Questões de Concurso
Para prefeitura de palma sola - sc
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I.Febre. II.Dor intensa nas articulações. III.Manchas vermelhas pelo corpo.
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saudede-a-a-z/c/chikungunya
É CORRETO o que se afirma em:
(__)A conscientização da população por meio de campanhas educativas contribui para a redução da proliferação do mosquito.
(__)A eliminação de criadouros é responsabilidade exclusiva dos agentes de saúde, não havendo necessidade do envolvimento da comunidade.
(__)Ações educativas devem considerar a realidade local e as características socioculturais da população.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
(__)A inspeção de ambientes residenciais e comerciais contribui para a redução da transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
(__)O acúmulo de água parada em recipientes como pneus, garrafas e vasos de plantas pode favorecer a reprodução do mosquito, tornando essencial sua eliminação durante as inspeções.
(__)Apenas as autoridades sanitárias são responsáveis pela eliminação dos criadouros do mosquito, não sendo necessário o envolvimento da população.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-az/d/dengue/casos-suspeitos
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que:
I.Estímulo à ingestão de líquidos.
II.Administração de antibióticos em caso de dor ou manchas pelo corpo.
III.Administração da vacina contra Zica.
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a -a-z/z/zika-virus
É CORRETO o que se afirma em:
De acordo com o Art. 35 da Lei Orgânica Municipal, os vereadores não poderão, desde a expedição do Diploma:
I. Firmar ou manter contrato com Pessoa de Direito Público, o Município, suas Autarquias, Empresas Públicas.
II. Patrocinar causas em que seja interessado o Município ou qualquer das entidades mencionadas neste artigo.
Sobre os excertos acima, podemos afirmar que:
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I. No casamento de Davi e Amanda só ouvi música gospel.
II. Cheguei na casa nova de Pedro e fiquei impressionado.
III. Algumas cenas dos filmes do Tarantino são muito trash.
IV. Nós devíamos subir lá em cima e resolver isso logo.
V. André e Guilherme é amigo meu de longa data.
Em quais das afirmativas lidas há a presença do vício de linguagem conhecido como Solecismo?
Leia com atenção as colunas abaixo:
Coluna 01:
(__)Adjunto adnominal.
(__)Agente da passiva.
(__)Aposto.
(__)Complemento verbal.
(__)Objeto direto e indireto.
(__)Predicado verbo-nominal.
Coluna 02:
I.Termo acessório da oração.
II.Termo essencial da oração.
III.Termo integrante da oração.
Correlacione ambas as colunas de acordo com a classe de termo da oração que os itens da Coluna 01 se aplicam. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
Este é o enfermeiro por quem fui muito bem acompanhado.
Qual é a função sintática dos termos destacados?
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Chamaram-no de chato. II.Marcos agrada o filho todas as noites.
III.Ele reparou a moça dançando a noite inteira.
IV.Marta precisa de companhia.
V.Assistimos o filme com muito ânimo.
Em quais das afirmativas lidas há erro na regência verbal?
A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos
Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.
Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.
Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.
"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.
É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).
Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.
Mas, afinal, como a Aspirina funciona?
"[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.
Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",
"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.
O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".
"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.
Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.
"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.
Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.
A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.
Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.
"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.
"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."
Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.
"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.
No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.
Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.
Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".
"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o
A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos
Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.
Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.
Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.
"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.
É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).
Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.
Mas, afinal, como a Aspirina funciona?
"[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.
Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",
"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.
O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".
"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.
Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.
"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.
Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.
A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.
Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.
"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.
"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."
Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.
"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.
No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.
Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.
Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".
"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o
A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos
Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.
Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.
Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.
"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.
É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).
Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.
Mas, afinal, como a Aspirina funciona?
"[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.
Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",
"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.
O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".
"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.
Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.
"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.
Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.
A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.
Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.
"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.
"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."
Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.
"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.
No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.
Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.
Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".
"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o
A história do remédio que revolucionou tratamento da dor e deu origem à indústria farmacêutica há 125 anos
Foi um marco científico. O ácido acetilsalicílico, popularmente conhecido pela marca comercial Aspirina, é considerado o medicamento que inaugurou a indústria farmacêutica. Trata-se do primeiro fármaco a ser sintetizado em laboratório, ou seja, que não pode ser encontrado em sua forma final na natureza.
Seu registro de patente foi realizado pela empresa Bayer em 6 de março de 1899, em Berlim, na Alemanha. Era o começo de uma história de sucesso, que mudaria a maneira como a humanidade lida com a dor.
Mas antes de prosseguir com esta história, cabe um alerta sempre necessário quando o assunto é medicamento — e mais importante ainda no caso de um remédio barato e acessível como é a Aspirina, que pode ser comprada, no Brasil, sem a necessidade de receita médica: a automedicação é sempre um risco.
"[O ácido acetilsalicílico] é facilmente encontrado e vendido nas farmácias e, por conta dessa facilidade de acesso, esse medicamento acaba sendo usado de maneira inadequada, o que pode trazer efeitos adversos como problemas gastrointestinais, toxicidade renal e hepática", alerta à BBC News Brasil o farmacêutico Jean Leandro dos Santos, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). "É sempre muito importante que haja orientação de um profissional de saúde no momento da indicação de um medicamento, como é o caso da Aspirina. O uso incorreto desses fármacos tem potencial [de consequência] grave.
É importante que a população seja sempre orientada, no momento da decisão de utilizar um medicamento, mesmo que seja de fácil aquisição, isento de prescrição e de acesso direto na farmácia" completa o especialista, que também é coordenador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos na Unesp e membro da American Chemical Society (ACS).
Mas se a Aspirina tem 125 anos, sua história é derivada de uma substância — esta, sim, encontrada na natureza — utilizada pelo ser humano há pelo menos 2,4 mil anos. Trata-se do ácido salicílico.
Mas, afinal, como a Aspirina funciona?
"[Ela] inibe de maneira irreversível uma enzima no organismo responsável pela formação de prostaglandinas, que são substâncias que causam dor, e tromboxano, substância que causa fenômenos trombóticos", explica à BBC News Brasil o médico Gilberto de Nucci, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Essa característica da inibição, irreversível, se deve à capacidade do acetilsalicílico de acetilar essa enzima, cujo nome é ciclo-oxigenase", completa Nucci, que é membro da Academia Nacional de Medicina, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências.
Santos detalha que essa enzima "é responsável pela produção de mediadores que regulam o funcionamento e o equilíbrio de vários órgãos",
"Frente a uma inflamação ou quadro febril, esses mediadores são produzidos em excesso, e esse aumento de produção acaba aumentando o quadro inflamatório e sensibilizando os terminais receptivos responsáveis pela dor", explica o farmacêutico.
O "pulo do gato" de Hoffmann foi, de acordo com Santos, "uma estratégia bastante simples", na qual ele "fez uma reação química de acetilação do ácido salicílico, levando à formação do ácido acetilsalicílico".
"A introdução desse grupamento é responsável pela redução das propriedades indesejadas que o ácido salicílico tinha", completa.
Durante muito tempo, no entanto, esse mecanismo de ação do medicamento era desconhecido. Sabia-se que funcionava por conta da experiência prévia com o extrato do chorão. Mas não se entendia exatamente como o fármaco agia no organismo.
"Isso só foi descoberto depois. E rendeu um Nobel para o descobridor", destaca Herrmann.
Os méritos são do farmacêutico britânico John Vane (1927-2004), ganhador do prêmio Nobel em 1982, anos após demonstrar o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico.
A Aspirina começou a perder o posto de analgésico preferido depois que foram desenvolvidos outros fármacos destinados a aliviar a dor, como o paracetamol, em 1956, e o ibuprofeno, em 1962.
Segundo Herrmann, hoje o medicamento é mais utilizado na prevenção de doenças cardiovasculares do que para aliviar a dor.
"No Brasil, hoje, como analgésico se usa muito mais o paracetamol, a dipirona e outros, que têm menos efeitos danosos para o estômago", diz ela.
"O uso da Aspirina é principalmente na prevenção de eventos cardiovasculares e também na prevenção de alguns tipos de câncer."
Santos explica que essas outras indicações acabaram sendo descobertas apenas com o uso.
"Com a própria utilização, foram observados tais efeitos. Isso normalmente acontece com a pesquisa clínica, quando são percebidos efeitos adicionais do uso de um remédio", afirma.
No caso, constatou-se que, como a Aspirina inibe a ciclo-oxigenase, também previne ou inibe a formação de trombos.
Por isso, sua ingestão, em dosagens menores, passou a ser recomendada para alguns pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como forma de prevenir infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Mais recentemente, algumas pesquisas indicaram que o medicamento pode ser eficaz na prevenção de alguns tumores cancerígenos, por conta de seu papel inibidor de mediadores fisiológicos.
Para o professor Santos, é importante lembrar que, "embora seja um fármaco conhecido há mais de 100 anos, ainda há muitas pesquisas buscando a compreensão de seus mecanismos".
"Ainda é uma fonte de inspiração para o desenvolvimento de novos compostos, novos fármacos. Embora centenário, [o ácido acetilsalicílico] ainda é capaz de prover novas ideias, desenvolvimento de novas formulações, medicamentos e associações em que ele é combinado a outras substâncias", acrescenta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c720903py31o
A fase de Generatividade versus Estagnação da teoria psicossocial do desenvolvimento de Erik Erikson, afirma que o indivíduo experimenta um(a) maior______do ego, e passa a preocupar-se com o sentido criativo, produtivo de sua vida e com o seu legado para as gerações futuras.
Qual alternativa completa corretamente a afirmativa acima?
Com base na teoria psicogenética do desenvolvimento e a aprendizagem segundo Henri Wallon, correlacione as colunas (1 e 2) abaixo de acordo:
Coluna 1
( 1 )Categorial.
( 2 )Personalismo.
( 3 )Puberdade e adolescência.
Coluna
(__) Processo de introspecção de si mesmo, fase da busca da identidade.
(__) Consegue assimilar a si mesma e a diferenciar-se do outro e tende a imitação.
(__) Acontece entre os 6 e 11 anos.
Qual é a ordem CORRETA?