Questões de Concurso
Para colégio pedro ii
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O processo de humanização do espaço, segundo análise do texto I, mostra‐se frustrante e tedioso, levando o homem a uma busca insaciável de novos deslocamentos, de novas conquistas.
A metáfora que melhor ilustra a figurativização desse processo aparece no verso
“Desisto de atualizar os mapas políticos da África e da Europa!” – afirmou um cartógrafo brasileiro.
Essa fala se faz pertinente devido aos seguintes acontecimentos recentes:
Texto I
“Em todo lugar onde se possa gerar lucros, os obstáculos à expansão (dos grandes grupos empresariais) foram levantados, graças à liberalização e à desregulamentação: a telemática e os satélites de comunicações colocam em suas mãos (das empresas) formidáveis instrumentos de comunicação e controle; para que se reorganizem e reformulem, em consequência, suas estratégias internacionais.”
(CHESNAIS, François. A mundialização do capital. São Paulo: Editora Xamã, 1996, p. 23.)
Texto II
“As tentativas de se construir um mundo só sempre conduziram a conflitos, porque se tem buscado unificar e não unir (...) A dimensão mundial é o mercado. (...) A dimensão fragmentada é a tribo – união de homens por suas semelhanças – e o lugar – união dos homens pela cooperação na diferença. A grande revolta se dá através do espaço, do lugar, ali onde a tribo descobre que não é isolada.”
(SANTOS, Milton. Técnica, Espaço, Tempo: globalização e meio técnico‐científico‐informacional. São Paulo: Editora Hucitec, 1998, p. 36.)
Os textos I e II foram usados numa aula para discutir, respectivamente, dois conceitos:
Leia o texto a seguir.
“Quando a China abandonou a planificação econômica, e a Índia diminuiu a substituição de importações, 1/3 da população mundial foi arrancada de décadas de isolamento econômico e arremessada na corrente da economia global. Evoluções semelhantes, no antigo bloco soviético e na América Latina, afetaram mais um bilhão de pessoas.”
(FRIEDEN, Jefrei. Capitalismo global: história econômica e política do século XX. Rio de Janeiro, Editora Zahar. 2008, p. 435.)
O fator convergente no recente processo de crescimento econômico da China e da Índia foi o
Numa sala de aula, um professor de Geografia apresentou um trecho do poema Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, e fez uma adaptação do original para tratar a questão da violência tanto no campo quanto na cidade.
Morte e vida severina
Que é a morte que se morre
De velhice antes dos trinta
De emboscada antes dos vinte
De fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte Severina
ataca qualquer idade
e até gente não nascida).
Morte e vida do Severino
Que é a morte que se morre
Por todo tipo de violência antes dos trinta
De bala perdida antes dos vinte
De medo um pouco por dia
(de assalto e de dengue
é que essa morte
ataca qualquer idade
e até gente recém‐nascida).
À luz dos textos, são fatores que contribuem para as situações de violência destacadas no campo e na cidade,
respectivamente, a
Um professor de Geografia produziu o seguinte texto:
“Quando o jovem vendedor de verduras, Mohammed Bouazzi, ateou fogo em seu corpo na Tunísia, ninguém esperava que isso levasse à queda de um ditador há mais de 23 anos no poder e que, além disso, provocaria um efeito dominó regional. Ele concluiu a universidade e sonhava com uma vida melhor para sua família. O jovem teve seu dinheiro extorquido por policiais corruptos, cujo autoritarismo culminou com a tomada de sua barraca e mercadorias. Ele se imolou em dezembro, morreu 23 dias após, e o presidente ditador Ben Ali fugiu 40 dias depois. Os demais jovens da região se identificaram imediatamente com seu sacrifício e suas expectativas frustradas, o que levou a um crescimento do uso das redes de informação e suas nuvens.”
O texto anterior visava a introduzir com mais propriedade a discussão sobre

A água potável – o ouro azul – é um patrimônio líquido escasso e, por isso, deveria ser objeto de livre acesso à
humanidade. Contraditoriamente, as transnacionais são proprietárias de mais de 50% das fontes de água mineral do
planeta. No século XXI, projeta‐se um cenário de sérios hidroconflitos em diferentes escalas – nacionais e
internacionais –, pois mais de 75% das bacias hidrográficas do mundo são compartilhadas por dois ou mais países. A
tabela apresenta situações de hidroconflitos em rios brasileiros e do continente americano. Assinale a alternativa que
apresenta a correlação correta para ambas as situações.
“As correntes marítimas são extensas porções de água que se deslocam pelo oceano, sempre nas mesmas direções, como se fossem larguíssimos ‘rios’ dentro do mar, movimentados pela ação dos ventos e pela rotação da Terra. Diferenciam‐se das águas do entorno do continente em temperatura, salinidade e direção. Causam grande influência no clima, principalmente porque alteram a temperatura atmosférica, e são importantes para atividade pesqueira.”
(SENE, E. de; MOREIRA, J. C. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2009, p. 128. Adaptado)
Um professor de Geografia elaborou um estudo dirigido, utilizando como recurso os mapas do Atlas Geográfico sobre as correntes marítimas, para suas turmas da 1ª série do Ensino Médio.

Com base no material utilizado pelo professor, pode‐se afirmar que a atividade proposta permitiu observar que a
corrente
Planejando uma aula sobre o conteúdo programático de População Brasileira, um professor de Geografia apresentou aos docentes, na reunião de planejamento semanal, as seguintes pirâmides etárias.

Na elaboração do plano de aula para as turmas da 1ª série do Ensino Médio, sobre as transformações na estrutura
etária do Brasil nas próximas décadas, foram destacados como conteúdo programático
No planejamento de uma aula na Educação Básica sobre o conceito de Linha Internacional de Mudança de Data, o professor de Geografia mostra, por meio de mapas e de outros recursos cartográficos, a importância do estudo dos fusos horários.

Na organização de uma atividade sobre o conceito de Linha Internacional de Mudança de Data, utilizando o Atlas
Geográfico, o docente deve destacar que, ao atravessar a linha internacional de mudança de data,

O conhecimento da atuação das massas de ar no território brasileiro é fundamental para o entendimento da
dinâmica climática. A área de origem da massa de ar está relacionada às suas características físicas e aos impactos no
ambiente. Em uma turma da 1ª série do Ensino Médio, um professor de Geografia apresentou mapas que mostram o
deslocamento das massas de ar que atuam no Brasil. Conhecendo a trajetória das massas de ar no Brasil ao longo do
ano, podemos afirmar que um dos objetivos da aula era demonstrar que
O Brasil tem duas Amazônias, e não é no sentido figurado. O país realmente tem duas Amazônias, a Amazônia Verde e a Amazônia Azul.

Sobre as características da Amazônia Azul, assinale a alternativa que contém o(s) número(s) correspondente(s) à(s) verdadeira(s) característica(s) desse espaço marítimo
I. Trata‐se de área sobre a qual o Brasil exerce forte controle da circulação marítima.
II. A área abriga as reservas da camada do pré‐sal, que se encontram dentro dos limites do mar territorial.
III. Corresponde à área maior que a Amazônia Verde e possui vastos recursos minerais e biomarinhos.
IV. Trata‐se de espaço geopoliticamente estratégico para os interesses econômicos e sociais brasileiros.
Estão corretas as afirmativas
Em recente chamada de artigos para a próxima Conferência Regional da União Geográfica Internacional, em Moscou (entre 17 e 21 de agosto de 2015), as Comissões de História da Geografia e de Geografia Política elegeram o seguinte tema para ampla discussão: “Repensar o que a geografia (política) deveria ser: a geografia e a geopolítica como instrumento de paz (teorias, histórias e práticas)”* .
[* Tradução livre do original em francês e em inglês, respectivamente: “Repenser ce que la géographie (politique) devrait être: la géographie et la géopolitique comme instruments de paix (théories, histoires et pratiques)”; “Rethinking what (political) geography ought to be: theories, histories and practices of geography and geopolitics as instruments of Peace”].
(Disponível em: http://web.univ‐pau.fr/RECHERCHE/UGIHG/ Acesso em: 05/12/2014.)
Sobre as novas abordagens da Geopolítica Contemporânea, é correto afirmar que essas
Um professor provocou um alvoroço entre alunos de sua turma ao pendurar na parede um mapa‐múndi de forma diferente da convencional.

Em seguida escreveu a seguinte frase:
“Pensar o mundo não é mais um privilégio europeu e a reelaboração do mapa do planeta é uma forma de libertação do colonialismo”.
(Trecho da entrevista de Milton Santos, disponível em http://www2.uefs.br/ geotec/cartografia/cartografia.htm.)
A opção que apresenta, respectivamente, um aspecto natural e outro cultural de maior relevância na representação
cartográfica que o professor desejou ressaltar é
“Se for possível, um dia, imaginar uma teoria das cidades amazônicas ribeirinhas, dificilmente se poderá omitir as duas origens longínquas mais prováveis: as fortificações militares ou a estratégia do rei, e as missões religiosas ou a geopolítica da fé. Já o dinheiro, e outras causas mais profanas, são recentes e ainda não completaram meio século.”
(CARUSO, Mariléa M. Leal . Jesuítas, caras‐pálidas e a geopolítica da selva em 1750. In.: Amazônia, a valsa da galáxia: o abc da grande planície. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2000, pp. 368‐372.)
Sobre a constituição e desenvolvimento da rede urbana amazônica, é correto afirmar que
“Para ser efetiva, a geografia histórica deve seguir dois caminhos paralelos. Por um lado, ela deve levantar a história da mudança de um dado lugar ao longo de um segmento de tempo selecionado; por outro lado, ela deve acompanhar a disseminação de um ou mais fatores de modernização sobre uma porção do Globo mais ou menos dimensionável. Talvez seja por esta razão que Jean Brunhes (1952) considera a geografia histórica ‘o aspecto mais complicado da geografia humana’, uma vez que ela é ao mesmo tempo ‘o empreendimento mais audacioso e aventuroso e, todavia, aquele que [...] em virtude de uma singular ilusão tem parecido o mais fácil.”
(SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. 2ª ed. São Paulo: Ed. da USP, 2003, p. 44.)
A Geografia Histórica e a Difusão de Inovações são temas importantes na produção geográfica contemporânea. O trecho anterior, em particular, alerta quanto à ilusão de simplificarmos a maneira como, muitas vezes, tentamos recuperar o passado para procurar explicar como o espaço geográfico hoje se apresenta, considerando‐o um produto histórico e social. Todas as opções procuram estabelecer uma relação entre “contexto histórico” e formação “socioespacial”. Qual a opção que apresenta de forma mais fidedigna e explícita as recomendações metodológicas destacadas?
