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A Capa da Revista reproduzida abaixo traz a seguinte manchete: “Sorria. Você está demitido. Como extrair o melhor – um belo pacote de saída e até uma recolocação – no pior momento de sua carreira”.

A respeito do texto verbal e da imagem da capa pode-se afirmar que:
I. O desemprego é apresentado de forma otimista, pois o verbo “sorrir” cria o contraste entre desemprego e recolocação.
II. A imagem sugere um “pé na bunda”, que no vocabulário informal é usado para quem perdeu o emprego.
III. Há um certo grau de formalidade no tratamento do leitor, o que garante certo distanciamento de seu público.
IV. A antítese “melhor” e “pior” cria no leitor a expectativa positiva em relação ao assunto que será tratado na revista.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o trecho abaixo de um artigo sobre Mobilidade urbana e marque a alternativa que melhor complete o trecho com coesão e coerência:
“Entre as principais soluções para o problema da mobilidade urbana, na visão de muitos especialistas, seria o estímulo aos transportes coletivos públicos, através da melhoria de suas qualidades e eficiências e do desenvolvimento de um trânsito focado na circulação desses veículos.”
PENA, Rodolfo F. Alves. "Mobilidade urbana no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em https://brasilescola.uol.com.br/geografia/ mobilidade-urbana-no-brasil.htm. Acesso em: 20.11.18.
Pode-se afirmar que está CORRETO, de acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, o que se afirma em:
I. Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares.
II. A correção ortográfica é requisito elementar de qualquer texto, e ainda mais importante quando se trata de textos oficiais. Muitas vezes, uma simples troca de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de toda uma frase. O que na correspondência particular seria apenas um lapso datilográfico pode ter repercussões indesejáveis quando ocorre no texto de uma comunicação oficial ou de um ato normativo. Assim, toda revisão que se faça em determinado documento ou expediente deve sempre levar em conta a correção ortográfica.
III. O Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República, usa-se “respeitosamente”; b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior usa-se “atenciosamente”.
IV. O esforço de ser concisos atende, basicamente ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. A linguística provoca economia de pensamento, isto é, podese eliminar passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Isto não é recomendado pelo Manual, que reconhece a prolixidade como uma qualidade do bom texto técnico.
V. De acordo com o Manual, nas comunicações oficiais, doutor é forma de tratamento recomendável para autoridades a quem se quer tratar com distinção, mesmo que não sejam bacharéis em Direito e em Medicina, a quem normalmente se atribui este tratamento. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
É CORRETO, de acordo com o Manual de Redação da
Presidência da República, o que se afirma em:
Leia a crônica “Sketches”, de Luís Fernando Veríssimo.
Dois homens tramando um assalto.
- Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de chumbo.
Pra arejá.
- Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.
- Tá com o berro aí?
- Tá na mão.
Aparece um guarda.
- Ih, sujou. Disfarça, disfarça...
O guarda passa por eles.
- Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.
- Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18...
O guarda se afasta.
- O berro, tá recheado?
- Tá.
- Então, vamlá!
Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/1731104. Acesso em: 08.11.18
Com relação à noção de variações linguísticas, considere as afirmações abaixo a partir do fato narrado na crônica:
I. Os dois assaltantes usam a gíria típica de malandros e mudam o nível de linguagem para disfarçar quando o guarda se aproxima.
II. Quando o guarda se aproxima, os dois malandros passam a falar sobre filosofia numa linguagem culta para impressiona-lo, dando a impressão de serem intelectuais.
III. A crônica mostra que há um preconceito com relação ao nível de linguagem que usamos, e, por isso, ela é um fenômeno de exclusão social.
IV. Por ser um estilo coloquial, a gíria só é usada por pessoas de baixa escolaridade, como, por exemplo, assaltantes.
V. A crônica mostra que devemos ter uma consciência linguística para as diferentes situações de uso da linguagem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Todas as coisas cujos valores podem ser
Disputados no cuspe à distância
Servem para poesia
(...)
As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral
(...)
As coisas que não pretendem, como
por exemplo: pedras que cheiram
água, homens
que atravessam períodos de árvore,
se prestam para poesia
Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
e que você não pode vender no mercado
como, por exemplo, o coração verde
dos pássaros,
serve para poesia
(...)
BARROS, Manoel. Adaptado. In: Matéria de Poesia. São Paulo: LeYa, 2013. p. 9.
Manoel de Barros é considerado um dos principais poetas da literatura contemporânea. A partir da leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA:
Observe a imagem abaixo:

Considerando-se a linguagem verbal e não verbal do
texto acima, é CORRETO afirmar que a expressão “tá
frito”:
Em seu livro Eu me chamo Antônio (2013), o escritor Pedro Gabriel brinca com os conceitos de sinonímia, antonímia, homonímia e paronímia. Leia os trechos da obra e avalie se as análises estão CORRETAS.
I. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - As palavras sempre e nunca expressam sentidos contrários, estabelecendo relação de sentido entre dois termos que se opõem, portanto são exemplos de antonímia.
II. Me amasse como se eu te amasse também (GABRIEL, 2013, p. 133) – Quanto à elaboração sintática, os pronomes oblíquos me e te foram utilizados de acordo com as regras da norma culta. Quanto à elaboração semântica, o termo amasse configura-se como exemplo de sinonímia, compreendendo somente o sentido de gostar muito de algo ou alguém, não permitindo a leitura do trecho por meio de outros significados.
III. Eu te amo. Oração subordinada a você. (GABRIEL, 2013, p.39) – A construção sintática do texto coaduna com o sentido metafórico, uma vez que Eu te amo é a oração principal e Oração subordinada a você é uma oração subordinada substantiva. Tal qual o eu-lírico que se sente subordinado à mulher amada.
IV. Grandes amores são grandes dúvidas. Não vivê-los é morrer com grandes dívidas. (GABRIEL, 2013, p.42) - Há semelhança na forma e no som das palavras dúvidas e dívidas, estabelecendo uma relação paronomástica.
V. Amores sempre vêm e vão, mas nunca vêm em vão (GABRIEL, 2013, p. 22) - O autor explora a relação de identidade de pronúncia e de grafia do termo vão: na primeira oração, corresponde ao verbo irregular ir conjugado na 3ª pessoa do plural, no tempo presente do indicativo; e na segunda oração, o mesmo termo é usado como adjetivo, significando à toa, inútil.
GABRIEL, Pedro. In: Eu me chamo Antônio. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.