Foram encontradas 522 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3528311 História

Tendo encarado a besta do passado olho no olho, tendo pedido e recebido perdão e tendo feito correções, viremos agora a página – não para esquecê-lo, mas para não deixá-lo aprisionar-nos para sempre. Avancemos em direção a um futuro glorioso de uma nova sociedade sul-africana, em que as pessoas valham não em razão de irrelevâncias biológicas ou de outros estranhos atributos, mas porque são pessoas de valor infinito criadas à imagem de Deus.


Desmond Tutu, no encerramento da Comissão da Verdade na África do Sul. Disponível em: camara.leg.br. Acesso em: 29 maio, 2025.



O discurso acima, tendo sido produzido na virada do século XX para o XXI, revela a intencionalidade específica de 

Alternativas
Q3528310 História

TEXTO I



        Conceitos, na medida em que envolvem todo o processo semiótico, não podem ser definidos; apenas aquilo que não tem história pode ser definido.


NIETZSCHE, Friedrich, The Birth of Tragedy and The Genealogy of Morals, trans. Francis Golffing. New York: Doubleday, 1956 apud KOSELLECK, Reinhart. Introduction and Prefaces to the Geschichtliche Grundbegriffe. In: Contributions to the History of Concepts. Volume 6, Issue 1, Summer 2011.



TEXTO II



        Como todo conceito, o de História Pública possuí múltiplos significados. De 11 a 13 de fevereiro de 2015, na Villa Schifanoia, subúrbio de Florença, ocorreu o evento “História Pública e a Mídia” (2015). O encontro registra testemunhos de oito países europeus, todos respondendo a uma única pergunta: “o que é História Pública”? Para Argyri Panezi, trata-se da escrita da história “apresentada de forma acessível ao grande público”. Christine Dupont, fala da História Pública como “campo de comunicação da história”, no qual a historiadora “põe-se em perigo”, entendendo que sua formação é digna de ser compartilhada com um público maior do que o limitado círculo de pares. Étienne Deschamps lembra que se trata de uma “abordagem histórica firmada em uma formação acadêmica tradicional”, oriunda do meio universitário, mas que “se transforma em uma forma de engajamento com a sociedade (…), de maneira a responder às demandas sociais” (2015). Indo mais longe, Marta Carosio defende o envolvimento do público no “processo de pesquisa histórica”, de maneira a fazê-lo refletir sobre a relevância do passado na vida social. Jozefien de Bock leva esse argumento adiante, afirmando que História Pública “não é apresentar a história para uma audiência, mas o momento em que acadêmicos e não acadêmicos escrevem história juntos”


O que é História Pública? Disponível em: historiapublica.sites.ufsc.br. Acesso em: 15 maio, 2025.



Sobre a temática da História Pública, marque a alternativa correta. 

Alternativas
Q3528309 História

O número de votantes potenciais em 1872 era de 1.097.698 o que correspondia a 10,8% da população total. Esse número poderia chegar a 13%, quando separamos os escravos dos demais indivíduos. Em 1886, cinco anos depois de a Lei Saraiva ter sido aprovada, o número de cidadãos que poderiam se qualificar eleitores era de 117.022, isto é, 0,8% da população.


CASTELLUCCI, A. A. S. Trabalhadores, máquina política e eleições na Primeira República. Disponível em: www.ifch.unicamp.br. Acesso em: 25 maio. 2025.



O que se observa como consequência da referida legislação, que provocou alteração substancial no número total dos sujeitos com direito a voto no Brasil, foi o estabelecimento da exigência 

Alternativas
Q3528308 História e Geografia de Estados e Municípios

TEXTO I


O sentido local de brega em muito se distancia da concepção mais comum nacionalmente difundida do brega como comportamento ou produção cultural “cafona” ou “kitsch”, dentro das opções oferecidas pela sociedade de consumo. Aliás, as inevitáveis referências ao “mau gosto”, “sentimentalismo” e “vulgaridade” das músicas consideradas como brega e que alcançam difusão nacional não se aplicam a percepção do público de Belém o que constitui “um brega”. A menção local a qualquer música deste estilo é feita dessa forma (um brega), sem qualquer sentido depreciativo. Na verdade, o brega local está tanto ligado ao sentido de popular quanto ao de música “para dançar”, “para festejar”.


COSTA, Antônio Maurício Dia da. Festa na cidade: o circuito bregueiro de Belém do Pará. Belém: Editora da UEPA, 2009. 



Texto II


Brega paraense é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial: 'realização de sonho coletivo', dizem artistas 


Ritmo é sustento e inspiração para muitos paraenses, que veem reconhecimento como solidificação do trabalho. Evento sanciona brega como patrimônio cultural no Pará nesta quarta, 15. 


No Pará, um sinal incontestável de que uma música se tornou sucesso é quando ela ‘vira brega’: qualquer hit internacional ganha versões do ritmo consagrado no Norte do país. O brega foi destaque na abertura das Olimpíadas no Brasil e é referência da cultura e identidade paraense. Nascido nas periferias, o estilo brega carrega nas vertentes uma estética repleta de cores e sons vibrantes. Agora, ele é também reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará e artistas consideram a conquista a realização de um sonho coletivo.


Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 29 maio, 2025.



Enquanto o Texto I revela uma importante manifestação da cultura paraense, o Texto II evidencia que tal manifestação foi considerada, em 2021, como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará. O processo de reconhecimento de bens patrimoniais de natureza imaterial é denominado de 

Alternativas
Q3528307 História

Qual era a base econômica quilombola? O melhor seria falar em múltiplas estruturas socioeconômicas, pois fatores geográficos, demográficos e culturais interferiram na montagem dela. O mais importante – em qualquer período ou local – foi o não isolamento. Houve quem dissesse que os quilombos/mocambos se isolaram do restante da sociedade e que tal isola mento – via de proteção – foi fundamental para sua reprodução [...]. No Brasil – ao contrário de outras áreas escravistas nas Américas –, as comunidades de fugitivos se proliferaram como em nenhum outro lugar, exatamente por sua capacidade de articulação com as lógicas econômicas das regiões onde se estabeleceram.


GOMES, Flávio dos Santos. Mocambos e quilombos: uma história do campesinato negro no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2015. p. 19;20.



A reflexão do historiador Flávio Gomes, canônica no que tange aos estudos sobre quilombos no Brasil, tem validade ao revelar 

Alternativas
Q3528306 História

De fato, até alguns anos atrás, os estudos sobre o cativeiro no Brasil tendiam a descrever as práticas sexuais e a vida familiar dos escravos como evidências de uma "patologia social" — de uma falta de normas e nexos sociais — que impossibilitasse não apenas a aglutinação das pessoas na vida privada, mas também uma ação coletiva e "política" consequente. Este livro procura resgatar a capacidade dos Serafins e Romanas de construírem famílias conjugais, extensas e intergeracionais, e de agirem em concerto com seus companheiros para definir projetos em comum. Analisa as razões práticas e simbólicas que os levaram a valorizar os laços de parentesco, consanguíneos e afins. Isto é, procura descobrir a "flor" na senzala — as "esperanças" e as "recordações" forjadas pelos escravos a partir de sua experiência e de sua herança cultural. Finalmente, tenta pesar na balança os diversos significados da família cativa, que, ao promover a autonomia e a dependência do escravo, era a um só tempo abalo e arrimo para o escravismo.


SLENES, Robert. Na senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava. Campinas: Editora da Unicamp, 2011.



O debate historiográfico apresentado revela 

Alternativas
Q3528305 História

Leia a importante reflexão do historiador Jean-Pierre Vernant sobre o mundo grego antigo e seus valores: O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos.


VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981.



O surgimento do espaço, caracterizado por Jean-Pierre Vernant, tem importância central no exercício da cidadania no mundo grego antigo, pois revela 

Alternativas
Q3528304 História

TEXTO I


O ritual teve lugar, segundo rezava o costume, na catedral de Reims (...). А cerimônia incluía um juramento prestado pelo rei prometendo conservar os privilégios de seus súditos, perguntava-se também à congregação se aceitava ou não Luís como rei. Seguiam-se a benção dos emblemas reais, entre quais a chamada 'espada de Carlos Magno', esporas e o anel (...). A seguir veio o momento da sagração. O corpo do rei foi ungido com o crisma (...). O bispo pôs o cetro na mão direita do rei, na esquerda, pôs a 'mão da justiça' e na cabeça a 'coroa de Carlos Magno’.


BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994. 



TEXTO II


Imagem associada para resolução da questão

Charge de autor desconhecido. Publicada em: BURKE, Peter. A Fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1994.



Os documentos apresentados revelam, respectivamente, 

Alternativas
Q3528303 História

Kante foi feroz adversário do Islã – teria vencido e matado nove reis. Os excessos do Rei-Feiticeiro levaram os habitantes do Manden a se revoltarem uma vez mais. Estes tentaram persuadir o mansa Dankaran Tuman a comandá-los; contudo, temendo as represálias de Sumaoro Kante, o rei do Manden fugiu para o sul e lá fundou, em plena floresta, Kissidugu, a “cidade da salvação”. No vazio de poder que resultou da deserção do mansa, os insurretos recorreram a Sundiata Keita, segundo filho de Nare Fa Maghan, que então vivia exilado em Nema. Antes, porém, de tratarmos das guerras e conquistas do jovem príncipe, convém apresentarmos em linhas gerais um quadro do Manden.


História geral da África - IV: África do século XII ao XVI. Editado por Djibril Tamsir Niane. Brasília: UNESCO, 2010.



O Manden, que o autor afirma desejar apresentar, representa o embrião do futuro núcleo do 

Alternativas
Q3528302 História

No Brasil, governo resolveu por colocar em isolamento sujeitos vistos como elementos nocivos que poderiam contaminar o restante da população com suas ideias. No Pará, a colônia japonesa na cidade de Tomé-Açu, que anteriormente abrigava trabalhadores, passou a circunscrever uma área de reclusão de suspeitos de espionagem. Além dos nipônicos, ainda foram endereçados a estes campos italianos e alemães. Segundo o jornal O Estado do Pará, era destinada aos “eixistas nocivos à segurança nacional (...) sob direção fecunda do capitão João Evangelista Filho”.


ALMEIDA, Tunai Rehm Costa de; COSTA, Edivando da Silva. “Em defesa do meu nome”: o caso dos alemães e a representação do nazismo em Belém, durante a Segunda Guerra Mundial. Revista Maracanan, Rio de Janeiro, n. 30, p. 90-110, maio/ago. 2022.



Os ditos “eixistas” em questão, então perseguidos por autoridades do Estado brasileiro, estavam sendo acusados de serem 

Alternativas
Q3528165 Geografia

Mata de Araucária é uma formação vegetal brasileira que se desenvolve especialmente nos estados da região sul do país e em partes de relevo mais elevados e frios de São Paulo e Minas Gerais.


Mata Atlântica é denominada também de Mata dos Pinhais e Floresta Aciculifoliada. Esse tipo de vegetação está adaptado ao clima subtropical que possui verões quentes e invernos relativamente rigorosos com chuvas bem distribuídas durante o ano, além disso, o relevo influencia, uma vez que esse tipo de vegetal prolifera em áreas que se encontram no mínimo 500 metros acima do nível do mar.


Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/mata-araucaria.htm



Marque a alternativa que indique um dos fatores que levam ao desmatamento da vegetação de araucária.

Alternativas
Q3528164 Geografia
"Ratzel foi também um profundo estudioso do conceito e comportamento do Estado moderno. Para ele, o Estado seria a sociedade organizada para construir, defender ou expandir o seu território. Também considerava que essa era uma forma de organização que aconteceria de forma natural em qualquer sociedade avançada. O Estado, para Ratzel, era um organismo vivo."
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/friedrich-ratzel.htm

O texto acima faz referência à teoria do (a):  
Alternativas
Q3528163 Geografia

Imagem associada para resolução da questão


O mapa acima representa o fenômeno das secas na região nordeste do Brasil. Assinale a alternativa que explique a formação das secas na região nordeste do Brasil. 

Alternativas
Q3528162 Geografia

O Brasil é um importante produtor mundial de alimentos, como soja, cana-de-açúcar, milho, laranja, café e carnes diversas. Porém o país também enfrenta problemas em relação ao espaço rural, com destaque para a elevada concentração de terras e a presença de conflitos agrários. Ademais, as atividades agropecuárias no Brasil impactam de forma direta o meio ambiente.


Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/geografia-agraria.htm



Marque a alternativa que apresenta uma das consequências ambientais da expansão da agropecuária no Brasil. 

Alternativas
Q3528161 Geografia

Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que apresenta uma das consequências da movimentação da corrente do golfo.

Alternativas
Q3528160 Geografia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, em uma década, ocorreu uma importante desconcentração da indústria brasileira, com redução da participação da região Sudeste no PIB industrial e um aumento na participação das demais regiões geográficas, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Nesse movimento, São Paulo perdeu 5,5 pontos percentuais de participação na produção da indústria de transformação no Brasil, principal segmento industrial do País. A maior queda entre os 26 estados e o Distrito Federal. O Rio Janeiro obteve o segundo pior desempenho, com recuo de 1,1 ponto percentual.


Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/industria-migra-do-sudeste-para-as-demais-regioes-do-pais-em-dez anos-mostra-estudo-da-cni/



Marque a alternativa que apresenta um dos fatores que levou à desconcentração industrial representada no texto. 

Alternativas
Q3528159 Geologia

As rochas da crosta terrestre estão em constante processo de transformação, sendo modificadas pela ação erosiva de agentes externos (chuvas, ventos etc.) e agentes internos (erupções vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura geológica de um determinado local é de fundamental importância na análise do relevo e dos possíveis recursos minerais existentes.


O Brasil, por apresentar uma grande extensão territorial (8.514.876 quilômetros quadrados), possui estrutura geológica composta por três tipos distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.


Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/estrutura-geologica-brasil.htm



Sobre a estrutura geológica do Brasil, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3528158 Geografia

O desenvolvimento de diferentes regionalizações pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística está vinculado, por vezes mais próximos outros mais distantes, à questão da regulação, ordenamento, planejamento e ação do poder político estatal no território nacional brasileiro. Esta ação mobiliza, inerentemente, uma gama considerável de variáveis, estudos, referências e condicionantes que levaram não apenas as propostas regionais aqui apresentadas, mas a outras que por ventura venham a ser desenvolvidas.


E este ponto, de constante desenvolvimento das regionalizações, é que a análise regional precede tais propostas de repar tições territoriais, princípio lógico que pode ser constatado nas diferentes regionalizações do Brasil seguindo, em grande parte, as teorizações de Correa (1987) e GEIGER (1967).


Fonte: Araújo, Gilvan Charles Cerqueira de. Regionalizar para integrar. Boletim Paulista de Geografia v. 97, 2017, p.122-145.



Assinale a alternativa que apresenta uma mudança na regionalização do Brasil, ocorrida em 1988.

Alternativas
Q3528157 Geografia
População urbana absoluta e relativa no mundo: 1950-2050 Imagem associada para resolução da questão
A imagem acima representa o processo de urbanização do espaço mundial. Marque a alternativa correta sobre o tema.
Alternativas
Q3528156 Geografia

A exploração da borracha estava baseada no aviamento (sistema de crédito) que vai permitir a expansão para o interior da floresta, fazendo com que o tamanho das sedes municipais oscilasse durante o período da estação seca (período de coleta) e da chuvosa (período de pouca coleta); além do que, não fomentava a agricultura e o mercado interno, já que o grosso das mercadorias eram oriundas de Belém.


No Pará, os municípios que mais se destacavam até a década de 1870 na exploração de borracha eram Breves, Anajás, Melgaço e Gurupá. Expandindo-se após este período para o oeste da região em direção ao baixo rio Xingu, baixo Tapajós e para o estado do Amazonas, em direção aos rios Solimões, Madeira, Purus e Juruá, que possuíam melhores condições de navegabilidade durante o ano do que o Xingu e o Tapajós (que possuíam corredeiras e quedas d’águas).


Fonte: Tavares, Maria Goretti da Costa. A Amazônia brasileira: formação histórico-territorial e perspectivas para o século XXI. GEOUSP - Espaço e Tempo, São Paulo, Nº 29 - Especial, pp. 107 - 121, 2011.



Assinale a alternativa que apresente um dos fatores que levaram ao desenvolvimento da exploração da borracha na Amazônia. 

Alternativas
Respostas
121: A
122: D
123: D
124: C
125: B
126: B
127: C
128: B
129: A
130: D
131: D
132: C
133: A
134: D
135: C
136: B
137: A
138: D
139: C
140: B