Questões de Concurso Para furb - sc

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Q4052663 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Um servidor técnico-administrativo recém-ingresso na FURB, ao participar de uma ação de integração institucional, recebe um conjunto de informações sobre o Regimento Geral da Universidade. Durante a atividade, são apresentadas situações práticas para que os participantes identifiquem a norma aplicável. O servidor percebe que o conhecimento do Regimento é indispensável não apenas para o exercício de suas funções, mas também para orientar corretamente discentes e docentes que recorrem ao setor administrativo com dúvidas sobre prazos, recursos e procedimentos institucionais. Considere as afirmativas a seguir sobre o Regimento Geral da FURB. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O prazo para interposição de recursos previstos no Regimento é de 10 (dez) dias, contados do primeiro dia útil seguinte à data da ciência pelo interessado da decisão, devendo o recurso ser encaminhado pelo órgão recorrido à instância superior no prazo de 3 (três) dias úteis a contar do recebimento.
(__)O comparecimento às reuniões dos órgãos colegiados é obrigatório e preferencial em relação a qualquer outra atividade acadêmica, inclusive àquelas realizadas em sala de aula, perdendo o mandato o representante que faltar, sem justa causa, a 3 (três) reuniões consecutivas ou 5 (cinco) alternadas.
(__)O processo disciplinar instaurado contra discente da FURB será conduzido por comissão composta de três servidores efetivos e estáveis, sendo que as sanções somente poderão ser aplicadas após o devido processo legal, que possibilite ao discente ampla defesa.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052662 Administração Pública
Debates sobre modernização do Estado frequentemente opõem eficiência e efetividade como se fossem conceitos equivalentes. A distinção, porém, é relevante: um Estado mais eficiente desloca a análise para a otimização de recursos e processos, enquanto um Estado mais efetivo tem como foco a entrega de resultados em termos de soluções públicas de qualidade que melhorem a vida da população. Nessa perspectiva, a gestão pública deve migrar da lógica de "quanto gastamos" para "que impacto isso está gerando, para quem e com qual qualidade". A qualidade dos serviços públicos depende da valorização e de boas práticas de gestão em relação a quem atua no serviço público − especialmente aqueles em posição de liderança. Pesquisa conduzida em 2025, indicou que 92% dos brasileiros acreditam que os servidores poderiam oferecer mais à população se os órgãos públicos dessem mais condições para isso, e que 89% confiariam mais no Estado se houvesse processos de pré-seleção para lideranças com base em habilidades  e competências, para além da indicação política. Pesquisas internacionais compiladas pela OCDE indicam que a qualidade da liderança no setor público impacta a performance organizacional, a eficiência e a produtividade da gestão, podendo ainda reduzir riscos de corrupção e aumentar a confiança no setor público. No que se refere aos chamados supersalários, apenas 0,06% de todo o funcionalismo público recebe remuneração superior ao teto constitucional, mas o custo desse grupo para os cofres públicos supera R$ 11,1 bilhões por ano − valor equivalente ao atendimento anual de 1,36 milhão de famílias em programas sociais de transferência de renda. Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4052661 Português
A expansão da inteligência artificial enfrenta um limite estrutural: os modelos de linguagem foram treinados em grandes volumes de conteúdo digital − livros, artigos, códigos e conversas −, mas essa fonte está saturada. Parte do problema é que a própria IA passou a gerar conteúdo que polui o treinamento de novas IAs, dificultando separar o que é sinal do que é ruído. Para alcançar o próximo patamar de utilidade e de lucro, a inteligência artificial precisa de algo que a internet raramente entrega de forma íntegra: o contexto da vida real − onde o usuário está, o que está tentando fazer, com quem, em que momento e com quais restrições. Capturar esses dados em tempo real, por meio de dispositivos vestíveis equipados com câmeras, microfones e localizadores, tornou-se o novo campo de disputa das grandes empresas de tecnologia. O sucesso desses dispositivos, porém, não depende da sofisticação tecnológica, mas da chamada "permissão social": a capacidade de integrar-se naturalmente aos hábitos do usuário de forma elegante e funcional, sem gerar desconforto. A aceitação não virá de uma única decisão definitiva, mas de pequenas concessões cotidianas, gradualmente normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial − transformando vigilância em conveniência e novidade em hábito. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O sucesso dos dispositivos vestíveis inteligentes depende fundamentalmente da superioridade técnica do hardware, sendo a aceitação social uma variável secundária, já que a utilidade prática é suficiente para garantir a adoção massiva independentemente do design ou da integração aos hábitos cotidianos.
(__)O principal obstáculo ao próximo avanço da inteligência artificial não é a capacidade de processamento, mas a saturação das fontes de dados digitais e a dificuldade de acessar o contexto da vida real − onde o usuário está, o que faz, com quem e em que circunstâncias −, dado que a internet raramente entrega essas informações de forma íntegra.
(__)A adoção de dispositivos vestíveis capazes de capturar dados contextuais tende a ocorrer de forma gradual, por meio de pequenas concessões cotidianas normalizadas pela utilidade e pela sedução comercial, o que implica cessão progressiva de dados cada vez mais íntimos sem que haja necessariamente uma decisão consciente e definitiva por parte do usuário.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052660 Português
O Brasil conta atualmente com 113 parques tecnológicos distribuídos nas cinco regiões, reunindo cerca de 2,7 mil empresas, faturamento anual superior a R$ 15 bilhões e aproximadamente 75 mil empregos diretos, resultado de três décadas de políticas públicas e cerca de R$ 7 bilhões investidos. Apesar dessa infraestrutura instalada, os investimentos permanecem concentrados nas regiões metropolitanas, e o discurso público sobre inovação segue circunscrito a poucos endereços. Organismos internacionais destacam que sistemas de inovação distribuídos regionalmente aumentam a resiliência econômica, e experiências de países como Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos demonstram que polos tecnológicos fora das principais metrópoles são viáveis e estratégicos.
Analise as afirmativas a seguir sobre inovação, desenvolvimento territorial e políticas públicas no Brasil:
I.Entre 2017 e 2023, pedidos de patentes vinculados a empresas instaladas em parques tecnológicos cresceram mais de 100%, dado que, embora não altere a estrutura concentrada da economia, indica um movimento de interiorização da inovação.
II.A inovação produzida em municípios médios, por estar distante das cadeias produtivas consolidadas, não gera efeitos relevantes sobre emprego, arrecadação ou diversificação produtiva local.
III.A ausência de territorialização nas propostas sobre reindustrialização, economia verde e inteligência artificial tende a manter o modelo concentrador, uma vez que propostas genéricas não especificam onde as agendas de inovação serão efetivamente implementadas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052659 Regimento Interno
Um servidor técnico-administrativo da FURB, ao participar de uma comissão de revisão de procedimentos institucionais, é incumbido de verificar se determinadas práticas adotadas em Centros e Departamentos estão em conformidade com o Regimento Geral da Universidade. Entre os pontos analisados estão: as competências do Diretor de Centro em relação ao poder disciplinar; as condições para substituição do Chefe de Departamento em suas ausências; e a natureza das infrações que sujeitam discentes à pena de desligamento. O servidor precisa distinguir com precisão o que o Regimento atribui a cada órgão e agente, evitando interpretações que ampliem ou restrinjam indevidamente o texto normativo. Considere as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O Diretor de Centro, no âmbito de suas competências, exerce o poder disciplinar dentro do Centro, podendo fiscalizar a execução do regime didático e zelar pela observância rigorosa dos horários, programas e atividades dos professores e discentes, bem como baixar atos normativos decorrentes das decisões do Conselho de Centro.
(__)O Chefe de Departamento será substituído, em suas faltas ou impedimentos eventuais, pelo professor indicado pelo Diretor de Centro dentre os integrantes do respectivo Departamento, observando-se critério de antiguidade no magistério na Instituição.
(__)São infrações puníveis com desligamento o grave desacato à autoridade universitária ou a qualquer membro dos Corpos Docente ou Técnico-Administrativo, a agressão física a docente, a servidor Técnico-Administrativo ou a qualquer discente, e a prática de ato incompatível com a dignidade universitária.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052658 Matemática
Em uma loja, o preço de venda de um produto sofreu três alterações sucessivas. No primeiro mês, houve um aumento de 20% sobre o preço inicial. No segundo mês, houve um aumento de 25% sobre o preço praticado após o primeiro aumento. No terceiro mês, devido à baixa nas vendas, houve uma redução de 25% sobre o preço praticado após o segundo aumento. Após essas três alterações, pode-se afirmar que o preço de venda teve um ________ de ______% em relação ao valor inicial. Assinalem a alternativa que completa corretamente as lacunas é:
Alternativas
Q4052657 Matemática
Uma moeda com duas faces, cara e coroa, foi lançada três vezes consecutivas. Considerando a sequência de resultados possíveis para esses lançamentos, pode-se afirmar que, nesse experimento, a probabilidade de obtermos três resultados iguais, ou seja, faces iguais entre si, todos cara ou todos coroa, é de:
Alternativas
Q4052656 Matemática
Uma fita foi cortada em três etapas. Inicialmente, ela media 8,7 m. Na primeira etapa, foi retirado 1,5 m. Na segunda etapa, foram retirados 90 cm. Na terceira etapa, foi retirado três quintos de um metro. O comprimento restante foi dividido em 8 partes iguais. Nessas condições, pode-se afirmar que o comprimento de cada uma dessas 8 partes finais, em cm, é igual a:
Alternativas
Q4052655 Matemática
Uma escola registrou, em uma tabela, a quantidade de estudantes inscritos e a quantidade de estudantes presentes em quatro oficinas oferecidas durante uma semana cultural:
Imagem associada para resolução da questão
A taxa de presença em cada oficina pode ser obtida dividindo-se o número de presentes pelo número de inscritos. Essa taxa também pode ser expressa em percentual. Nessas condições, pode-se afirmar que a oficina com a maior taxa de presença foi a de:
Alternativas
Q4052654 Matemática
Uma gráfica recebeu uma encomenda para imprimir apostilas. Sabe-se que 9 impressoras, todas com o mesmo desempenho, trabalhando 7 horas por dia durante 4 dias, imprimem 5.040 apostilas. Para atender uma nova encomenda de 16.800 apostilas, a gráfica utilizará 10 impressoras, com o mesmo desempenho das anteriores, trabalhando 7 horas por dia durante 6 dias. Nessas condições, pode-se afirmar que a quantidade produzida não será suficiente para concluir a nova encomenda no prazo estabelecido, pois faltarão: 
Alternativas
Q4052653 Português
Leia as sentenças a seguir e analise a colocação dos pronomes átonos destacados:
I.Quem lhe explicará a razão desses números da pesquisa será a própria pesquisadora.
II.Não desista para não me desanimar também. Falta pouco para concluirmos tudo.
III.Ele certamente se alegrará com o resultado dos estudos e com a publicação do artigo.
IV.Querendo publicar logo a pesquisa, nos precipitamos na análise dos dados.

Está correta a colocação pronominal nas sentenças:
Alternativas
Q4052652 Português
Imagem associada para resolução da questão
Crédito: Foto: @vinimlo / Estudantes NINJA (Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026.) No cartaz em destaque na imagem, há o uso correto de "por que", uma vez que ele introduz uma pergunta. Analise as sentenças a seguir e o uso dos porquês destacados:
I.Sempre me pergunto por que há tanta resistência em investir em Educação.
II.Não investia em Educação porque não queria que o povo tivesse conhecimento.
III.Peguei aquele livro na estante da livraria sem pensar, meio no automático, e comecei a ler. Nem os céus sabem por quê . Li todo e estou sem palavras para definir o que sinto.
IV.Quero saber um porque para eu não avançar nesta leitura.

Está correto o uso em: 
Alternativas
Q4052651 Português
As sentenças a seguir apresentam empregos do acento grave (crase). Analise cada uma:
I.O artigo não se refere à isso, que são dados já confirmados. Ele se refere aos dados ainda em processo de coleta.
II.O plano de estudo era uma forma de resistir àquele cansaço que nos toma depois de um longo dia de trabalho.
III.Disse que tinha muito respeito pela pesquisa histórica, à que se iniciara muito antes de ele entrar na universidade.
IV.Cumpria seu papel com respeito àquilo que seus antepassados haviam construído dentro da Ciência.

Está correto o uso do acento grave em: 
Alternativas
Q4052650 Português
A respeito do uso dos artigos, há contextos em que eles denotam o sentido de posse à palavra a que acompanham. Analise as sentenças a seguir e os artigos destacados:
I.Trazia os cabelos esbranquiçados há muitos anos, marca de tantas preocupações.
II.Quando chegou à reunião, estava acompanhada da filha.
III.Aqueles estudantes eram ativistas desde a faculdade.
IV.Ana repeliu qualquer contato com ele. Firmou-se nos cotovelos enquanto pensava em tudo que ouvira.
O artigo denota sentido de posse em:
Alternativas
Q4052649 Português
Leia as sentenças a seguir e analise as expressões destacadas, atentando para o termo ao qual cada uma se refere. Em seguida, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as classes gramaticais às expressões destacadas:
Primeira coluna: classes gramaticais
1.Adjetivo (locução)
2.Advérbio
3.Pronome indefinido
Segunda coluna: expressões
(__)Fale com os demais antes de tomar qualquer decisão.
(__)Que pessoa legal, ela acolhe demais!
(__)Como há candidatos de mais e poucas vagas, o processo de seleção será mais longo.
(__)Vírgulas de mais atrapalham a coesão textual.
(__)Fuja de pessoas que falam demais e ouvem de menos.
(__)Trouxe as demais para devolver. Não precisarei dessas fotografias.

Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4052648 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Em "Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior", a concordância do verbo "conseguir" está corretamente feita. Tendo isso como referência e mobilizando seus conhecimentos, analise a concordância dos verbos destacados:
I.Naquela cidade, 75% da população ganha menos de dois salários mínimos.
II.Somente 1% dos candidatos conseguem se inscrever para as práticas esportivas.
III.Oitenta e cinco por cento dos inscritos compareceu no primeiro encontro.
IV.Um por cento venceu o medo de altura e desceu na tirolesa.

Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Alternativas
Q4052647 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior."
O pronome relativo que , no contexto em que ele aparece, tem uma função sintática clara: ser sujeito da oração que o segue − expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior . Nesse caso, por se tratar de um período composto, o pronome substitui o verdadeiro sujeito, evitando sua repetição desnecessária. Analise todo o contexto e assinale a alternativa que indica corretamente o sujeito do verbo "expulsar", o qual é substituído pelo pronome relativo que
Alternativas
Q4052646 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A partir da leitura atenciosa do texto, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)No primeiro parágrafo, no trecho "Um simples olhar para os resultados aponta", pode-se inferir que os problemas relacionados ao sistema educacional brasileiro, assim como os desafios, são evidentes e visíveis na realidade da sociedade brasileira.
(__)No trecho "Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária", a palavra destacada possibilita ao leitor compreender, na leitura do texto, que há um atraso na atuação das instituições de ensino superior no Brasil a respeito de transformações que esse ensino demanda.
(__)Os dados do Censo 2024 possibilitam levantar inúmeros cenários da educação superior no Brasil, inclusive do ensino à distância, que apresentou grande crescimento na oferta, possibilitando que mais pessoas tenham acesso à formação superior e qualifiquem-se para o mercado de trabalho. Isso é reflexo, por si só e suficientemente, do caráter democrático da Educação no Brasil.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052645 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052644 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A respeito da reflexão que a autora propõe sobre o ensino à distância, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Essa modalidade de ensino, de acordo com os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil, apresentou um crescimento de grande importância, ao ponto de acender um alerta.
(__)O número de matrículas no ensino à distância foi maior que o total de matrículas no ensino superior presencial, impulsionado pelo marco regulatório do EAD.
(__)Dois pontos merecem atenção: a permanência do estudante matriculado no EAD e a vivência universitária, problematizando o fato de que não basta viabilizar a entrada no ensino superior via EAD.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
81: C
82: C
83: A
84: D
85: E
86: C
87: B
88: A
89: C
90: D
91: A
92: E
93: E
94: C
95: D
96: B
97: A
98: C
99: B
100: D