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Este ano o verão demorou a chegar e parece querer compensar o atraso. Subo a avenida Angélica de carro e vejo um amigo a pé, pela calçada. Ele sua, bufa e resmunga qualquer coisa, provavelmente contra o sol. Dou uma buzinada, pergunto aonde vai, diz que ao fórum de Pinheiros. Ofereço uma carona. Ele salta para dentro do carro e logo fico sabendo que sua infelicidade tem menos a ver com verão do que com o vizinho, um sujeito de maus bofes chamado Adamastor.
Meu amigo é educado e pacífico. Não cito seu nome, pois é réu num processo aberto pelo tal Adamastor no Tribunal de Pequenas Causas; não quero prejudicá-lo. Vamos chamá-lo de Ivo, nome que me parece adequado a um sujeito educado e pacífico. Assim como Adamastor cabe perfeitamente a um homem ignorante e agressivo - e vejam a coincidência, pois Adamastor é mesmo o nome do vizinho, que faço questão de citar para que se cubra de infâmia.
Ivo mora numa casa térrea separada da casa do vizinho por um muro de quatro metros de altura. Do outro lado do muro vive o Adamastor, mas Ivo nunca se lembra disso ao abrir a porta, todas as manhãs, pois entre o Adamastor e meu amigo, além do muro, há uma enorme trepadeira, uma tela verde que o próprio Ivo plantou faz uma década, e ali está a embelezar sua vista e purificar o ar da cidade.
Se todos tivessem trepadeiras como a do Ivo, talvez não fizesse tanto calor. Talvez ainda houvesse garoa. Talvez o mundo estivesse salvo. Mas o mundo não está salvo, há menos trepadeiras do que sujeitos feito o Adamastor que, vejam só, encasquetou que a planta deixa sua casa úmida e que o Ivo precisa arrancá-la.
Eu disse que o Ivo era educado e pacífico. Não minto. Quando o Adamastor apareceu, trazendo o cunhado para intimidar, meu amigo ouviu calmamente sua queixa. Disse que ia chamar um engenheiro capaz de dizer se a trepadeira era a culpada pela umidade e, caso se confirmasse a suspeita, ele a cortaria. “É a trepadeira!”, afirmou o Adamastor, com aquela pequena satisfação de quem acredita que o próprio sofrimento é fruto única e exclusivamente do prazer alheio e que, uma vez exterminada a alegria do outro, seu incômodo cessará, na triste matemática dos egoístas, onde só existe a soma zero.
Pois bem, meu amigo chamou não um nem dois, mas três engenheiros. Todos disseram, na frente do Adamastor, que a trepadeira é inocente. Que a umidade vem do chão e do lado da casa do querelante, mas Adamastor não aceita e, 15 dias atrás, ao abrir a porta, Ivo encontrou, além da trepadeira, uma intimação judicial. Adamastor está levando a trepadeira aos tribunais.
Não lhe importam a engenharia, a botânica, a lógica. O negócio é pessoal. Com seu nome de gigante* e sua alma de gnomo, ele vai até o fim, até arrancar a trepadeira, até deixar o mundo um pouquinho pior e poder gozar, em sua toca úmida e abafada, o triunfo de sua mediocridade. Brilhante, Adamastor.
(Antonio Prata. Folha de S. Paulo, 08.02.2012. Adaptado)
O narrador emprega esse recurso no trecho:
Este ano o verão demorou a chegar e parece querer compensar o atraso. Subo a avenida Angélica de carro e vejo um amigo a pé, pela calçada. Ele sua, bufa e resmunga qualquer coisa, provavelmente contra o sol. Dou uma buzinada, pergunto aonde vai, diz que ao fórum de Pinheiros. Ofereço uma carona. Ele salta para dentro do carro e logo fico sabendo que sua infelicidade tem menos a ver com verão do que com o vizinho, um sujeito de maus bofes chamado Adamastor.
Meu amigo é educado e pacífico. Não cito seu nome, pois é réu num processo aberto pelo tal Adamastor no Tribunal de Pequenas Causas; não quero prejudicá-lo. Vamos chamá-lo de Ivo, nome que me parece adequado a um sujeito educado e pacífico. Assim como Adamastor cabe perfeitamente a um homem ignorante e agressivo - e vejam a coincidência, pois Adamastor é mesmo o nome do vizinho, que faço questão de citar para que se cubra de infâmia.
Ivo mora numa casa térrea separada da casa do vizinho por um muro de quatro metros de altura. Do outro lado do muro vive o Adamastor, mas Ivo nunca se lembra disso ao abrir a porta, todas as manhãs, pois entre o Adamastor e meu amigo, além do muro, há uma enorme trepadeira, uma tela verde que o próprio Ivo plantou faz uma década, e ali está a embelezar sua vista e purificar o ar da cidade.
Se todos tivessem trepadeiras como a do Ivo, talvez não fizesse tanto calor. Talvez ainda houvesse garoa. Talvez o mundo estivesse salvo. Mas o mundo não está salvo, há menos trepadeiras do que sujeitos feito o Adamastor que, vejam só, encasquetou que a planta deixa sua casa úmida e que o Ivo precisa arrancá-la.
Eu disse que o Ivo era educado e pacífico. Não minto. Quando o Adamastor apareceu, trazendo o cunhado para intimidar, meu amigo ouviu calmamente sua queixa. Disse que ia chamar um engenheiro capaz de dizer se a trepadeira era a culpada pela umidade e, caso se confirmasse a suspeita, ele a cortaria. “É a trepadeira!”, afirmou o Adamastor, com aquela pequena satisfação de quem acredita que o próprio sofrimento é fruto única e exclusivamente do prazer alheio e que, uma vez exterminada a alegria do outro, seu incômodo cessará, na triste matemática dos egoístas, onde só existe a soma zero.
Pois bem, meu amigo chamou não um nem dois, mas três engenheiros. Todos disseram, na frente do Adamastor, que a trepadeira é inocente. Que a umidade vem do chão e do lado da casa do querelante, mas Adamastor não aceita e, 15 dias atrás, ao abrir a porta, Ivo encontrou, além da trepadeira, uma intimação judicial. Adamastor está levando a trepadeira aos tribunais.
Não lhe importam a engenharia, a botânica, a lógica. O negócio é pessoal. Com seu nome de gigante* e sua alma de gnomo, ele vai até o fim, até arrancar a trepadeira, até deixar o mundo um pouquinho pior e poder gozar, em sua toca úmida e abafada, o triunfo de sua mediocridade. Brilhante, Adamastor.
(Antonio Prata. Folha de S. Paulo, 08.02.2012. Adaptado)
Este ano o verão demorou a chegar e parece querer compensar o atraso. Subo a avenida Angélica de carro e vejo um amigo a pé, pela calçada. Ele sua, bufa e resmunga qualquer coisa, provavelmente contra o sol. Dou uma buzinada, pergunto aonde vai, diz que ao fórum de Pinheiros. Ofereço uma carona. Ele salta para dentro do carro e logo fico sabendo que sua infelicidade tem menos a ver com verão do que com o vizinho, um sujeito de maus bofes chamado Adamastor.
Meu amigo é educado e pacífico. Não cito seu nome, pois é réu num processo aberto pelo tal Adamastor no Tribunal de Pequenas Causas; não quero prejudicá-lo. Vamos chamá-lo de Ivo, nome que me parece adequado a um sujeito educado e pacífico. Assim como Adamastor cabe perfeitamente a um homem ignorante e agressivo - e vejam a coincidência, pois Adamastor é mesmo o nome do vizinho, que faço questão de citar para que se cubra de infâmia.
Ivo mora numa casa térrea separada da casa do vizinho por um muro de quatro metros de altura. Do outro lado do muro vive o Adamastor, mas Ivo nunca se lembra disso ao abrir a porta, todas as manhãs, pois entre o Adamastor e meu amigo, além do muro, há uma enorme trepadeira, uma tela verde que o próprio Ivo plantou faz uma década, e ali está a embelezar sua vista e purificar o ar da cidade.
Se todos tivessem trepadeiras como a do Ivo, talvez não fizesse tanto calor. Talvez ainda houvesse garoa. Talvez o mundo estivesse salvo. Mas o mundo não está salvo, há menos trepadeiras do que sujeitos feito o Adamastor que, vejam só, encasquetou que a planta deixa sua casa úmida e que o Ivo precisa arrancá-la.
Eu disse que o Ivo era educado e pacífico. Não minto. Quando o Adamastor apareceu, trazendo o cunhado para intimidar, meu amigo ouviu calmamente sua queixa. Disse que ia chamar um engenheiro capaz de dizer se a trepadeira era a culpada pela umidade e, caso se confirmasse a suspeita, ele a cortaria. “É a trepadeira!”, afirmou o Adamastor, com aquela pequena satisfação de quem acredita que o próprio sofrimento é fruto única e exclusivamente do prazer alheio e que, uma vez exterminada a alegria do outro, seu incômodo cessará, na triste matemática dos egoístas, onde só existe a soma zero.
Pois bem, meu amigo chamou não um nem dois, mas três engenheiros. Todos disseram, na frente do Adamastor, que a trepadeira é inocente. Que a umidade vem do chão e do lado da casa do querelante, mas Adamastor não aceita e, 15 dias atrás, ao abrir a porta, Ivo encontrou, além da trepadeira, uma intimação judicial. Adamastor está levando a trepadeira aos tribunais.
Não lhe importam a engenharia, a botânica, a lógica. O negócio é pessoal. Com seu nome de gigante* e sua alma de gnomo, ele vai até o fim, até arrancar a trepadeira, até deixar o mundo um pouquinho pior e poder gozar, em sua toca úmida e abafada, o triunfo de sua mediocridade. Brilhante, Adamastor.
(Antonio Prata. Folha de S. Paulo, 08.02.2012. Adaptado)

A matriz de variância/covariância para este conjunto de dados multivariados é:

As variâncias populacionais das variáveis X, Y e Z são respectivamente:

Calculando-se o valor de
(com k = 2 e 1 grau de liberdade) para testar as hipótese: Ho : a moeda é honesta contra a hipótese H1 : a moeda não é honesta, o resultado do teste será um dos descritos a seguir: 
O valor crítico para se rejeitar H0 ao nível de significância de 5% é:

Ao se construir a ANOVA para efetuar o teste H0 : µ1 = µ2 = µ3 , contra a hipótese alternativa H1 de que existe alguma diferença entre as médias e calcular o valor de F, esse valor é de aproximadamente:
Supondo que a média de todas as baterias seja de 4 anos, com o desvio padrão de 1 ano e meio, se a fábrica de baterias dá 2 anos de garantia, a porcentagem de baterias trocadas será de aproximadamente:
Então, o intervalo de 90% de confiança para a média de todas as baterias é de, aproximadamente:

Ao exibir o gráfico no EXCEL, obtêm-se a figura a seguir em que consta também a equação da reta e o r2 :

y = 0,53x + 26,24
r² = 0,6039
série 1— Linear ( Série 1 )
Calculando o valor de
obteve-se o valor 3,49. Assinale a alternativa verdadeira.
unidades em várias cidades do país. Há algum tempo os gesto-
res têm observado que o movimento de vendas da Calangos tem
sido mais bem sucedido nas lojas que estão próximas a câmpus
universitários, pelo que acreditam que as vendas mensais y para
essas lojas estão positivamente relacionadas com o tamanho x
da população de estudantes. Para um estudo formal da relação
entre as variáveis y e x planejou-se uma pesquisa usando a aná-
lise de regressão para uma amostra de 10 lojas estabelecidas em
diferentes localizações próximas a universidades. Os dados e os
resultados do processamento estão descritos na tabela a seguir,
com os quais também se obteve a equação da reta de regressão,
muito bem aproximada por y = 9,5 + 1,6x
Processamento de dados para uma amostra de 10 lojas
da Calangos Papéis & Informática.

Calculando r2 , tal que
pode-se afirmar que esse valor é tal que: unidades em várias cidades do país. Há algum tempo os gesto-
res têm observado que o movimento de vendas da Calangos tem
sido mais bem sucedido nas lojas que estão próximas a câmpus
universitários, pelo que acreditam que as vendas mensais y para
essas lojas estão positivamente relacionadas com o tamanho x
da população de estudantes. Para um estudo formal da relação
entre as variáveis y e x planejou-se uma pesquisa usando a aná-
lise de regressão para uma amostra de 10 lojas estabelecidas em
diferentes localizações próximas a universidades. Os dados e os
resultados do processamento estão descritos na tabela a seguir,
com os quais também se obteve a equação da reta de regressão,
muito bem aproximada por y = 9,5 + 1,6x
Processamento de dados para uma amostra de 10 lojas
da Calangos Papéis & Informática.

dos valores das vendas com os valores
de vendas estimados pela reta de regressão verifica-se que a menor diferença entre
e
refere-se ao movimento de vendas da loja identificada na tabela com o número: unidades em várias cidades do país. Há algum tempo os gesto-
res têm observado que o movimento de vendas da Calangos tem
sido mais bem sucedido nas lojas que estão próximas a câmpus
universitários, pelo que acreditam que as vendas mensais y para
essas lojas estão positivamente relacionadas com o tamanho x
da população de estudantes. Para um estudo formal da relação
entre as variáveis y e x planejou-se uma pesquisa usando a aná-
lise de regressão para uma amostra de 10 lojas estabelecidas em
diferentes localizações próximas a universidades. Os dados e os
resultados do processamento estão descritos na tabela a seguir,
com os quais também se obteve a equação da reta de regressão,
muito bem aproximada por y = 9,5 + 1,6x
Processamento de dados para uma amostra de 10 lojas
da Calangos Papéis & Informática.

será de: Procedendo a um teste de hipóteses sobre a média para verificar a afirmação do sindicato sobre a média de horas semanais trabalhada pelos médicos, cujas hipóteses são: Ho : µx ≤ 40 contra H1 : µx > 40, sendo o valor de t calculado obtido por

conclue-se que:
Com esses dados o intervalo de confiança
de 95% para a média populacional, é: