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I. No período colonial, a economia açucareira estruturou-se no modelo de plantation, caracterizado pela grande propriedade, uso intensivo de mão de obra escravizada e produção voltada ao mercado externo, o que reforçou a dependência econômica em relação à metrópole e a inserção subordinada no comércio atlântico.
II. Durante o Segundo Reinado, a política do “café com leite” consolidou-se como prática eleitoral baseada na alternância de poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, mecanismo que garantiu estabilidade política e baixo nível de conflitos sociais.
III. A Era Vargas representou uma ruptura no padrão de relação entre Estado e economia, com fortalecimento da industrialização, criação de legislações trabalhistas e ampliação da presença estatal, embora mantendo práticas autoritárias, especialmente no Estado Novo.
IV. Na Ditadura Militar (1964-1985), a política econômica oscilou entre fases de forte crescimento, como durante o chamado “milagre econômico”, e períodos de crise, marcados por inflação, endividamento externo e deterioração do poder de compra da população.
Pode-se afirmar que:
“A descrição dá início a uma tópica ainda hoje frequente no país, que entende a conquista como um ‘encontro pacífico’, a despeito das diferenças políticas, culturais e linguísticas. Essa nova gente capturou a curiosidade de Caminha: ‘A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem fazem mais caso de cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto’. O escrivão se espanta com suas ‘peles vermelhas e cabelos escorregadios’, e ademais com o fato de serem bonitos de corpo e alma. Começava com essa percepção certa ladainha de vida longa, que construiu a imagem de um ‘bom selvagem’ brasileiro […].Evidentemente deslumbrado, o relato de Caminha inaugurava, também, outro mito recorrente. O da natureza pacífica, de uma conquista sem violência, uma comunhão que unificou a todos, num mesmo coração e religião. [...] por mais que o tempo mostrasse o oposto: genocídio de um lado, conquista de outro.”
STARLING, Heloísa; SCHWARCZ, Lilia. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Relacionando o trecho com os conhecimentos históricos sobre a formação da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa que expressa como o trecho dialoga com as interpretações historiográficas acerca do “encontro” entre portugueses e populações indígenas.
Coluna I – Domínios
1. Amazônico 2. Cerrado 3. Caatinga 4. Mares de Morros
Coluna II – Interferências antrópicas
( ) Irrigação inadequada que provoca salinização, desmatamento sem manejo adequado e casos de desertificação antrópica.
( ) Avanço da fronteira agrícola e pecuária, instalação de hidrelétricas e conflitos ligados ao extrativismo, mineração e demarcação de terras.
( ) Pecuária e agricultura intensivas (soja, café, algodão) e erosão associada ao manejo inadequado do solo, impulsionadas pela interiorização populacional.
( ) Exploração histórica do pau-brasil, cana-de-açúcar e café, seguida de forte urbanização, industrialização e alta vulnerabilidade a erosões e movimentos de massa.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta da Coluna II, de cima para baixo:
I. As rochas metamórficas resultam da transformação de rochas pré-existentes em profundidades superiores a 3 km, sob condições de alta pressão e temperatura que podem variar entre 100 °C e 600 °C, mantendo-se no estado sólido ao longo do processo de metamorfismo.
II. As rochas sedimentares originam-se exclusivamente da compactação de fragmentos derivados da erosão, não envolvendo, em sua formação, processos químicos.
III. As rochas ígneas ou magmáticas formam-se a partir do resfriamento e solidificação de material rochoso liquefeito, composto majoritariamente por silicatos em fusão.
IV. O intemperismo físico altera a composição química da rocha a partir de reações com a água, sendo a hidratação um exemplo de transformação mineral que modifica quimicamente a estrutura original.
Baseando-se nas informações apresentadas e nos conceitos geológicos envolvidos, infere-se que:
Ao longo da consolidação da Geografia como ciência, os clássicos europeus — de Kant a Hartshorne — propuseram diferentes formas de compreender a relação entre o homem e o espaço, resultando em distintos paradigmas epistemológicos que influenciaram o pensamento geográfico brasileiro. Considerando as transformações que marcam a transição da Geografia Clássica para a Moderna e suas repercussões no pensamento geográfico nacional, analise as proposições a seguir:
I. A Geografia Moderna, impulsionada por Ritter e Humboldt, representa a passagem do conhecimento meramente descritivo e taxonômico para uma ciência pautada em método, conceito e explicação, articulando o empírico e o racional.
II. Na Geografia Clássica, autores como Vidal de La Blache e Sorre mantêm a concepção de paisagem como categoria central, mas diferem quanto à ênfase: Vidal privilegia a permanência e o gênero de vida, enquanto Sorre introduz a técnica e a complexidade como fundamentos da análise espacial.
III. O pensamento de Reclus e George aproximou-se por atribuírem à técnica papel secundário na organização espacial, defendendo que o espaço geográfico é determinado primordialmente por fatores naturais.
IV.A fragmentação entre Geografia Física e Geografia Humana, herdada do positivismo e do cientificismo do século XIX, gerou um distanciamento entre o homem e a natureza, situação que o pensamento geográfico contemporâneo busca superar ao retomar o caráter totalizante presente nos clássicos.
Está correto o que se afirma em: