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Q3454717 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o seguinte fragmento, retirado de uma obra de Clarice Lispector: “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.” No excerto apresentado, nas três primeiras ocorrências, a palavra ‘que’ atua, respectivamente, como: 
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Q3454716 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Assinale a alternativa que preenche as lacunas da sentença a seguir, da forma mais adequada conforme a norma-padrão:
Na conversa, Maria abordou ___ que a incomodavam, com a certeza ____ tudo seria resolvido. 
Alternativas
Q3454715 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados.”, a palavra ‘se’ atua como:
Alternativas
Q3454714 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde?”, a segunda ocorrência do sintagma nominal ‘a microbiota’ pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela forma pronominal: 
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Q3454713 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o excerto: “Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo.” Quanto à colocação pronominal, os pronomes oblíquos átonos presentes no excerto assumem função sintática de:
Alternativas
Q3454712 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o seguinte excerto: “Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado.” A concordância verbal da locução “poderia promover” ocorre com a expressão que desempenha a função sintática de sujeito, que, no excerto dado, corresponde a: 
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Q3454711 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



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No excerto “Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais.”, o advérbio que pode substituir ‘significativamente’ sem alterar o significado da sentença é:
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Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
Considere o excerto: “As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial (...)”. Nesse contexto, a expressão ‘além disso’ funciona como um recurso coesivo de:
Alternativas
Q3454709 Português
Como comer tarde ou dormir pouco pode afetar sua saúde



Dia após dia, semana após semana, nós temos horários para tudo: comer, trabalhar, fazer exercícios, atividades de lazer, dormir. Tudo isso distribuído em 24 horas, seguindo padrões periódicos que nos foram dados pelos nossos antepassados.


No compasso do nosso relógio biológico

Durante o dia nos mantemos ativos e, com a chegada da noite, começam alterações fisiológicas que nos preparam para dormir. É como um relógio. Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano. Ele se refere a todos os tipos de alterações (físicas, mentais e comportamentais) que se repetem dia após dia, a cada 24 horas, aproximadamente. (...) A verdade é que o estilo de vida ocidental não ajuda a manter os ritmos circadianos. Desfrutamos de menos horas de luz natural do que os nossos antepassados, uma vez que somos mais sedentários e aumentamos consideravelmente o número de horas em frente às telas. Somam-se a isso níveis mais altos de estresse, uma vida social que atrapalha nossos horários e uma dieta baseada em produtos cheios de açúcar e ultraprocessados. Todos estes fatores alteram significativamente nossos ritmos naturais. Mas, quais implicações isso pode trazer? Esse desequilíbrio está relacionado à falta ou má qualidade do sono, alterações de humor, aumento do estresse, falta de orientação, problemas de memória, cansaço e ansiedade, entre outros males. (...)


Bactérias têm seus próprios biorritmos

Mas as alterações no ritmo circadiano não afetam só a gente: nossas bactérias intestinais, que têm biorritmos próprios sincronizados com os nossos, também são afetadas. Isso significa que um distúrbio nos relógios internos pode afetar a nossa saúde intestinal? Definitivamente sim. As perturbações nos ritmos biológicos estão intimamente relacionadas com alterações na digestão e no metabolismo. Além disso, há um desequilíbrio no metabolismo da glicose e um maior risco de aumento de peso e pressão arterial, bem como uma desregulação dos hormônios que controlam o apetite e que favorecem a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas. Isso pode causar diminuição da sensibilidade à insulina, menor tolerância à glicose e alteração do perfil lipídico do organismo. São alterações que impactam diretamente na saúde intestinal e, portanto, na microbiota. (...) Quando comemos, acertamos os relógios dos órgãos e tecidos envolvidos na digestão: estômago, pâncreas, fígado, intestino e tecido adiposo. Se mudarmos horários, alteramos a microbiota. E o que acontece com a microbiota se comermos tarde? Almoçar às 16h, por exemplo, provoca uma mudança no relógio, uma interrupção do ritmo normal da função intestinal e uma alteração na composição e funcionalidade das bactérias intestinais. (...) As bactérias intestinais apresentam flutuações próprias dependendo da hora do dia, tanto na composição quanto nas funções. Evidências científicas mostram que elas têm um ritmo circadiano próprio, e que tentam sincronizá-lo com seu hospedeiro para aproveitá-lo ao máximo. (...)


A influência dos micróbios no sono

Estas pesquisas evidenciam que a microbiota intestinal é afetada por um descompasso nos ritmos biológicos, que ativam ou desativam genes envolvidos no metabolismo bacteriano dependendo da hora do dia. Mas essa é uma relação de mão dupla: o metabolismo das bactérias intestinais também é capaz de modular o ritmo circadiano. Sua influência pode ocorrer de duas maneiras: por meio da produção de metabólitos a partir dos alimentos que ingerimos, ou respondendo à diferença de horário com alterações na abundância de determinados grupos bacterianos. (...) As bactérias sintetizam essas substâncias a partir dos alimentos que comemos e quando os comemos, graças ao seu próprio metabolismo. Por exemplo, as bactérias Streptococcus e algumas estirpes de Escherichia e Enterococcus contribuem significativamente para a produção de serotonina, ligada ao ciclo sono-vigília. Outro neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico – proveniente da fermentação das fibras alimentares pela microbiota – poderia promover o sono através de uma ação nos mecanismos sensoriais da veia porta do fígado. Nossa comunidade microbiana também pode responder à alteração do ritmo circadiano ou à sua baixa qualidade, modificando a quantidade de alguns grupos bacterianos. Em casos extremos, pode-se atingir um estado de disbiose, ou seja, predomínio de bactérias nocivas em relação às benéficas.



BBC News Brasil. (Adaptado). Disponível em
<https://www.bbc.com/portuguese/articles/c167xl8jrj2o>
No excerto “Um relógio interno que nos avisa que vai ocorrer uma mudança no corpo e que ele está se preparando para comer, dormir, acordar... Isso se chama ritmo circadiano.”, o pronome demonstrativo “isso” è um mecanismo textual de:
Alternativas
Q2401710 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber.”


A expressão em destaque, no contexto do fragmento, tem o significado de:

Alternativas
Q2401709 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“Not a soul knew to whom it belonged, he said”


Sobre o fragmento acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2401708 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

[...] was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner.


Sobre o fragmento acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2401707 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored”


Sobre o fragmento acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2401706 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there”


A expressão destacada no fragmento acima, tem o significado de:

Alternativas
Q2401705 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners.


De acordo com o fragmento acima, qual o motivo que fez com que a menina apanhasse do pai?

Alternativas
Q2401704 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud”


No fragmento acima, o narrador usa a palavra “but” para citar um fato controverso. Qual fato o narrador achou controverso neste fragmento?

Alternativas
Q2401703 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored”

Na narrativa, quem são Hindley and Cathy?

Alternativas
Q2401702 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

“Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.”


No fragmento acima, o subject pronoun “it” está se referindo a:

Alternativas
Q2401701 Inglês

Leia o texto a seguir e responda as questões de 30 a 40:


We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

O fragmento conta a narrativa de:

Alternativas
Q2401700 Inglês

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We crowded round, and over Miss Cathy's head I had a peep at a dirty, ragged, black-haired child; big enough both to walk and talk: indeed, its face looked older than Catherine's; yet when it was set on its feet, it only stared round, and repeated over and over again some gibberish that nobody could understand. I was frightened, and Mrs. Earnshaw was ready to fling it out of doors: she did fly up, asking how he could fashion to bring that gipsy brat into the house, when they had their own bairns to feed and fend for? What he meant to do with it, and whether he were mad? The master tried to explain the matter; but he was really half dead with fatigue, and all that I could make out, amongst her scolding, was a tale of his seeing it starving, and houseless, and as good as dumb, in the streets of Liverpool, where he picked it up and inquired for its owner. Not a soul knew to whom it belonged, he said; and his money and time being both limited, he thought it better to take it home with him at once, than run into vain expenses there: because he was determined he would not leave it as he found it. Well, the conclusion was, that my mistress grumbled herself calm; and Mr. Earnshaw told me to wash it, and give it clean things, and let it sleep with the children.

Hindley and Cathy contented themselves with looking and listening till peace was restored: then, both began searching their father's pockets for the presents he had promised them. The former was a boy of fourteen, but when he drew out what had been a fiddle, crushed to morsels in the great-coat, he blubbered aloud; and Cathy, when she learned the master had lost her whip in attending on the stranger, showed her humour by grinning and spitting at the stupid little thing; earning for her pains a sound blow from her father, to teach her cleaner manners. They entirely refused to have it in bed with them, or even in their room; and I had no more sense, so I put it on the landing of the stairs, hoping it might he gone on the morrow. By chance, or else attracted by hearing his voice, it crept to Mr. Earnshaw's door, and there he found it on quitting his chamber. Inquiries were made as to how it got there; I was obliged to confess, and in recompense for my cowardice and inhumanity was sent out of the house.

BRONTE, Emily. Wuthering Heights. London: Thomas Cautley Newby, 1847

Lendo o fragmento do livro Wuthering Heights de Emily Bronte, é possível considerar que o texto está sendo narrado:

Alternativas
Respostas
1361: E
1362: D
1363: A
1364: D
1365: A
1366: E
1367: E
1368: B
1369: A
1370: C
1371: C
1372: D
1373: E
1374: C
1375: D
1376: B
1377: A
1378: E
1379: D
1380: D