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Q3539258 Psicologia
Uma menina de 11 anos foi matriculada em uma escola para superdotados e encaminhada a um especialista em transtornos alimentares pelo psiquiatra infantil, que estava preocupado com sua queda abaixo do percentil 10 para peso. O psiquiatra estava tratando a garota devido a traços de perfeccionismo que lhe causavam ansiedade significativa. As dificuldades alimentares começaram aos 9 anos, quando ela começou a se recusar a comer, alegando medo de vomitar. Exames físicos não demonstraram nada extraordinário, com exceção do recente declínio no crescimento. Ela sempre havia sido pequena, mas a altura e o peso nunca haviam caído abaixo do percentil 25 para estatura e peso na tabela de crescimento. Durante os últimos dois anos, consumia apenas quantidades muito pequenas de alimentos ao longo de períodos muito grandes de tempo. Seus pais tentaram experimentar diferentes pratos, de cores e texturas diferentes. Nada parecia ajudar a melhorar seu apetite. Passou a não querer ir a restaurantes, nem almoçar na escola. Negou preocupações com a aparência e percebeu o baixo peso apenas depois da consulta mais recente com o pediatra. Ao ser informada sobre os perigos do baixo peso, a menina chorou e manifestou um desejo evidente de ganhar peso.

Qual é o diagnóstico mais adequado para esse caso?
Alternativas
Q3539257 Psiquiatria
Maria é uma mulher de 35 anos que foi diagnosticada com depressão maior aos 20 anos. Ela relata ocorrência de episódios depressivos recorrentes desde a adolescência. O primeiro episódio depressivo de Maria ocorreu quando ela estava no ensino médio. Ela experimentou sintomas clássicos de depressão, como humor deprimido, anedonia, distúrbios do sono, perda de apetite e sentimentos de desesperança. Recebeu tratamento com psicoterapia e uma tentativa de antidepressivo tricíclico, que a ajudou a se recuperar após cerca de seis meses. Nos anos seguintes, Maria experimentou múltiplas recaídas de depressão, apesar de períodos intermitentes de estabilidade. Continuou a receber tratamento em forma de psicoterapia e, subsequentemente, com diferentes classes de antidepressivos, incluindo fluoxetina (até 60 mg/dia); escitalopram (até 20 mg/dia); desvenlafaxina (até 200 mg/dia), e associação desta com bupropiona 300 mg/dia (esquema que mantém até hoje), usados por, pelo menos, 6 semanas cada. Ela respondeu positivamente a alguns desses medicamentos em certos momentos, mas as melhorias foram frequentemente temporárias, e ela voltou a recair. Atualmente, Maria está enfrentando um episódio depressivo grave, que dura aproximadamente um ano. Ela expressa tristeza, sentimentos de desesperança e desamparo profundos, aumento de peso, sono fragmentado, isolamento, além dos sintomas prévios relatados. Refere ideação suicida, sem planejamento. Com o esquema medicamentoso atual (desvenlafaxina 200 mg/dia e bupropiona 600 mg/dia), notou melhora apenas em realizar tarefas simples do cotidiano e discreta melhora na volição. São estratégias válidas para a paciente apresentada, EXCETO
Alternativas
Q3539256 Psicologia
Paciente do sexo masculino, 9 anos, branco, cursa o 3° ano do ensino fundamental. Seus pais procuram atendimento devido a queixas de atraso na aquisição de conteúdo escolar, com “dificuldade emocional”, irritabilidade e insegurança. Irrita-se mais com a mãe perante demandas de tarefas em que ele encontre dificuldades. Só toma banho com a mãe ou o pai próximo ao banheiro, que fica de porta aberta. Sente dores abdominais inespecíficas, diante das quais costuma chorar e se recusar a ir à escola. Em vésperas de eventos fora da rotina, aniversários ou viagens, dorme pouco e às vezes vomita ou tem diarreia antes de sair de casa. Foi alfabetizado sem dificuldades, mas, diante de algumas tarefas em que não sabe o que fazer, não pergunta à professora. Desde a idade pré-escolar, o paciente teve poucos amigos. Evita brincadeiras muito agitadas ou de contato físico, aparentando receio de se machucar. Aos 4 anos, teve pneumonia e, após ser internado, apresentou mudança comportamental, na qual, segundo a mãe, passou de criança ativa a muito calma, passiva e dependente, apresentando medo durante a noite e episódios de pesadelos mal descritos. Nessa ocasião, começou a demonstrar medos, não querendo sair de casa. Gestação, parto de desenvolvimento neuropsicomotor sem alterações. A mãe é protetora e com altos padrões de realização. O pai é exigente com os estudos, mas pouco participativo. A família é desorganizada, os pais são separados há 3 anos, tendo aumentado os sintomas do paciente desde então. Ao exame, paciente não estabelece contato visual e fica se movimentando na cadeira com inquietação de mãos e pernas. Fala que tem medo de perder a mãe, de reprovar e do escuro. Sua compreensão parece preservada, embora se mostre mais infantilizada que a esperada.

Considerando o caso, qual é o diagnóstico atual mais adequado?
Alternativas
Q3539255 Psicologia
Uma paciente que recebeu o diagnóstico de transtorno conversivo (histérico) referiu que via dinossauros verdes, vampiros e tigres. Os vampiros, segundo ela, eram bonitos e queriam mordê-la. O tigre conversava com ela, dizia que era seu pai, já falecido, e queria beijá-la. Ela não ficava com medo quando tinha essas visões. Não tinha certeza da realidade desses fenômenos, admitindo que pudessem ser o resultado de “um distúrbio no sistema nervoso”. Negou uso de drogas, o que foi confirmado pelo esposo. Os relatos das visões ocorriam sempre após episódios de rejeição interpessoal ou na vigência de cobranças e críticas de familiares. Apesar dos sintomas, continuava exercendo o trabalho de técnica de enfermagem normalmente e nunca apresentou tais sintomas durante seus turnos de trabalho. Conta que, quando criança, a família a levava em cultos em que ficava impressionada com fenômenos de possessão, até que ela mesma passou a apresentar visões de espíritos e demônios, recebendo grande destaque entre os participantes e sendo reconhecida (segundo a paciente) como tendo poderes mediúnicos. O fenômeno psicopatológico descrito refere-se
Alternativas
Q3539254 Psicologia
Em relação à psicopatologia fenomenológica, é correto afirmar que
Alternativas
Q3539253 Psicologia
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

Considerando aqueles indivíduos com esquizofrenia resistente ao tratamento, até 60% deles não apresentam resposta adequada ao tratamento com a clozapina, sendo considerados super-resistentes (esquizofrenia resistente à clozapina). Considera-se um tratamento adequado com a clozapina quando este é realizado em um período de, pelo menos, ___________, na dose mínima de __________ e com adesão ao tratamento documentada. 
Alternativas
Q3539252 Psicologia
Na síndrome de abstinência alcoólica grave, a tiamina deve ser administrada na primeira semana na dose de
Alternativas
Q3539251 Psicologia
Em relação ao transtorno por uso de cocaína e crack, é correto afirmar que 
Alternativas
Q3539250 Psicologia
Em relação ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3539249 Psicologia
Sobre diagnósticos e características clínicas, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Transtorno conversivo.
2. Transtorno factício.
3. Simulação.

( ) Produção de sintomas consciente para obtenção de ganho primário (ser visto como doente e receber atenção).
( ) Produção de sintomas consciente para obtenção de ganho secundário.
( ) Produção de sintomas inconsciente.
Alternativas
Q3539248 Psicologia
Oferecido como uma alternativa à classificação de transtornos da personalidade categorial, o DSM-5 propõe um sistema híbrido dimensional-categórico na Seção III, que define o transtorno da personalidade em termos de prejuízos no funcionamento da personalidade e traços patológicos de personalidade. Os traços patológicos de personalidade derivam, em grande parte, da teoria dos cinco grandes fatores (Big Five) de personalidade. Quais são esses cinco grandes domínios descritos no DSM-5?
Alternativas
Q3539247 Psicologia
Quais são as funções psíquicas que melhor diferenciam delirium e demência?
Alternativas
Q3539246 Psiquiatria
Uma mulher branca, 76 anos, apresentava, há 3 meses, humor triste, redução do interesse em atividades prazerosas, preocupação excessiva com sua situação financeira, sentimentos de insegurança ao interagir com outras pessoas e dificuldades de concentração e de lembrar-se de palavras. Ela havia reduzido suas interações sociais, parado de frequentar o centro de terceira idade e desistiu de seu jogo de cartas semanal porque não conseguia se concentrar nem memorizar as cartas. Vinha percebendo esses esquecimentos há alguns meses. Havia perdido 3 quilos nos dois meses anteriores, e o sono era interrompido por períodos de insônia com ruminações angustiantes. No entanto, não aparentava prejuízo em sua independência nas atividades cotidianas (continuava pagando contas, cozinhando e mantendo autocuidados). A mulher tinha hipertensão, hiperlipidemia e história de oclusão coronária, para a qual recebera um stent. Durante o exame, ela parecia apática. Levou muito tempo para responder às perguntas; desenhou as horas de um relógio com espaçamento desigual, mas colocou os ponteiros de forma correta. Marcou 24 pontos no Miniexame de Estado Mental. Em um minuto, conseguiu pensar em 14 itens disponíveis em um supermercado, mas não conseguiu agrupar itens semelhantes. Um exame neurológico não acrescentou dados relevantes. Uma tomografia computadorizada (TC) da cabeça revelou hiperintensidades de substância branca periventricular e subcortical.

Além do transtorno depressivo, quanto ao quadro neurocognitivo apresentado pela paciente, qual alternativa apresenta a hipótese diagnóstica mais adequada, conforme o DSM-5-TR?
Alternativas
Q3539245 Psicologia
Aluno do terceiro ano do ensino médio, 17 anos, natural do Pará, procedente de São Paulo há sete anos, é levado ao pronto-socorro pelos familiares após episódio de heteroagressividade em casa. Pais relatam que, nos últimos três meses, paciente está mais triste e irritado após término de namoro, além de apresentar isolamento social e queda no rendimento escolar. Há duas semanas se nega a ir ao colégio, pois acredita que colegas estejam tramando contra ele. Não aceita ir ao médico, dizendo que foi escolhido por Deus como mensageiro, e espíritos o aconselharam a não confiar em ninguém. Quando a família insistiu em ir ao hospital, ficou agitado e agrediu o pai. Sobre antecedentes pessoais, pais relatam discreto atraso de fala, além de rendimento escolar e social razoáveis. O avô materno foi diagnosticado com transtorno bipolar. Os familiares negam que a paciente faça uso de substâncias. No prontosocorro, apresenta-se inquieto, hostil e desconfiado da equipe, com comportamento alucinatório. Após manejo da crise de agitação psicomotora e verificação de exames laboratoriais gerais e de imagem sem alterações, o paciente é liberado para acompanhamento ambulatorial, com prescrição de olanzapina 5 mg sob supervisão dos pais. Após duas semanas de tratamento, familiares notam melhora do quadro e garantem boa adesão medicamentosa, porém o jovem mantém relato de alucinações auditivas e isolamento importante, falando monossilabicamente, e a olanzapina é aumentada para 10 mg. Nas semanas seguintes, paciente apresenta melhora progressiva e desenvolve crítica em relação aos sintomas. Após dois meses do início do tratamento, volta a frequentar aulas, mas sem conversar com colegas como antes e com menor volição para atividades, embora negue tristeza. Equipe do ambulatório relata que o paciente apresenta bom suporte familiar e que os pais participam ativamente dos atendimentos, entendendo a importância do tratamento.

Considerando o quadro clínico, uma característica desse caso que apontaria para um prognóstico menos favorável é
Alternativas
Q3539244 Psicologia
Sobre as indicações, aplicabilidade e emprego da eletroconvulsoterapia (ECT), é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q3539243 Psicologia
Paciente do sexo masculino, 35 anos, com diagnóstico de transtorno bipolar, sem tratamento prévio, atualmente encontra-se em estado misto. Nesse caso, qual é o melhor esquema terapêutico farmacológico considerado como opção de primeira linha?
Alternativas
Q3539242 Psicologia
A respeito do diagnóstico e tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3539241 Psicologia
A respeito dos antipsicóticos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3539240 Psicologia
Dentre as alternativas a seguir, qual apresenta o tratamento de primeira linha recomendado para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), de acordo com as diretrizes atuais?
Alternativas
Q3539239 Psicologia
Qual das alternativas a seguir apresenta corretamente características que distinguem o Transtorno Depressivo Maior (TDM) do Transtorno Depressivo Persistente (TDP), conforme definido no DSM-5?
Alternativas
Respostas
141: B
142: D
143: B
144: A
145: D
146: C
147: A
148: C
149: B
150: E
151: A
152: B
153: E
154: C
155: D
156: A
157: A
158: C
159: A
160: B