Mircea Eliade, em sua obra “Tratado de História das Religiõ...
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Ano: 2026
Banca:
Ápice Consultoria
Órgão:
Prefeitura de Sobrado - PB
Prova:
Ápice Consultoria - 2026 - Prefeitura de Sobrado - PB - Professor B - Ensino Religioso |
Q4220992
Filosofia
Mircea Eliade, em sua obra “Tratado de
História das Religiões” (2008), dedica extensa
análise ao simbolismo vegetal e aos ritos de
renovação, demonstrando como as hierofanias
vegetais revelam uma estrutura coerente de
pensamento sobre a vida, a morte e a
regeneração periódica. Considerando os
fundamentos teórico-metodológicos apresentados
pelo autor, analise atentamente os excertos
extraídos da referida obra e, em seguida,
responda à questão.
“O que se designa por ‘cultos da vegetação’ é, portanto, mais complexo do que a denominação deixa transparecer. Através da vegetação, é a vida inteira, é a natureza que se regenera por múltiplos ritmos, que é ‘honrada’, promovida, solicitada. As forças vegetativas são uma epifania da vida cósmica. Na medida em que o homem está integrado nessa natureza e crê poder utilizar essa vida para os seus próprios fins, ele manipula os ‘sinais’ vegetais (o ‘Maio’, o ramo vernal, o casamento das árvores, etc.) ou venera-os (as ‘árvores sagradas’, etc.). Mas nunca houve uma ‘religião da vegetação’, um culto exclusivamente concentrado nas plantas ou nas árvores.” (p. 264- 265)
“O essencial nas festas da vegetação, tal como se conservaram nas tradições europeias, não é só a exposição cerimonial de uma árvore, mas também a bênção de um novo ano que começa... O aparecimento da vegetação inaugura um novo ciclo temporal; a vida vegetativa renasce em cada primavera, ‘recomeça’.” (p. 257)
“O que importa, insistamos, não é somente a manifestação da força vegetativa, mas o tempo em que ela se realiza. Não é só um acontecimento que tem lugar no espaço, mas também no tempo. Uma nova etapa começa: repete-se o ato inicial, mítico, da regeneração.” (p. 262)
“Em todos esses contos, o circuito homem-planta é dramático; dir-se-ia que a heroína se dissimula tomando a forma de uma árvore sempre que alguém põe termo à sua vida. Trata-se de um regresso provisório ao nível vegetal.” (p. 247)
Considerando a análise eliadiana da estrutura das hierofanias vegetais, dos ritos de renovação e das relações entre o homem e o mundo vegetal, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.
“O que se designa por ‘cultos da vegetação’ é, portanto, mais complexo do que a denominação deixa transparecer. Através da vegetação, é a vida inteira, é a natureza que se regenera por múltiplos ritmos, que é ‘honrada’, promovida, solicitada. As forças vegetativas são uma epifania da vida cósmica. Na medida em que o homem está integrado nessa natureza e crê poder utilizar essa vida para os seus próprios fins, ele manipula os ‘sinais’ vegetais (o ‘Maio’, o ramo vernal, o casamento das árvores, etc.) ou venera-os (as ‘árvores sagradas’, etc.). Mas nunca houve uma ‘religião da vegetação’, um culto exclusivamente concentrado nas plantas ou nas árvores.” (p. 264- 265)
“O essencial nas festas da vegetação, tal como se conservaram nas tradições europeias, não é só a exposição cerimonial de uma árvore, mas também a bênção de um novo ano que começa... O aparecimento da vegetação inaugura um novo ciclo temporal; a vida vegetativa renasce em cada primavera, ‘recomeça’.” (p. 257)
“O que importa, insistamos, não é somente a manifestação da força vegetativa, mas o tempo em que ela se realiza. Não é só um acontecimento que tem lugar no espaço, mas também no tempo. Uma nova etapa começa: repete-se o ato inicial, mítico, da regeneração.” (p. 262)
“Em todos esses contos, o circuito homem-planta é dramático; dir-se-ia que a heroína se dissimula tomando a forma de uma árvore sempre que alguém põe termo à sua vida. Trata-se de um regresso provisório ao nível vegetal.” (p. 247)
Considerando a análise eliadiana da estrutura das hierofanias vegetais, dos ritos de renovação e das relações entre o homem e o mundo vegetal, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.