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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1196978 Terapia Ocupacional
O terapeuta ocupacional utiliza métodos e técnicas que influenciam nos movimentos por meio de atividades graduadas, movimentação ativa, passiva e uso de adaptações nas AVDs. Esse tipo de análise está embasado no Modelo
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1196685 Terapia Ocupacional
Com relação aos fundamentos da Terapia Ocupacional, é correto afirmar que
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1196350 Técnicas em Laboratório
Considerando os conceitos em Biossegurança no tocante às três (03) classes de cabine de segurança biológica, é correto afirmar
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1190479 Administração Geral
Para que as comunicações oficiais permitam sempre uma única interpretação, devem ser adotados alguns princípios, dentre os quais o da
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1190334 Redação Oficial
Na redação oficial, assim como na linguagem culta, o sujeito é o ser de quem se fala ou que executa a ação enunciada na oração, podendo ter complemento, mas não sendo complemento. Nessa linha de raciocínio, a construção correta está na alternativa
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1190309 Administração Geral
A orientação da gestão baseada em processos envolve a preocupação constante com sua otimização, tendo em vista alcançar ou superar benchmarks, que significam
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1189581 Serviço Social
A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. São princípios e diretrizes da Previdência Social:
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1188258 Educação Física
“Toda criança possui características, interesses e necessidades de aprendizagem que são únicas.” Esse trecho é um dos vários evidenciados na conferência mundial sobre necessidades educacionais especiais, fato que aconteceu em 
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1187973 Educação Física
Com a chamada terceirização da criança, quando os pais já não encontram tempo para cuidar ativamente de seus filhos, sendo obrigados cada vez mais cedo a deixá-los em creches e pré-escolas, surge a necessidade de o profissional de educação física estar apto em articular estímulos sobre os conhecimentos biológicos do desenvolvimento infantil. Portanto, pode-se dizer que a educação física bem estimulada, adequada à idade e à necessidade da criança, pode contribuir para o(a) 
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1185500 Português
Não seriam respeitadas as ideias desenvolvidas no texto, caso se substituísse
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1185157 Técnicas em Laboratório
Dentre os métodos parasitológicos de fezes abaixo, assinale o que representa maior sensibilidade para o diagnóstico da estrongiloidíase.
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1184977 Biomedicina - Análises Clínicas
Os estreptococos têm características que ajudam seu isolamento e sua identificação presuntiva. Dentre as afirmativas abaixo, assinale aquela que apresenta característica que não pertence a esse gênero.
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1182610 Terapia Ocupacional
Sobre análise de atividades e Terapia Ocupacional, é correto afirmar que
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1182080 Engenharia Agronômica (Agronomia)
São componentes encontrados na Pá Carregadeira, EXCETO:
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1182037 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Para realizar a parada segura da máquina, devemos adotar os seguintes procedimentos: 
I. Se a máquina possuir uma direção de articulação, bloqueie a articulação; 
II. baixe o equipamento de trabalho e crave o balde ligeiramente no solo; 
III. coloque todas as alavancas de operação em posição engrenada e bloqueie o freio de imobilização. 
Marque a alternativa que contém a resposta certa.
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1181991 Educação Artística
Vários estudiosos do ensino de arte refletiram sobre a prática deste ensino, chegando a sugerir algumas metodologias de leitura de obras de artes, como Edmund Burke Feldman, que em 1970 propôs um método comparativo de análise de obras de artes, a partir de um processo de leitura que envolve a 
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Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Castanhal - PA
Q1181930 Educação Artística
Provocar leituras que possam desencadear um aprendizado de arte, ampliando as redes de significação do fruidor é o objetivo maior de(do, da) 
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Q3418906 Não definido
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
O cronista faz alusão aos "tigres asiáticos". Analise as afirmativas e marque a alternativa correta.

I- Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan, na segunda metade do século XIX, receberam essa perífrase.
lI- O nome do grupo faz alusão á força e competitividade do felino, animal asiático.
IlI A exemplificação deve-se ao investimento por qualificação educacional da mão de obra.
IV- A constatação é simples, enquanto não se qualificarem, apesar das riquezas, tal qual a dos tigres, não haverá crescimento econômico. 
Alternativas
Q3415815 Não definido
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As receitas


Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes. Ensinaram errado. O que me disseram equivale a predizer que um homem será um grande pintor por ser dono de uma loja de tintas. Mas o que faz um quadro não é a tinta: são as ideias que moram na cabeça do pintor. São as ideias dançantes na cabeça que fazem as tintas dançar sobre a tela.


Por isso, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Somos pobres em idéias. Não sabemos pensar. Nisto nos parecemos com os dinossauros, que tinham excesso de massa muscular e cérebros de galinha. Hoje, nas relações de troca entre os países, o bem mais caro, o bem mais cuidadosamente guardado, o bem que não se vende, são as ideias. É com as ideias que o mundo é feito. Prova disso são os tigres asiáticos, Japão, Coreia, Formosa que, pobres de recursos naturais, se enriqueceram por ter se especializado na arte de pensar.


Minha filha me fez uma pergunta: "O que é pensar?" Disse-me que 'esta era uma pergunta que o professor de filosofia havia proposto à classe. Pelo que lhe dou os parabéns. Primeiro por ter ido diretamente à questão essencial. Segundo, por ter tido a sabedoria de fazer a pergunta, sem dar a resposta. Porque, se tivesse dado a resposta, teria com ela cortado as asas do pensamento. O pensamento é como a águia que só alça vôo nos espaços vazios do desconhecido. Pensar é voar sobre o que não se sabe. Não existe nada mais fatal para o pensamento que o ensino das respostas certas. Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.


E, no entanto, não podemos viver sem as respostas. As asas, para o impulso inicial do vôo, dependem de pés apoiados na terra firme. Os pássaros, antes de saber voar, aprendem a se apoiar sobre os seus pés. Também as crianças, antes de aprender a voar, têm que aprender a caminhar sobre a terra firme. Terra firme: as milhares de perguntas para as quais as gerações passadas já descobriram as respostas. O primeiro momento da educação é a transmissão deste saber. Nas palavras de Roland Barthes: "Há um momento em que se ensina o que se sabe ... " E o curioso é que este aprendizado é justamente para nos poupar da necessidade de pensar.


As gerações mais velhas ensinam às mais novas as receitas que funcionam. Sei amarrar os meus sapatos automaticamente, sei dar o nó na minha gravata automaticamente: as mãos fazem o seu trabalho com destreza enquanto as ideias andam por outros lugares. Aquilo que um dia eu não sabia me foi ensinado; eu aprendi com o corpo e esqueci com a cabeça. E a condição para que minhas mãos saibam bem é que a cabeça não pense sobre o que elas estão fazendo. Um pianista que, na hora da execução, pensa sobre os caminhos que seus dedos deverão seguir, tropeçará fatalmente. Há a estória de uma centopeia que andava feliz pelo jardim, quando foi interpelada por um grilo: "Dona Centopeia, sempre tive curiosidade sobre uma coisa: quando a senhora anda, qual, dentre as suas cem pernas, é aquela que a senhora movimenta primeiro?" "Curioso", ela respondeu. "Sempre andei, mas nunca me propus esta questão. Da próxima vez, prestarei atenção." Termina a estória dizendo que a centopéia nunca mais conseguiu andar. 


Todo mundo fala, e fala bem. Ninguém sabe como a linguagem foi ensinada e nem como ela foi aprendida. A despeito disto, o ensino foi tão eficiente que não preciso pensar para falar. Ao falar não sei se estou usando um substantivo, um verbo ou um adjetivo, e nem me lembro das regras da gramática. Quem, para falar, tem de se lembrar destas coisas, não sabe falar. Há um nível de aprendizado em que o pensamento é um estorvo. Só se sabe bem com o corpo aquilo que a cabeça esqueceu. E assim escrevemos, lemos, andamos de bicicleta, nadamos, pregamos pregos, guiamos carros: sem saber com a cabeça, porque o corpo sabe melhor. É um conhecimento que se tornou parte inconsciente de mim mesmo. E isso me poupa do trabalho de pensar o já sabido. Ensinar aqui, é inconscientizar.


O sabido é o não-pensado, que fica guardado, pronto para ser usado como receita, na memória desse computador que se chama cérebro. Basta aper tar a tecla adequada para que a receita apareça no vídeo da consciência. Aperto a tecla moqueca. A receita aparece no meu vídeo cerebral: panela de barro, azeite, peixe, tomate, cebola, coentro, cheiro verde, urucum, sal, pimenta, seguidos de uma se série de instruções sobre o que fazer. Não é coisa que eu tenha inventado. Me foi ensinado. Não precisei pensar. Gostei. Foi para a memória. Esta é a regra fundamental desse computador que vive no corpo humano: só vai para a memória aquilo que e objeto do desejo.


A tarefa primordial do professor: seduzir o aluno para que ele deseje e, desejando, aprenda. E o saber fica memorizado de cor - etimologicamente, no coração -, à espera de que a tecla do desejo de novo o chame do seu lugar de esquecimento. Memória: um saber que 0 passado sedimentou. Indispensável para se repetir as receitas que os mortos nos legaram. E elas são boas. Tão boas que elas nos fazem esquecer que é preciso voar. Permitem que andemos pelas trilhas batidas. Mas nada têm a dizer sobre mares desconhecidos. Muitas pessoas, de tanto repetir as receitas,  metamorfosearam-se de águias em tartarugas. E não são poucas as tartarugas que possuem diplomas universitários. Aqui se encontra o perigo das escolas: de tanto ensinar o que o passado legou - e ensinar bem - fazem os alunos se esquecer de que o seu destino não é o passado cristalizado em saber, mas um futuro que se abre como vazio, um não saber que somente pode ser explorado com as asas do pensamento. Compreende-se então que 8arthes tenha dito que, seguindo-se ao tempo em que se ensina o que se sabe, deve chegar o tempo quando se ensina o que não se sabe. 


(Rubem Alves, no livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poetica Editora Lida, 1994.) 
O cronista faz alusão aos "tigres asiáticos". Analise as afirmativas e marque a alternativa correta.

I- Cingapura, Coreia do Sul, Hong Kong e Taiwan, na segunda metade do século XIX, receberam essa perífrase.
lI- O nome do grupo faz alusão à força e competitividade do felino, animal asiático.
IlI- A exemplificação deve-se ao investimento por qualificação educacional da mão de obra.
IV- A constatação é simples, enquanto não se qualificarem, apesar das riquezas, tal qual a dos tigres, não haverá crescimento econômico.
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1575: C
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1577: A