A situação hipotética contextualiza a questão. Leia-a atentamente.
“Paciente, 8 anos, 30 kg, é levado pela mãe para atendimento hospitalar de emergência apresentando, há 4 dias, crises intensas
de tosse, principalmente à noite; falta de ar; e, dor de garganta, sem febre. Já havia buscado atendimento em Unidade de
Pronto Atendimento há 2 dias, onde realizou nebulizações com beta 2-agonistas em regime frequente intermitente por uma
hora e foi liberado com receita de nebulizações com beta 2-agonistas e brometo de ipratrópio de 6 em 6 horas. Vinha utilizando
as medicações, mas retornava à consulta devido à manutenção da tosse e piora da falta de ar. Estava aceitando a via oral. A
mãe relata que o filho apresenta história de asma desde os 2 anos de idade, com várias internações prévias, mas nenhuma no
último ano em UTI. Tinha sintomas diários, com tosse após atividades físicas e despertares noturnos até uma vez por semana,
precisando usar salbutamol, praticamente, todos os dias. Nas crises, usava salbutamol por nebulização e corticoide oral; sendo
essa a terceira crise mais intensa nos últimos 3 meses, buscando atendimento frequente à unidade de emergência. A mãe
relata, ainda, que era tabagista e que naquele momento não havia luz elétrica no domicílio, fato relacionado à piora do filho na
chegada da instituição de saúde. O menino apresentava-se alerta; taquidispneico; fala entrecortada; FR 43 ipm; saturação de
oxigênio 92% em ambiente; utilização da musculatura acessória com tiragem de fúrcula e intercostal; e, FC 105 bpm. Na ausculta
pulmonar, boa entrada de ar, aumento do tempo expiratório e sibilos inspiratórios e expiratórios difusos. O paciente
apresentava, também, extremidade bem perfundida, oroscopia normal e pele íntegra.”