Questões de Concurso Para prefeitura de itatuba - pb

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Q4132198 Português
Leia a letra da canção “É preciso saber viver” para responder à questão.


É preciso saber viver
Canção de Titãs ‧ 1998

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinho
Você pode se arranhar
Se o bem e o bem existem
Você pode escolher
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Você pode escolher
É preciso saber viver
Saber viver
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
[...]
Considerando a organização dos elementos linguísticos e a forma como a progressão temática se estabelece ao longo do texto, assinale a alternativa que apresenta uma análise adequada de sua composição.
Alternativas
Q4132197 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105847.png (333×448)


Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUBu959jyFX/?utm_source=ig_web_c opy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Acesso em 17/05/2026.
Considerando os aspectos enunciativos, composicionais e funcionais do texto, assinale a alternativa correta quanto à sua classificação como gênero discursivo. 
Alternativas
Q4132196 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105847.png (333×448)


Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUBu959jyFX/?utm_source=ig_web_c opy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Acesso em 17/05/2026.
A construção de sentido do texto mobiliza diferentes fatores de textualidade responsáveis pela progressão temática, pela produção do humor e pela ativação de conhecimentos socioculturais do leitor. A partir dessa perspectiva, analise as afirmativas:

I. A coerência textual organiza-se por meio de uma progressão semântica que culmina na ruptura da expectativa construída nos quadrinhos anteriores.
II. A coesão textual estabelece-se predominantemente por mecanismos referenciais e pela articulação dialógica entre as falas das personagens.
III. A situacionalidade depende do reconhecimento, pelo leitor, da referência cultural ao reality show “Big Brother”, elemento que contribui para a interpretação do efeito humorístico.
IV. A intencionalidade do texto ultrapassa a função lúdica, produzindo também uma crítica implícita às relações de convivência social.
V. A informatividade é baixa, pois o texto apresenta repetição temática sem ampliação significativa de sentidos ao longo da sequência discursiva.

Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Q4132195 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105847.png (333×448)


Disponível em: https://www.instagram.com/p/DUBu959jyFX/?utm_source=ig_web_c opy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA== Acesso em 17/05/2026.
Considerando os elementos verbais e visuais do texto, bem como o uso social da expressão “planta, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4132194 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105723.png (297×402)


Disponível em: https://www.instagram.com/boletimbrio/?e=22c08dbfa0b0-4b4a-afde-9d97d8c84d39&g=5. Acesso em 10/05/2026. 
Sobre a palavra “passatempo”, analise as afirmativas a seguir quanto à estrutura e à formação de palavras na língua portuguesa e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) “Passatempo” é uma palavra composta por justaposição, formada pela união de dois radicais sem alteração fonética significativa.
( ) A formação da palavra ocorre por aglutinação mantendo autonomia estrutural identificável na formação do novo termo.
( ) Houve perda de elementos fonéticos durante a formação da palavra.
( ) A palavra apresenta mais de um radical.
( ) A formação da palavra ocorre por derivação parassintética.

Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4132193 Português
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105723.png (297×402)


Disponível em: https://www.instagram.com/boletimbrio/?e=22c08dbfa0b0-4b4a-afde-9d97d8c84d39&g=5. Acesso em 10/05/2026. 
Considerando os mecanismos pragmáticos de construção do significado contextual, analise as afirmativas.

I. O enunciado mobiliza uma implicatura conversacional ao sugerir, por meio da estrutura disjuntiva "ou", que as duas opções não são necessariamente excludentes. O leitor atento infere que o programa BBB pode ser simultaneamente entretenimento e instrumento de autorreflexão.
II. A palavra "laboratório", empregada em sentido conotativo, produz efeito de ressignificação do objeto discursivo: desloca o BBB do campo do entretenimento trivial para o da observação sistemática do comportamento humano, dependendo do repertório sociocultural do leitor para ser interpretada dessa forma.
III. O significado do enunciado é integralmente determinado pela sua estrutura linguística explícita, independentemente do contexto de circulação, do suporte midiático ou dos conhecimentos prévios compartilhados entre emissor e receptor.
IV. A escolha do gênero pergunta retórica é uma estratégia enunciativa que posiciona o leitor como agente da construção de sentido, produzindo efeito de engajamento e de interpelação direta.
V. O contexto de publicação em um perfil jornalístico do Instagram (boletimbrio) integra o processo de significação: a plataforma, o público-alvo presumido e o caráter editorial da postagem orientam a interpretação do enunciado para além do que está literalmente escrito.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4132192 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105456.png (313×363)


Disponível em: https://www.instagram.com/realmarthamedeiros/p/DXWtNxajkcQ/. Acesso em 17/05/2026. 
Leia o trecho a seguir:

“Todo vexame advém da falta de timing.”

Com base nos conceitos gramaticais de frase, oração e período, analise as afirmativas a seguir e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) O enunciado constitui uma frase verbal, pois apresenta verbo e sentido completo.
( ) O trecho apresenta apenas uma oração, caracterizando um período simples.
( ) O verbo “advém” funciona como núcleo da oração presente no período.
( ) O segmento “da falta de timing” constitui uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4132191 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105456.png (313×363)


Disponível em: https://www.instagram.com/realmarthamedeiros/p/DXWtNxajkcQ/. Acesso em 17/05/2026. 
A respeito da pontuação empregada no texto e dos efeitos de sentido produzidos por ela, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4132190 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105456.png (313×363)


Disponível em: https://www.instagram.com/realmarthamedeiros/p/DXWtNxajkcQ/. Acesso em 17/05/2026. 
Considerando os mecanismos de construção de sentido presentes na imagem assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4132189 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Leia o excerto abaixo:

“Aqui fora, a luz incomoda.”

Assinale a alternativa correta quanto à análise sintática dos termos da oração.
Alternativas
Q4132188 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma-padrão da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir a partir de trechos do texto.

I. Em “Há sempre quem queira ordem, rotina, controle”, o verbo “haver” permanece no singular por apresentar sentido de existência.
II. No trecho “A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas”, o verbo poderia flexionar-se no plural (“viraram”) sem prejuízo da correção gramatical, devido ao sujeito composto.
III. Em “Nessas horas, a gente tenta escapar”, a expressão “a gente” admite, na normapadrão, concordância verbal no singular.
IV. No trecho “o que aparece ali diz mais sobre nós”, o verbo “dizer” concorda com o pronome demonstrativo “o”.
V. Em “algumas com histórias mal resolvidas entre si”, o adjetivo “resolvidas” estabelece concordância nominal com “algumas”.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4132187 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Sobre o estilo de linguagem empregado no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto combina marcas de oralidade e informalidade com referências culturais e filosóficas, produzindo um efeito de proximidade com o leitor sem abandonar a reflexão crítica.
II. A presença de expressões como “convenhamos” e “Voltei agora meio sem querer” evidencia um estilo discursivo subjetivo e relativamente coloquial.
III. O texto adota linguagem predominantemente técnica e impessoal, característica típica do discurso científicoacadêmico.
IV. O uso de referências como o Mito da Caverna de Platão contribui para ampliar o nível reflexivo e simbólico da argumentação.
V. A construção estilística do texto busca neutralidade absoluta, evitando posicionamentos subjetivos do enunciador.

Após análise, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas
Q4132186 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as características discursivas, linguísticas e composicionais do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente o gênero predominante.
Alternativas
Q4132185 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
A construção argumentativa do texto evidencia que a autora ultrapassa a simples análise de um programa televisivo para desenvolver uma reflexão mais ampla sobre as relações humanas e os mecanismos de autoimagem. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4137751 Não definido
Um técnico de laboratório recebeu a tarefa de organizar a rotina de manutenção preventiva e operação de equipamentos sensíveis após um longo período de recesso institucional. Durante a inspeção das áreas de microbiologia e química analítica, ele deve garantir que os procedimentos de conservação e uso estejam rigorosamente corretos para evitar danos aos aparelhos e garantir a fidelidade dos resultados. Considerando as boas práticas de laboratório para o manuseio e conservação de equipamentos, assinale a alternativa que apresenta uma conduta correta.
Alternativas
Q4137749 Não definido
Temas ligados à legislação de ensino interagem com a educação histórica em pelo menos duas dimensões: por um lado, há a regulação da educação que deve ser sempre respeitada; por outro lado, é possível tratar da sua história em sala de aula. Sobre isso, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4137741 Não definido
Cada vez mais a aula de história tem se transformado em um espaço privilegiado para a exploração de questões teóricas e metodológicas. Sobre os grandes debates em torno da natureza do conhecimento histórico, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4137443 Não definido
A irradiação de alimentos é um método físico de conservação que utiliza radiações ionizantes para aumentar a segurança microbiológica e a vida útil dos produtos. No Brasil, a utilização dessa tecnologia é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Sobre o uso da irradiação de alimentos em território brasileiro, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4135980 Não definido
O ECA prevê intervenções específicas em saúde mental para situações de vulnerabilidade acentuada, como violência e uso de substâncias. No contexto da atenção integral e multiprofissional, assinale a alternativa que descreve corretamente as diretrizes para a formulação de estratégias de cuidado segundo o Estatuto. 
Alternativas
Q4135609 Não definido
Menor, sexo masculino, 03 anos procura atendimento com quadro de dor abdominal de forte intensidade e início súbito, há cerca de 04 horas. Os sintomas começaram após retorno de comemoração pelo aniversário de um colega da escola. Não tem história de doenças, o cartão vacinal está atualizado e a genitora refere que o mesmo é alérgico a amendoim. Negam traumas recentes, porém não o acompanharam durante toda a festa. Ao exame físico, chama atenção hipotensão e presença de rubor em face e lesões urticariformes em membros. Diante do quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica, é: 
Alternativas
Respostas
541: A
542: D
543: B
544: C
545: B
546: E
547: D
548: E
549: A
550: C
551: D
552: A
553: B
554: C
555: D
556: A
557: B
558: C
559: A
560: E