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Com os dados descritos, a principal hipótese diagnóstica é
Uma vez confirmada a principal hipótese diagnóstica, a recomendação mais apropriada é
O exame complementar mais apropriado para confirmar a principal hipótese diagnóstica é
Mulher de 62 anos procura atendimento devido a fadiga. Ela gosta de cuidar do jardim, mas agora precisa de ajuda para atividades mais intensas por cansaço. O histórico é positivo para diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão, em uso de doses máximas de anlodipino, lisinopril e metformina. Não há tabagismo ou etilismo. Ao exame físico: pressão arterial: 158 x 96 mmHg; IMC: 34 kg/m2; sons cardíacos normais; há sibilos dispersos no exame pulmonar e edema simétrico distal 1+/4 em extremidades inferiores. ECG: ritmo sinusal normal com frequência cardíaca de 70 bpm. Exames séricos: hormônio estimulante da tireoide (TSH): de 5,2 mU/L (normal: 0,5 a 5); creatinina: 1,45 mg/dL; peptídeo natriurético tipo B: 120 pg/mL (normal < 100). O ecocardiograma mostra hipertrofia ventricular esquerda, sem valvopatia.
Assinale a alternativa que apresenta a causa mais provável dos sintomas desta paciente.
Com base nas recomendações mais recentes, a conduta mais apropriada é
Considerando o estadiamento clínico e as condutas recomendadas pelo Ministério da Saúde, nessa circunstância, deve-se
Nesse cenário, é correto afirmar que se deve
Considerando a Reforma Sanitária Brasileira, que funda mentou o SUS, essa proposta é
Em uma UPA, uma criança de 6 anos dá entrada com febre alta há quatro dias, exantema maculopapular de progressão cefalocaudal, tosse, coriza e conjuntivite. A enfermeira comunica o caso ao médico plantonista, que solicita sorologia e orienta a enfermeira a realizar a notificação imediatamente. Em seguida, o gerente da unidade afirma que a vigilância só deveria ser acionada após o resultado do exame e apenas se a família confirmasse que a criança não passou por outro serviço de saúde no mesmo dia.
Segundo as normas vigentes relacionadas à notificação compulsória, assinale a alternativa correta sobre essa sequência de ações.
Considerando os níveis de prevenção de Leavell e Clark, a ação que melhor exemplifica prevenção secundária é:
Considerando o escopo das instâncias de participação social no SUS, qual é a estratégia correta nesse caso?
Qual é a interpretação correta para esse cenário?
Considerando a organização e as ações esperadas da atenção primária no SUS, o que a equipe deve fazer?
Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está
Quando eu era pequeno, assistia eletrizado àqueles filmes de cadeia em branco e preto. Os prisioneiros vestiam uniforme e planejavam fugas de tirar o fôlego na cadeira do cinema.
Em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, fui gravar um vídeo sobre AIDS na enfermaria da Penitenciária do Estado, construção projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 20, no complexo do Carandiru, em São Paulo. Quando entrei e a porta pesada bateu atrás de mim, senti um aperto na garganta igual ao das matinês do cine Rialto, no Brás.
Nas semanas que se seguiram, as imagens do presídio não me saíram da cabeça. Os presos na soleira das celas, o carcereiro com a barba por fazer, um PM de metralhadora distraído na muralha, ecos na galeria mal iluminada, o cheiro, a ginga da malandragem, tuberculose, caquexia, solidão e a figura calada do Dr. Getúlio, meu ex-aluno no cursinho, que cuidava dos presos com AIDS.
Duas semanas depois, procurei o dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico do sistema prisional, e me ofereci para fazer um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção, o maior presídio do país, situado no mesmo complexo, de frente para a movi mentada avenida Cruzeiro do Sul, vizinho do metrô, a dez minutos da praça da Sé, quilômetro zero de São Paulo.
O trabalho começou em 1989 e dura até hoje. Com o apoio da Universidade Paulista (UNIP), uma instituição particular de São Paulo, fizemos pesquisas epidemiológicas sobre a prevalência do HIV, organizamos palestras, gravamos vídeos, editamos a revista em quadrinhos Vira-Latas, e atendi doentes. Com os anos, ganhei confiança e pude andar com liberdade pela cadeia. Ouvi histórias, fiz amizades ver dadeiras, aprendi medicina e muitas outras coisas. Na convivência, penetrei alguns mistérios da vida no cárcere, inacessíveis se eu não fosse médico.
Neste livro, procuro mostrar que a perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário do que muitos pensam. Em cativeiro, os homens, como os demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos), criam novas regras de comporta mento com o objetivo de preservar a integridade do grupo. Esse processo adaptativo é regido por um código penal não escrito, como na tradição anglo-saxônica, cujas leis são aplicadas com extremo rigor:
– Entre nós, um crime jamais prescreve, doutor.
Pagar a dívida assumida, nunca delatar o companheiro, respeitar a visita alheia, não cobiçar a mulher do próximo, exercer a solidariedade e o altruísmo recíproco, conferem dignidade ao homem preso, o desrespeito é punido com desprezo social, castigo físico ou pena de morte:
– No mundo do crime, a palavra empenhada tem mais força do que um exército.
Não é objetivo deste livro denunciar um sistema penal antiquado, apontar soluções para a criminalidade brasileira ou defender direitos humanos de quem quer que seja. Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.
A narrativa será interrompida pelos interlocutores, para que o leitor possa apreciar-lhes a fluência da linguagem, as figuras de estilo e as gírias que mais tarde ganham as ruas.
Por razões éticas, os casos descritos nem sempre se passaram com os personagens a que foram atribuídos. Como diz a malandragem:
– Numa cadeia, ninguém conhece a moradia da verdade.
(Drauzio Varella, Estação Carandiru. Adaptado)
Nos três primeiros parágrafos, o autor compara a realidade da penitenciária com os filmes aos quais assistia enquanto criança.
Segundo o autor,
Seguindo rigorosamente os protocolos estabelecidos pelo PNCEBT, qual o procedimento de diagnóstico subsequente que deve ser adotado para confirmar a infecção nesse animal?