Questões de Concurso
Para prefeitura de viseu - pa
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Manoel Carlos
Eu estava descendo a escada rolante do shopping e ela seguia dois degraus à minha frente. E nos seus ombros eu vil tatuado, o sinal de aspas que se abria no ombro esquerdo e se fechava no direito. Entre um e outro, nenhuma mensagem ou palavra. Nada se via ou se lia naquele espaço. Eram, portanto, aspas que se abriam e se fechavam sobre coisa nenhuma.
Acabei de descer, perdi a jovem de vista, mas não conseguia esquecer aqueles dois sinais. Ocorreu-me que para fazer graça, quem sabe? - estaria se colocando entre as aspas para ser vista como uma pessoa diferente. Ela propria uma citação de algo que ninguém deveria saber, a não ser ela| mesma. Ou nem ela.
Segui meu caminho, comprei o que tinha de comprar e me instalei num café. Numa mesa mais adiante eu vi uma outra jovem, pendurada no celular, que exibia no tornozelo a tatuagem de uma pomba branca com um ramo de oliveira preso ao bico. Outros jovens passavam diante de mim. E muitos, alguns discretamente, outros nem tanto, deixavam à mostra uma tatuagem. Lembrei que, na minha adolescência, tatuagem era uma exclusividade de marinheiros e presidiários, além de muito frequente nas histórias em quadrinhos, como as do Popeye e sua âncora tatuada nos braços.
Uma vez participei de um grupo amador de teatro que promovia espetáculos em presídios. Numa das apresentações, um dia de muito calor, os presos estavam sem camisa, sentados no chão do pátio, e todos eles, sem exceção, exibiam tatuagens nos braços e no peito. Nos braços, a mais comum era um coração flechado, onde se podia ler um nome de mulher. Já no peito, a que se via em quase todos era um coração - sem a flecha - em que se lia "amor de mãe".
Aquela época a única pessoa tatuada que conhecíamos no bairro em que eu morava era um empregado de posto de gasolina, Genésio. Mas ele também, soubemos depois, era um ex-presidiário.
Estava eu voltado para essas longinquas e inocentes lembranças quando vi a jovem entre aspas se aproximar do café, acompanhada de uma outra, aparentemente da mesma idade. Conversavam animadamente e riam do que falavam. Ocuparam a mesinha ao lado da minha e, como o lugar era pequeno, quase nos esbarrávamos. Tanto olhei para elas e tanto elas surpreenderam meu olhar que achei melhor explicar a minha curiosidade.
- Desculpe - disse eu , mas desci a escada do shopping alguns degraus atrás de você e vi suas aspas tatuadas nos ombros. Nunca tinha visto nada igual.
- Ah-sorriu ela , todo mundo se interessa por elas e me pergunta a razão.
- E você pode dizer qual é?
- Bem, eu acho aspas um sinal muito bonito. Graficamente bonito, entende?
- Concordo, mas...
- Mas o que eu quis mesmo, de verdade, foi fazer uma provocação. Que cada pessoa que olhasse imaginasse alguma frase, um conceito ou mesmo uma única palavra, para colocar entre as aspas.
- Foi o que eu imaginei-exclamei com aquele sorriso de quem acertou e por isso se acha o máximo!
- Que estou aberta a sugestões, entende?
E as duas, maliciosamente, riram ainda mais.
- Uma vez um rapaz me disse que colocaria entre as aspas dos meus ombros o verso do Vinicius: "Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental".
- Você gostou?
- Se gostei? Gostei tanto que vivemos juntos dois anos. So acabou porque um outro me disse que colocaria: "Viver bem é a maior vingança".
- Com esse você deve ter vivido mais tempo.
- Ah, por esse eu me apaixonei perdidamente, vivo com ele até hoje. Já dura cinco anos!
Pagaram a conta, deram tchau e se foram, sempre rindo, alegres, felizes, soltas como uma pipa ao vento.
Eu fiquei olhando as duas, sorrindo diante da velocidade com que pensavam e falavam, de como agiam e riam. E de como pareciam se livrar, sem dificuldade, do peso dos sentimentos. Quem sabe até do amor. Talvez estivesse ali, na juventude tatuada, abrir aspas: "a alegria de viver". Fechar aspas. Sem pensar em vingança.
Fonte: Disponível em: http://vejario.abril.com.br/blog. Acesso em: 18/06/2013
Pode-se concluir pela fala do narrador e de sua interlocutora que:
(Fonte: Portal de noticias de O Estado de São Paulo, 18/06/2013).
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara que aprovou este projeto é presidida por:
I- 2s¹
II- 3s², 3p⁵
III- 4s²
IV- 2s², 2p⁴
2(x-7)+x<10
Se ele vende o quilograma por R$ 1,25, quanto arrecadou com a venda de 36 toneladas de açaí?
(Fonte: Disponível em: http://tv.cancaonova.com/mostramateria.php?id=9413. Acesso em: 21/06/2013).
Em qual cidade brasileira que se deu o início das manifestações por causa do aumento de R$0,20 no transporte público?
(Fonte: Diário On Line, 18/06/2013).
Qual Comissão aprovou este projeto?
Leia as afirmações seguintes sobre a camada de ozônio e marque a alternativa correta:
I- A radiação ultravioleta é reconhecidamente um agente mutagênico capaz de provocar câncer de pele.
II- O uso de gases CFC (clorofluorcarbono) em aerossóis contribui para a destruição da camada de ozônio.
III- A destruição da camada de ozônio ocorre com a "quebrão da molécula de ozônio.
IV. Uma das possíveis consequências da destruição da camada de ozônio é o derretimento das calotas polares provocado pelo efeito estufa.
l - amáveis, gentis e acessíveis;
Il - informados em relação aos processos de sua área de atuação;
Ill - capacitados para atender às reivindicações e reclamações.
E correto o que se afirma em:
Analise as alternativas seguintes e marque a que não condiz com os fins que as respostas elaboradas pela humanidade se propõem:
Leia as afirmações seguintes sobre a água, e marque a alternativa correta:
I- A capacidade dos reservatórios de água diminui progressivamente por causa da sedimentação.
II- A maior parte dos habitantes do planeta carece de água potável.
III- Milhões de seres humanos morrem anualmente por doenças relacionadas com a água.
IV- A maior parte da água do planeta é salgada e imprópria para consumo.
É o bicho.
Bruno Hoffmann
A bicharada está ao nosso lado desde o início da aventura humana. Quando começou a dominar as armas, o homem passou a domesticar os bichos. Desde então, a união nunca mais se desfez. Tornou-se fundamental para a evolução da espécie. "A conexão animal percorre a história e se conecta a outros grandes saltos evolutivos, incluindo a criação de ferramenta, a linguagem e a domesticação", explica a paleontóloga Pat Shipman, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
Aos poucos, a relação deixou de ser apenas de dependência para tornar-se também amorosa. Um exemplo? Em Israel, foi encontrado um fóssil de uma criança abraçada a um cachorro. Os ossos estavam naquela posição havia pelo menos 10 mil anos. Outro que tinha veneração pelos bichos era Francisco de Assis, que, no século 13, ensinava: "Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãs do homem. Deus quer que ajudemos aos animais. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida".
O filósofo grego Demócrito, que viveu em 460 antes de Cristo, defendia: "O animal é tão ou mais sabido do que o homem. Conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora". Já o comediante norte-americano Bill Maher resumiu como poucos o prazer de ter um cão: "A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como se fosse um Beatles".
As vezes, porém, os animais deixam a posição de meros coadjuvantes para desempenhar o papel de protagonistas. Muitos foram alçados ao estrelato no mundo todo. E, claro, no Brasil. E a história de um desses brasileiros peludos que desfila a seguir.
Peteleco buscava pães e compunha sambas.
Adoniran Barbosa não escondia de ninguém que um de seus melhores amigos era Peteleco, não se tratava de nenhum companheiro de rodas de samba, mas do cachorrinho Xodó do compositor. Peteleco era tão sabido que buscava pães na padaria e costumava entrar no mar de Santos junto com o dono, deitado sobre seu peito.
A devoção pelo bichinho era tanta que Adoniran resolveu torná-lo também compositor. Seja para criar ao lado de artistas de outras associações de direitos autorais, seja para não colocar seu nome ao lado de desafetos, há pelo menos seis sambas de Adoniran assinados por Peteleco.
Fonte: Brasil. Almanaque de cultura popular. Ano 14. nov/12 .
Assinale a alternativa em que o provérbio representa a postura de Adoniram em relação a Peteleco:
Escola do século XXI: espaço de construção e produção de conhecimentos.
A luta em defesa de uma educação pública gratuita, democrática e de qualidade não é algo novo, nem uma invenção da primeira década desde séculos, embora seja sua prioridade. Desde o século XVIII, constitui uma das principais pautas de o reivindicações e motivo de luta de vários segmentos sociais. Tais movimentos políticos foram fundamentais para a construção da educação pública, que, desde aquela época, se constitui como espaço de disputa hegemônica, no qual se confrontam dois projetos educacionais, um excludente e seletivo e outro, pautado por princípios de solidariedade e inclusão.
Tradicionalmente, sob a perspectiva educacional seletiva, tem-se garantido que os educandos advindos das classes dominantes e média tenham acesso à unidade educacional e nela permaneçam, desde as primeiras letras até a educação superior. Já os filhos da classe trabalhadora, desde o início de sua vida educacional, são constantemente ameaçados de exclusão e, em grande parte de fato excluídos. A ausência de políticas que garantam a todos o direito à educação expressa a concepção de setores da sociedade para os quais não é necessário que essas crianças ou jovens tenham acesso à formação geral, pois, ou considera-se que seja desnecessária ao tipo de trabalho que desenvolvem ou esta pode significar perigo à ordem estabelecida.
Contrariamente à perspectiva seletiva, existe uma outra, cujo principio fundamental é a inclusão. Nesse sentido, defende se a educação como direito de todos os indivíduos independentemente de origem social, de sexo, de cor, de etnia, de credo e de diversidades físicas, mentais ou sensoriais. A todo ser humano deve ser garantida a oportunidade de viver plenamente todas as fases de sua vida, bem como ter acesso às experiências mais significativas que a humanidade acumulou.
A disputa entre estas duas perspectivas acontece tanto nas esferas do poder constituído, no executivo, no legislativo e no judiciário, como nas várias organizações da sociedade civil, entre elas os meios de comunicação, igrejas, partidos políticos, etc. No entanto, é necessário lembrar que tal disputa não se limita a essas instâncias; ela se dá, também, no espaço das unidades educacionais em geral, assim como na sala de aula.
O fazer pedagógico pode contribuir para a formação tanto de indivíduos unilaterais, alienados e acomodados à sua realidade no intuito de transformá-la. O fracasso escolar e a negação do direito ao acesso à educação formal reforçam a exclusão e se constituem como mecanismos utilizados pelos setores hegemônicos para a manutenção de seus privilégios. A construção da hegemonia ocorre, entre outras formas, com a desvalorização da cultura popular, que se dá no cotidiano nesse caso, da unidade educacional e pela difusão de ideias de que são ilegítimos os hábitos, os valores e as atitudes da maioria da população e, em específico, dos usuários da escola pública.
A palavra escola em grego significa ócio. Na Idade Média, surgiu para atender à demanda de uma nova classe social, a elite, que necessitava ocupar seu tempo ocioso de forma nobre e digna. Este lugar era a escola que, inicialmente, era espaço de lazer e, consequentemente, para o prazer. Como A alteração da ordem das palavras só provoca alteração passar do tempo começava a perder este significado a ser vista como um lugar onde se adquire novas informações, que na maioria das vezes acabam sendo dissociadas da realidade.
Hoje, a escola deve ser vista como um lugar de construção e troca de conhecimentos entre professor-alunos e alunos-sociedade. A escola deveria propiciar um ambiente atrativo para manter seus alunos em sala. Para isso, deve preparar seus professores e utilizar metodologias inovadoras para o aprimoramento do processo educativo.
Com a utilização de metodologias inovadoras na prática pedagógica do professor, pode-se montar uma teia entre o saber do mundo real e a escola, levando-se em conta as diversas culturas e o intercambio entre professor-aluno dinamizando e enriquecendo a educação.
A sala de aula agora é uma janela aberta para o mundo e o professor o responsável por facilitar a aprendizagem e proporcional situações que desenvolvam no estudante a capacidade de pensar por si mesmo, incentivando-o continuamente a buscar o conhecimento.
Fonte: Conhecimento Prático: Língua Portuguesa, n. 38, p.21.
Identifique o fragmento que denuncia o interesse de políticas escusas na manutenção do poder:
I. tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
II. adquirir outra nacionalidade, salvo no caso de reconhecimento de nacionalidade originaria pela lei estrangeira;
III. adquirir outra nacionalidade, salvo no caso de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.
Após a análise dos itens, marque a alternativa correta: