excesso hormonal frente ao crescimento ósseo. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a informação correta.
Alternativas
Q4258450 Medicina
Os distúrbios do metabolismo mineral expressam-se por padrões característicos de cálcio, fósforo e paratormônio, cuja leitura incorreta inverte o diagnóstico entre o excesso e a deficiência da função paratireóidea. A respeito desse tema, avalie as assertivas.

I.O hiperparatireoidismo primário cursa com hipercalcemia, hipofosfatemia e paratormônio elevado ou inapropriadamente normal.
II.A deficiência de vitamina D reduz a absorção intestinal de cálcio e eleva o paratormônio de modo secundário.
III.O hipoparatireoidismo caracteriza-se por hipercalcemia e hiperfosfatemia decorrentes do excesso de paratormônio circulante.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4258449 Medicina
A distinção entre as formas central e periférica da puberdade precoce apoia-se na dependência do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e no comportamento das gonadotrofinas, cuja inversão conduz a diagnóstico e conduta equivocados. Considere as afirmativas a seguir.

(__)A puberdade precoce central decorre da ativação independente das gônadas, com gonadotrofinas suprimidas ao teste de estímulo.
(__)A puberdade precoce central é dependente da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, com resposta puberal das gonadotrofinas ao estímulo.
(__)A puberdade precoce periférica cursa com elevação das gonadotrofinas hipofisárias, refletindo a ativação central do eixo reprodutivo.
(__)O atraso constitucional do crescimento e da puberdade é causa comum de puberdade tardia, com idade óssea atrasada compatível com a idade-altura.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4258448 Medicina
O diagnóstico e o preparo do feocromocitoma exigem a escolha correta dos exames bioquímicos e da sequência do bloqueio farmacológico, cuja inversão expõe o paciente a risco de crise hipertensiva perioperatória. Considere as afirmativas a seguir.

(__)O diagnóstico bioquímico do feocromocitoma baseia-se na dosagem de catecolaminas totais séricas, sendo as metanefrinas exames de baixa sensibilidade.
(__)As metanefrinas plasmáticas livres ou urinárias fracionadas constituem exames de elevada sensibilidade para o diagnóstico do feocromocitoma.
(__)O preparo pré-operatório inclui o bloqueio alfa-adrenérgico prévio ao bloqueio beta, para evitar a crise hipertensiva por estímulo alfa sem oposição.
(__)A instituição isolada do betabloqueador antes do bloqueio alfa constitui a conduta preferencial no preparo do paciente com feocromocitoma.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4258447 Medicina
A tempestade tireoidiana constitui emergência de diagnóstico clínico, cujo tratamento articula fármacos com mecanismos e sequência próprios, de modo que erros na ordem de administração comprometem a segurança do paciente. Considere as afirmativas a seguir.

(__)A tempestade tireoidiana é diagnosticada pela elevação acentuada dos hormônios tireoidianos, à revelia das manifestações clínicas apresentadas pelo paciente.
(__)O tratamento inclui tionamidas, betabloqueador e, após a tionamida, o iodo inorgânico, além do suporte e do tratamento do fator desencadeante.
(__)O iodo inorgânico deve ser administrado após o início da tionamida, para evitar o aumento da síntese hormonal pela oferta de substrato.
(__)O betabloqueador é contraindicado na tempestade tireoidiana por agravar a taquicardia e a instabilidade hemodinâmica do paciente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4258446 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
O setor de recursos humanos da Prefeitura de São Miguel do Oeste analisa nomeações para cargos em comissão e precisa observar a vedação ao nepotismo prevista no art. 15-A da Lei Orgânica do Município. Sobre essa vedação, analise as afirmativas a seguir:

I.É vedada a nomeação, para cargo em comissão ou função de confiança, de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau do Prefeito, do Vice-Prefeito, dos Secretários e das demais autoridades indicadas na Lei Orgânica.
II.A vedação abrange tanto o parentesco consanguíneo quanto o por afinidade.
III.A vedação restringe-se ao parentesco de primeiro grau, ficando dela afastados tios e sobrinhos.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4258445 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Um servidor nomeado para cargo efetivo em virtude de concurso público na Prefeitura de São Miguel do Oeste concluiu, com aprovação, a avaliação especial de desempenho a que foi submetido desde o início do exercício. Ele deseja saber a partir de quando passa a ser considerado estável. Conforme o Estatuto dos Servidores do Município, uma vez aprovado no estágio probatório, o servidor torna-se estável após:
Alternativas
Q4258444 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Joana é médica e ocupa cargo público efetivo na Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Oeste, com jornada de vinte horas semanais. Surge a oportunidade de assumir um segundo cargo público efetivo, também privativo de médico, em outro estabelecimento de saúde, cujo horário não conflita com o do primeiro vínculo. Em dúvida quanto à licitude da situação, ela consulta o setor jurídico. Com base na regra de acumulação remunerada de cargos prevista na Lei Orgânica do Município, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4258443 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
De acordo com a formação administrativa do município, vários distritos foram desmembrados de São Miguel do Oeste ao longo do tempo, dando origem a novos municípios. Qual distrito foi desmembrado de São Miguel do Oeste pela Lei Estadual nº 9.924, sendo elevado à categoria de município?
Alternativas
Q4258442 História e Geografia de Estados e Municípios
A emancipação de São Miguel do Oeste resultou de uma sequência de acontecimentos político-administrativos ocorridos no início da década de 1950, que culminou na criação e na instalação do município:

I.Criação do município de São Miguel do Oeste pela Lei estadual nº 133, de 30 de dezembro de 1953.
II.Apresentação, pelo deputado estadual Lenoir Vargas Ferreira, em 1952, de emenda à Constituição catarinense.
III.Aprovação da emenda que autorizou a emancipação de distritos situados a até noventa quilômetros da fronteira, independentemente do número de habitantes.
IV.Instalação oficial do município e posse de seu primeiro governo, em 1954.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas: 
Alternativas
Q4258440 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes "às" atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Considerando o uso do acento indicativo de crase e a estrutura do período, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I.No trecho, o acento indicativo de crase em "às atuais" existe, pois ocorre a fusão da preposição "a", solicitada pelo termo "semelhantes", com o artigo definido "as" que precede o substantivo "experiências" subentendido.
PORQUE
II.Em construções comparativas com o adjetivo "semelhante", o termo subsequente solicita a preposição "a", e o artigo definido "as" é facultativo antes do pronome demonstrativo "atuais", razão pela qual a crase pode ser facultativa no contexto.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258438 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner "estabelece" uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual.

Considerando a regência do verbo "estabelece", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258436 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Analise se as afirmativas a seguir, quanto à classificação das orações subordinadas presentes no texto, são falsas (F) ou verdadeiras (V).

(__)No primeiro período do texto, a oração "que os jebuseus eram um povo antigo" classifica-se como subordinada substantiva objetiva direta.
(__)No trecho "que ocupou Jerusalém e não podia ser expulso", a oração "que ocupou Jerusalém" classifica-se como subordinada adverbial temporal.
(__)No trecho "A metáfora aconselha quem sofre de acídia", a oração "quem sofre de acídia" classifica-se como subordinada adjetiva restritiva.
(__)No trecho "a aprender a conviver com esses sentimentos", a sequência introduzida pelo infinitivo funciona como complemento verbal de "aconselha", exprimindo a ação aconselhada ao destinatário.

Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4258432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. "Ainda assim", observa que elas lembram abordagens contemporâneas.

Sobre a relação estabelecida no termo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258431 Fonoaudiologia
A caracterização das dificuldades de linguagem na infância exige distinguir os quadros transitórios das condições persistentes e considerar o seu impacto funcional, evitando a equiparação indevida entre atraso e transtorno. A respeito desse tema, avalie as assertivas.

I.O Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem caracteriza-se por dificuldades persistentes na aquisição e no uso da linguagem, sem causa biomédica evidente que o explique.
II.O diagnóstico do Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem considera o impacto funcional das dificuldades na comunicação cotidiana e no desempenho acadêmico.
III.O atraso simples de linguagem e o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem são condições idênticas, com mesma evolução e prognóstico ao longo do tempo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4258430 Fonoaudiologia
As teorias que explicam a aquisição da linguagem divergem quanto ao peso atribuído ao ambiente, às estruturas inatas, à cognição e à interação social, de modo que a atribuição equivocada de um mecanismo a determinada corrente compromete a compreensão do processo. Considerando essas perspectivas teóricas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
341: C
342: B
343: B
344: C
345: D
346: C
347: D
348: D
349: A
350: A
351: C
352: D
353: C
354: A
355: A
356: A
357: A
358: D
359: C
360: C