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I - A presença de uma IST aumenta de três a cinco vezes os riscos de se adquirir e transmitir a infecção por HIV, e a vaginose bacteriana pode ser um co-fator de transmissão do HIV, principalmente entre mulheres jovens.
II - As seqüelas mais sérias e de maior duração surgem nas mulheres: doença inflamatória pélvica, câncer cervical, infertilidade, aborto espontâneo e gravidez ectópica, que pode levar ao óbito materno.
III - As IST estão entre as primeiras cinco categorias de doenças para as quais adultos em países em desenvolvimento buscam ajuda médica1; geralmente, elas causam desconforto e perda de produtividade econômica.
I - O risco gravídico deve ser encarado sob dois aspectos: o risco materno e o fetal. Por suas características, os fatores que elevam o risco materno sempre determinam correspondente elevação do risco fetal, mas este pode agravar-se sem afetar o risco materno.
II - Condições clínicas pre-existentes: Hipertensão arterial; Cardiopatias; Pneumopatias, Nefropatias; Endocrinopatias (principalmente diabetes e tireoidopatias); Hemopatias; Epilepsia; Doenças infecciosas (considerar a situação epidemiológica local); Doenças autoimunes; Ginecopatias; Neoplasias.
III - História reprodutiva anterior: Abortamento habitual; Morte perinatal explicada e inexplicada; História de recém-nascido com crescimento restrito ou malformado; Parto pré-termo anterior; Esterilidade/infertilidade; Intervalo interpartal menor que dois anos ou maior que cinco anos; Nuliparidade e grande multiparidade; Síndrome hemorrágica ou hipertensiva; Diabetes gestacional; Cirurgia uterina anterior (incluindo duas ou mais cesáreas anteriores).
I - O Ministério da Saúde recomenda o número mínimo de seis consultas para uma gestação a termo, com o início do pré-natal no primeiro trimestre e a realização de alguns procedimentos básicos, que incluem exames clínico-obstétricos e laboratoriais, entre outros.
II - A equipe de saúde deve estar treinada e o serviço organizado para prestar assistência à gestante desde seu primeiro contato com a equipe, já que a melhor forma de assegurar a captação precoce é a qualidade do serviço prestado à população.
III - Mapa de registro diário - instrumento de avaliação das ações de assistência pré-natal; deve conter as informações mínimas necessárias de cada consulta prestada
I - O diagnóstico anteparto do acretismo na PP continua desafiando os obstetras. Na ultrasonografia (USG) os sinais de acretismo são sutis e a visibilização de toda a interface placenta-miométrio é freqüentemente difícil, sobretudo nas PP de inserção predominantemente posterior e nas centrais.
II - Uma das mais temidas complicações da PP é o acretismo placentário, caracterizado pela invasão excessiva do trofoblasto no miométrio, resultando em hemorragia significativa quando o obstetra tenta efetuar a dequitação. Diante desse diagnóstico, além da hemotransfusão serão necessárias manobras que vão desde curagem e curetagem até a histerectomia, conforme a extensão e o grau do acretismo placentário.
III - Ao realizar o parto de uma gestante com PPA o obstetra estará diante de uma situação de extremo risco para hemorragias, e o resultado final dependerá da sua aptidão em fazer o diagnóstico correto do acretismo, da sua experiência e habilidade técnica em realizar os procedimentos cirúrgicos indicados, da disponibilidade imediata de volumes adequados de sangue para transfusão e da competência dos anestesistas e intensivistas em manter as condições hemodinâmicas da paciente durante e após a cirurgia.
I - A infecção aguda na gestante usualmente é assintomática. Os sintomas, quando presentes, são inespecíficos, como febre (com curta duração – 2 a 3 dias), calafrio, sudorese, cefaleia, mialgia, faringite, hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia e/ou rash maculopapular difuso e não pruriginoso.
II - A manifestação mais comum e específica da infecção aguda seria a linfonodomegalia de localização cervical, bilateral e simétrica que pode durar semanas. Linfonodomegalia generalizada ocorre em 20% a 30% das vezes. Os linfonodos geralmente são pequenos (menores do que 3 cm) e sem tecido de flutuação. A doença ocular (coriorretinite – uveíte posterior) pode ocorrer na infecção aguda, porém é mais comum na reativação.
III - Também é indicado para gestantes com suspeita de infecção o acompanhamento com ultrassonografia obstétrica mensal, principalmente nos casos sem amniocentese disponível, para avaliação de alterações fetais sugestivas de toxoplasmose congênita.