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Q3757203 Atualidades
Em 2025, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou novas tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio brasileiros, justificando a medida como forma de proteger a indústria e a economia norteamericana. A decisão gerou preocupação em setores exportadores do Brasil e reacendeu o debate sobre o protecionismo econômico. Com base nessa situação e em seus conhecimentos de atualidades, assinale a alternativa correta.
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Q3757202 Noções de Informática
Durante uma auditoria de conformidade digital, um analista jurídico constatou que o navegador utilizado pela equipe não bloqueia automaticamente rastreadores, o que pode comprometer a privacidade das informações acessadas. Considerando os principais navegadores atualizados em 2025, qual deles oferece, por padrão e sem necessidade de extensões, um bloqueio nativo de rastreadores, incluindo cookies de terceiros e scripts de rastreamento?
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Q3757201 Direito Constitucional
De acordo com o art. 29 da Constituição Federal de 1988, cada Município reger-se-á por Lei Orgânica, votada e promulgada pela sua Câmara Municipal, atendidos os princípios estabelecidos na Constituição Federal e na Constituição do respectivo Estado. Considerando o dispositivo citado, assinale a alternativa correta quanto ao procedimento de aprovação da Lei Orgânica municipal.
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Q3757200 Legislação dos Municípios do Estado da Bahia
De acordo com o Art. 84 da Lei Orgânica do Município de Santa Inês, que trata da Guarda Municipal, assinale a alternativa correta:
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Q3757199 História
A Bahia teve papel central na formação histórica do Brasil, especialmente durante o período colonial. A cidade de Salvador, fundada em 1549, foi a primeira capital do Brasil e desempenhou funções administrativas, econômicas e religiosas importantes. Sobre a história da Bahia nesse contexto, assinale a alternativa correta: 
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Q3757198 Raciocínio Lógico
Em um aniversário, todos os convidados comeram bolo e/ou brigadeiro. Sabe-se que: 20 pessoas comeram apenas brigadeiro. 15 pessoas comeram apenas bolo. 4 pessoas comeram ambos. Quantas pessoas participaram deste aniversário?
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Q3757197 Matemática
O triângulo é uma das figuras geométricas mais fundamentais e versáteis da matemática — e sua importância vai muito além da sala de aula. O triângulo é uma das figuras geométricas mais fundamentais e versáteis da matemática — e sua importância vai muito além da sala de aula. Na parte de trás de uma estante com 2,2 metros de altura, apoiada diretamente no chão, foi instalada uma trava diagonal que forma um ângulo de 30° em relação à horizontal, criando assim um triângulo. O comprimento dessa trava será:
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Q3757196 Raciocínio Lógico
Usando os algarismos 2,4,6,8 foram formados números naturais de todas as suas maneiras possíveis. Logo em seguida, esses números foram escritos em ordem crescente. Em qual posição o número 624 está?
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Q3757195 Matemática
Uma equipe de 3 pedreiros constrói um muro de 60 metros em 6 dias, trabalhando 6 horas por dia. Quantos dias levará uma equipe de 6 pedreiros para construir um muro de 90 metros, trabalhando 9 horas por dia?
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Q3757194 Raciocínio Lógico
Analise a seguinte situação:

I. Cláudio é baiano ou Alberto é carioca.
II. Júlio não é pernambucano.
III. Se Alberto é carioca, Júlio é pernambucano.

Com base nessas informações é correto concluir que:
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Q3757193 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Marque a alternativa que aponta justificativa diferente para a obrigatoriedade do uso da preposição do termo regido em destaque em relação às demais elaborações.
Alternativas
Q3757192 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Analise algumas afirmações abaixo sobre as regras de Pontuação utilizadas no texto I antes de julgar o que se pede.

( ) Em “O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo...” (1º par.), caso se retirassem as vírgulas do fragmento não se acarretaria mudança de sentido no contexto.
( ) Em “Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque.” (3º par.), poder-se-ia acrescentar uma vírgula antes da conjunção coordenativa “e” em “e o país está em choque”.
( ) Em “O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza...” (3º par.), as vírgulas foram utilizadas de forma obrigatória a fim de se isolar um Vocativo.
( ) Em “De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo...” (4º par.), a vírgula presente se justifica para marcar o deslocamento de um termo em relação à ordem direta.
Alternativas
Q3757191 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Ao analisar cada oração no contexto do qual faz parte, assinale a alternativa que aponta classificação incorreta.
Alternativas
Q3757190 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Leia:

I. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas.” (9º par.)
II. “O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje.” (10º par.)

Pode-se dizer que, nos fragmentos, as expressões destacadas acima podem ser substituídas respectivamente, a fim de manter o sentido e correção gramatical do texto, por:
Alternativas
Q3757189 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)

Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.



I. O adjetivo “inimaginável” (1º par.), embora possua prefixo e sufixo, sofreu o processo de derivação imprópria.


II. Os adjetivos “antirreligiosa” (2º par.) e “antissemitismo” (3º par.) possuem a mesma regra de não uso do hífen.


III. Em “regimes autoritários e grupos extremistas” (4º par.), poderia haver a devida substituição por “regimes autocráticos e grupos fundamentalistas” a fim de manter o sentido utilizado pela autora enquanto sinônimos.


IV. Expressões como “silêncio preocupante” (4º par.) e “A falta de clamor global” (9º par.) são formas diferentes de se referir ao mesmo tópico em tom de denúncia por parte da autora.



Pode-se afirmar que se encontra correto o que é dito apenas em:

Alternativas
Q3757188 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Sobre os elementos que ajudam a compor o fragmento em evidência, julgue os itens abaixo antes de analisar o que se pede.

I. Em “Esse evento horrível” e “essa ‘terrível tragédia’”, nota-se em destaque a presença de um elemento gramatical adjetivo e de natureza textual anafórica remissiva ao mesmo atentado em Minneapolis.
II. A menção feita pela autora aos “grupos progressistas americanos” reitera a crítica feita contra a perseguição aos cristãos como elemento de reforço e concordância quanto ao tema.
III. Exercem papel sintático análogo no texto os termos “por essa ‘terrível tragédia” e “por grupos progressistas americanos”.
IV. O vocábulo “reacender” é formado por derivação prefixal o qual sugere um fato reiterado no presente discordante da linha defendida pela articulista.

Pode-se constatar como correto o que foi dito apenas em: 
Alternativas
Q3757187 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Considerando-se o papel determinante na construção do sentido entre as diferentes partes de uma produção textual, os elementos coesivos podem se fazer explícitos ou implícitos em alguns momentos. Assim, avaliando-se a construção semântica acima, pode-se afirmar que uma conjunção, a qual poderia ter sido usada a fim de manter o sentido do fragmento, está presente em uma proposta de reescrita em: 
Alternativas
Q3757186 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
Analise as afirmações abaixo sobre o texto I antes de julgar o que se pede:

( ) “Culpar as armas”, no atentado de Minneapolis, é um ato de abrandar o problema de forma desproporcional em relação a outras demonstrações de crime de ódio, o que, na visão da autora, não colabora com a situação injusta e desfavorável na qual se encontram as vítimas cristãs.
( ) A menção feita ao Papa Leão XIV, a grupos progressistas e à Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) representa, no contexto, a menção a autoridades e a órgãos internacionais que destoam da crítica feita quanto ao “Silêncio maligno” creditado a boa parte da comunidade global.
( ) A fim de embasar seu ponto de vista, a autora apresenta fatos específicos e gerais em torno da intolerância religiosa sofrida por fiéis católicos em vários continentes do mundo, bem como prescinde de estatísticas que constatem as hostilidades sofridas por cristãos.
( ) O “Silêncio maligno” exposto no texto tem razões múltiplas, pois obedece a uma conveniência diplomática em relação a certos países, a uma indiferença por parte da mídia, ou a uma consideração tácita e equivocada quanto ao cristianismo a qual “justificaria” as animosidades ocorridas em certos lugares.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência: 
Alternativas
Q3757185 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
A partir da leitura do texto I, pode-se dizer que, para a autora, o “Silêncio maligno” se refere ao/à: 
Alternativas
Q3757184 Português
A diabólica perseguição aos cristãos O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação
Ana Paula Henkel

No dia 27 de agosto, a Escola Católica Anunciação, em Minneapolis, Minnesota, tornou-se palco de uma tragédia inimaginável. Um atirador, identificado como Robin Westman, um transgênero de 23 anos, abriu fogo através das janelas da igreja durante uma missa que celebrava a primeira semana do ano letivo, matando duas crianças – Fletcher Merkel, de 8 anos, e Harper Moyski, de 10 – e ferindo 18 outras pessoas, incluindo 14 crianças. O agressor, que morreu por suicídio, deixou um manifesto e inscrições em armas de fogo que revelaram um profundo ódio contra católicos e grupos religiosos, levando o FBI a investigar o ataque como um ato de terrorismo doméstico e um crime de ódio contra católicos.

Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, o manifesto do atirador e as inscrições nas armas continham referências anticatólicas e antirreligiosas, além de expressões de ódio contra judeus [...]. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu o ato como “hediondo e covarde”, observando que o atirador disparou 116 tiros de fuzil e três cartuchos de espingarda contra a igreja, mirando crianças que foram massacradas por um atirador que não podia vê-las. A obsessão do agressor por assassinatos em massa e o desejo de notoriedade sublinharam um motivo assustador enraizado em uma ideologia antirreligiosa.

Esse evento horrível, ocorrido em um local de culto e aprendizado, chocou a comunidade cristã de Minneapolis e o país está em choque. O Papa Leão XIV, o primeiro papa americano, expressou profunda tristeza, enviando condolências às famílias afetadas por essa “terrível tragédia”. O incidente foi usado por grupos progressistas americanos para reacender discussões sobre a violência armada, mas o curioso é que eles não mencionam crimes de ódio e a segurança de espaços religiosos nos Estados Unidos quando o assunto é violência contra cristãos. Se a violência é contra muçulmanos, é islamofobia. Se a violência é contra judeus, é antissemitismo. Se a violência é contra os negros, racismo. Contra gays, culpa da homofobia. Mas se a violência é contra cristãos, a culpa é das armas. O tiroteio em Minneapolis não é um incidente isolado. Ele reflete um padrão global mais amplo de perseguição contra cristãos, alimentado por motivos antirreligiosos.

Da África à Ásia, os cristãos enfrentam violência, discriminação e opressão sistêmica, frequentemente recebendo um silêncio preocupante de instituições globais e da mídia. De acordo com um relatório de 2024 da Open Doors International, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram perseguição e discriminação significativas em todo o mundo, um aumento de 15 milhões em relação ao ano anterior. O relatório classifica os 50 países onde os cristãos enfrentam as ameaças, violências e assédios mais graves, com base em dados coletados de outubro de 2023 a setembro de 2024. O epicentro da violência islâmica contra cristãos mudou do Oriente Médio para a África, com países como Nigéria e Moçambique testemunhando ataques intensificados. Enquanto isso, regimes autoritários e grupos extremistas na Ásia e no Oriente Médio continuam a atacar comunidades cristãs, muitas vezes com impunidade.


Nigéria: um foco de violência antirreligiosa

A Nigéria destaca-se como um dos lugares mais perigosos para os cristãos, respondendo por quase 70% das mortes globais ligadas à perseguição cristã. [...] Grupos armados como o Boko Haram e militantes islâmicos Fulani têm como alvo comunidades cristãs, igrejas e clérigos com brutalidade devastadora.


Burkina Faso: insurgência islâmica em ascensão

Em Burkina Faso, o aumento de insurgentes islâmicos tornou o país o epicentro da violência extremista na região do Sahel. Um ataque devastador em agosto deste ano na cidade oriental de Manni deixou pelo menos 150 pessoas mortas, com cristãos entre os principais alvos. [...] Comunidades cristãs enfrentam sequestros, deslocamento forçado e destruição de igrejas, com mulheres e meninas particularmente vulneráveis à violência sexual e casamentos forçados.


Paquistão: leis contra a blasfêmia e hostilidade social

No Paquistão, as leis contra a blasfêmia são uma ferramenta devastadora de perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas. [...] Essas leis são frequentemente usadas de forma indevida para resolver disputas pessoais ou atacar comunidades minoritárias, levando à violência de multidões e assassinatos extrajudiciais. Convertidos do islamismo ao cristianismo enfrentam riscos graves, incluindo “assassinatos por honra” por familiares ou vigilantes.


China: repressão patrocinada pelo Estado

Na China, a repressão do Partido Comunista contra a religião intensificou-se, com cristãos enfrentando vigilância, prisão e fechamento forçado de igrejas. [...] As políticas do governo chinês visam a sufocar a religião, forçando os cristãos a se alinharem com doutrinas aprovadas pelo Estado ou enfrentar perseguição. Igrejas são rotineiramente invadidas, e a literatura cristã é censurada. O silêncio da comunidade internacional sobre as ações da China é perturbador, impulsionado por laços econômicos e diplomáticos.


O silêncio maligno: por que o mundo ignora a perseguição Cristã?

A falta de clamor global sobre essas atrocidades destaca o “silêncio maligno” que envolve a perseguição aos cristãos. Embora organizações humanitárias como a Ajuda à Igreja em Necessidade (ACN) documentem essas violações, a resposta da comunidade internacional permanece silenciada, muitas vezes ofuscada por outras preocupações geopolíticas. O silêncio global em torno dessa perseguição é multifacetado. Interesses geopolíticos frequentemente têm procedência, com nações poderosas relutantes em criticar aliados como China e Paquistão. A cobertura midiática tende a se concentrar em conflitos de alto perfil, deixando de lado o ataque sistemático aos cristãos em regiões menos estratégicas. A complexidade da violência religiosa, muitas vezes entrelaçada com motivos étnicos ou políticos, também pode obscurecer a natureza especificamente anticristã desses ataques.

Além disso, uma relutância cultural em reconhecer a perseguição cristã decorre da percepção de que o cristianismo, como uma religião historicamente dominante, não pode ser vítima. Essa narrativa ignora a realidade enfrentada por milhões de cristãos em contextos minoritários, onde eles são vulneráveis à violência extremista e à opressão estatal.

O tiroteio em Minneapolis, embora investigado como um crime de ódio, corre o risco de ser enquadrado apenas como uma questão de violência armada, ofuscando seus motivos antirreligiosos, além da supressão da discussão dos problemas mentais – um tabu nos dias de hoje. O tiroteio na Escola Católica Anunciação é um lembrete sombrio do ódio que alimenta a violência anticristã, ecoando desde as ruínas ensanguentadas da Nigéria até os altares profanados da Síria e as igrejas silenciadas da Nicarágua. As almas inocentes de Fletcher Merkel e Harper Moyski ceifadas em seu santuário de oração são um grito que se une ao sofrimento de milhões de cristãos em todo o mundo.

O silêncio maligno que envolve essas atrocidades deve ser rompido por meio de conscientização e ação. Enquanto o mundo chora as vítimas de Minneapolis, também deve enfrentar a perseguição global aos cristãos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e seu direito de culto em segurança seja respeitado.

É hora de rejeitar o silêncio e enfrentar a indiferença.


Fonte: HENKEL, Ana Paula https://revistaoeste.com/revista/edicao-285/adiabolica-perseguicao-aos-cristaos/ acesso em 05 de agosto2025 (adaptado)
É correto afirmar que o texto:
Alternativas
Respostas
61: B
62: E
63: A
64: C
65: B
66: D
67: C
68: D
69: B
70: E
71: D
72: C
73: C
74: E
75: B
76: D
77: A
78: E
79: A
80: A