Hans-Jürgen Greschat, em sua obra “O que é ciência da relig...

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Q4220993 Não definido
Hans-Jürgen Greschat, em sua obra “O que é ciência da religião?”, propõe uma distinção fundamental entre a atuação do teólogo e a do cientista da religião no que se refere ao estudo do fenômeno religioso. O autor estabelece critérios que demarcam as especificidades de cada campo do saber, considerando aspectos como pertencimento institucional, finalidade da pesquisa, relação com a tradição religiosa e critérios de validação do conhecimento. Considerando o que o autor defende na referida obra (conforme apresentado no capítulo de Afonso Maria Ligorio Soares), analise as afirmações a seguir:
I. Greschat sustenta que os teólogos investigam a religião à qual pertencem, enquanto os cientistas da religião geralmente se ocupam de religiões diferentes da sua própria. Nessa perspectiva, a principal finalidade da teologia seria proteger e enriquecer sua tradição religiosa de origem, ao passo que os cientistas da religião não prestam serviço institucional a nenhuma instância religiosa superior.
II. O autor afirma que os cientistas da religião gozam de um arco potencialmente ilimitado na escolha da religião a que se dedicarão, sendo constrangidos apenas pela própria incompetência técnica. Em contrapartida, os teólogos estariam “condenados” a conhecer em profundidade apenas sua própria religião, somente se abrindo a outras tradições em caso de necessidade estrita de pesquisa comparada.
III. Segundo Greschat, para que uma descrição acadêmica de uma determinada fé seja considerada válida do ponto de vista da história da religião, é necessário consultar os fiéis daquela crença, pois serão eles a informar se o pesquisador compreendeu adequadamente sua experiência religiosa. Os teólogos, por sua vez, fariam seu discernimento partindo da própria fé como norma decisiva, considerando falso tudo o que se afastar desse critério. 
IV. Greschat argumenta que teólogos e cientistas da religião contam com diferentes formas de, eventualmente, distorcer seu objeto de estudo. Os primeiros estariam sujeitos a distorções decorrentes de preconceitos religiosos e compromissos confessionais, enquanto os segundos estariam imunes a qualquer tipo de distorção, uma vez que sua abordagem metodológica garante completa neutralidade e objetividade científica. 
V. O autor defende que, embora a teologia e a ciência da religião partilhem o mesmo objeto formal — o fenômeno religioso —, suas abordagens são radicalmente heterogêneas e incompatíveis, sendo impossível qualquer diálogo fecundo entre ambas, pois a primeira opera com critérios normativos e confessionais, enquanto a segunda exige um “ateísmo metodológico” que suspende qualquer juízo sobre a verdade das crenças estudadas.
Considerando as formulações atribuídas a Greschat (conforme apresentadas no texto de Afonso Maria Ligorio Soares) e após análise das afirmações, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas