Questões de Concurso
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Analise as seguintes afirmações sobre orientação a objetos em Java:
I. Se um método é declarado protected na superclasse, os únicos modificadores aplicáveis na sobrescrita do método são: protected ou public.
II. Os atributos com visibilidade default são acessíveis dentro da própria classe e também por classes que pertencem ao mesmo pacote.
III. Na herança, uma subclasse herda atributos e métodos de sua superclasse. Porém, pode reescrevê-los para uma forma mais específica na maneira de representar o comportamento do método herdado.
IV. Classes abstratas são declaradas utilizando a palavra reservada abstract . Toda reescrita de um método em uma classe derivada que herda de uma classe abstrata deve conter a anotação @Over r i de. Caso isso não ocorra, é gerado um erro de compilação.
É correto o que se afirma em:
Considere o código a seguir, escrito na linguagem Java.
void m() {
____try {
________System.out.print("try");
___} catch (Exception e) {
________System.out.print("catch");
___} finally {
________System.out.print("finally");
__}
}
Com base neste código, é correto afirmar que:
O algoritmo “A”, a seguir, lê dois valores inteiros y e x, e escreve como resultado um valor inteiro.
algoritmo “A”
_____inteiro x, y, r;
_____leia(y);
_____leia(x);
_____r = 1;
_____para i de 1 até x faça
__________r = r * y;
_____fimpara
_____escreva(r);
fimalgoritmo
Qual das alternativas representa o cálculo efetuado pelo algoritmo “A”?
Considere o código a seguir escrito na linguagem Java:
private static void m1(Collection<Integer> collection1,
__________________ Collection<Integer> collection2){
_____Iterator<Integer> iterator = collection1.iterator();
_____while (iterator.hasNext()){
__________if(collection2.contains(iterator.next()))
______________iterator.remove();
_____}
}
Qual é a ação implementada pelo método m1?
Cabe ao docente ocupante de cargo no magistério público federal observar a legislação que rege sua carreira na categoria funcional de professor do ensino básico, técnico e tecnológico e a que disciplina sua atuação na administração pública. Tendo como base as normativas para o Servidor Público Federal, analise as proposições e julgue se são verdadeiras ou falsas.
I. Exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo, ser leal às instituições a que servir, observar as normas legais e regulamentares, atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo, são deveres do servidor público expressamente previstos no Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994.
II. Manter conduta compatível com a moralidade administrativa, ser assíduo e comunicar aos seus superiores irregularidades ou atos contrários ao interesse público são obrigações do servidor público, no que se refere à observância da Lei 8.112/90 e do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo decreto 1.171/94.
III. Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.
IV. A Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico destina-se a profissionais habilitados em atividades acadêmicas próprias do pessoal docente no âmbito da educação básica e da educação profissional e tecnológica.
V. O desenvolvimento na Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico ocorrerá mediante progressão funcional e promoção, compreendendo-se a promoção como sendo a passagem do servidor para o nível de vencimento imediatamente superior dentro de uma mesma classe, e progressão, a passagem do servidor de uma classe para outra subsequente.
Assinale a alternativa correta:
Analise as alternativas a seguir, com referências ao Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA, e assinale a alternativa correta:
I. Os cursos e programas do PROEJA deverão considerar as características dos jovens e adultos atendidos e poderão ser articulados à formação inicial e continuada de trabalhadores ou à educação profissional técnica e tecnológica.
II. Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores articular-se-ão, preferencialmente, com os cursos de educação de jovens e adultos, objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador, o qual, após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos, fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho.
III. Todos os cursos e programas do PROEJA devem prever a possibilidade de conclusão a qualquer tempo, desde que demonstrado aproveitamento e atingidos os objetivos desse nível de ensino, mediante avaliação e reconhecimento por parte da respectiva instituição de ensino.
IV. Os cursos de educação profissional técnica de nível médio do PROEJA deverão contar com carga horária mínima de duas mil e quatrocentas horas, assegurando-se a observância às diretrizes curriculares nacionais e demais atos normativos do Conselho Nacional de Educação para a educação profissional técnica de nível médio, para o ensino fundamental, para o ensino médio e para a educação de jovens e adultos.
De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 6 de 20 de setembro de 2012, a Educação Profissional Técnica de Nível Médio poderá ser desenvolvida nas seguintes formas:
Ao dissertar sobre o trabalho com a gramática nas aulas de Língua Portuguesa, Antunes (2014, p. 73-74) expõe que “muitas pessoas acreditam que o estudo da metalinguagem gramatical pode lhes oferecer meios para aperfeiçoar seu desempenho conforme os usos linguísticos mais prestigiados, sobretudo em relação à escrita. Para essas pessoas, é a crença nesse poder da gramática que justifica seu estudo, apesar de não perceberem quanto o ensino que é, de fato, praticado nas escolas se distancia desse pretenso objetivo ou falso pressuposto. [...] É preciso atenção para não se criar uma outra falsa ideia: a de que o uso da língua, na fala, na escrita, na leitura, não tem nada a ver com gramática. Vale insistir: o que é fundamental é que saibamos distinguir as diferentes coisas que, usualmente, são nomeadas com o termo gramática, do que resulta também sabermos que gramática estudar, por que, para quê e como promover o estudo”.
ANTUNES, I. Gramática Contextualizada: limpando o pó das ideias simples. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.
Dado o texto, é possível considerar que, conforme Antunes (2014), a posição da escola frente à aprendizagem da norma culta é
Escrever é uma ação que envolve vários aspectos e “se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a alguns poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos [...], seja porque somos solicitados a ler textos escritos em diversas situações do dia-a-dia. [...] Em sua atividade, o escritor recorre a conhecimentos armazenados na memória relacionados à língua, ao saber enciclopédico, a práticas interacionais. Esses conhecimentos, resultado de inúmeras atividades em que nos envolvemos ao longo de nossa vida, deixam entrever a intrínseca relação entre linguagem/mundo/práticas sociais” (KOCH; ELIAS, 2011, p.31-44).
KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e Compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2011.
Considerado o texto acima, analise as seguintes afirmações:
I. Conhecimento linguístico: [...] o produtor precisa ativar “modelos” que possui sobre práticas comunicativas [...] configuradas em textos, levando em conta elementos que entram em sua composição (modo de organização), além de aspectos do conteúdo, estilo, função e suporte de veiculação.
II. Conhecimento enciclopédico: [...] recorremos constantemente a conhecimentos sobre coisas do mundo que se encontram armazenados em nossa memória, como se tivéssemos uma enciclopédia em nossa mente, constituída de forma personalizada, com base em conhecimentos de que ouvimos falar ou que lemos, ou adquirimos em vivências e experiências variadas.
III. Conhecimento de textos: [...] é uma atividade que exige do escritor conhecimento da ortografia, da gramática e do léxico de sua língua, adquirido ao longo da vida nas inúmeras práticas comunicativas de que participamos como sujeitos eminentemente sociais que somos e, de forma sistematizada, na escola.
IV. Conhecimentos interacionais: [...] demanda ativação de modelos cognitivos que o produtor possui sobre práticas interacionais diversas, histórica e culturalmente constituídas.
A alternativa correta, que apresenta os tipos de conhecimentos ativados no processo de escrita, segundo as
autoras, é:
A interação verbal se dá por meio de textos, “a comunicação verbal só é possível por algum gênero textual [...]. Quando dominamos um gênero textual, não dominamos uma forma linguística e sim uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares. [...]” (MARCUSCHI, 2008, p.154-155). MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão.São Paulo: Parábola, 2008.
Face ao exposto, considere os itens a seguir:
I. Tipo textual: refere os textos materializados em situações comunicativas recorrentes. [...] são textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas.
II. Gênero Textual: designa uma espécie de construção teórica {em geral uma sequência subjacente aos textos} definida pela natureza linguística de sua composição {aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas, estilo}.
III. Domínio discursivo: constitui muito mais uma “esfera da atividade humana” no sentido bakhtiniano do termo do que um princípio de classificação de textos e indica instâncias discursivas [...].
De acordo com o autor, em relação aos termos citados acima, está correto afirmar que:
No estudo do texto, foram apontados alguns fatores que garantem a textualidade. Um desses fatores é a coesão textual que “diz respeito a todos os processos de sequencialização que asseguram (ou tornam recuperável) uma ligação linguística significativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual” (KOCH, 2013, p.18). Nesse sentido, Halliday & Hasan (apud KOCH, 2013, p.18-22) distinguem cinco mecanismos de coesão.
KOCH, I. V. A Coesão Textual. São Paulo: Contexto, 2013.
Considere as assertivas seguintes:
I. Referência: [...] os itens da língua que não podem ser interpretados semanticamente por si mesmos, mas remetem a outros itens do discurso necessários à sua interpretação.
II. Substituição: [...] omite-se um item lexical, um sintagma, uma oração ou todo um enunciado, facilmente recuperáveis pelo contexto.
III. Elipse: consiste [...] na colocação de um item em lugar de outro(s) elemento(s) do texto, ou até mesmo, de uma oração inteira.
IV. Conjunção: [...] permite estabelecer relações significativas específicas entre elementos ou orações do texto.
V. Coesão lexical: é obtida por meio de dois mecanismos: a reiteração e a colocação.
Conforme exposto na obra, dos itens apresentados acima, são considerados mecanismos de coesão:
Na tessitura de um texto oral ou escrito, ao considerar o aspecto sociocomunicativo, “[...] fica evidente que a construção da coerência decorre de uma multiplicidade de fatores das mais diversas ordens: linguísticos, discursivos, cognitivos, culturais e interacionais.” (KOCH; TRAVAGLIA, 2013, p.71-79).
KOCH, I. V.;TRAVAGLIA, L. C. A Coerência Textual. São Paulo: Contexto, 2013.
Os autores dedicam um capítulo para examinar os principais fatores de coerência. Nesse sentido, considere os itens abaixo:
I. Elementos Linguísticos: é a operação pela qual, utilizando seu conhecimento de mundo, o receptor (leitor/ouvinte) de um texto estabelece uma relação não explícita entre dois elementos (normalmente frases ou trechos) deste texto que ele busca compreender e interpretar ou, então, entre segmentos de texto e os conhecimentos necessários para a sua compreensão.
II. Conhecimento de Mundo: [...] desempenha um papel decisivo no estabelecimento da coerência: se o texto falar de coisas que absolutamente não conhecemos, será difícil calcularmos o seu sentido e ele nos parecerá destituído de coerência. [...] Adquirimos esse conhecimento à medida que vivemos, tomando contato com o mundo que nos cerca e experienciando uma série de fatos [...].
III. Conhecimento Compartilhado: como cada um de nós vai armazenando os conhecimentos na memória a partir de suas experiências pessoais, é impossível que duas pessoas partilhem exatamente o mesmo conhecimento de mundo. É preciso, no entanto, que produtor e receptor de um texto possuam, ao menos, uma boa parcela de conhecimentos comuns. Quanto maior for essa parcela, menor será a necessidade de explicitude do texto, pois o receptor será capaz de suprir as lacunas, por exemplo, através de inferências [...].
IV. Inferências: [...] esses elementos servem como pistas para a ativação dos conhecimentos armazenados na memória, constituem o ponto de partida para a elaboração de inferências, ajudam a captar a orientação argumentativa dos enunciados que compõem o texto, etc. [...]”.
Em relação aos principais fatores de coerência citados acima, assinale a única alternativa correta que
atende às ideias dos autores:
O estudo do gênero textual considera alguns aspectos, entre eles o suporte; portanto, conforme Marcuschi (2008, p.174-175 ), “[...] pode-se dizer que suporte de um gênero é uma superfície física em formato específico que suporta, fixa e mostra um texto. Essa ideia comporta três aspectos:
a) suporte é um lugar (físico ou virtual)
b) suporte tem formato específico
c) suporte serve para fixar e mostrar o texto.”
O autor ainda diz que “há suportes que foram elaborados tendo em vista a sua função de portarem ou fixarem textos. São os que passam a se chamar de suportes convencionais. E outros que operam como suportes ocasionais ou eventuais, que poderiam ser chamados de suportes incidentais, com uma possibilidade ilimitada de realizações na relação com os textos escritos. [...]”. (MARCUSCHI, 2008, p.174- 177)
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
Diante da proposição acima apresentada, há alguns exemplos de suportes convencionais e incidentais apontadas pelo autor. Considere os itens abaixo:I - Suportes convencionais: livro; jornal (diário); revista (semanal/mensal); rádio; televisão e suportes incidentais: embalagem; para-choques e para-lamas de caminhão; roupas; corpo humano.
II - Suportes convencionais: livro; jornal (diário); telefone; muros; estações de metrô e suportes incidentais: embalagem; para-choques e para-lamas de caminhão; quadro de avisos; outdoor.
III - Suportes convencionais: livro didático; luminosos; folder; muros; janelas de ônibus (meios de transporte em geral) e suportes incidentais: paredes; calçadas; fachadas; encarte; faixas.
Em relação aos exemplos de suportes convencionais e suportes incidentais citados acima por MARCUSCHI (2008), assinale a única alternativa correta:
a) romances de tensão mínima. Há conflito, mas este configura-se em termos de oposição verbal, sentimental quando muito: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam.
b) romances de tensão crítica. O herói opõe-se e resiste agonicamente às pressões da natureza e do meio social, formule ou não em ideologias explícitas, o seu mal-estar permanente.
c) romances de tensão interiorizada. O herói não se dispõe a enfrentar a antinomia eu/mundo pela ação: evade-se, subjetivando o conflito.
d) romances de tensão transfigurada. O herói procura ultrapassar o conflito que o constitui existencialmente pela transmutação mítica ou metafísica da realidade.”
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2006.
Nesse sentido, os autores que, respectivamente, são classificados a partir das quatro tendências apontadas acima são:
No funcionamento da linguagem oral e escrita, sob a perspectiva do contexto sociointerativo, há um consenso de “que o ensino de língua deva dar-se através de textos [...]. Sabidamente, essa é, também, uma prática comum na escola e orientação central dos PCNs. A questão não reside no consenso ou na aceitação deste postulado, mas no modo como isto é posto em prática, já que muitas são as formas de se trabalhar texto. [...] isto é assim porque o trabalho com texto não tem um limite superior ou inferior para exploração de qualquer tipo de problema linguístico, desde que na categoria texto se incluam tanto os falados como os escritos. [...]”
(MARCUSCHI, 2008, p. 51-52). MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
Dentre algumas das possibilidades de trabalho baseado em textos, pode-se dizer que o autor apresenta
I. as questões do desenvolvimento histórico da língua
II. a língua em seu funcionamento não autêntico e não simulado
III. a organização das intenções e os processos pragmáticos
IV. as relações entre as poucas variantes linguísticas
V. as relações entre a fala e escrita no uso irreal da língua
VI. o estudo dos gêneros textuais
VII. o estudo da pontuação e da ortografia
VIII. os problemas residuais da alfabetização.
Sobre o exposto por Marcuschi, assinale a única alternativa correta.
No funcionamento da linguagem oral e escrita, “sob o aspecto textual-interativo [...] tanto Bakhtin como Vygotsky, Mead e os etnometodólogos, por caminhos e visões muito diversos entre si, retiram a reflexão sobre a língua do campo da estrutura para situá-la no campo do discurso em seu contexto sociointerativo. O fato de haver representações coletivas permite que possamos agir sem ter que negociar o tempo todo e possibilita a interação dando às nossas ideias um ar de ‘já visto’, tal como postula a noção de intertextualidade e outras. Neste caso, o enunciado se torna a unidade concreta e real da atividade comunicativa entre os indivíduos situados em contextos sociais sempre reais [...]”. (MARCUSCHI, 2008, p.19-21).
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.
Nesse sentido, a partir da hipótese sociointerativa apresentada, as análises se refletem em quatro pontos centrais:
I- na noção de linguagem como atividade individual e interativa;
II- na visão de texto como unidade de sentido ou unidade de interação;
III- na noção de compreensão como atividade de construção de sentido na relação de um eu e um tu situados e mediados e;
IV- na noção de gênero textual como forma de ação social e não como entidade linguística informalmente constituída.
Em relação aos pontos centrais citados acima, assinale a única alternativa correta que esteja de acordo com a perspectiva teórica do autor.
Na obra Comunicação em Prosa Moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar, Garcia (2010, p. 230-241) expõe que, na produção de texto, sobretudo do tipo dissertativo-argumentativo, é necessário que seconsidere, na estruturação do parágrafo o “Desenvolvimento – explanação da ideia principal”. Somado aisso, “há diversos processos, que variam conforme a natureza do assunto e a finalidade da exposição; mas,qualquer que seja ele, a preocupação maior do autor deve ser sempre a de fundamentar de maneira clara econvincente as ideias que defende ou expõe, servindo-se de recursos costumeiros”.
GARCIA, O. M. Comunicação em Prosa Moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.
Segundo o autor, há alguns exemplos que podem auxiliar na estruturação do parágrafo. Considere as seguintes possibilidades:
I. Enumeração ou descrição de detalhes
II. Confronto
III. Analogia e comparação
IV. Citação de exemplos
V. Causação e motivação (razões e consequências/ causa e efeito)
VI. Alusão histórica
VII. Interrogação
Com base nos itens acima, assinale a única alternativa correta:
Alfredo Bosi, em História Concisa da Literatura Brasileira, reflete sobre a escritora Clarice Lispector: “Há na gênese dos seus contos e romances tal exacerbação do momento interior que, a certa altura do seu itinerário, a própria subjetividade entra em crise. O espírito, perdido no labirinto da memória e da autoanálise, reclama um novo equilíbrio.”
(BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2006. p. 452.)
Qual é a alternativa que melhor exemplifica a passagem acima?
Segundo Koch (2009, p. 14), em sua obra A Coesão Textual, “a Linguística Textual toma, pois, como objeto particular de investigação não mais a palavra ou frase isolada, mas o texto, considerado a unidade básica de manifestação da linguagem, visto que o homem se comunica por meio de textos e que existem diversos fenômenos linguísticos que só podem ser explicados no interior do texto. […] Assim, passou-se a pesquisar o que faz com que um texto seja um texto, isto é, quais os elementos ou fatores responsáveis pela textualidade.”
KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2009.
Na obra referida acima, são apresentados sete fatores de textualidade. Dentre eles, enquadram-se:
Considere o seguinte trecho, extraído dos Parâmetros Curriculares Nacionais:
O processo de ensino/aprendizagem de Língua Portuguesa, no Ensino Médio, deve pressupor uma visão sobre o que é linguagem verbal. Ela se caracteriza como construção humana e histórica de um sistema linguístico e comunicativo em determinados contextos. Assim, na gênese da linguagem verbal estão presentes o homem, seus sistemas simbólicos e comunicativos, em um mundo sociocultural.
As expressões humanas incorporam todas as linguagens, mas, para efeito didático, a linguagem verbal será o material de reflexão, já que, para o professor de língua materna, ela é prioritária como instrumento de trabalho.
O caráter sócio-interacionista da linguagem verbal aponta como uma opção metodológica de verificação do saber linguístico do aluno, como ponto de partida para a decisão daquilo que será desenvolvido, tendo como referência o valor da linguagem nas diferentes esferas sociais.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio: Linguagens, Códigos e suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 1999. p. 36-38.
Considerando o trecho acima e as bases teóricas que sustentam os PCNs, é correto afirmar: