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Q4220996 Antropologia
Reginaldo Prandi, em sua organização da “Mitologia dos Orixás” (2001), apresenta múltiplos episódios que envolvem a rivalidade entre Xangô e Ogum, dois orixás fundamentais do panteão iorubá. Os mitos selecionados abaixo ilustram diferentes aspectos dessa relação conflituosa, que envolvem disputas por mulheres, por territórios e por prestígio. Considerando a análise do autor sobre o caráter polimorfo dos mitos e sua função na estruturação do culto, analise os excertos a seguir:
“Ogum vivia com Oiá. Um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e, na casa de Ogum, Xangô deparou com sua bela mulher. Voltou para casa atormentado pela beleza que vira. Desejou Oiá ardentemente... Xangô tinha enganado Ogum. Xangô levou Oiá para casa, feliz com sua vitória.” (p. 63-64)
“Um dia Xangô e Ogum se colocaram frente a frente, no campo de batalha: lutavam pela conquista de Iansã. Ogum veio furioso, vestido em sua armadura metálica com todo tipo de proteção... Xangô veio sem nada... Sua única arma era uma pedra que carregava na mão. Então Xangô jogou a pedra em Ogum e ele pegou fogo. A pedra de Xangô era o corisco, um meteorito que solta chamas... Com sua magia Xangô derrotou Ogum e ganhou Iansã.” (p. 149)
“Xangô e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, ora disputando o amor da amada, Oxum, ora disputando o amor da companheira, Iansã. Lutaram no começo do mundo e ainda lutam agora. Ogum usa da sua força física e das armas que fabrica, Xangô usa da estratégia e da magia... Mas só uma vez Xangô venceu Ogum na luta. Numa disputa que travaram por Iansã... Foi então que Xangô apelou para a astúcia... Quando Ogum estava bem no pé da montanha de pedra, Xangô lançou seu machado oxé de fazer raio e um grande estrondo se ouviu. Com o trovão veio abaixo uma avalanche de pedras e as pedras soterraram o desprevenido Ogum... Xangô venceu Ogum naquele dia, única vez que alguém venceu Ogum.” (p. 160) 
Considerando a forma como os mitos apresentam a relação entre Xangô e Ogum, bem como a função do mito na religião dos orixás segundo Prandi, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220995 Antropologia
Reginaldo Prandi, em “Mitologia dos Orixás” (2001), reúne e organiza um vasto conjunto de mitos dos orixás a partir de fontes africanas, cubanas e brasileiras, destacando a função do mito na estruturação do culto, na justificação dos tabus e na compreensão da condição humana. Considerando os fundamentos apresentados pelo autor no Prólogo e ao longo da coletânea, analise os excertos a seguir.
“Os iorubás acreditam que homens e mulheres descendem dos orixás, não tendo, pois, uma origem única e comum, como no cristianismo. Cada um herda do orixá de que provém suas marcas e características, propensões e desejos, tudo como está relatado nos mitos. Os orixás vivem em luta uns contra os outros, defendem seus governos e procuram ampliar seus domínios, valendo-se de todos os artifícios e artimanhas, da intriga dissimulada à guerra aberta e sangrenta, da conquista amorosa à traição. Os orixás alegramse e sofrem, vencem e perdem, conquistam e são conquistados, amam e odeiam. Os humanos são apenas cópias esmaecidas dos orixás dos quais descendem.” (p. 28-29)
“Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade... Olodumare disse então que queria ver todos os orixás... Disse ele: ‘Aquele que usa o ecodidé foi quem trouxe todos a mim. Todos trouxeram oferendas e ele não trouxe nada. Ele respeitou o tabu e não trouxe nada na cabeça. Ele está certo... Doravante será meu mensageiro, pois respeitou o euó... Assim, por sua missão, que ele seja homenageado antes dos mais velhos, porque ele é aquele que usou o ecodidé e não levou o carrego na cabeça em sinal de respeito e submissão’. Assim o mais novo dos orixás, o que era saudado em último lugar, passou a ser o primeiro a receber os cumprimentos. O mais novo foi feito o mais velho. Exu é o mais velho, é o decano dos orixás.” (p. 38-39) 
Considerando a análise de Prandi sobre a função dos mitos na religião dos orixás, bem como as características atribuídas a Exu e sua relação com os demais orixás, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220994 Geografia
A coletânea organizada por Frank Usarski, “O espectro disciplinar da Ciência da Religião” (2019), apresenta um consenso entre seus colaboradores sobre o caráter pluralista e multidisciplinar da ciência da religião, bem como sobre suas relações com outras áreas do saber. Considerando os fundamentos epistemológicos e institucionais apresentados na obra (especialmente na “Introdução” e no capítulo sobre geografia da religião), analise as afirmações a seguir: 
Os organizadores e colaboradores da obra defendem que a ciência da religião se constitui como uma “ciência integral das religiões” que opera mediante um intercâmbio permanente com outras disciplinas, cujo saber específico contribui para um conhecimento mais profundo e completo sobre a religião e suas manifestações múltiplas. O texto afirma que, embora a geografia da religião tenha começado a adquirir seu próprio perfil como subcampo disciplinar apenas na segunda metade do século XX (com obras paradigmáticas de Fickeler e Deffontaines), sua importância para o estudo das religiões é reconhecida como uma das “matérias óbvias” pela maioria das introduções à ciência da religião publicadas nas últimas décadas.
Segundo a obra, a geografia da religião desenvolveu-se conceitualmente em torno de três tarefas centrais: a teoria da divulgação (disseminação das religiões no espaço), a teoria da dependência do ambiente (impacto do ambiente sobre a religião) e a teoria da modulação do ambiente (impacto da religião sobre o território). Essas abordagens evoluíram de uma perspectiva inicial de geodeterminismo para uma compreensão dialética da relação entre religião e espaço.
Os autores argumentam que os conceitos geoteológicos — construções religiosas sobre espaços suprassensíveis, como as concepções de paraíso, as esferas de renascimento budistas ou a montanha Meru do hinduísmo — devem ser desvalorizados como irrelevantes para a pesquisa em geografia da religião, por serem de “natureza” diferente das proposições comprometidas com as normas científicas modernas. 
A obra destaca que a situação institucional da geografia da religião ainda é precária no âmbito internacional, sendo um dos indicadores desse status o fato de a disciplina possuir atualmente apenas uma única cátedra na Universidade de Cracóvia (Polônia). No Brasil, a geografia da religião também não desempenha um papel expressivo no âmbito nacional de estudo das religiões, embora haja esforços notáveis de alguns acadêmicos na área.
Considerando as formulações apresentadas na obra organizada por Frank Usarski e após análise das afirmações, conclui-se que está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4220993 Pedagogia
Hans-Jürgen Greschat, em sua obra “O que é ciência da religião?”, propõe uma distinção fundamental entre a atuação do teólogo e a do cientista da religião no que se refere ao estudo do fenômeno religioso. O autor estabelece critérios que demarcam as especificidades de cada campo do saber, considerando aspectos como pertencimento institucional, finalidade da pesquisa, relação com a tradição religiosa e critérios de validação do conhecimento. Considerando o que o autor defende na referida obra (conforme apresentado no capítulo de Afonso Maria Ligorio Soares), analise as afirmações a seguir:
I. Greschat sustenta que os teólogos investigam a religião à qual pertencem, enquanto os cientistas da religião geralmente se ocupam de religiões diferentes da sua própria. Nessa perspectiva, a principal finalidade da teologia seria proteger e enriquecer sua tradição religiosa de origem, ao passo que os cientistas da religião não prestam serviço institucional a nenhuma instância religiosa superior.
II. O autor afirma que os cientistas da religião gozam de um arco potencialmente ilimitado na escolha da religião a que se dedicarão, sendo constrangidos apenas pela própria incompetência técnica. Em contrapartida, os teólogos estariam “condenados” a conhecer em profundidade apenas sua própria religião, somente se abrindo a outras tradições em caso de necessidade estrita de pesquisa comparada.
III. Segundo Greschat, para que uma descrição acadêmica de uma determinada fé seja considerada válida do ponto de vista da história da religião, é necessário consultar os fiéis daquela crença, pois serão eles a informar se o pesquisador compreendeu adequadamente sua experiência religiosa. Os teólogos, por sua vez, fariam seu discernimento partindo da própria fé como norma decisiva, considerando falso tudo o que se afastar desse critério. 
IV. Greschat argumenta que teólogos e cientistas da religião contam com diferentes formas de, eventualmente, distorcer seu objeto de estudo. Os primeiros estariam sujeitos a distorções decorrentes de preconceitos religiosos e compromissos confessionais, enquanto os segundos estariam imunes a qualquer tipo de distorção, uma vez que sua abordagem metodológica garante completa neutralidade e objetividade científica. 
V. O autor defende que, embora a teologia e a ciência da religião partilhem o mesmo objeto formal — o fenômeno religioso —, suas abordagens são radicalmente heterogêneas e incompatíveis, sendo impossível qualquer diálogo fecundo entre ambas, pois a primeira opera com critérios normativos e confessionais, enquanto a segunda exige um “ateísmo metodológico” que suspende qualquer juízo sobre a verdade das crenças estudadas.
Considerando as formulações atribuídas a Greschat (conforme apresentadas no texto de Afonso Maria Ligorio Soares) e após análise das afirmações, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas
Q4220992 Filosofia
Mircea Eliade, em sua obra “Tratado de História das Religiões” (2008), dedica extensa análise ao simbolismo vegetal e aos ritos de renovação, demonstrando como as hierofanias vegetais revelam uma estrutura coerente de pensamento sobre a vida, a morte e a regeneração periódica. Considerando os fundamentos teórico-metodológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“O que se designa por ‘cultos da vegetação’ é, portanto, mais complexo do que a denominação deixa transparecer. Através da vegetação, é a vida inteira, é a natureza que se regenera por múltiplos ritmos, que é ‘honrada’, promovida, solicitada. As forças vegetativas são uma epifania da vida cósmica. Na medida em que o homem está integrado nessa natureza e crê poder utilizar essa vida para os seus próprios fins, ele manipula os ‘sinais’ vegetais (o ‘Maio’, o ramo vernal, o casamento das árvores, etc.) ou venera-os (as ‘árvores sagradas’, etc.). Mas nunca houve uma ‘religião da vegetação’, um culto exclusivamente concentrado nas plantas ou nas árvores.” (p. 264- 265)
“O essencial nas festas da vegetação, tal como se conservaram nas tradições europeias, não é só a exposição cerimonial de uma árvore, mas também a bênção de um novo ano que começa... O aparecimento da vegetação inaugura um novo ciclo temporal; a vida vegetativa renasce em cada primavera, ‘recomeça’.” (p. 257)
“O que importa, insistamos, não é somente a manifestação da força vegetativa, mas o tempo em que ela se realiza. Não é só um acontecimento que tem lugar no espaço, mas também no tempo. Uma nova etapa começa: repete-se o ato inicial, mítico, da regeneração.” (p. 262)
“Em todos esses contos, o circuito homem-planta é dramático; dir-se-ia que a heroína se dissimula tomando a forma de uma árvore sempre que alguém põe termo à sua vida. Trata-se de um regresso provisório ao nível vegetal.” (p. 247)
Considerando a análise eliadiana da estrutura das hierofanias vegetais, dos ritos de renovação e das relações entre o homem e o mundo vegetal, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220991 Filosofia
Mircea Eliade, em sua obra “Tratado de História das Religiões” (1949), propõe uma abordagem morfológica e fenomenológica do sagrado, dedicando especial atenção às hierofanias celestes e à sua progressiva substituição por outras formas religiosas mais dinâmicas e acessíveis à experiência humana. Considerando os fundamentos teórico-metodológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“O Céu em si-mesmo, considerado como abóbada sideral e região atmosférica, é rico em valores mítico-religiosos. O ‘alto’, o ‘elevado’, o espaço infinito são hierofanias do ‘transcendente’, do sagrado por excelência... Mas não podemos reduzir os seres supremos a uma hierofania uraniana, pois eles ultrapassam tal condição: são ‘criadores’, ‘bons’, ‘eternos’ (‘velhos’), fundadores de instituições e guardiães das normas — atributos que só em parte podem ser explicados pelas hierofanias celestes.” (p. 98).
“Uma vez feita esta reserva — que é importante — podemos destrinçar na história dos seres supremos e das divindades celestes um fenômeno no mais alto grau revelador para a experiência religiosa da humanidade: é que estas figuras divinas têm tendência a desaparecer do culto. Em parte nenhuma desempenham um papel predominante, foram afastadas e substituídas por outras forças religiosas: culto dos antepassados, espíritos e deuses da natureza, demônios da fecundidade, grandes deuses, etc. É notável que esta substituição se faça sempre em proveito de uma força religiosa ou de uma divindade mais concreta, mais dinâmica, mais fértil (por exemplo, o Sol, a Grande Mãe, o Deus Macho, etc.). O vencedor é sempre o representante ou o distribuidor da fecundidade: ou seja, em última análise, o representante ou o distribuidor da vida.” (p. 99).
“O fenômeno da solarização do ser supremo uraniano é bastante freqüente na África. Toda uma série de povos africanos dá ao ‘ser supremo’ o nome de ‘Sol’... A solarização progressiva das divindades celestes corresponde ao mesmo processo de erosão que conduziu, em outros contextos, à transformação destas divindades celestes em deuses atmosférico-fecundadores.” (p. 107).
Considerando a análise eliadiana da estrutura e do destino histórico das divindades celestes, bem como o fenômeno de sua substituição por figuras divinas mais dinâmicas e ligadas à fecundidade, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220990 Filosofia
Mircea Eliade, em sua obra “Mito e Realidade” (1963), propõe uma redefinição fundamental do conceito de mito, contrapondo-se à acepção corrente que o reduz a “fábula”, “ficção” ou “ilusão”, para restituir-lhe o sentido que possuía nas sociedades arcaicas e tradicionais: o de uma “história sagrada” que revela os modelos exemplares de todos os atos humanos significativos. Considerando os fundamentos teórico-metodológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“A definição que a mim, pessoalmente, me parece a menos imperfeita, por ser a mais ampla, é a seguinte: o mito conta uma história sagrada; ele relata um acontecimento ocorrido no tempo primordial, o tempo fabuloso do ‘princípio’. Em outros termos, o mito narra como, graças às façanhas dos Entes Sobrenaturais, uma realidade passou a existir, seja uma realidade total, o Cosmo, ou apenas um fragmento: uma ilha, uma espécie vegetal, um comportamento humano, uma instituição. É sempre, portanto, a narrativa de uma ‘criação’: ele relata de que modo algo foi produzido e começou a ser. O mito fala apenas do que realmente ocorreu, do que se manifestou plenamente.” (p. 9)
“O mito é considerado uma história sagrada e, portanto, uma ‘história verdadeira’, porque sempre se refere a realidades. O mito cosmogônico é ‘verdadeiro’ porque a existência do Mundo aí está para prová-lo; o mito da origem da morte é igualmente ‘verdadeiro’ porque é provado pela mortalidade do homem, e assim por diante.” (p. 9)
“Os mitos, em suma, recordam continuamente que eventos grandiosos tiveram lugar sobre a Terra, e que esse ‘passado glorioso’ é em parte recuperável. A imitação dos gestos paradigmáticos tem igualmente um aspecto positivo: o rito força o homem a transcender os seus limites, obriga-o a situar-se ao lado dos Deuses e dos Heróis míticos, a fim de poder realizar os atos deles. Direta ou indiretamente, o mito ‘eleva’ o homem.” (p. 104)
Considerando a definição eliadiana de mito como “história sagrada” e “narrativa de uma criação”, bem como sua função de fornecer modelos paradigmáticos para a conduta humana, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor. 
Alternativas
Q4220989 Filosofia
Mircea Eliade, em sua obra “Imagens e Símbolos: ensaios sobre o simbolismo mágico-religioso” (1952), propõe uma fundamentação teórico-metodológica para o estudo dos símbolos e imagens arquetípicas, contrapondo-se, explícita ou implicitamente, tanto ao positivismo evolucionista quanto às abordagens que reduzem o simbolismo a meros produtos do inconsciente individual ou a epifenômenos históricos. Considerando os fundamentos epistemológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“O pensamento simbólico não é domínio exclusivo da criança, do poeta ou do desequilibrado: ele é consubstancial ao ser humano: precede a linguagem e a razão discursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade — os mais profundos — que desafiam qualquer outro meio de conhecimento. As imagens, os símbolos, os mitos, não são criações irresponsáveis da psiqué; eles respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as mais secretas modalidades do ser. Por conseguinte o seu estudo permite-nos conhecer melhor o homem, ‘o homem sem mais’, aquele que ainda não transigiu com as condições da história.” (p. 13).
“Não se deve encarar este simbolismo do Centro com as suas implicações geométricas do espírito científico ocidental. Para cada um destes microcosmos podem existir vários ‘centros’. Como não tardaremos a ver, todas as civilizações orientais — Mesopotâmia, Índia, China, etc. — conhecem um número ilimitado de ‘Centros’. Melhor ainda: cada um destes ‘Centros’ é considerado e mesmo designado literalmente por ‘Centro do Mundo’. Como se trata de um espaço sagrado, que é dado por uma hierofania ou construído ritualmente, e não de um espaço profano, homogéneo, geométrico, a pluralidade dos ‘Centros da Terra’ no interior de uma só região habitada não oferece qualquer dificuldade. Estamos em presença de uma geografia sagrada e mítica, a única efetivamente real e não de uma geografia profana, ‘objetiva’, de certo modo abstrata e não essencial, construção teórica de um espaço e de um mundo que não se habita e que, portanto, não se conhece.” (p. 39).
“O que distingue o historiador das religiões de um historiador sem mais, é que ele lida com fatos que, se bem que históricos, revelam um comportamento que ultrapassa de longe os comportamentos históricos do ser humano. Se é verdade que o homem se encontra sempre ‘em situação’, esta situação nem por isso é sempre histórica, ou seja, condicionada unicamente pelo momento histórico contemporâneo. O homem integral conhece outras situações além da sua condição histórica; conhece, por exemplo, o estado onírico, ou de sonho acordado, ou de melancolia e de desprendimento, ou de beatitude estética, ou de evasão, etc. — e todos estes estados não são ‘históricos’, se bem que sejam também autênticos e tão importantes para a existência humana como a sua situação histórica.” (p. 32-33). 
Considerando a defesa eliadiana da autonomia e da perenidade do simbolismo, bem como sua crítica ao historicismo redutor e ao positivismo, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220988 Teologia
Adone Agnolin, em “História das Religiões: Perspectiva histórico-comparativa” (2014), dedica um capítulo central à análise da Escola Italiana de História das Religiões, destacando as contribuições de Raffaele Pettazzoni, Ernesto De Martino, Angelo Brelich, Vittorio Lanternari, Dario Sabbatucci e outros. Considerando os fundamentos teóricometodológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão. 
“Todavia, a importante novidade proposta por Pettazzoni foi defender o fato de que a comparação podia ser somente ‘histórica’, isto é – contrariamente à Fenomenologia e ao darwinismo –, tendente a evidenciar as irreduzíveis especificidades históricas de todo fato religioso. Por consequência, contra uma comparação que procurava leis gerais e similitudes formais, o historiador italiano apurava um método comparativo que ressaltava as diferenças e as originalidades que somente as particularidades históricas conseguem justificar.” (p. 47). 
“E, justamente, a partir do final da década de 1940 – contemporaneamente a uma profunda reflexão teórica sobre a relação entre religiões, Historicismo e Fenomenologia – que De Martino começa a deslocar sua atenção para os camponeses do Sul italiano, para seu ‘folclore’ e suas manifestações rituais. [...] o rito ‘comporta a canalização, a formalização da emoção em termos culturais que conseguem dominá-la, resgatá-la em tempos (periódicos), em modos (os estereótipos verbais, gestuais, musicais etc.) e em um espaço bem definido’.” (p. 53 e 55). 
“O método histórico-comparado de Pettazzoni conotou, enfim, a História das Religiões nos termos de uma disciplina afim à Etnologia e à Antropologia religiosa. Afim, mas não idêntica, todavia. Finalmente, o estudioso não pôde deixar de utilizar-se da mesma linguagem daquelas disciplinas maduras, mas teria feito isso com o objetivo final de verificá-la à prova dos fatos e, se necessário, negá-la, contradizê-la ou refiná-la.” (p. 50). 
Considerando o percurso metodológico da Escola Italiana de História das Religiões, especialmente no que diz respeito à comparação histórica, à análise do rito e à relação com a Antropologia, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com a perspectiva do autor.
Alternativas
Q4220987 Antropologia
Adone Agnolin, em sua obra “História das Religiões: Perspectiva históricocomparativa” (2019), propõe uma análise crítica das matrizes metodológicas que fundamentam o estudo científico do fenômeno religioso, contrapondo, especialmente, as abordagens sistemática (evolucionista) e fenomenológica à perspectiva histórico-religiosa da chamada Escola Italiana. Considerando os fundamentos epistemológicos apresentados pelo autor, analise atentamente os excertos extraídos da referida obra e, em seguida, responda à questão.
“A primeira vertente, a sistemática (evolucionista), pode ser exemplificada: pelos estudos do filólogo Max Müller, desde suas Lectures on the Science of Language (London 1861), e pelos trabalhos de Edward Burnett Tylor ‘The Religion of Savages’ (In: Fortnightly Review, 1866), e Primitive Culture (London 1871), obras que apontam para a conotação essencial do mais primitivo estádio da evolução cultural; essa primeira vertente encerra-se – e será finalmente sintetizada, no âmbito de uma abordagem propriamente sociológica – com a obra de Émile Durkheim em seu estudo Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse (Paris 1912): aqui o mais primitivo estádio da evolução cultural será identificado, enfim, com o ‘sistema totêmico’ australiano com o objetivo de analisar, justamente, essas ‘formas elementares’ do religioso.” (p.9).
“Em uma segunda parte deste mesmo capítulo 1, levaremos em consideração a vertente fenomenológica (essencialista). Faremos isso partindo da obra de Rudolf Otto Das Heilige (O Sagrado, Breslau 1917): obra de um teólogo luterano e filósofo kantiano que se utiliza, propriamente, da Ciência das Religiões para empreender uma característica análise teológica; em seguida abordaremos a obra de Gerardus Vander Leeuw Phänomenologie der Religion (Tübingen 1933), que realiza uma verdadeira operação de desistoricização que se tornará útil à Fenomenologia; finalmente, tentaremos apontar para a síntese mais significativa, complexa e conturbada da própria vertente fenomenológica, através da obra de Mircea Eliade Traité d’Histoire des Religions (Paris 1949).” (p. 9). 
“Dessa abordagem, decorre a importante lição, central na perspectiva histórico-religiosa, segundo a qual para entender determinados contextos histórico-culturais ‘outros’ é preciso entrar em (e adequar-se a) uma lógica autônoma e consoante ao sistema de valores e ao mundo das ideias próprios de cada cultura: no contexto das culturas etnológicas, de fato, uma lógica diferente da clássica ocidental (a lógica aristotélica, por exemplo). De outra forma, manifestasse a incapacidade de inteligência com relação àquelas culturas ou, às vezes pior, à adoção de uma leitura etnocêntrica daquelas realidades culturais.” (p. 90- 91).
Considerando a contraposição metodológica entre as vertentes sistemática/evolucionista e fenomenológica, de um lado, e a perspectiva histórico-religiosa da Escola Italiana (Pettazzoni, De Martino, Brelich, Sabbatucci), de outro, tal como apresentada por Agnolin, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
Alternativas
Q4220746 Geografia
Leia a citação a seguir:
“(...) A chegada de migrantes estrangeiros pode despertar temor e, consequentemente, preconceitos na população local, que tende a se ver em disputa por vagas de trabalho, pelo acesso aos serviços sociais ou mesmo diante de situações de violência. Atualmente, alguns Estados tentam dificultar o acesso de migrantes estrangeiros, sobretudo daqueles que buscam se fixar no país. Porém, as leis mais severas contra a imigração acabam por colocar em risco a vida de imigrantes que, diante de tantas barreiras, arriscam-se em perigosas travessias, muitas vezes organizadas por grupos que os exploram financeiramente, sem garantias de segurança física ou jurídica. Dados da ONU indicam que as políticas de concessão de vistos para trabalho têm reproduzido as desigualdades globais: cidadãos com formação superior, provenientes de países ricos, têm, em geral, acesso mais fácil à migração e à obtenção de vistos. Por outro lado, cidadãos de países pobres ou em conflito armado, mesmo com formação universitária, frequentemente não conseguem obter vistos. Essa desigualdade revela o tratamento discriminatório dado a determinadas nacionalidades. Ao mesmo tempo, essa disparidade aponta para a dificuldade que muitas sociedades têm em acolher o estrangeiro (...)”.
Texto adaptado de MUNIZ, Ana Carolina; GUERRERO, Ana Lúcia de Araújo; FERNANDES, Maíra Fernandes. Jornadas [livro eletrônico] : Novos caminhos : Geografia : 8º ano - 1. ed. -- São Paulo : Saraiva Educação S.A., 2022.p 51.
Com base no texto de Muniz, Guerrero e Fernandes (2022, p. 51) e em seus conhecimentos prévios acerca dos movimentos migratórios internacionais na atualidade, assinale a alternativa correta que identifica a denominação do tratamento desigual e discriminatório em relação aos estrangeiros: 
Alternativas
Q4220745 Geografia
Leia a citação a seguir:
“(...) a partir da década de 1940, formaram-se os primeiros movimentos sociais de luta pela terra. Entre esses movimentos, (...) foram os de maior repercussão, começando em Pernambuco e, pouco a pouco, difundindo-se para outros estados. Juntamente com outros movimentos rurais, conseguiram exercer pressão a tal ponto que, em 1964, foi estabelecido o projeto de reforma agrária pelo então presidente João Goulart. No entanto, com o golpe militar ocorrido nesse mesmo ano, esse movimento e a proposta de reforma agrária foram combatidas e desarticuladas (...)”.
Texto adaptado de MUNIZ, Ana Carolina; GUERRERO, Ana Lúcia de Araújo; FERNANDES, Maíra Fernandes. Jornadas [livro eletrônico] : Novos caminhos : Geografia : 7º ano - 1. ed. -- São Paulo : Saraiva Educação S.A., 2022.p 153.
Com base no texto de Muniz; Guerrero e Fernandes (2022, p. 153) e em seus conhecimentos prévios acerca dos movimentos sociais do campo brasileiro, assinale a alternativa que identifica corretamente o movimento ao qual os autores fazem referência a(o): 
Alternativas
Q4220744 Geografia
Considere a citação a seguir:
“(...) ______________ é uma designação originalmente utilizada para identificar as migrações regulares de pastores e seus rebanhos, de acordo com a estação do ano, em busca de pasto ou de locais mais quentes e abrigados. Atualmente, o termo aplica-se aos movimentos migratórios temporários, quase sempre relacionados ao deslocamento de pessoas, em determinadas épocas do ano, para a execução de determinados tipos de trabalho agropecuário no campo, como a colheita manual. Esses movimentos podem ser compreendidos como migração sazonal. No Brasil, alguns autores utilizam essa terminologia para se referir às migrações temporárias de trabalhadores rurais entre o Sertão e a Zona da Mata, sub-regiões do Nordeste, que, após a colheita do feijão e do milho, deslocam-se para trabalhar no período do corte da cana-de-açúcar e, posteriormente, retornam às suas lavouras.”
Texto adaptado de BRANCO, Anselmo Lázaro; PRADO, Bruno Silva, CAMPOS, Eduardo. Teláris Essencial [livro eletrônico]: Geografia : 7º Ano.1. ed. - São Paulo : Ática, 2022. p 119.
A partir da citação de Branco, Prado e Campos (2002, p. 119) e considerando seus conhecimentos acerca dos movimentos migratórios internos no território brasileiro, assinale a alternativa correta referente ao significado da terminologia a ser inserida para completar o início da presente citação.
Alternativas
Q4220743 Geografia
No livro A Cidade, de Ana Fani Alessandri Carlos (2008, p. 16), a autora ilustra seu texto sobre as relações urbanas com a seguinte música: 
“ Sinal Fechado” 
Olá, como vai? Eu vou indo, e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo correndo Pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca De um sono tranquilo, quem sabe? Quanto tempo, pois é, quanto tempo Me perdoe a pressa É a alma dos nossos negócios Pô, não tem de quê Eu também só ando a cem Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí Pra semana, prometo Talvez nos vejamos, quem sabe? Quanto tempo, pois é, quanto tempo Tanto coisa que eu tinha a dizer Mas eu sumi na poeira das ruas Eu também tenho algo a dizer Mas me foge à lembrança Por favor, telefone, eu preciso beber Alguma coisa rapidamente Pra semana, o sinal Eu procuro você, vai abrir, vai abrir Prometo, não esqueço Por favor não esqueça, não esqueça Não esqueço, adeus.
Canção de Paulinho da Viola ‧ 1994. Texto adaptado de CARLOS, Ana Fani Alessandri. A cidade. 8 ed. São Paulo: Contexto, 2008.p 16.
Com base na letra da música Sinal Fechado, de Paulinho da Viola, citada por Ana Fani Alessandri Carlos (2008, p. 16), e considerando os conhecimentos acerca da Geografia Urbana, é correto afirmar que a letra da música expressa:
Alternativas
Q4220742 Geografia
Leia a citação a seguir:
“(...) Classificar uma área em regiões, ou seja, regionalizar o espaço geográfico, é uma tarefa que exige um profundo conhecimento espacial. Essa compreensão constitui uma importante ferramenta no planejamento de ações administrativas, pois permite que os governos identifiquem os setores que mais necessitam de recursos e tracem medidas para promover o desenvolvimento da região. No entanto, é importante considerar que uma região não constitui um espaço completamente homogêneo. Por isso, a tarefa de regionalizar o espaço exige muitos estudos. Quem elabora uma regionalização precisa definir quais critérios serão selecionados e priorizados (...)”.
Texto adaptado de MUNIZ, Ana Carolina; GUERRERO, Ana Lúcia de Araújo; FERNANDES, Maíra Fernandes. Jornadas [livro eletrônico] : Novos caminhos : Geografia : 7º ano -- 1. ed. -- São Paulo : Saraiva Educação S.A., 2022.p 28.
Com base na citação de Muniz, Guerrero e Fernandes (2022, p. 28) e considerando seus conhecimentos acerca do processo de regionalização do território brasileiro, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4220741 Meio Ambiente
Leia a citação a seguir:
“(...) O sistema terrestre é composto por partes inter-relacionadas, que atuam como um conjunto de componentes de uma máquina. Quando um desses componentes para ou mesmo muda sua forma de operar, todo o sistema modifica seu comportamento (...). O sistema terrestre funciona a partir de inter-relações entre subsistemas, também chamados de esferas naturais, baseando-se na interação de seus elementos, o que permite as condições necessárias para a formação e a manutenção da vida na Terra (...)”.
Texto adaptado de BRANCO, Anselmo Lázaro; PRADO, Bruno Silva, CAMPOS, Eduardo. Teláris Essencial [livro eletrônico]: Geografia : 6º Ano.1. ed. -- São Paulo: Ática, 2022. pgs 73 e 74.
Com base na citação de Branco, Prado e Campos (2022, p. 73-74) e considerando os conhecimentos acerca dos subsistemas que compõem o sistema terrestre, analise as afirmativas a seguir. 
I. O sistema terrestre é composto por cinco principais subsistemas: litosfera, hidrosfera, atmosfera, troposfera e biosfera.
II. A litosfera (do grego lithos, que significa “rochoso”) é a camada rígida da Terra e atinge profundidades de até 70 quilômetros. É nela que encontramos os minérios e as rochas que são extraídos para utilização industrial e para a construção civil.
III. A atmosfera é a camada formada pelos gases que envolvem a Terra. Ela possui grande importância para a manutenção da vida no planeta, destacando-se pela proteção contra o impacto de pequenos meteoros e pela filtragem de parte dos raios solares nocivos aos seres vivos que aqui habitam.
IV. O subsistema que compreende toda a água do planeta Terra é denominado hidrosfera. Além dos oceanos e mares, que cobrem 71% da superfície terrestre e compõem cerca de 97,2% de toda a água do planeta, também é possível encontrar água em geleiras e no topo de elevadas montanhas, em lagos, rios, camadas subterrâneas da crosta terrestre e até mesmo na atmosfera, na forma de vapor.
V. O conjunto dos cinco subsistemas da Terra permite a existência de diferentes formas de vida, compondo a biosfera.
Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4220740 Geografia
Fitz (2008, p. 19-21), em seu livro Cartografia Básica, destaca que a “escala é a relação ou proporção existente entre as distâncias lineares representadas em um mapa e aquelas existentes no terreno, ou seja, na superfície real”. Sabendo dessa informação, um grupo de alunos, ao encontrar um mapa geográfico antigo na biblioteca, cuja escala aparecia pouco visível, mediu com uma régua a distância entre duas cidades (Cidade A e Cidade B) no mapa, encontrando o valor de 20 cm. Sabendo que a distância real entre ambas é de, aproximadamente, 200 km em linha reta, o grupo de alunos concluiu que a escala correta, pouco visível no mapa, é de: 
Alternativas
Q4220739 Geografia
Leia a citação a seguir:
“(...) é resgatado na Geografia como conceito fundamental, passando a ser analisado de forma mais abrangente, constituindo a dimensão da existência que se manifesta por meio de um cotidiano compartilhado entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições, marcado tanto pela cooperação quanto pelo conflito, sendo a base da vida em comum. O conceito induz a análise geográfica a uma outra dimensão — a da existência —, pois se refere a um tratamento geográfico do mundo vivido. Esse tratamento vem assumindo diferentes dimensões. De um lado, singulariza-se a partir de visões subjetivas vinculadas a percepções emotivas, a exemplo do sentimento topofílico (experiências felizes), ao qual se refere Yu-Fu Tuan (...)”.
Texto adaptado de SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Notas sobre espistemologia da Geografia. Cadernos Geográficos / Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Geociências. – n.1. (Florianópolis: Imprensa Universitária, 1999.p 54)
A partir da citação de Dirce Maria Antunes Suertegaray (1999, p. 54) e considerando seus conhecimentos acerca dos conceitos operacionais utilizados na compreensão da ciência geográfica, indique a qual conceito a autora está se referindo.
Alternativas
Q4220738 Geografia
Leia a citação a seguir:
“(...) agrupa um conjunto de propostas frente à Geografia existente, a qual foi levada ao nível de ruptura com o pensamento anterior (...). Nessa vertente, os autores se posicionam em defesa de uma transformação da realidade social, concebendo o seu saber como uma ferramenta desse processo (...), assumindo o conteúdo político do conhecimento científico e propondo uma Geografia militante, que lute por uma sociedade mais justa. São aqueles que pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação do homem”.
Texto adaptado de MORAES, Antonio carlos Robert. Geografia Pequena História Crítica. 21 ed. São Paulo: Annablume, 2007.p. 119.
A partir da citação de Moraes (2007, p. 119) e considerando seus conhecimentos acerca da História do Pensamento Geográfico, assinale a alternativa correta que indica a qual vertente o autor faz referência. 
Alternativas
Q4220737 Geografia
Leia o trecho a seguir:
O conhecimento científico é profundamente dinâmico e evolui sob a influência das transformações econômicas e de suas repercussões sobre a formulação do pensamento científico. Assim, o objeto e os objetivos de uma ciência são relativos, diversificando-se no espaço e no tempo, conforme a estruturação das formações econômicas e sociais. (...). Se examinarmos a evolução do pensamento geográfico no século XX, veremos que o conceito de Geografia sofreu modificações e foi enunciado sob as formas mais diversas, em diferentes períodos.
Texto adaptado de ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia Econômica. 8 ed. São Paulo:Atlas, 1985.p 11-12.
Com base em Manuel Correia de Andrade (1985) e em seus conhecimentos acerca das diferentes concepções do conceito de Geografia e de seu objeto de estudo ao longo da evolução do pensamento geográfico, analise as afirmativas a seguir:
I. O grande geógrafo francês, Emmanuel de Martonne, definiu a Geografia como a ciência que estuda a distribuição dos fenômenos físicos, biológicos e humanos pela superfície da Terra, as causas dessa distribuição e as relações locais entre esses fenômenos.
II. Carl Sauer definiu a Geografia como a ciência que proporciona a descrição e a interpretação, de maneira precisa, ordenada e relacional, do caráter variável da superfície da Terra
III. Richard Hartshorne, de orientação culturalista, afirmava que a Geografia é a ciência da diferenciação de áreas.
IV. André Cholley afirmava que a Geografia tem por objeto conhecer a Terra em seu caráter total, não levando em conta categorias isoladas, mas as combinações produzidas entre as várias categorias — físicas, biológicas e humanas.
V. Manuel Correia de Andrade define a Geografia como a ciência que estuda o espaço geográfico, entendido como o espaço produzido pelo ser humano ao intervir no meio natural, adaptando-o à exploração e à utilização de seus recursos, conforme as formas institucionais e as disponibilidades culturais, técnicas e econômicas de que dispõe.
Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
41: C
42: E
43: B
44: A
45: D
46: B
47: A
48: B
49: E
50: C
51: A
52: C
53: E
54: D
55: B
56: C
57: D
58: A
59: E
60: B